{"id":29488,"date":"2008-01-21T15:47:10","date_gmt":"2008-01-21T15:47:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/21\/um-novo-olhar-pastoral-paroquia-vigararia-e-missao-do-vigario\/"},"modified":"2008-01-21T15:47:10","modified_gmt":"2008-01-21T15:47:10","slug":"um-novo-olhar-pastoral-paroquia-vigararia-e-missao-do-vigario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-novo-olhar-pastoral-paroquia-vigararia-e-missao-do-vigario\/","title":{"rendered":"Um Novo Olhar Pastoral: Par\u00f3quia, Vigararia e Miss\u00e3o do Vig\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o de D. Ant\u00f3nio Marto sobre a integra\u00e7\u00e3o pastoral da par\u00f3quia na Vigararia <!--more--> 1. A par\u00f3quia e a vigararia hoje: pastoral de comunh\u00e3o      A quest\u00e3o s\u00e9ria que se p\u00f5e hoje \u00e0 Igreja, \u00e0s comunidades e a cada um de n\u00f3s, \u00e9 o an\u00fancio e a transmiss\u00e3o da f\u00e9 frente \u00e0s mudan\u00e7as culturais e \u00e0s dificuldades e aos desafios que levantam: Como anunciar hoje? Qual deve ser o fundamento da evangeliza\u00e7\u00e3o? Que caminhos percorrer para que seja activa e fecunda? N\u00e3o podemos contentarmo-nos com uma religiosidade vaga, gen\u00e9rica e superficial que n\u00e3o resiste \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es culturais, \u00e0 m\u00ednima tempestade provocada por um C\u00f3digo da Vinci e outras fic\u00e7\u00f5es do g\u00e9nero. Jo\u00e3o Paulo II, na Novo Millennio Ineunte, indica algumas linhas program\u00e1ticas que poderemos sintetizar em tr\u00eas palavras-chave: &#8211;    Contempla\u00e7\u00e3o: contemplar o rosto (mist\u00e9rio) de Cristo para ir ao cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e caminhar na estrada da santidade. \u00c9 o reconhecimento do primado de Deus, da Sua gra\u00e7a e do Seu amor na vida e pastoral da Igreja; o apelo \u00e0 ess\u00eancia da f\u00e9 e da vida crist\u00e3 (Palavra, Eucaristia, inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9); &#8211;    Comunh\u00e3o: descobrir o mist\u00e9rio de comunh\u00e3o que habita e caracteriza a forma da exist\u00eancia crist\u00e3 e da Igreja e se torna espiritualidade pessoal e comunit\u00e1ria e, por conseguinte, praxis (pessoal e pastoral) de comunh\u00e3o; &#8211;    Miss\u00e3o: para ser testemunhas alegres e convictas e fermento evang\u00e9lico no mundo, atentos \u00e0 vida quotidiana das pessoas  e \u00e0 mudan\u00e7a cultural do nosso tempo   A vida crist\u00e3, a vida em Cristo deve projectar-se para uma experi\u00eancia de vida trinit\u00e1ria, vida de comunh\u00e3o, que configurar\u00e1 a Igreja como \u201ccasa e escola de comunh\u00e3o\u201d e, por conseguinte, uma pastoral de comunh\u00e3o. Isto define o aspecto fundamental da evangeliza\u00e7\u00e3o, hoje: partir sempre da comunh\u00e3o, n\u00e3o esquecendo que esta \u00e9, antes de mais, uma espiritualidade a cultivar, como pressuposto indispens\u00e1vel para a pr\u00e1xis pastoral.  Tudo isto obriga a repensar a coloca\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia e sua ac\u00e7\u00e3o pastoral.    1.1. A par\u00f3quia e a evangeliza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio  A par\u00f3quia tem duas refer\u00eancias fundamentais: a igreja diocesana (da qual \u00e9 uma c\u00e9lula) e o territ\u00f3rio (no qual torna a Igreja presente no meio das casas dos homens). O territ\u00f3rio deve ser entendido n\u00e3o s\u00f3 geograficamente, mas tamb\u00e9m antropologicamente: as caracter\u00edsticas humanas, sociais e culturais. Dada a mobilidade caracter\u00edstica do nosso tempo, as pessoas hoje vivem em v\u00e1rios territ\u00f3rios, geogr\u00e1ficos e culturais. J\u00e1 n\u00e3o vivem, nem fazem a sua vida s\u00f3 no espa\u00e7o e no ambiente da par\u00f3quia. As refer\u00eancias s\u00e3o m\u00faltiplas. Continua, sem d\u00favida, a ser verdadeiro que a par\u00f3quia \u00e9 a igreja