{"id":29231,"date":"2008-01-10T15:18:11","date_gmt":"2008-01-10T15:18:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/10\/os-projectos-do-novo-arcebispo-de-evora\/"},"modified":"2008-01-10T15:18:11","modified_gmt":"2008-01-10T15:18:11","slug":"os-projectos-do-novo-arcebispo-de-evora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/os-projectos-do-novo-arcebispo-de-evora\/","title":{"rendered":"Os projectos do novo Arcebispo de \u00c9vora"},"content":{"rendered":"<p>Conhecimento da realidade leva D. Jos\u00e9 Alves a apontar para os problemas da interioridade e do envelhecimento <!--more--> O novo Arcebispo de \u00c9vora quer dar continuidade ao projecto pastoral que os antecessores desenvolveram, \u201cum processo de transforma\u00e7\u00e3o pastoral que a diocese de \u00c9vora tem sofrido\u201d.  Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, D. Jos\u00e9 Alves destaca o conhecimento do terreno que j\u00e1 possui, sublinhando as dificuldades colocadas pela interioridade. \u00c9vora est\u00e1 condicionada pela desertifica\u00e7\u00e3o e pelo envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, em especial dos meios mais pequenos.   \u201cS\u00e3o condicionantes graves para o desenvolvimento s\u00f3cio-econ\u00f3mico e tamb\u00e9m pastoral de qualquer local\u201d, adianta o novo Arcebispo. Esta realidade pede uma \u201cadapta\u00e7\u00e3o e remodela\u00e7\u00e3o dos projectos pastorais\u201d, pois o n\u00famero de jovens e crian\u00e7as est\u00e1 a diminuir e o n\u00famero das pessoas mais velhas, aumenta.   \u201cIsto vai condicionar toda a pastoral, nas par\u00f3quias mais pequenas\u201d, aponta,  Sem esquecer a preocupa\u00e7\u00e3o pela \u00e1rea vocacional, o novo Arcebispo de \u00c9vora afirma que \u00e9 not\u00f3ria a falta de novos padres e consagrados, um aspecto a que um Bispo \u201cn\u00e3o se pode alienar\u201d.  Apesar de serem poucas, D. Jos\u00e9 Alves sabe que actualmente surgem mais voca\u00e7\u00f5es no Alentejo que em anos anteriores. \u201cHouve um acr\u00e9scimo, apesar de em n\u00famero reduzido\u201d, observa.  Apenas na medida em que houver mais voca\u00e7\u00f5es ao sacerd\u00f3cio, \u201cse poder\u00e1 renovar o clero\u201d, adianta sem esconder a preocupa\u00e7\u00e3o pelo envelhecimento dos sacerdotes. A crise do clero \u00e9 real, mas \u201cn\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave como se fala tendo em conta que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 a diminuir, em particular nas dioceses do interior\u201d.  A desertifica\u00e7\u00e3o populacional \u00e9 outra das preocupa\u00e7\u00f5es que o novo Arcebispo manifesta. Esta ser\u00e1 uma quest\u00e3o a acompanhar de perto, \u201cfazendo alguma press\u00e3o, uma vez que a responsabilidade directa \u00e9 das entidades governativas\u201d. Acrescenta que esta situa\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o est\u00e1 nas m\u00e3os dos bispos\u201d, mas n\u00e3o refuta o exerc\u00edcio de \u201calguma influ\u00eancia atrav\u00e9s de algumas propostas que podemos lan\u00e7ar\u201d.  <b>Marca de D. Maur\u00edlio<\/b> Durante 26 anos D. Maur\u00edlio Gouveia esteve \u00e0 frente da maior diocese do pa\u00eds, geograficamente falando, anos em que imprimiu uma marca indiscut\u00edvel. Suceder-lhe implica reconhecer as marcas que o agora Arcebispo Em\u00e9rito, deixa na regi\u00e3o.   