{"id":29553,"date":"2008-01-23T16:15:30","date_gmt":"2008-01-23T16:15:30","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/23\/jornadas-pastorais-para-o-clero-da-diocese-do-porto\/"},"modified":"2008-01-23T16:15:30","modified_gmt":"2008-01-23T16:15:30","slug":"jornadas-pastorais-para-o-clero-da-diocese-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jornadas-pastorais-para-o-clero-da-diocese-do-porto\/","title":{"rendered":"Jornadas Pastorais para o Clero da diocese do Porto"},"content":{"rendered":"<p>Na Casa Diocesana de Vilar, Porto, decorreram de 14 a 18 de Janeiro de 2008, com a participa\u00e7\u00e3o de mais de meia centena de padres e di\u00e1conos, as Jornadas Pastorais sob o tema \u201cSomente o Amor, cora\u00e7\u00e3o da vida crist\u00e3, nos torna testemunhas de Cristo\u201d, na linha da Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica p\u00f3s-sinodal \u201cSacramentum Caritatis\u201d, do Papa Bento XVI.   \u201cO mist\u00e9rio da Eucaristia a partir da sua origem trinit\u00e1ria. O primado do Amor\u201d, \u201cA Eucaristia, mist\u00e9rio vivido, princ\u00edpio de vida nova em n\u00f3s e forma da vida crist\u00e3\u201d e \u201cA Eucaristia, fonte e \u00e1pice da miss\u00e3o da Igreja\u201d &#8211; foram os temas apresentados por interven\u00e7\u00f5es de D. Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tma, de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, e do C\u00f3n. Jorge Cunha, director da Faculdade de Teologia-Porto, que permitiram uma alargada reflex\u00e3o dos participantes.  Foram complementadas pelas comunica\u00e7\u00f5es dialogantes do C\u00f3n. Jo\u00e3o Peixoto, do P. Manuel Amorim e do P. Lino Maia: \u201cMist\u00e9rio da F\u00e9 \u2013 Como viver esta exclama\u00e7\u00e3o que convida a aclamar Jesus Cristo que se torna presente no memorial da Sua P\u00e1scoa?\u201d, \u201cA Arte da celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 a melhor condi\u00e7\u00e3o para a participa\u00e7\u00e3o do Povo de Deus no rito sagrado\u201d e \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre mist\u00e9rio eucar\u00edstico e compromisso social\u201d.  <b>Perspectivas de reflex\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o<\/b> 1. O mist\u00e9rio de Deus, Amor Trinit\u00e1rio, \u00e9 o primeiro conte\u00fado da F\u00e9 eucar\u00edstica, o que implica algumas atitudes por parte de quem preside e por parte de quem participa, nomeadamente a de procurar escutar, respeitar e acolher o Mist\u00e9rio com uma linguagem e esfor\u00e7o de convers\u00e3o, humildade e busca de mais profunda rela\u00e7\u00e3o com Deus.   2. O primado de Deus, do Seu Amor e da sua Gra\u00e7a, dever\u00e1 levar-nos a ultrapassar um olhar utilitarista e a assumir uma atitude contemplativa que nos fa\u00e7a centrar a celebra\u00e7\u00e3o no dom que ali vamos buscar. Isso pede-nos mais cuidado no arranjo da igreja, nos tempos de sil\u00eancio, na pr\u00f3pria ilumina\u00e7\u00e3o do Sacr\u00e1rio, no esfor\u00e7o de sugerir mais do que tentar explicar tudo, nas oportunidades de Adora\u00e7\u00e3o, no apelo \u00e0 comunh\u00e3o e no zelo de saber aproximar as pessoas e ajud\u00e1-las a descobrirem o gosto pelas coisas em vez de dar tudo feito e pronto a consumir. 3. O Amor de entrega por parte de Cristo \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio, o que exige que se viva \u201co memorial do sacrif\u00edcio de Cristo\u201d na linha de um amor realizado, vitorioso, levado at\u00e9 ao fim. Ser\u00e1 preciso, ent\u00e3o, deixar que Deus, por mim, fale, d\u00ea alento, envie em miss\u00e3o e mostre como Ele \u00e9 bom e d\u00e1 sentido \u00e0 vida em todas as ocasi\u00f5es.  <i>Fonte da vida comunit\u00e1ria<\/i> 4.A Eucaristia deve ser fonte da vida comunit\u00e1ria e da miss\u00e3o da Igreja, o que reclama apelo \u00e0 comunh\u00e3o como express\u00e3o do Amor acolhido e celebrado, saboreado e capaz de transformar e dar qualidade \u00e0 vida em todas as circunst\u00e2ncias. N\u00e3o se trata de mais uma devo\u00e7\u00e3o mas do ponto fundamental da vida crist\u00e3, onde deve colocar-se tudo o que somos e, assim, celebrar os diversos acontecimentos. Na Eucaristia se encontrar\u00e1 a luz que ilumina o caminho e a for\u00e7a que faz viver plenamente toda a semana.   5. A Eucaristia, como mist\u00e9rio vivido, deve levar \u00e0 descoberta e a uma mais profunda viv\u00eancia do Domingo. Para isso, nomeadamente na inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, cuidar-se-\u00e1 de concretizar a nossa participa\u00e7\u00e3o na vida divina em progressivas atitudes. Ser\u00e1 de aproveitar a Catequese, os encontros com pais, o coro infantil, os leitores e ac\u00f3litos, a coloca\u00e7\u00e3o das festas da Catequese em momentos pr\u00f3prios, as novas tecnologias, a organiza\u00e7\u00e3o de festas, encontros\u2026 para que a Eucaristia, mais do que ponto de chegada, seja ponto de partida para toda uma semana. E quem completa a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 pelo Crisma deve ser integrado na ac\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica para que possa viver a sua vida em testemunho decorrente da sua F\u00e9.    6. A vida quotidiana, a fam\u00edlia, o emprego, a ocupa\u00e7\u00e3o dos tempos livres podem alimentar-se da Eucaristia. Quem viu, escutou e recebeu a vida em plenitude h\u00e1-de passar a experimentar uma nova maneira de viver, dar gl\u00f3ria a Deus atrav\u00e9s de uma vida realizada, feliz, partilhada e comunicada em atitude de servi\u00e7o. Num tempo em que vai morrendo o esp\u00edrito comunit\u00e1rio, a Missa do Domingo  \u00e9, quase um isolado apelo \u00e0 viv\u00eancia familiar e incentivo para a disponibilidade para o servi\u00e7o aos outros. Ser\u00e1 preciso um pouco mais de criatividade para responder \u00e0 crescente mobilidade, dispers\u00e3o de hor\u00e1rios de trabalho e h\u00e1bitos de fim-de-semana e de f\u00e9rias.  <i>Viver o sentido do domingo<\/i> 7. H\u00e1 uma s\u00e9rie de actividades dominicais que, na linha da Eucaristia, podem dar um tom diferente \u00e0s comunidades e encher de gra\u00e7a a vida das pessoas. Viver segundo o Domingo, significa dar concretiza\u00e7\u00e3o \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o trazida por Cristo ao tempo, \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com as pessoas, ao trabalho, \u00e0 vida e \u00e0 pr\u00f3pria morte, seja atrav\u00e9s de encontros de amizade, de forma\u00e7\u00e3o, de ora\u00e7\u00e3o ou de peregrina\u00e7\u00f5es e de obras de caridade.  Importa saber fazer a liga\u00e7\u00e3o educativa e motivadora dos diversos tempos, das festas e dos encontros de f\u00e9rias, por exemplo dos emigrantes. A prepara\u00e7\u00e3o adequada dos momentos de festa poder\u00e1 congregar, dinamizar e formar muitos agentes de uma sociedade mais participativa. 8. \u201cFonte \u00e9 \u00e1pice da vida da Igreja\u201d, a Eucaristia permite que se possa encontrar Cristo nas realidades do mundo e descobrir o sentido da vida humana, vivida na linha da hist\u00f3ria do Amor de Deus. Recebe-se essa miss\u00e3o no fim da Missa e \u00e9, com esse novo vigor, que se inicia todo o Apostolado. Alguns pontos, entretanto, precisam de nova linguagem e de reconvers\u00e3o de sentido: a) as inten\u00e7\u00f5es da Missa sejam por vivos e defuntos, salientando a comunh\u00e3o: passar do culto dos mortos \u00e0 comunh\u00e3o dos santos e da \u201cminha Missa\u201d \u00e0 Missa por todos (n\u00e3o se tema dizer o nome das pessoas, enfrentando a morte e vencendo a melancolia e o medo; b) valorizar o ofert\u00f3rio como partilha de bens em gestos de caridade, que s\u00e3o miss\u00e3o da Igreja, e cuidar bem de dizer para onde vai o dinheiro; c) dar a conhecer, com clareza, o destino dos estip\u00eandios das missas, nomeadamente os das inten\u00e7\u00f5es acumuladas.  <i>O\u00e1sis de vida<\/i> 9. Em vez da ideia de preceito dominical ajude-se a experimentar a Missa como \u201co\u00e1sis\u201d de uma vida que, ao menos ali, \u00e9 sempre marcada pelo apelo \u00e0 mudan\u00e7a, ao servi\u00e7o, \u00e0 vida fraterna e \u00e0 ousadia de perdoar e de dar prioridade no afecto aos mais necessitados.  10. Maior cuidado no acolhimento e mais sabedoria para lidar com casos dif\u00edceis num esfor\u00e7o de apelo \u00e0 convers\u00e3o e \u00e0 descoberta das \u201craz\u00f5es da nossa esperan\u00e7a\u201d. O dia do Senhor seja um tempo de encontro com aqueles que na Eucaristia alimentam o caminho da liberdade com a exig\u00eancia de uma dedica\u00e7\u00e3o sempre maior\u2026 at\u00e9 ao dom total.  11. A Eucaristia \u00e9 para edificar a Igreja e, por isso, depois de uma boa celebra\u00e7\u00e3o a assembleia dever\u00e1 sentir-se enviada a levar a todos os lugares e pessoas o alento de Cristo ressuscitado. 12. Cuidar da celebra\u00e7\u00e3o significar\u00e1 ajudar a participa\u00e7\u00e3o das pessoas no dom que \u00e9 oferecido \u00e0 Igreja e h\u00e1-de proporcionar o acolhimento do mist\u00e9rio que nos \u00e9 dado e que nos constitui como povo em ac\u00e7\u00e3o de salva\u00e7\u00e3o. 13. Sem a ac\u00e7\u00e3o caritativa n\u00e3o haver\u00e1 Igreja, pois a aten\u00e7\u00e3o ao necessitado por raz\u00f5es de F\u00e9 \u00e9 uma consequ\u00eancia do acolhimento e da viv\u00eancia do Evangelho. Poder-se-\u00e1 fazer coisas que outros tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de fazer, mas h\u00e3o-de ser feitas com \u201coutra matriz\u201d e, assim, envolver sempre toda a comunidade, devem ser abertas a todos, atender-se cada um, com afecto, como pessoa e cuidar de n\u00e3o isolar as pessoas mas saber manter a sua rela\u00e7\u00e3o com os outros na sua diversidade. 14. A ac\u00e7\u00e3o caritativa e de apoio social, para ser evang\u00e9lica, dever\u00e1 ser vivida num esfor\u00e7o de comunh\u00e3o, de ac\u00e7\u00e3o junto dos mais esquecidos e de motiva\u00e7\u00e3o de leigos e di\u00e1conos para que abracem esta dimens\u00e3o da vida da Igreja. Muitos reformados, com compet\u00eancia e generosidade reconhecidas, poder\u00e3o sentir-se valorizados numa idade em que se v\u00eaem arrumados como dispens\u00e1veis e tidos como um peso para a sociedade. 15. Reconhecida foi, ainda, a oportunidade do tema escolhido, a qualidade das interven\u00e7\u00f5es, o esfor\u00e7o de participa\u00e7\u00e3o de todos e at\u00e9 a import\u00e2ncia da viv\u00eancia lit\u00fargica e dos breves momentos de conversa nos intervalos. A presen\u00e7a e a atitude dos bispos em grande parte das jornadas foi ainda um elemento marcante, bem como a qualidade do servi\u00e7o de uma casa que, nestes encontros, experimenta a sua principal raz\u00e3o de ser. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Casa Diocesana de Vilar, Porto, decorreram de 14 a 18 de Janeiro de 2008, com a participa\u00e7\u00e3o de mais de meia centena de padres e di\u00e1conos, as Jornadas Pastorais sob o tema \u201cSomente o Amor, cora\u00e7\u00e3o da vida crist\u00e3, nos torna testemunhas de Cristo\u201d, na linha da Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica p\u00f3s-sinodal \u201cSacramentum Caritatis\u201d, do Papa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[98,120,127,187,206,211,275],"class_list":["post-29553","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-acolitos","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-diocese-do-porto","tag-familia","tag-ferias","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29553"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29553\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}