presente no quotidiano das pessoas e das fam\u00edlias, que as acompanha em todas as idades e etapas da vida. Todavia, n\u00e3o se pode mais conceb\u00ea-la isolada e fechada em si mesma. J\u00e1 o P.e Congar, nos meados do s\u00e9culo passado, escreveu um livro com um t\u00edtulo muito significativo: \u201cMinha par\u00f3quia, vasto mundo\u201d! Uma pastoral de manuten\u00e7\u00e3o, voltada unicamente para a conserva\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e assist\u00eancia da comunidade, j\u00e1 n\u00e3o basta. \u00c9 preciso uma pastoral evangelizadora e em todos os campos: ser capaz de criar e manter itiner\u00e1rios que aproximam as pessoas \u00e0 f\u00e9, promovendo lugares de encontro com quantos andam \u00e0 busca e com quem, mesmo sendo baptizado, sente o desejo de escolher de novo o evangelho como orienta\u00e7\u00e3o de fundo da sua pr\u00f3pria vida\u2026   1.2. Uma pastoral integrada  Acabou o tempo da par\u00f3quia auto-suficiente que oferecia tudo para todos e respondia a todas as situa\u00e7\u00f5es e a todos os problemas. Hoje isso \u00e9 imposs\u00edvel. Todos devemos tomar consci\u00eancia desta realidade. Em \u00e2mbitos da pastoral lit\u00fargica, da forma\u00e7\u00e3o na f\u00e9, da pastoral dos jovens, da fam\u00edlia, caridade, cultura, sa\u00fade, etc., s\u00f3 se pode trabalhar juntos. S\u00e3o terrenos onde a par\u00f3quia tem necessidade e urg\u00eancia de mover-se em colabora\u00e7\u00e3o com as par\u00f3quias vizinhas, no contexto da vigararia, investindo corajosamente numa pastoral de conjunto.  Eis a raz\u00e3o pela qual \u00e9 muito importante que as comunidades paroquiais colaborem cada vez mais, que haja uma colabora\u00e7\u00e3o e responsabilidade partilhada entre as comunidades. N\u00e3o \u00e9 bom que vivam lado a lado como ilhas. E n\u00e3o se trata apenas de uma colabora\u00e7\u00e3o meramente ocasional para uma determinada iniciativa, mas de um la\u00e7o de colabora\u00e7\u00e3o duradoiro e programado. Isto \u00e9 indispens\u00e1vel para a vitalidade das pr\u00f3prias comunidades.  E n\u00e3o se pense que se trata de uma pura \u201cpol\u00edtica de crise\u201d resultante da escassez do clero. \u00c9 antes uma perspectiva que se abre para o futuro. Isto resulta da unidade da miss\u00e3o da Igreja (miss\u00e3o em comunh\u00e3o) para que seja vivida na busca de todas aquelas colabora\u00e7\u00f5es que permitam realizar iniciativas que superam as possibilidades de cada par\u00f3quia. Daqui a necessidade de uma pastoral integrada, isto \u00e9, situada dentro de um agregado mais vasto na rela\u00e7\u00e3o com as outras par\u00f3quias.  Uma pastoral integrada p\u00f5e em ac\u00e7\u00e3o todas as energias de que o povo de Deus disp\u00f5e, valorizando-as na sua especificidade e, ao mesmo tempo, fazendo-as confluir em projectos comuns, pensados, definidos, programados e realizados em conjunto. Ela p\u00f5e em rede os m\u00faltiplos recursos de que disp\u00f5e: humanos, espirituais, culturais, pastorais.  Tudo isto exige uma nova valoriza\u00e7\u00e3o da vigararia que vai mais para al\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es funcionais ou converg\u00eancia de interesses pr\u00e1ticos. Deve ser valorizada sobretudo como centro de evangeliza\u00e7\u00e3o ou \u201cunidade pastoral\u201d (mesmo sem a formalidade jur\u00eddica do \u201cin solidum\u201d), como \u00e2mbito normal de comunh\u00e3o eclesial pastoral, de discernimento pastoral, de integra\u00e7\u00e3o de iniciativas e colabora\u00e7\u00f5es entre par\u00f3quias de uma \u00e1rea, \u2013 \u201cpar\u00f3quias em rede\u201d, num esfor\u00e7o de pastoral de conjunto, em ordem a uma nova qualidade de evangeliza\u00e7\u00e3o. Uma rede de fraternidade ao servi\u00e7o do Evangelho. Assim, ser\u00e1 poss\u00edvel realizar tamb\u00e9m uma valoriza\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias, um interc\u00e2mbio de dons e minist\u00e9rios, uma partilha e poupan\u00e7a de recursos, um reequil\u00edbrio dos encargos de trabalho.  