{"id":295364,"date":"2023-08-20T10:30:21","date_gmt":"2023-08-20T09:30:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=295364"},"modified":"2023-08-19T22:11:51","modified_gmt":"2023-08-19T21:11:51","slug":"jmj-da-alfandega-de-alguns-para-a-igreja-de-todos-sera-desta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jmj-da-alfandega-de-alguns-para-a-igreja-de-todos-sera-desta\/","title":{"rendered":"JMJ: da Alf\u00e2ndega de alguns para a Igreja de todos, ser\u00e1 desta?"},"content":{"rendered":"<p>Vasco Gon\u00e7alves, Diocese de Set\u00fabal<!--more--><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Vasco-Goncalves_Diocese-de-Setubal-Copia.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-295369 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Vasco-Goncalves_Diocese-de-Setubal-Copia-702x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Vasco-Goncalves_Diocese-de-Setubal-Copia-702x1024.jpg 702w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Vasco-Goncalves_Diocese-de-Setubal-Copia-178x260.jpg 178w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Vasco-Goncalves_Diocese-de-Setubal-Copia-768x1120.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Vasco-Goncalves_Diocese-de-Setubal-Copia.jpg 833w\" sizes=\"(max-width: 288px) 100vw, 288px\" \/><\/a>\u201cQue Homem extraordin\u00e1rio que \u00e9 este Papa Francisco\u201d; \u201cQue Jornada espetacular!\u201d; \u201cParab\u00e9ns pela estrondosa organiza\u00e7\u00e3o!\u201d; \u201cQue momentos \u00fanicos e inesquec\u00edveis que vivemos\u201d.<\/em> Poderia aqui continuar a citar o cl\u00edmax de sentimentos, partilhas, experi\u00eancias, mensagens e opini\u00f5es que fui lendo e recebendo nas \u00faltimas semanas de diversas pessoas, mais ou menos pr\u00f3ximas, mais ou menos crentes, sendo que todas elas partilham do mesmo denominador comum, o de que ningu\u00e9m ficou indiferente \u00e0 Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023. Foi a primeira e \u00fanica que aconteceu em Portugal, e, por isso, foi, \u00e9 e ser\u00e1 para sempre a melhor e a mais maravilhosa de todas, porque afinal foi a \u201cnossa\u201d e primeira JMJ, em territ\u00f3rio luso. Mesmo que venhamos a receber outra JMJ daqui a v\u00e1rias d\u00e9cadas ou s\u00f3 no s\u00e9culo XXII, j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 novidade na sua plenitude. S\u00f3 por isso o cora\u00e7\u00e3o falar\u00e1 sempre mais alto que a raz\u00e3o no que \u00e0 JMJ Lisboa 2023 diz respeito.<\/p>\n<p>Os n\u00e3o crentes descobriram que, afinal, o maior evento do mundo n\u00e3o \u00e9 o mundial de futebol nem os jogos ol\u00edmpicos. \u00c9 mesmo a JMJ, e n\u00e3o \u00e9 balela. Mesmo que distantes fisicamente e desinteressados pelo que aconteceu entre 1 e 6 de agosto em Lisboa, o poder da comunica\u00e7\u00e3o digital e da sociedade global da informa\u00e7\u00e3o encarregou-se de fazer chegar atrav\u00e9s dos ecr\u00e3s durante v\u00e1rios dias, imagens, v\u00eddeos e relatos de mais de um milh\u00e3o de pessoas oriundas de mais de 200 pa\u00edses, todas juntas em Portugal, numa moldura humana como at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o havia mem\u00f3ria. Mesmo que depois ignorassem, viram, ouviram ou leram. J\u00e1 os crentes, como \u00e9 natural, est\u00e3o ainda anestesiados por toda esta atmosfera, a viver ainda o apogeu deste tempo de gra\u00e7a que tem sido a JMJ, como se tivessem subido ao C\u00e9u e caminhassem no \u00c9den e por l\u00e1 quisessem ficar eternamente.<\/p>\n<p>A Igreja como lugar para todos foi o legado desta JMJ, mas esta mensagem do Papa foi muito al\u00e9m da juventude que a protagonizou. Francisco esteve na Universidade Cat\u00f3lica, Alf\u00e2ndega-mor da Igreja, onde todos (os privilegiados) t\u00eam lugar, desde que paguem para isso, para dizer diante das elites que por l\u00e1 reinam que \u201c<em>\u00c0 universidade que se comprometeu a formar as novas gera\u00e7\u00f5es, seria um desperd\u00edcio pens\u00e1-la apenas para perpetuar o atual sistema elitista e desigual do mundo com o ensino superior que continua a ser um privil\u00e9gio de poucos.