{"id":29290,"date":"2008-01-12T15:22:20","date_gmt":"2008-01-12T15:22:20","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/12\/cirp-quer-combater-trafico-humano\/"},"modified":"2008-01-12T15:22:20","modified_gmt":"2008-01-12T15:22:20","slug":"cirp-quer-combater-trafico-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cirp-quer-combater-trafico-humano\/","title":{"rendered":"CIRP quer combater tr\u00e1fico humano"},"content":{"rendered":"<p>Religiosas promovem a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o para sensibilizar para as \u00abnova formas de escravatura\u00bb <!--more--> O tr\u00e1fico de mulheres gera cerca de 25 milh\u00f5es euros no mundo. Um n\u00famero assustador, tanto quanto o drama das mulheres v\u00edtimas desta nova escravatura.  Este valor consta de um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Migra\u00e7\u00f5es (OIM), divulgado pelo director regional Eugenio Ambrosi, que declarou que uma mulher pode ser \u00abvendida\u00bb a uma rede de explora\u00e7\u00e3o sexual por um valor entre 100 e 1.600 d\u00f3lares (entre 77 euros a 1,23 mil euros).   A CIRP tem dado a conhecer o trabalho feito nesta \u00e1rea e, mais importante, tem ajudado a sensibilizar as institui\u00e7\u00f5es religiosas a abrirem-se a \u201cestas novas realidades\u201d. Na continua\u00e7\u00e3o desse trabalho, decorre em F\u00e1tima uma Ac\u00e7\u00e3o de Forma\u00e7\u00e3o sobre \u201cTr\u00e1fico de Pessoas\u201d.  A Irm\u00e3 J\u00falia Barroso, Presidente da Comiss\u00e3o de Apoio \u00e0s V\u00edtimas do Tr\u00e1fico de Pessoas d\u00e1 conta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que est\u00e3o a desenvolver um trabalho de sensibiliza\u00e7\u00e3o junto de todas as congrega\u00e7\u00f5es religiosas.   Cerca de 60 participantes, \u201cs\u00e3o um n\u00famero razo\u00e1vel para o que esper\u00e1vamos\u201d, sendo este \u201cum tema novo junto dos religiosos\u201d, admite.  Esta ano a forma\u00e7\u00e3o abre-se n\u00e3o exclusivamente a irm\u00e3s, mas tamb\u00e9m a sacerdotes e religiosos, e a leigos que j\u00e1 desenvolvem trabalho junto de institui\u00e7\u00f5es e mulheres v\u00edtimas de tr\u00e1fico.  A abordagem junto das congrega\u00e7\u00f5es religiosas, habituadas a miss\u00f5es \u201cmais cl\u00e1ssicas\u201d \u00e9 nova. \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para pessoas habituadas a miss\u00f5es mais tradicionais adiram a uma problem\u00e1tica t\u00e3o delicada, mas tamb\u00e9m muito escondida\u201d, admite a Presidente da Comiss\u00e3o.  Mas este \u00e9 um drama que n\u00e3o pede um quebrar as miss\u00f5es tradicionais. A Irm\u00e3 J\u00falia Barroso avan\u00e7a que todas as congrega\u00e7\u00f5es podem estar atentas a este drama a partir das sua miss\u00f5es \u201cmais tradicionais\u201d.   \u201cA necessidade da preven\u00e7\u00e3o, do cuidado \u00e0s v\u00edtimas cabe a todos os carismas\u201d, avan\u00e7a.    O drama \u201cdas novas escravaturas\u201d, tem ganho destaque junto da comunica\u00e7\u00e3o social.   H\u00e1 muitos formas de atrair estas mulheres mas, na maioria das vezes, s\u00e3o outras mulheres, ligadas de alguma forma \u00e0 fam\u00edlia da v\u00edtima e que t\u00eam a confian\u00e7a desta (v\u00edtima), como vizinhas ou at\u00e9 mesmo membros da pr\u00f3pria fam\u00edlia, que apresentam uma oferta de emprego bem remunerada no estrangeiro, ou at\u00e9 no pr\u00f3prio pa\u00eds, mas longe da fam\u00edlia.   Os angariadores tamb\u00e9m recorrem a t\u00e1cticas como a publica\u00e7\u00e3o de an\u00fancios, nos quais o trabalho a desenvolver n\u00e3o est\u00e1 claramente especificado, castings para trabalhar no mundo da publicidade ou como modelos, e at\u00e9 sequestros.   Na maioria dos casos, os \u00abcontratantes\u00bb encarregam-se das despesas da viagem, pelo que quando as mulheres chegam ao seu destino j\u00e1 t\u00eam uma d\u00edvida contra\u00edda.   