Mas isto requer o dif\u00edcil trabalho em equipa! Trabalhar em equipa requer, por sua vez, uma espiritualidade e uma ascese, a come\u00e7ar pelo \u201cpensar em equipa\u201d: p\u00f4r em comum os diversos pontos de vista com transpar\u00eancia; ter o desejo de aprender com os outros; escuta interessada e sem preconceitos; estar consciente de que em equipa se v\u00ea e discerne a realidade com maior amplid\u00e3o e profundidade; renunciar ao individualismo e \u00e0 indisciplina.  Al\u00e9m disto, \u00e9 preciso tomar consci\u00eancia de que o investimento pastoral na vigararia reverte numa \u201cmais valia\u201d para cada par\u00f3quia.   1.3. Estilo de pastoral integral  Al\u00e9m da pastoral integrada, \u00e9 necess\u00e1ria tamb\u00e9m uma pastoral integral que integra as v\u00e1rias dimens\u00f5es (prof\u00e9tica, lit\u00fargica e s\u00f3cio-caritativa com as diferentes subdivis\u00f5es), os v\u00e1rios sujeitos e os v\u00e1rios minist\u00e9rios da pastoral da comunidade; uma pastoral em di\u00e1logo (dentro da comunidade, ecum\u00e9nico, inter-religioso, com os de convic\u00e7\u00f5es n\u00e3o religiosas, com a cultura\u2026) Se acabou a \u00e9poca da par\u00f3quia auto-suficiente, acabou tamb\u00e9m o tempo do p\u00e1roco auto-suficiente (faz-tudo), que pensa o seu minist\u00e9rio isolado. Os sacerdotes devem ver-se sempre no interior do presbit\u00e9rio, por um lado, e dentro da sinfonia dos minist\u00e9rios na comunidade, por outro. O p\u00e1roco dever\u00e1 cuidar de promover carismas, voca\u00e7\u00f5es, minist\u00e9rios a partir da corresponsabilidade. N\u00e3o pode reduzir os fi\u00e9is leigos ao papel de meras tropas auxiliares. H\u00e1 que passar da mera ajuda (= dar uma m\u00e3o) \u00e0 corresponsabilidade dentro de um projecto pastoral comum. H\u00e1 pois uma tr\u00edade indivis\u00edvel de elementos: comunh\u00e3o, corresponsabilidade, colabora\u00e7\u00e3o, que desenham o rosto de comunidades que trabalham em conjunto. Estes tr\u00eas elementos configuram um estilo pastoral que valoriza cada recurso e cada sensibilidade, num clima de fraternidade e de di\u00e1logo, de franqueza na partilha e de humildade na busca do que corresponde ao bem de toda a comunidade; geram estilos de encontro e comunica\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00f5es interpessoais atentas a cada pessoa; e promovem rela\u00e7\u00f5es maduras, capazes de escuta e de reciprocidade.    1.4. Convers\u00e3o pastoral  Trata-se de ver nesta perspectiva n\u00e3o uma mera estrat\u00e9gia humana de organiza\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, de engenharia eclesial ou lotiza\u00e7\u00e3o de poderes ou tarefas, mas antes uma indica\u00e7\u00e3o que nos vem do Senhor atrav\u00e9s do discernimento da situa\u00e7\u00e3o da Igreja hoje e nos pede uma verdadeira convers\u00e3o pastoral. \u00c9 um apelo \u00e0 f\u00e9 para enfrentar as dificuldades e procurar solu\u00e7\u00f5es juntos; um apelo a olhar com esperan\u00e7a o momento presente com as suas dificuldades e chances e a n\u00e3o ficar parados junto ao muro das lamenta\u00e7\u00f5es! Estamos a atravessar uma \u201ccrise epocal\u201d que normalmente dura d\u00e9cadas. N\u00e3o temos receitas e solu\u00e7\u00f5es prontas para os novos desafios. Mas a Igreja, ao longo da hist\u00f3ria, j\u00e1 passou por muitas destas \u201ccrises epocais\u201d e soube encontrar sempre novas formas de presen\u00e7a e de an\u00fancio do Evangelho. Tamb\u00e9m n\u00f3s temos de estar \u00e0 altura da hora presente!  Estou consciente de que s\u00f3 nesta base vos posso pedir uma atitude de convers\u00e3o pastoral e o mais generoso contributo para a implementa\u00e7\u00e3o desta orienta\u00e7\u00e3o.  