{"id":29462,"date":"2008-01-19T23:44:46","date_gmt":"2008-01-19T23:44:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/19\/fazer-da-imigracao-factor-de-desenvolvimento\/"},"modified":"2008-01-19T23:44:46","modified_gmt":"2008-01-19T23:44:46","slug":"fazer-da-imigracao-factor-de-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fazer-da-imigracao-factor-de-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"Fazer da imigra\u00e7\u00e3o factor de desenvolvimento"},"content":{"rendered":"<p>A imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 factor de desenvolvimento sobretudo dos pa\u00edses de acolhimento. Os pa\u00edses de origem ve\u00eam as remessas dos migrantes \u201cesfumarem-se\u201d em bens de consumo imediato e \u201craramente chegam a factor de desenvolvimento\u201d. O problema esteve em debate no VIII Encontro de Animadores S\u00f3cio Pastorais das Migra\u00e7\u00f5es, que decorre at\u00e9 amanh\u00e3, em F\u00e1tima. Na apresenta\u00e7\u00e3o do tema \u201cImigra\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento\u201d, o Director da Revista Al\u00e9m-Mar, Pe. Manuel Augusto Ferreira, exp\u00f4s o que observou em diferentes pa\u00edses de origem das migra\u00e7\u00f5es (na \u00c1sia, Am\u00e9rica Latina e \u00c1frica, onde trabalhou como mission\u00e1rio comboniano e por onde passou enquanto primeiro respons\u00e1vel pelos mission\u00e1rios combonianos em todo o mundo), onde as popula\u00e7\u00f5es e o desenvolvimento local ficam normalmente para segundo plano.  \u201cAjudar os imigrantes a fixar objectivos de desenvolvimento para as suas poupan\u00e7as\u201d e fazer com que as remessas enviadas n\u00e3o se \u201cqueimem\u201d em r\u00e1pidos consumos revela-se como um trabalho ao alcance de organiza\u00e7\u00f5es que trabalham directamente com os imigrantes. \u201cTrata-se de colocar as remessas ao servi\u00e7o do desenvolvimento do pa\u00eds e da sociedade, para l\u00e1 da melhoria do n\u00edvel de vida das fam\u00edlias dos emigrantes\u201d.  Diante da crescente \u201cfuga de c\u00e9rebros\u201d e de m\u00e3o-de-obra qualificada, o Director da Revista Al\u00e9m-Mar sugeriu a \u201ccircula\u00e7\u00e3o de c\u00e9rebros\u201d. Importa que a coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento \u201cvalorize mais os profissionais e os encoraje a regressarem aos seus pa\u00edses para serem os primeiros protagonistas de um desenvolvimento sustent\u00e1vel dos mesmos\u201d. Para fazer da imigra\u00e7\u00e3o factor de coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento, Manuel Augusto Ferreira apontou tamb\u00e9m tr\u00eas desafios incontorn\u00e1veis. O primeiro refere-se \u00e0 legalidade dos imigrantes, \u00e0 necessidade de ultrapassar a imigra\u00e7\u00e3o clandestina e \u00e0 actua\u00e7\u00e3o das m\u00e1fias, onde os legisladores e os pol\u00edticos europeus t\u00eam trabalho a fazer. Aos empres\u00e1rios cabe \u201cfazer tudo o poss\u00edvel para levar postos de trabalho, tecnologia e actividades produtivas aos pa\u00edses de origem dos migrantes, em vez de os ver como reservat\u00f3rios de m\u00e3o-de-obra barata para sustentar o pr\u00f3prio ritmo de desenvolvimento\u201d. Outro desafio depende dos governantes dos pr\u00f3prios pa\u00edses de origem, para que deixem de \u201cusar a emigra\u00e7\u00e3o como arma para fazer press\u00e3o sobre os pa\u00edses europeus e obterem os melhores termos de coopera\u00e7\u00e3o e ajuda a n\u00edvel financeiro, militar \u2013 em vez de olharem para os migrantes como sujeitos do desenvolvimento dos seus pa\u00edses e dos pa\u00edses que os acolhem\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 factor de desenvolvimento sobretudo dos pa\u00edses de acolhimento. 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