\u201d Francisco mais n\u00e3o fez que ser como Jesus, denunciado as desigualdades e dizendo o que muitos sabem, mas n\u00e3o tem coragem de dizer, que a Doutrina Social da Igreja e que a Economia de Francisco n\u00e3o bastam ser ensinadas na teoria, \u00e9 preciso ser concretizadas na pr\u00e1tica. E o exemplo tem de partir de quem lidera, ensina e forma as novas gera\u00e7\u00f5es. A prioridade de uma Universidade que \u00e9 cat\u00f3lica tem de ser servir a Deus e n\u00e3o ao dinheiro, entenda-se, tem de ser servir as pessoas e n\u00e3o os rankings elitistas. <\/em><\/p>\n<p><em>A Igreja como lugar para todos, foi tamb\u00e9m pedra angular no encontro do Papa com os bispos, sacerdotes, seminaristas, consagrados(as) e agentes da pastoral. E o retrato que Francisco fez da realidade eclesial e pastoral em Portugal foi claro e contundente.\u00a0 Desanimada, Cansada e Resignada. O Papa alerta mesmo para o perigo que \u00e9 termos uma igreja e uma pastoral mergulhadas nesta apatia e neste des\u00e2nimo, e n\u00e3o deixa mesmo de expressar a sua tristeza, pois ao baixarmos os bra\u00e7os e afundarmo-nos na desilus\u00e3o \u201c\u00abaposentamo-nos\u00bb do zelo apost\u00f3lico, perdemo-lo pouco a pouco e tornamo-nos \u00abfuncion\u00e1rios do sagrado\u00bb. \u00c9 muito triste quando uma pessoa que consagrou a sua vida a Deus se torna \u00abfuncion\u00e1rio\u00bb, mero administrador das coisas. \u00c9 muito triste.\u201d. \u00c9, pois, esta pastoral bafienta e cabisbaixa de sexta-feira santa, que vai esvaziando de futuro e juventude, acumulando p\u00f3, mofo e saudosismos do passado nas par\u00f3quias de norte a sul de Portugal em nome de uma Igreja de Cristo Morto, que urge mudar e transformar profunda e drasticamente.\u00a0 Precisamos de uma pastoral de S\u00e1bado Aleluia, e de uma igreja de Cristo Vivo, protagonizada por uma Juventude irreverente, inconformada, inquieta e agitadora, que se recuse a \u00a0dizer apenas e s\u00f3 \u00abam\u00e9n\u00bb a tudo o que se ouve nos altares e nos p\u00falpitos das missas, mas antes que nunca se canse de questionar e interpelar os cabe\u00e7\u00f5es, as batinas, os solid\u00e9us e as mitras, que nos contagie com a sua alegria, com o seu novo entusiasmo, \u00a0e que nos mostre, atrav\u00e9s da\u00a0 sua criatividade, a riqueza das diferen\u00e7as e do envolvimento ativo dos leigos nesta Igreja Sinodal. Mas teremos raz\u00f5es para temer esta mudan\u00e7a para uma pastoral mais alegremente participada e transformador, a bem da Igreja e da Humanidade? \u00a0Uma vez mais, o Papa Francisco, de forma direta e sem rodeios, deixou bem claro que al\u00e9m de isto n\u00e3o ser uma piada, mas um programa, \u201cn\u00e3o temos que escapar deste tempo, s\u00f3 porque nos mete medo, para nos refugiarmos em formas e estilos do passado. N\u00e3o!\u201d.<\/em>\u00a0 Pelo contr\u00e1rio, <em>\u201csomos chamados a mergulhar as nossas redes no tempo em que vivemos, a dialogar com todos a tornar compreens\u00edvel o Evangelho, mesmo que para isso tenhamos de correr o risco dalguma tempestade\u201d.<\/em> Porque, <em>afinal, o caminho \u00e9 seguir e ser fiel ao exemplo de Cristo, fazendo-nos ao Largo, sem medo! aventurando-nos \u201cno mar da evangeliza\u00e7\u00e3o e da miss\u00e3o\u201d. Saindo do lugar sagrado como Jesus para come\u00e7ar \u201ca pregar a Palavra no meio da gente, pelas estradas onde labutam dia a dia as mulheres e os homens do seu tempo. Cristo est\u00e1 interessado em fazer sentir a proximidade de Deus, precisamente nos lugares e situa\u00e7\u00f5es onde as pessoas vivem, lutam, esperam, \u00e0s vezes colecionando nas suas m\u00e3os fracassos e insucessos (\u2026)\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Em suma, s\u00f3 poderemos ser uma igreja de e para todos se formos ao encontro das diferen\u00e7as de cada um, se lhes abrirmos as portas e se os convidarmos a entrar e a dialogar abertamente, sem preconceitos nem ju\u00edzos pr\u00e9vios, sem impor condi\u00e7\u00f5es nem uma forma \u00fanica e exclusiva a de ser Igreja. E as diferen\u00e7as n\u00e3o est\u00e3o apenas fora do contexto eclesial. Basta vermos como \u00e9 bem diferente a realidade de vida dos jovens de Lisboa ou Cascais, da realidade de vida dos Jovens de Set\u00fabal ou de Santar\u00e9m, n\u00e3o obstante estarem separados por pouco mais de 50km e de serem de dioceses e geografias vizinhas, e ainda mais diferente \u00e9 a realidade dos jovens do interior do pa\u00eds. Achar que todos eles, apesar de crentes, t\u00eam de partilhar exatamente da mesma forma de professar a f\u00e9, \u00e9 t\u00e3o somente n\u00e3o ser capaz de compreender o esp\u00edrito da JMJ, nem o mais b\u00e1sico princ\u00edpio da Igreja sinodal e aberta a todos para que o Papa nos convoca, e que reside na riqueza da diversidade, das diferen\u00e7as e no di\u00e1logo aberto entre elas.