Quest\u00f5es para um exame de consci\u00eancia pastoral:  Cuidamos da espiritualidade de comunh\u00e3o entre n\u00f3s e nas nossas comunidades? Se h\u00e1 grupos, associa\u00e7\u00f5es e movimentos na par\u00f3quia ou vigararia sabemos \u2013 e como o estamos a fazer \u2013 discernir, integrar e cuidar da valoriza\u00e7\u00e3o das suas compet\u00eancias? Como cuidamos da intercomunica\u00e7\u00e3o dos diversos grupos espec\u00edficos entre eles e com toda a comunidade e com a vigararia? Sabemos como programar e animar tudo isto? Estamos dispostos a pensar e a trabalhar em equipa? Como criar o \u201cesp\u00edrito de vigararia\u201d em todas as par\u00f3quias?   A este exame de consci\u00eancia ajuda tamb\u00e9m o \u201cdec\u00e1logo do sacerdote\u201d apresentado por um bispo alem\u00e3o j\u00e1 falecido (D. Klaus Hemmerle, bispo de Achen, numa jornada de estudo da Confer\u00eancia Episcopal Alem\u00e3.):   \u00c9 mais importante como eu vivo o sacerd\u00f3cio, do que aquilo que fa\u00e7o enquanto sacerdote.  \u00c9 mais importante o que Cristo faz atrav\u00e9s de mim, do que aquilo que fa\u00e7o eu.  \u00c9 mais importante que eu viva a comunh\u00e3o no presbit\u00e9rio, do que lan\u00e7ar-me at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o sozinho no minist\u00e9rio.  \u00c9 mais importante o servi\u00e7o da ora\u00e7\u00e3o e da palavra, do que o das mesas.  \u00c9 mais importante seguir e ajudar a formar, espiritual e culturalmente, os colaboradores, do que fazer eu mesmo e sozinho o mais poss\u00edvel.  \u00c9 mais importante estar presente em poucos, mas centrais sectores de ac\u00e7\u00e3o, com uma presen\u00e7a que irradie vida, do que estar em tudo \u00e0 pressa ou a meias.  \u00c9 mais importante agir em comunh\u00e3o com os colaboradores, do que sozinho, mesmo que me considere capaz; ou seja, \u00e9 mais importante a comunh\u00e3o do que a ac\u00e7\u00e3o.  \u00c9 mais importante, porque mais fecunda, a cruz do que os resultados muitas vezes aparentes, fruto de talentos e esfor\u00e7os simplesmente humanos.  \u00c9 mais importante ter a alma aberta sobre o \u201ctodo\u201d (comunidade, diocese, igreja universal, humanidade), do que fixada em interesses particulares, ainda que me pare\u00e7am importantes.  \u00c9 mais importante que a f\u00e9 seja testemunhada a todos, do que satisfazer todos os pedidos habituais.    2. A miss\u00e3o do Vig\u00e1rio  \u201cO cargo de vig\u00e1rio reveste uma not\u00e1vel import\u00e2ncia pastoral, enquanto colaborador pr\u00f3ximo do Bispo na cura pastoral dos fi\u00e9is e sol\u00edcito \u201cirm\u00e3o maior\u201d dos sacerdotes da vigararia, sobretudo se est\u00e3o doentes ou em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Compete-lhe promover e coordenar a actividade pastoral que as par\u00f3quias realizam em comum, velar (= cuidar com solicitude) para que os sacerdotes vivam de acordo com o seu estado e seja observada a disciplina paroquial, sobretudo lit\u00fargica\u201d (Direct\u00f3rio para o minist\u00e9rio pastoral dos bispos, n\u00ba 218). A miss\u00e3o do vig\u00e1rio \u00e9, antes de tudo, pastoral e n\u00e3o s\u00f3 jur\u00eddico-administrativa. Inclui, em primeiro lugar, solicitude apost\u00f3lica e fraternidade sacerdotal. O vig\u00e1rio \u00e9 chamado a fomentar e coordenar a actividade pastoral comum e a animar a vida do presbit\u00e9rio local em comunh\u00e3o. Em concreto e mais especificamente:  Promover a uni\u00e3o e fraternidade do clero (criar la\u00e7os atrav\u00e9s da boa rela\u00e7\u00e3o, da participa\u00e7\u00e3o e conv\u00edvio nas reuni\u00f5es vicariais, do contacto pessoal, do passeio anual, da visita aos colegas, do apoio espiritual e material aos colegas doentes; cuidar da dignidade dos funerais daqueles que faleceram e da salvaguarda dos livros paroquiais, dinheiros da par\u00f3quia; etc.)  Convocar e moderar as reuni\u00f5es vicariais do clero (organizar e enviar a agenda, preparar com cuidado o momento de ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, promover a participa\u00e7\u00e3o de todos, prestar aten\u00e7\u00e3o ao tempo para abordar os assuntos, nomear secret\u00e1rio para fazer a acta, etc.).  