{"id":29164,"date":"2008-01-08T11:12:30","date_gmt":"2008-01-08T11:12:30","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/08\/quando-a-caravana-nao-passa\/"},"modified":"2008-01-08T11:12:30","modified_gmt":"2008-01-08T11:12:30","slug":"quando-a-caravana-nao-passa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/quando-a-caravana-nao-passa\/","title":{"rendered":"Quando a caravana n\u00e3o passa"},"content":{"rendered":"<p>A gente nunca sabe tudo quando surge um caso surpreendente sa\u00eddo por inteiro das m\u00e3os dos homens. A primeira vers\u00e3o parece evidente e muitas vezes ganha terreno e encerra o assunto. Mas h\u00e1, depois, aspectos ins\u00f3litos que s\u00e3o chamados de pol\u00edticos, com manipula\u00e7\u00f5es, interesses escondidos, raz\u00f5es que o n\u00e3o s\u00e3o.  O rally n\u00e3o come\u00e7ou. Ficou reduzido a um t\u00edtulo: o terrorismo venceu o rally Lisboa-Dakar. Depois come\u00e7am a surgir rastos, sequ\u00eancias, jogos, esconderijos, desconfian\u00e7as, efeitos colaterais. \u00c1frica, com tudo isto, parece ficar mais longe depois das cimeiras e querelas para extrac\u00e7\u00e3o de dividendos ligadas ao desenvolvimento, aproxima\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, di\u00e1logo de culturas. Nos \u00faltimos dez anos assistiu-se a uma regress\u00e3o em alguns pa\u00edses de \u00c1frica que eram plataforma de acolhimento internacional, assumida e eficaz. Veja-se o caso do Qu\u00e9nia, da Costa do Marfim ou do Zimbabwe, por exemplo. Eram uma esp\u00e9cie de modelo de pa\u00edses onde o poder do povo se expressava mesmo dentro das concep\u00e7\u00f5es culturais de poder associado a pessoas, idades, tribos e culturas. Sem se pretender impor uma concep\u00e7\u00e3o de &#8220;democracia ocidental&#8221; foram dados passos importantes na aproxima\u00e7\u00e3o da \u00c1frica com outros Continentes. Os sobressaltos recentes onde se inclui a suspens\u00e3o dum rally projectado para atravessar a Maurit\u00e2nia e, segundo parece, sem grandes alternativas para chegar ao Senegal, puseram o mundo outra vez de sobreaviso, numa rela\u00e7\u00e3o com o terrorismo internacional organizado que pode, na sequ\u00eancia de Nova Iorque, Londres, Madrid, Bali, deixar o medo mais vis\u00edvel que o di\u00e1logo. \u00c9 o terror. O rally \u00e9 o menos. Como se percebe, cada um destes temas e lugares se reveste duma enorme complexidade para serem analisados de relance. Mas o todo volta a questionar-nos sobre aquilo que estamos a construir. Associado ao pre\u00e7o do petr\u00f3leo, \u00e0 forma de vivermos melhor com ou sem ele, ao agravamento da pobreza dos pobres, ao isolamento dos que j\u00e1 est\u00e3o mais s\u00f3s e a tantas quest\u00f5es a que, nestes dias se tem referido o Papa Bento XVI. N\u00e3o abre em beleza este novo ano. E \u00e0 Igreja pergunta pelos seus mission\u00e1rios, pelo lugar que desempenham em diferentes pa\u00edses onde o estrangeiro \u00e9 simplesmente indesejado e onde, todavia, \u00e9 imperioso dar a Boa Nova libertadora de Jesus. Honra e louvor aos her\u00f3is que partem e ficam nos momentos de grande complexidade e interroga\u00e7\u00e3o como o que vivemos. A verdade \u00e9 que n\u00e3o podemos andar por c\u00e1 como se nada se passasse no outro lado do mundo que, afinal, est\u00e1 mesmo aqui \u00e1 porta. <i>Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gente nunca sabe tudo quando surge um caso surpreendente sa\u00eddo por inteiro das m\u00e3os dos homens. A primeira vers\u00e3o parece evidente e muitas vezes ganha terreno e encerra o assunto. Mas h\u00e1, depois, aspectos ins\u00f3litos que s\u00e3o chamados de pol\u00edticos, com manipula\u00e7\u00f5es, interesses escondidos, raz\u00f5es que o n\u00e3o s\u00e3o. O rally n\u00e3o come\u00e7ou. 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