{"id":29334,"date":"2008-01-15T11:59:08","date_gmt":"2008-01-15T11:59:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/15\/o-quarto-pastorinho-de-fatima\/"},"modified":"2008-01-15T11:59:08","modified_gmt":"2008-01-15T11:59:08","slug":"o-quarto-pastorinho-de-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-quarto-pastorinho-de-fatima\/","title":{"rendered":"O <i>quarto pastorinho<\/i> de F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 nomes que s\u00e3o um programa de vida, o de Manuel Nunes Formig\u00e3o \u00e9 um deles. Este tomarense, nascido no primeiro dia de 1883, foi \u2013 nas palavras de D. Manuel Mendes da Concei\u00e7\u00e3o \u2013 \u201cuma trombeta de Deus\u201d. Depois de baptizado na Igreja de Jo\u00e3o Baptista, na cidade do Nab\u00e3o, no mesmo ano de nascimento, Manuel Nunes Formig\u00e3o faz os estudos superiores, em Roma, e \u00e9 ordenado presb\u00edtero naquela cidade italiana a 4 de Abril de 1908. \u00c9 laureado em Teologia e Direito Can\u00f3nico pela Universidade Gregoriana e regressa a Portugal em Agosto do ano seguinte \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o. Na viagem para a sua p\u00e1tria natal faz uma paragem em Lourdes (Fran\u00e7a) e, aos p\u00e9s da Virgem compromete-se a divulgar a devo\u00e7\u00e3o mariana, em Portugal. No m\u00eas de Outubro de 1910 ca\u00eda o Antigo Regime e implantava-se a Rep\u00fablica no nosso pa\u00eds. Durante anos, em virtude dos movimentos revolucion\u00e1rios e da persegui\u00e7\u00e3o desencadeada contra a Igreja, n\u00e3o se puderam realizar peregrina\u00e7\u00f5es aos Santu\u00e1rios estrangeiros. S\u00f3 volta ao Santu\u00e1rio franc\u00eas em 1914 para participar no Congresso Eucar\u00edstico Internacional. Com as apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima (em 1917) recebe o convite do arcebispo de Mitilene para investigar a ocorr\u00eancia e est\u00e1 presente na 5\u00aa apari\u00e7\u00e3o (Setembro) de Nossa Senhora. Nesse mesmo ano \u00e9 nomeado professor de Teologia do Semin\u00e1rio de Santar\u00e9m. \u201cMais que admirado pelos seus alunos, o jovem professor era por eles muito estimado. N\u00e3o era o professor que arrastava sem convencer. Era o pedagogo que convencia pela clareza com que expunha os temas, pela pondera\u00e7\u00e3o e pelo m\u00e9todo que utilizava\u201d (1). Em 1918 exerce a doc\u00eancia de v\u00e1rias disciplinas no Liceu S\u00e1 da Bandeira, em Santar\u00e9m, onde funda a \u00abAssocia\u00e7\u00e3o Nun\u00b4\u00c1lvares\u00bb e efectua v\u00e1rios interrogat\u00f3rios aos videntes que s\u00e3o a primeira fonte com que de imediato divulga o acontecimento de F\u00e1tima.  Desse ano a 1956, a sua pena veloz e mestria liter\u00e1ria n\u00e3o param ao servi\u00e7o de Nossa Senhora e da sua Mensagem. Faleceu a 30 de Janeiro de 1958.  <b>Estudar os acontecimentos de F\u00e1tima<\/b> Das v\u00e1rias vezes que esteve no Santu\u00e1rio de Lourdes, o C\u00f3n. Nunes Formig\u00e3o prometeu consagrar a sua vida a espalhar a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora na sua p\u00e1tria. Quando ouviu falar das apari\u00e7\u00f5es na Cova da Iria a tr\u00eas crian\u00e7as tomou duas atitudes continuadas: a de n\u00e3o ligar import\u00e2ncia ao assunto, mas que o facto deveria ser estudado, dado verificar-se uma aflu\u00eancia sempre crescente ao local das apari\u00e7\u00f5es. A imprensa liberal &#8211; \u00abO S\u00e9culo\u00bb e o \u00abDi\u00e1rio de Not\u00edcias\u00bb &#8211; relatavam os acontecimentos de F\u00e1tima. No entanto, ao saber da pris\u00e3o dos pequenos pastores (Agosto de 1917), falou do assunto ao Cardeal Patriarca e chegou \u00e0 conclus\u00e3o que deveria observar o fen\u00f3meno no local. O desejo de ir ao local no m\u00eas de Setembro estava generalizado em quase todo o pa\u00eds e o mesmo acontecia com o C\u00f3n. Formig\u00e3o.  