Desenvolver a vida e o trabalho de equipa (distribui\u00e7\u00e3o de tarefas, cuidar da substitui\u00e7\u00e3o de um padre em casos imprevistos, marca\u00e7\u00e3o conjugada de f\u00e9rias\u2026).  Ajudar o clero a conhecer e a aderir \u00e0s propostas diocesanas, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o permanente, \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica das propostas pastorais, \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o da nova contabilidade, de harmonia com o previsto na Concordata.  Propor iniciativas comuns \u00e0s par\u00f3quias da vigararia para o desenvolvimento do sentido de unidade pastoral, fomentar ac\u00e7\u00f5es da pastoral especializada na vigararia (forma\u00e7\u00e3o dos agentes da pastoral lit\u00fargica, prepara\u00e7\u00e3o do matrim\u00f3nio, forma\u00e7\u00e3o de catequistas e de minist\u00e9rios, pastoral juvenil, pastoral s\u00f3cio-caritativa, pastoral vocacional etc.).  Convocar, presidir e animar as jornadas vicariais (ou assembleias ou encontros vicariais).  Representar a vigararia nas reuni\u00f5es de vig\u00e1rios ou outras.  Ser meio de comunica\u00e7\u00e3o entre as par\u00f3quias e a Diocese (dificuldades, doen\u00e7a ou morte de colegas ou seus familiares); concretamente, ser mediador, de primeira inst\u00e2ncia, nas dificuldades que possam surgir entre um p\u00e1roco e os fi\u00e9is, ajudando a encontrar solu\u00e7\u00f5es.  Tutelar e acompanhar a administra\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio e dos bens eclesi\u00e1sticos, aconselhando, quando se trate de obras, a consulta \u00e0 Comiss\u00e3o de Arte Sacra. Promover a inventaria\u00e7\u00e3o, e se for caso disso, o registo dos bens das par\u00f3quias.  Zelar para que os livros paroquiais estejam em dia e os respectivos \u201cextractos\u201d entregues na C\u00faria.    Concluindo:   -N\u00e3o h\u00e1 miss\u00e3o eficaz sen\u00e3o dentro de um estilo de comunh\u00e3o. -Trabalhai menos. Trabalhai melhor. Trabalhai mais unidos. Rezai mais e mais unidos no mesmo Senhor Jesus!   Tu, Senhor, tens confian\u00e7a em n\u00f3s, no teu povo, apesar das nossas fraquezas, fadigas e resist\u00eancias. Vem com o teu Santo Esp\u00edrito e concede-nos a gra\u00e7a de acolher o teu apelo a uma maior colabora\u00e7\u00e3o, interac\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o entre as nossas par\u00f3quias, para oferecer um testemunho crist\u00e3o mais unido, mais eficaz, mais bem organizado e mais significativo no territ\u00f3rio onde somos chamados a anunciar o Evangelho. Concede esta gra\u00e7a aos sacerdotes e aos fi\u00e9is leigos de colaborarem fraternamente para o bem do Teu povo; faz com que cada um acolha os grandes dons de gra\u00e7a e de alegria evang\u00e9lica que brotam da comunh\u00e3o dos cora\u00e7\u00f5es!     <i>\u2020 Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria-F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o de D. Ant\u00f3nio Marto sobre a integra\u00e7\u00e3o pastoral da par\u00f3quia na Vigararia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[119,146,168,177,199,206,207,211,237,280,285],"class_list":["post-29488","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-arte-sacra","tag-concordata","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-fatima","tag-ferias","tag-joao-paulo-ii","tag-pastoral-juvenil","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29488","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29488"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29488\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29488"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29488"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29488"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}