{"id":29403,"date":"2008-01-17T13:57:08","date_gmt":"2008-01-17T13:57:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/17\/papa-traca-caminhos-de-futuro-para-os-jesuitas\/"},"modified":"2008-01-17T13:57:08","modified_gmt":"2008-01-17T13:57:08","slug":"papa-traca-caminhos-de-futuro-para-os-jesuitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/papa-traca-caminhos-de-futuro-para-os-jesuitas\/","title":{"rendered":"Papa tra\u00e7a caminhos de futuro para os Jesu\u00edtas"},"content":{"rendered":"<p>Este S\u00e1bado, os 217 delegados com direito a voto t\u00eam em m\u00e3os a tarefa de definir o perfil do sucessor do Pe. Peter-Hans Kolvenbach <!--more--> Os participantes na 35.\u00aa Congrega\u00e7\u00e3o Geral da Companhia de Jesus que t\u00eam a responsabilidade de eleger o novo Geral entraram h\u00e1 pouco mais de uma hora na sala de elei\u00e7\u00f5es. Com eles, levam uma mensagem do Papa exigindo obedi\u00eancia e a promo\u00e7\u00e3o da &#8220;verdadeira e s\u00e3 doutrina cat\u00f3lica&#8221;.  Alguns dias antes de apresentar a sua ren\u00fancia ao cargo de Geral da Companhia de Jesus, o Pe. Peter Hans Kolvenbach recebeu uma carta pessoal do Papa, que \u00e9 hoje publicada pelo jornal do Vaticano, L&#8217;Osservatore Romano.  Bento XVI pede &#8220;fidelidade&#8221; e um compromisso dos Jesu\u00edtas perante os desafios da &#8220;cultura secular&#8221;.  Em continuidade com os pronunciamentos de seus predecessores, o Papa evoca na sua carta o la\u00e7o particular que liga a Companhia de Jesus ao Sucessor de Pedro, expresso no &#8220;quarto voto&#8221; de especial obedi\u00eancia ao papa como definido na &#8220;F\u00f3rmula&#8221; de funda\u00e7\u00e3o de Santo In\u00e1cio: &#8220;Militar por Deus sob o estandarte da Cruz e servir somente o Senhor e a Igreja sua esposa, a disposi\u00e7\u00e3o do Romano Pont\u00edfice , Vig\u00e1rio de Cristo na terra&#8221;.  &#8220;Dessa fidelidade, que constitui o sinal distintivo da Ordem, a Igreja precisa, sobretudo, hoje &#8211; ressalta o Papa &#8211; numa \u00e9poca em que se percebe a urg\u00eancia de transmitir, na \u00edntegra, aos nossos contempor\u00e2neos distra\u00eddos por tantas vozes discordantes, a \u00fanica e inalterada mensagem de salva\u00e7\u00e3o que \u00e9 o Evangelho, &#8216;n\u00e3o como palavra de homens, mas como \u00e9 verdadeiramente, como palavra de Deus&#8217;, que actua naqueles que cr\u00eaem&#8221;, pode ler-se.  O Pe. Kolvenbach, refere um comunicado da Companhia de Jesus, partilhou a missiva com os membros da Congrega\u00e7\u00e3o Geral e com toda a Companhia, e referiu a Bento XVI &#8220;a profunda aten\u00e7\u00e3o e gratid\u00e3o&#8221; com a qual acolheu a sua mensagem.  O Geral cessante comunicou aos Jesu\u00edtas &#8220;o afecto, a proximidade espiritual, a estima e a gratid\u00e3o com a qual os Sucessores de Pedro olharam e olham para a Companhia de Jesus, continuando a esperar dela um fiel servi\u00e7o ao an\u00fancio \u00edntegro e sem incertezas do Evangelho no nosso tempo&#8221;.  &#8220;A obra de evangeliza\u00e7\u00e3o da Igreja conta muito com a responsabilidade formativa que a Companhia tem no campo da teologia, da espiritualidade e da miss\u00e3o&#8221;, escreve o Papa, pedindo que esta 35\u00aa Congrega\u00e7\u00e3o Geral reafirme, no esp\u00edrito de Santo In\u00e1cio, a sua ades\u00e3o \u00e0 doutrina cat\u00f3lica.  Bento XVI fala, em particular, de &#8220;pontos nevr\u00e1lgicos hoje fortemente atacados pela cultura secular&#8221;, como &#8220;a rela\u00e7\u00e3o entre Cristo e as religi\u00f5es, alguns aspectos da teologia da liberta\u00e7\u00e3o e v\u00e1rios pontos da moral sexual, sobretudo, no que concerne \u00e0 indissolubilidade do matrim\u00f3nio e \u00e0 pastoral das pessoas homossexuais.&#8221;  Nasua carta, o Papa faz votos de que a presente Congrega\u00e7\u00e3o &#8220;reafirme com clareza o aut\u00eantico carisma do fundador para encorajar todos os Jesu\u00edtas a promoverem a verdadeira e s\u00e3 doutrina cat\u00f3lica&#8221;.  A Companhia de Jesus, afirma o Pe. Kolvenbach na sua carta de resposta ao Papa, declara a sua vontade de &#8220;responder sinceramente aos convites e aos pedidos do Santo Padre&#8221;.   0s 217 delegados com direito a voto t\u00eam agora em m\u00e3os a tarefa de definir o perfil do sucessor do Pe. Peter-Hans Kolvenbach, cuja ren\u00fancia foi aceite no passado dia 14.  Depois de um longo per\u00edodo de ora\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria, cada um dos eleitores escreve, no boletim que recebeu, o nome do Jesu\u00edta que escolheu. O novo Geral precisa de recolher 109 votos.  A elei\u00e7\u00e3o ocorre ap\u00f3s um per\u00edodo de \u201cora\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo privado\u201d, tradicionalmente conhecido como <i>murmuratio<\/i>. Neste tempo, os eleitores ponderam o seu sentido de voto, mas est\u00e3o proibidos de fazer campanha por qualquer candidato.   Em entrevista ao jornal &#8220;L&#8217;Osservatore Romano&#8221; e \u00e0 R\u00e1dio Vaticano, o Pe. Kolvenbach indicou que ao escolher &#8220;um entre os milhares de Jesu\u00edtas capazes de chegar a ser Prep\u00f3sito-Geral, a Companhia diz o que procura para o seu futuro: um profeta ou um s\u00e1bio, um inovador ou um moderador, um contemplativo ou um homem de uni\u00e3o&#8221;.   Todos os rituais da nomea\u00e7\u00e3o seguem a normas ditadas por Santo In\u00e1cio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. O nome do eleito, que deve receber mais de metade dos votos, ser\u00e1 divulgado pelos Jesu\u00edtas, ap\u00f3s uma comunica\u00e7\u00e3o telef\u00f3nica com Bento XVI. <i>(Com R\u00e1dio Vaticano)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este S\u00e1bado, os 217 delegados com direito a voto t\u00eam em m\u00e3os a tarefa de definir o perfil do sucessor do Pe. 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