Numa cr\u00f3nica de 11 de Outubro de 1917, o jovem padre relata no jornal \u00abA Guarda\u00bb o que presenciou: \u201cCedendo a um sentimento de curiosidade, justificada por factos t\u00e3o extraordin\u00e1rios, embora sem lograr vencer de todo a repugn\u00e2ncia que sentia em faz\u00ea-lo, pelo receio de parecer dar import\u00e2ncia excessiva ao que talvez n\u00e3o passasse duma rid\u00edcula supersti\u00e7\u00e3o, resolvi partir para F\u00e1tima, juntamente com alguns amigos\u201d. N\u00e3o se aproximou muito do local das apari\u00e7\u00f5es e \u201capenas constatei a diminui\u00e7\u00e3o da luz solar\u201d (2). Ele pr\u00f3prio confessa: \u201cregressei de F\u00e1tima mais c\u00e9ptico, apesar de me ter comovido bastante ao testemunhar a f\u00e9 ardente e a piedade sincera dos peregrinos\u201d (3). Apesar do cepticismo inicial, o C\u00f3n. Formig\u00e3o voltou novamente a F\u00e1tima para conhecer pessoalmente os videntes, interrog\u00e1-los e ouvir das testemunhas fidedignas a narra\u00e7\u00e3o ver\u00eddica dos epis\u00f3dios que se tinham verificado nos cinco meses precedentes. Feitos os primeiros interrogat\u00f3rios, o C\u00f3n. Nunes Formig\u00e3o fica com uma impress\u00e3o completamente diferente da que tinha antes. Sem chegar ainda \u00e0 sobrenaturalidade dos factos, algo lhe fica indelevelmente na alma: a sinceridade dos videntes.  De 1918 a 1922, o C\u00f3n. Formig\u00e3o colabora com frequ\u00eancia nos peri\u00f3dicos \u00abA Guarda\u00bb; \u00abNovidades\u00bb e \u00abA.B.C.\u00bb. Nas cr\u00f3nicas descreve muitos epis\u00f3dios sobre as apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima e o seu relacionamento com os pastorinhos. Durante este per\u00edodo escreve o livro \u00abOs epis\u00f3dios maravilhosos de F\u00e1tima\u00bb; faz dilig\u00eancias e remove obst\u00e1culos na aquisi\u00e7\u00e3o de terrenos para a constru\u00e7\u00e3o da capelinha e amplia\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o para a celebra\u00e7\u00e3o dos actos de culto. Na d\u00e9cada de 20, colabora e p\u00f5e de p\u00e9 o peri\u00f3dico \u00abVoz de F\u00e1tima\u00bb e escreve a obra \u00abAs grandes maravilhas de F\u00e1tima\u00bb. Para ajudar na constru\u00e7\u00e3o da Bas\u00edlica escreve o livro \u00abF\u00e1tima, o Para\u00edso na terra\u00bb. Em 1931 sai a \u00abA P\u00e9rola de Portugal\u00bb e cinco anos depois \u00abF\u00e9 e P\u00e1tria\u00bb. \u201cAtrav\u00e9s da sua ac\u00e7\u00e3o e da sua pena ao servi\u00e7o da Igreja e dos acontecimentos de F\u00e1tima, o C\u00f3nego Formig\u00e3o antecipou-se \u00e0 Igreja que bem serviu. Depois dos Pastorinhos, o Sr. Formig\u00e3o foi o instrumento escolhido por Nossa Senhora para garantir a autenticidade desses acontecimentos\u201d \u2013 escreveu D. Jo\u00e3o Pereira Ven\u00e2ncio, 2\u00ba bispo de Leiria.    <b>Reparadoras de F\u00e1tima<\/b> Como resposta ao pedido que Nossa Senhora fez \u00e0 Jacinta em Lisboa &#8211; \u201cReparar os pecados da humanidade\u201d -, O Pe. Manuel Nunes Formig\u00e3o fundou (6 de Janeiro de 1926) a Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de F\u00e1tima.  Devido \u00e0 fama de santidade, a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa concedeu a anu\u00eancia (a 16 de Novembro de 2000) para a introdu\u00e7\u00e3o da causa de beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o deste ap\u00f3stolo de F\u00e1tima. A clausura do processo diocesano de canoniza\u00e7\u00e3o realizou-se a 16 de Abril de 2005. Depois de lidas as actas de encerramento do processo, foram fechadas e lacradas as 20 caixas que cont\u00eam as provas recolhidas durante esta fase instrut\u00f3ria, num total de mais de seis mil p\u00e1ginas.   NOTAS: 1 \u2013 Esteves, Maria da Encarna\u00e7\u00e3o Vieira; Ap\u00f3stolo de F\u00e1tima \u2013 C\u00f3n. Manuel Nunes Formig\u00e3o; Braga; Editorial A.O; 1993 2 \u2013 Ibidem 3 \u2013 Ibidem <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 nomes que s\u00e3o um programa de vida, o de Manuel Nunes Formig\u00e3o \u00e9 um deles. Este tomarense, nascido no primeiro dia de 1883, foi \u2013 nas palavras de D. Manuel Mendes da Concei\u00e7\u00e3o \u2013 \u201cuma trombeta de Deus\u201d. 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