{"id":294598,"date":"2023-08-10T09:28:57","date_gmt":"2023-08-10T08:28:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=294598"},"modified":"2023-08-07T18:31:08","modified_gmt":"2023-08-07T17:31:08","slug":"a-juventude-do-papa-e-o-papa-da-juventude-onde-ha-lugar-para-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-juventude-do-papa-e-o-papa-da-juventude-onde-ha-lugar-para-todos\/","title":{"rendered":"A juventude do Papa e o Papa da juventude, onde h\u00e1 lugar para todos"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"font-size: medium;\">Lu\u00edsa Gon\u00e7alves<\/span>, Diocese do Funchal<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-270501 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Confesso! Confesso e pe\u00e7o desculpa! E s\u00e3o duas as situa\u00e7\u00f5es pelas quais fa\u00e7o esta reflex\u00e3o. A primeira foi duvidar que o Papa viesse ao meu pa\u00eds. \u00c9 verdade, duvidei!!<\/p>\n<p>Depois dos internamentos e da fragilidade do homem, que j\u00e1 tem 86 anos, fiquei sempre na expectativa at\u00e9 ao \u00faltimo instante. O mesmo \u00e9 dizer at\u00e9 o ver sair do avi\u00e3o. S\u00f3 a\u00ed, qual Tom\u00e9, disse a mim mesma, com grande al\u00edvio: j\u00e1 c\u00e1 est\u00e1!<\/p>\n<p>A outra situa\u00e7\u00e3o tem a ver com o facto de ter achado \u2013 e n\u00e3o deixa de ser verdade \u2013 que quando este texto fosse publicado, j\u00e1 tudo teria sido dito e escrito sobre as JMJ e as mensagens deixadas.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, tinha escrito sobre outro tema. Mas como o mesmo, infelizmente, n\u00e3o perde actualidade, decidi guard\u00e1-lo para uma outra ocasi\u00e3o. Esperando que, at\u00e9 l\u00e1, os homens tenham ouvido os \u201crecados\u201d que o Santo Padre enviou ao mundo, a partir de Portugal.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que houve, durante esta visita, v\u00e1rios momentos que me impeliram a escrever estas linhas. O primeiro e mais recorrente, foi ver a forma como o Papa parecia rejuvenescer sempre que estava mais pr\u00f3ximo dos jovens.<\/p>\n<p>A express\u00e3o de Francisco muda radicalmente. O sorriso toma conta daquele rosto cansado, como que a dizer: n\u00e3o se preocupem, ao vosso p\u00e9 sinto-me bem, sinto uma alegria imensa.<\/p>\n<p>E essa alegria foi sempre vis\u00edvel durante os encontros com aqueles que foram a raz\u00e3o de ser da sua vinda a Portugal, bem como o seu \u00e0-vontade, fosse qual fosse o \u201cpalco\u201d, especialmente quando ponha de lado os pap\u00e9is, para falar com o cora\u00e7\u00e3o, sem \u201cmaquilhagem\u201d.<\/p>\n<p>Penso que n\u00e3o restam d\u00favidas de que, se h\u00e1 algo que ele sabe fazer como ningu\u00e9m \u00e9 colocar-se na pele dos jovens, de lhes reconhecer a import\u00e2ncia e sobretudo a grande responsabilidade de construir o hoje, mas particularmente o amanh\u00e3.<\/p>\n<p>E os jovens precisam disso, como do ar que respiram. Precisam de quem lhes diga que n\u00e3o devem ter medo de se \u201csentir inquietos\u201d, mas sim da \u201cilus\u00e3o do conforto; quando substitu\u00edmos os rostos pelos ecr\u00e3s, o real pelo virtual; quando, em vez das perguntas lacerantes, preferimos as respostas f\u00e1ceis que anestesiam\u201d, precisam de quem os incentive ao \u201cProcurai e arriscai.\u201d<\/p>\n<p>Depois do \u201cTemos M\u00e3e\u201d, e de tantas outras frases inspiradoras e de encontros relevantes, como o que teve com as v\u00edtimas de abusos, as pessoas portadoras de defici\u00eancia, reclusos e pessoas de outras religi\u00f5es, desta vez fica o \u201ctodos, todos, todos\u201d de Francisco, quando quis vincar que \u201cNa barca da Igreja, deve haver lugar para todos\u201d. E caso n\u00e3o haja temos for\u00e7osamente de o arranjar.<\/p>\n<p>De resto, &#8220;A Igreja n\u00e3o tem portas para que todos possam entrar. E aqui, tamb\u00e9m, podemos insistir que todos podem entrar, porque esta \u00e9 a casa da M\u00e3e<strong>&#8220;<\/strong>, disse Francisco em F\u00e1tima, referindo que &#8220;uma M\u00e3e tem sempre o cora\u00e7\u00e3o aberto, para todos os filhos, todos, todos, todos, sem exce\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Por fim, fica o sentido \u201cObrigado a ti, Lisboa, que ficar\u00e1s na mem\u00f3ria destes jovens como casa de fraternidade e cidade de sonhos\u201d e o \u201cObrigado \u00e0s nossas ra\u00edzes, aos nossos av\u00f3s, que nos transmitiram a f\u00e9, o horizonte de uma vida. S\u00e3o as nossas ra\u00edzes\u201d.<\/p>\n<p>Lisboa sublinhou ainda Francisco, \u00abn\u00e3o pode ser reduzida\u00bb a um momento, mas \u00abfaz parte duma hist\u00f3ria que a precede e a segue\u00bb. Esperemos que assim seja. Que as suas palavras n\u00e3o caiam, como se diz em saco roto e que, de facto, os jovens comecem a fazer mais e tamb\u00e9m a exigir, sem medo, mais de quem tem responsabilidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00edsa Gon\u00e7alves, Diocese do Funchal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":270501,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-294598","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/294598","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=294598"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/294598\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/270501"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=294598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=294598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=294598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}