Um homem \u201cdin\u00e2mico\u201d, aponta D. Jos\u00e9 Alves que, recorda, \u201cteve a felicidade de estar na diocese na altura em que o Papa Jo\u00e3o Paulo II visitou o Santu\u00e1rio de Vila Vi\u00e7osa\u201d.   D. Maur\u00edlio foi \u201cum apaixonado pela juventude e fez muita coisa nessa \u00e1rea, dedicando-se e congregando os jovens\u201d. O novo Arcebispo reconhece que esta \u201c\u00e9 uma das classes onde a pastoral mais se deve empenhar, pois \u00e9 onde se sente de forma aguda a mudan\u00e7a social e pastoral\u201d.   O agora Arcebispo Em\u00e9rito \u201cfoi um homem dedicado \u00e0 diocese\u201d, dando especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s visitas pastorais e \u00e0s miss\u00f5es nas par\u00f3quias. Visitou, pelo menos, duas vezes toda a diocese, \u201conde manteve um contacto muito pr\u00f3ximo com as popula\u00e7\u00f5es\u201d.  \u201c\u00c9-lhe caracter\u00edstico a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora\u201d, reconhece D. Jos\u00e9 Alves, havendo em todo o territ\u00f3rio uma especial devo\u00e7\u00e3o mariana, tamb\u00e9m pela exist\u00eancia do Santu\u00e1rio de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, em Vila Vi\u00e7osa.   D. Maur\u00edlio Gouveia \u00e9 um homem \u201cvoltado para os problemas s\u00f3cio-econ\u00f3micos e muito virado para a cultura\u201d. \u00c9vora \u00e9 tamb\u00e9m uma cidade cultural, j\u00e1 de longas tradi\u00e7\u00f5es, recentemente reavivadas, pelo p\u00f3lo dinamizador da cultura que \u00e9 a Universidade.  <b>Regresso \u00e0s ra\u00edzes<\/b> D. Jos\u00e9 Alves considera que dar continuidade a este trabalho \u00e9 \u201cuma responsabilidade, at\u00e9 por ser a maior diocese em extens\u00e3o do pa\u00eds\u201d.  D. Jos\u00e9 Alves esteve durante muitos anos na diocese de \u00c9vora, onde em 1998 foi ordenado Bispo. Por isso adianta que \u201co reconhecimento do terreno est\u00e1 feito\u201d. Mas n\u00e3o esconde que, na aus\u00eancia de 10 anos, \u201cmuita coisa muda\u201d.   Isso obriga a uma actualiza\u00e7\u00e3o, mas o novo Arcebispo considera que \u201cos muitos conhecimentos que mantenho na cidade de \u00c9vora e at\u00e9 mesmo na diocese, ser\u00e3o ben\u00e9ficos. \u201cTive oportunidade de percorrer toda a diocese e conhe\u00e7o todo o terreno\u201d, sublinha.  O conhecimento, admite, permite ganhar terreno, mas reconhece, tamb\u00e9m, que o trabalho de h\u00e1 10 anos atr\u00e1s, \u201cprecisa de novos moldes\u201d. D. Jos\u00e9 Alves quer perceber as transforma\u00e7\u00f5es que ocorreram e a partir daqui, \u201cdefinir linhas de orienta\u00e7\u00e3o pastoral\u201d.  Conhecedor da Diocese que o vai receber no pr\u00f3ximo dia 17 de Fevereiro, o novo Arcebispo de \u00c9vora, D. Jos\u00e9 Alves, parte de Portalegre\u2013Castelo Branco, a diocese que o acolheu durante tr\u00eas anos e meio, j\u00e1 com saudade.  Em 2004 saiu de Lisboa, onde trabalhou como Bispo auxiliar desde 1998, para Portalegre. Ali viveu e trabalhou durante tr\u00eas anos e meio, tempo onde \u201ccriei uma rela\u00e7\u00e3o afectiva com as pessoas e tamb\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o eclesial, de trabalho e compromisso\u201d, pelo que sente j\u00e1 \u201calguma nostalgia\u201d por interromper uma rela\u00e7\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecimento da realidade leva D. 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