{"id":294737,"date":"2023-08-08T12:25:02","date_gmt":"2023-08-08T11:25:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=294737"},"modified":"2023-08-09T12:36:41","modified_gmt":"2023-08-09T11:36:41","slug":"encontro-com-os-jovens-universitarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/encontro-com-os-jovens-universitarios\/","title":{"rendered":"Encontro com os jovens universit\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_293227\" aria-describedby=\"caption-attachment-293227\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/jmj-papa-ucp2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-293227 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/jmj-papa-ucp2.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/jmj-papa-ucp2.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/jmj-papa-ucp2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/jmj-papa-ucp2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/jmj-papa-ucp2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/jmj-papa-ucp2-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-293227\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Lusa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Obrigado, senhora Reitora, pelas suas palavras. Obrigado! Afirmou que todos nos sentimos \u00abperegrinos\u00bb, palavra esta cujo significado merece ser meditado. Literalmente, quer dizer deixar de lado a rotina habitual e p\u00f4r-se a caminho com um intento, que pode ser o de um passeio pelos campos ou ir mais al\u00e9m dos nossos confins habituais; seja como for, deixando o espa\u00e7o de conforto pessoal rumo a um horizonte de sentido. Na imagem do \u00abperegrino\u00bb, espelha-se a conduta humana, pois todos somos chamados a confrontar-nos com grandes interrogativos que n\u00e3o t\u00eam resposta, n\u00e3o t\u00eam uma resposta simplista ou imediata, mas convidam a realizar uma viagem, superando-se a si mesmo, indo mais al\u00e9m. Trata-se dum processo que um universit\u00e1rio compreende bem, pois \u00e9 assim que nasce a ci\u00eancia. E de igual modo cresce tamb\u00e9m a busca espiritual. Peregrino \u00e9 caminhar para uma meta ou \u00e0 procura duma meta. H\u00e1 sempre o perigo de mover-se num labirinto, onde n\u00e3o h\u00e1 meta, nem sa\u00edda. Desconfiemos das f\u00f3rmulas pr\u00e9-fabricadas (s\u00e3o labir\u00ednticas), desconfiemos das respostas que nos parecem ao alcance da m\u00e3o, das respostas extra\u00eddas da manga como se fossem cartas viciadas de jogar; desconfiemos das propostas que parecem dar tudo sem pedir nada. Desconfiemos. A desconfian\u00e7a \u00e9 uma arma para poder caminhar para diante e n\u00e3o continuar \u00e0s voltas. Vemos numa par\u00e1bola de Jesus que s\u00f3 encontra a p\u00e9rola de grande valor quem a procura com sabedoria e com esp\u00edrito de iniciativa, quem d\u00e1 tudo e arrisca tudo o que tem para a possuir (cf. Mt 13, 45-46). Procurar e arriscar: estes s\u00e3o os dois verbos do peregrino. Procurar e arriscar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fernando Pessoa diz, de modo atormentado, mas correto, que \u00abser descontente \u00e9 ser homem\u00bb (Mensagem, O Quinto Imp\u00e9rio). N\u00e3o devemos ter medo de nos sentir inquietos, de pensar que tudo o que possamos fazer n\u00e3o basta. Neste sentido e dentro duma justa medida, estar insatisfeito \u00e9 um bom ant\u00eddoto contra a presun\u00e7\u00e3o de autossufici\u00eancia e contra o narcisismo. O car\u00e1ter incompleto define a nossa condi\u00e7\u00e3o de indagadores e peregrinos; como diz Jesus, estamos no mundo, mas n\u00e3o somos do mundo (cf. Jo 17, 16). Estamos caminhando \u00abpara\u00bb. Somos chamados a algo mais, a uma decolagem sem a qual n\u00e3o h\u00e1 voo. Portanto, n\u00e3o nos alarmemos se nos encontramos intimamente sedentos, inquietos, incompletos, desejosos de sentido e de futuro, com saudade do futuro. E aqui, junto com a saudade do futuro, n\u00e3o vos esque\u00e7ais de manter viva a mem\u00f3ria do futuro. N\u00e3o estamos doentes, estamos vivos! Preocupemo-nos antes quando estamos prontos a substituir a estrada a fazer por uma paragem em qualquer esta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o que nos d\u00ea a ilus\u00e3o do conforto; quando