\u00a0 \u00c9, ali\u00e1s, desta cultura dialogante entre diferen\u00e7as que se geram naturais e saud\u00e1veis tens\u00f5es, onde os leigos n\u00e3o se limitam mais a dizer apenas \u00e1men, que seremos capazes de abrir novas portas na Igreja, at\u00e9 ent\u00e3o fechadas por uma vis\u00e3o eclesial monol\u00edtica e monocolor.<\/p>\n<p><em>\u201cProcurai Escancarar as portas a Cristo\u201d,<\/em> foi uma das frases que marcaram o in\u00edcio do pontificado do Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, fundador das JMJ, a que se seguiu tamb\u00e9m a j\u00e1 c\u00e9lebre <em>\u201cN\u00e3o tenhais medo!\u201d.<\/em>\u00a0\u00a0 Ora, escancarar as portas a Cristo, mais n\u00e3o \u00e9 do que escancarar as portas da Igreja a Todos, como o Papa Francisco nos veio dizer. \u00a0As palavras do Papa nesta JMJ foram claras e fortes e a sua mensagem foi muito objetiva. Uma igreja fiel a Cristo Vivo \u00e9 uma Igreja sinodal sem \u201cses\u201c, nem \u201cmas\u201d, n\u00e3o \u00e9 uma alf\u00e2ndega, e em que n\u00e3o basta ficarmos no adro \u00e0 espera que apenas alguns desses todos por l\u00e1 apare\u00e7am. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 preciso sairmos das quatro paredes para irmos ao encontro de cada um no seu meio e na sua realidade e convida-los para entrar, s\u00f3 assim poderemos ser verdadeiramente uma Igreja de todos, com todos e para todos.<\/p>\n<p>Jesus foi um provocador ao longo de toda a sua vida. N\u00e3o se fez de morto, n\u00e3o assobiou para o lado, nem desviou o olhar s\u00f3 para evitar ter problemas ou n\u00e3o gerar novas tens\u00f5es. Pelo contr\u00e1rio, enfrentou interesses e poderes instalados, denunciou esc\u00e2ndalos, transgrediu regras, quebrou paradigmas e gerou tens\u00f5es. Jesus veio ao Mundo para (nos) salvar, mas o caminho da salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um caminho que (nos) incomoda, que (nos) desinstala, que (nos) inquieta. Mas n\u00e3o percorreu esse caminho apenas com bonitas palavras. F\u00ea-lo tamb\u00e9m, e sobretudo, com gestos e a\u00e7\u00f5es concretas, e desafiou todos a seguirem-nos e a serem seus disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos a Igreja portuguesa e, em particular, os jovens das par\u00f3quias, vigararias, arciprestados e dioceses de norte a sul, do continente \u00e0s ilhas, mobilizaram-se para fazer acontecer esta JMJ. N\u00e3o basta, e de pouco ou nada servir\u00e1 se acreditamos que o dia 6 de agosto de 2023 foi o culminar de um sonho e o fim de uma miss\u00e3o cumprida. \u00c9 o mesmo que acreditar que tudo terminou quando Cristo expirou e morreu na Cruz e que n\u00e3o ressuscitou. \u00a0\u00a0E agora? \u00a0Vamos ficar apenas a reler as tocantes palavras do Papa e a recordar com saudade a semana de \u00eaxtase que vivemos e as fotos e selfies que tir\u00e1mos? O Papa Francisco deixou-nos meia d\u00fazia de palavras-chaves para abrir as portas da Igreja a todos. Queremos voltar a ficar fechados dentro das quatro paredes com medo e\/ou sem vontade de as abrir, quais jovens alfandeg\u00e1rios, amestrados, fofinhos e quietinhos que n\u00e3o partem um prato? Ou perderemos, finalmente, o medo de ser Igreja em sa\u00edda para evangelizar e escancarar todas as portas a todos? De sermos, tal como Jesus, \u201cJovens transgressores\u201d e mission\u00e1rios, como nos desafiou o Papa na mensagem do \u00faltimo dia mundial da juventude, protagonistas da mudan\u00e7a profunda na realidade eclesial (e em particular na igreja portuguesa), em nome de uma Igreja de todos, com todos e para todos.<\/p>\n<p>Vasco Gon\u00e7alves<br \/>\nComit\u00e9 Organizador Diocesano (COD) Set\u00fabal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vasco Gon\u00e7alves, Diocese de Set\u00fabal<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":295369,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[181],"class_list":["post-295364","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-diocese-de-setubal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=295364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/295364\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/295369"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=295364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=295364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=295364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}