As v\u00edtimas do tr\u00e1fico de mulheres podem transformar-se em angariadoras ou exploradoras, seja por coac\u00e7\u00e3o ou como resultado dos abusos sofridos. 50% das mulheres n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia da sua condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima.   Al\u00e9m dos agentes directos, o tr\u00e1fico conta tamb\u00e9m com a interven\u00e7\u00e3o dos secund\u00e1rios, como motoristas de t\u00e1xis, funcion\u00e1rios p\u00fablicos, pol\u00edcias, ju\u00edzes e pol\u00edticos que colaboram implicitamente ou que, com a sua indiferen\u00e7a, tornam poss\u00edvel este tipo de pr\u00e1tica.   O Plano Nacional de Luta contra o Tr\u00e1fico de Pessoas, desenvolvido pelo Governo, e que em breve ser\u00e1 publicado, aposta no trabalho em rede.   Um plano, apresentado na ac\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o por Rui Marques, Alto Comiss\u00e1rio para a Imigra\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo Intercultural  e \u201cmuito bem feito\u201d, que prev\u00ea que as institui\u00e7\u00f5es, governo, autoridades e demais organiza\u00e7\u00f5es, para que o trabalho seja poss\u00edvel, \u201ctanto a n\u00edvel nacional, como internacional\u201d. A Ir. J\u00falia aponta que tanto o pa\u00eds de destino como o de destino \u201ct\u00eam de estar envolvidos na luta\u201d.  Portugal aprovou um Plano Nacional de Combate ao Tr\u00e1fico de Pessoas que al\u00e9m de dar mais meios \u00e0s autoridades para investigar, cria o conceito de &#8220;toler\u00e2ncia zero para os traficantes e apoio total \u00e0s v\u00edtimas de tr\u00e1fico&#8221;.  &#8220;\u00c9 um plano que est\u00e1 a come\u00e7ar e que representa uma ferramenta muito importante para que se combata esta realidade&#8221;, afirma Rui Marques, considerando que \u00e9 &#8220;dram\u00e1tica esta experi\u00eancia de ser escravo desta rede que a explora do ponto de vista sexual ou laboral ou mesmo tr\u00e1fico de \u00f3rg\u00e3os&#8221;.  Para o Alto Comiss\u00e1rio para a Imigra\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo Intercultural, o trabalho das institui\u00e7\u00f5es da igreja \u00e9 &#8220;insubstitu\u00edvel&#8221; porque s\u00e3o, em muitos casos, os &#8220;verdadeiros actores intervenientes no terreno&#8221;.  A sensibiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro passo. \u201cAdoptar uma posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica\u201d, trabalhar na linha da preven\u00e7\u00e3o junto de crian\u00e7as, jovens e adolescentes, \u201ccriando uma mentalidade e um despertar para esta nova escravatura&#8221;, refere a Irm\u00e3 J\u00falia Barroso.   O tr\u00e1fico humano ganha contornos de neg\u00f3cio e gere milh\u00f5es de euros \u00e0 volta do drama de mulheres, uma situa\u00e7\u00e3o pass\u00edvel de ser ultrapassada \u201cquando se conseguir reunir as for\u00e7as e fizerem um trabalho global e conjunto\u201d, aponta a Presidente da Comiss\u00e3o.   Ainda a decorre, a ac\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o prev\u00ea a reflex\u00e3o em torno das quest\u00f5es jur\u00eddicas,  para um melhor enquadramento do \u00e2mbito legal e ainda um espa\u00e7o de partilha. Hora de apresentar o trabalho feito e de perspectivar o futuro.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Religiosas promovem a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o para sensibilizar para as \u00abnova formas de escravatura\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[154,206,207,258,261],"class_list":["post-29290","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-crianca","tag-familia","tag-fatima","tag-migracoes","tag-missoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29290"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29290\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}