substitu\u00edmos os rostos pelos ecr\u00e3s, o real pelo virtual; quando, em vez das perguntas lacerantes, preferimos as respostas f\u00e1ceis que anestesiam. E podemos encontr\u00e1-las em qualquer manual de rela\u00e7\u00f5es sociais, de bom comportamento. As respostas f\u00e1ceis anestesiam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amigos, permiti que vos diga: procurai e arriscai. Neste momento hist\u00f3rico, os desafios s\u00e3o enormes, os gemidos dolorosos: estamos a viver uma terceira guerra mundial feita aos peda\u00e7os. Mas abracemos o risco de pensar que n\u00e3o estamos numa agonia, mas num parto; n\u00e3o no fim, mas no in\u00edcio dum grande espet\u00e1culo. E \u00e9 precisa coragem para pensar assim. Por isso sede protagonistas duma \u00abnova coreografia\u00bb que coloque no centro a pessoa humana, sede core\u00f3grafos da dan\u00e7a da vida. As palavras da senhora Reitora serviram-me de inspira\u00e7\u00e3o sobretudo quando afirmou que \u00aba universidade n\u00e3o existe para se preservar como institui\u00e7\u00e3o, mas para responder com coragem aos desafios do presente e do futuro\u00bb. A autopreserva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 um reflexo condicionado pelo medo, que nos faz olhar para a exist\u00eancia de forma distorcida. Se as sementes se preservassem a si mesmas, desperdi\u00e7ariam completamente a sua for\u00e7a geradora e condenar-nos-iam \u00e0 fome; se os invernos se preservassem a si mesmos, n\u00e3o existiria a maravilha da primavera. Por isso, tende a coragem de substituir os medos pelos sonhos: substitu\u00ed os medos pelos sonhos, n\u00e3o sejais administradores de medos, mas empreendedores de sonhos!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c0 universidade que se comprometeu a formar as novas gera\u00e7\u00f5es, seria um desperd\u00edcio pens\u00e1-la apenas para perpetuar o atual sistema elitista e desigual do mundo com o ensino superior que continua a ser um privil\u00e9gio de poucos. Se o conhecimento n\u00e3o for acolhido como uma responsabilidade, torna-se est\u00e9ril. Se quem recebeu um ensino superior \u2013 que hoje, em Portugal e no mundo, continua a ser um privil\u00e9gio \u2013, n\u00e3o se esfor\u00e7a por restituir aquilo de que beneficiou, significa que n\u00e3o compreendeu profundamente o que lhe foi oferecido. Gosto de pensar que, no G\u00e9nesis, as primeiras perguntas que Deus faz ao homem s\u00e3o: \u00abOnde est\u00e1s?\u00bb (3, 9) e \u00abOnde est\u00e1 o teu irm\u00e3o?\u00bb (4, 9). Far-nos-\u00e1 bem perguntar-nos: Onde estou? Permane\u00e7o fechado no meu mundo ou abra\u00e7o o risco de sair das minhas seguran\u00e7as para me tornar um crist\u00e3o praticante, um artes\u00e3o de justi\u00e7a, um artes\u00e3o da beleza? E perguntemo-nos ainda: Onde est\u00e1 o meu irm\u00e3o? Experi\u00eancias de servi\u00e7o fraterno como a \u00abMiss\u00e3o Pa\u00eds\u00bb e muitas outras, que nascem no meio acad\u00e9mico, deveriam ser consideradas indispens\u00e1veis para quem passa por uma universidade. Com efeito, o t\u00edtulo acad\u00e9mico n\u00e3o deve ser visto apenas como uma licen\u00e7a para construir o bem-estar pessoal, mas como um mandato para se dedicar a uma sociedade mais justa, uma sociedade mais inclusiva, ou seja, mais desenvolvida. Disseram-me que a vossa grande poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, em entrevista que \u00e9 uma esp\u00e9cie de testamento, \u00e0 pergunta \u00abo que gostaria de ver realizado em Portugal neste novo s\u00e9culo?\u00bb, respondeu sem hesitar: \u00abGostaria que se realizasse a justi\u00e7a social, a diminui\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as entre ricos e pobres\u00bb (\u201cEntrevista feita por Joaci Oliveira\u201d, Cidade Nova, n\u00ba 3\/2001). Dirijo agora a mesma pergunta a v\u00f3s, caros estudantes, peregrinos do saber: Que quereis ver realizado em Portugal e no mundo? Quais mudan\u00e7as, qual transforma\u00e7\u00e3o? E como pode a universidade, especialmente a Cat\u00f3lica, contribuir para isso?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Beatriz, Mahoor, Mariana, Tom\u00e1s, agrade\u00e7o os vossos testemunhos. Em todos havia um tom de esperan\u00e7a, uma carga de entusiasmo realista, sem queixumes nem escapadelas idealistas. Quereis ser protagonistas, \u00abprotagonistas da mudan\u00e7a\u00bb, como disse a Mariana. Ao escutar-vos veio-me ao pensamento uma frase do escritor Almada Negreiros, que talvez vos seja familiar: \u00abSonhei com um pa\u00eds onde todos chegavam a Mestres\u00bb (A Inven\u00e7\u00e3o do Dia Claro). Tamb\u00e9m este idoso que vos fala (\u00e9 que j\u00e1 estou velho), este idoso sonha que a vossa gera\u00e7\u00e3o se torne uma gera\u00e7\u00e3o de mestres: mestres de humanidade, mestres de compaix\u00e3o, mestres de novas oportunidades para o planeta e seus habitantes, mestres de esperan\u00e7a. E mestres que defendam a vida do planeta, amea\u00e7ada neste momento por uma grave destrui\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como alguns de v\u00f3s sublinharam, devemos reconhecer a urg\u00eancia dram\u00e1tica de cuidar da casa comum. No entanto, isso n\u00e3o pode ser feito sem uma convers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o e uma mudan\u00e7a da vis\u00e3o antropol\u00f3gica subjacente \u00e0 economia e \u00e0 pol\u00edtica. N\u00e3o podemos contentar-nos com simples medidas paliativas ou com t\u00edmidos e amb\u00edguos compromissos. Neste caso, \u00abos meios-termos s\u00e3o apenas um pequeno adiamento do colapso\u00bb (Francisco, Carta enc. Laudato si\u2019, 194). N\u00e3o vos esque\u00e7ais disto: os meios-termos s\u00e3o apenas um pequeno adiamento do colapso. Trata-se, pelo contr\u00e1rio, de tomar a peito o que infelizmente continua a ser adiado, ou seja, a necessidade de redefinir o que chamamos progresso e evolu\u00e7\u00e3o. \u00c9 que, em nome do progresso, j\u00e1 se abriu caminho a um grande retrocesso. Pensai bem nisto que vos digo: em nome do progresso, j\u00e1 se abriu caminho a um grande retrocesso. V\u00f3s sois a gera\u00e7\u00e3o que pode vencer este desafio: tendes instrumentos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos mais avan\u00e7ados, mas, por favor, n\u00e3o vos deixeis cair na cilada de vis\u00f5es parciais. N\u00e3o esque\u00e7ais que temos necessidade duma ecologia integral, de escutar o sofrimento do planeta juntamente com o dos pobres; necessidade de colocar o drama da desertifica\u00e7\u00e3o em paralelo com o dos refugiados; o tema das migra\u00e7\u00f5es juntamente com o da queda da natalidade; necessidade de nos ocuparmos da dimens\u00e3o material da vida no \u00e2mbito duma dimens\u00e3o espiritual. N\u00e3o queremos polariza\u00e7\u00f5es, mas vis\u00f5es de conjunto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Obrigado, Tom\u00e1s, por nos teres dito que \u00abn\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel uma verdadeira ecologia integral sem Deus, que n\u00e3o pode haver futuro num mundo sem Deus\u00bb. Tamb\u00e9m eu gostaria de vos dizer: tornai cred\u00edvel a f\u00e9 atrav\u00e9s das decis\u00f5es. Porque se a f\u00e9 n\u00e3o gera estilos de vida convincentes, n\u00e3o faz levedar a massa do mundo. N\u00e3o basta que um crist\u00e3o esteja convencido, deve ser convincente; as nossas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o chamadas a refletir a beleza jubilosa e simultaneamente radical do Evangelho. Al\u00e9m disso, o cristianismo n\u00e3o pode ser habitado como uma fortaleza cercada de muros, que ergue baluartes contra o mundo. Por isso, achei tocante o testemunho de Beatriz, quando disse que \u00e9 precisamente \u00aba partir do campo da cultura\u00bb que se sente chamada a viver as Bem-aventuran\u00e7as. Em cada \u00e9poca, uma das tarefas mais importantes para os crist\u00e3os \u00e9 a de recuperar o sentido da encarna\u00e7\u00e3o. Sem a encarna\u00e7\u00e3o, o cristianismo torna-se uma ideologia e a tenta\u00e7\u00e3o das \u00abideologias\u00bb crist\u00e3s (entre aspas), \u00e9 muito atual; \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o que permite maravilhar-se com a beleza que Cristo revela atrav\u00e9s de cada irm\u00e3o e irm\u00e3, cada homem e mulher.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, \u00e9 interessante que, na vossa nova c\u00e1tedra dedicada \u00e0 \u00abEconomia de Francisco\u00bb, tenhais acrescentado a figura de Clara. De facto, \u00e9 indispens\u00e1vel o contributo feminino. No inconsciente coletivo, quantas vezes se pensa que as mulheres s\u00e3o de segunda categoria, s\u00e3o reservas, n\u00e3o jogam como titulares. Isto existe no inconsciente coletivo. Mas a contribui\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 indispens\u00e1vel. Ali\u00e1s v\u00ea-se, na B\u00edblia, como a economia familiar est\u00e1 em grande parte na m\u00e3o da mulher. \u00c9 ela a verdadeira \u00abgovernante\u00bb da casa, com uma sabedoria que n\u00e3o visa exclusivamente o lucro, mas o cuidado, a conviv\u00eancia, o bem-estar f\u00edsico e espiritual de todos, bem como a partilha com os pobres e os estrangeiros. E abordar os estudos econ\u00f3micos com esta perspetiva \u00e9 entusiasmante, tendo em vista devolver \u00e0 economia a dignidade que lhe compete, para que n\u00e3o caia como presa do mercado selvagem e da especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A iniciativa do Pacto Educativo Global e os sete princ\u00edpios da sua arquitetura incluem muitos desses temas, desde o cuidado da casa comum \u00e0 plena participa\u00e7\u00e3o das mulheres, \u00e0 necessidade de encontrar novas formas de entender a economia, a pol\u00edtica, o crescimento e o progresso. Convido-vos a estudar o Pacto Educativo Global, a apaixonar-vos por ele. Um dos pontos que trata \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o para o acolhimento e a inclus\u00e3o. E n\u00e3o podemos fingir que n\u00e3o ouvimos as palavras de Jesus no cap\u00edtulo 25 de Mateus: \u00abera estrangeiro e recolhestes-me\u00bb (25, 35). Acompanhei emocionado o testemunho de Mahoor, quando lembrou o que significa viver com o \u00absentimento constante de aus\u00eancia de um lar, da fam\u00edlia, dos amigos, (&#8230;) de ter ficado sem teto, sem universidade, sem dinheiro, (&#8230;) cansada, exausta e abatida pela dor e pelas perdas\u00bb. Disse-nos que reencontrou a esperan\u00e7a porque algu\u00e9m acreditou no impacto transformador da cultura do encontro. Sempre que algu\u00e9m pratica um gesto de hospitalidade, desencadeia uma transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amigos, estou muito contente por vos ver como uma comunidade educativa viva, aberta \u00e0 realidade e consciente de que o Evangelho n\u00e3o se limita a servir de ornamento, mas anima as partes e o todo. Sei que o vosso percurso engloba diversos \u00e2mbitos: estudo, amizade, servi\u00e7o social, responsabilidade civil e pol\u00edtica, cuidado da casa comum, express\u00f5es art\u00edsticas&#8230; Ser uma universidade cat\u00f3lica significa, antes de mais nada, que cada elemento est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o com o todo e o todo rev\u00ea-se nas partes. Assim, ao mesmo tempo que se adquirem compet\u00eancias cient\u00edficas, vai-se amadurecendo como pessoa, no conhecimento de si mesmo e no discernimento do pr\u00f3prio caminho. Caminho, sim; labirinto, n\u00e3o. Ent\u00e3o avante! Uma tradi\u00e7\u00e3o medieval conta que quando os peregrinos se cruzavam no Caminho de Santiago, um saudava o outro exclamando \u00abUltreia\u00bb ao que este respondia \u00abet Suseia\u00bb. Trata-se de express\u00f5es de encorajamento para prosseguir a busca e o risco da caminhada, dizendo-se mutuamente: \u00abVai mais longe e mais alto!\u00bb \u00abCoragem, for\u00e7a, anda para diante!\u00bb E isto \u00e9 o que tamb\u00e9m eu vos desejo, de todo o meu cora\u00e7\u00e3o, a todos v\u00f3s. Obrigado!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, Lisboa<\/p>\n<p>Quinta-feira, 3 de agosto de 2023<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":293227,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[558,274,321],"class_list":["post-294737","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-jmj-lisboa-2023","tag-papa-francisco","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/294737","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=294737"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/294737\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/293227"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=294737"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=294737"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=294737"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}