{"id":29163,"date":"2008-01-08T11:01:15","date_gmt":"2008-01-08T11:01:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/08\/novos-bispos-em-evora-e-vila-real\/"},"modified":"2008-01-08T11:01:15","modified_gmt":"2008-01-08T11:01:15","slug":"novos-bispos-em-evora-e-vila-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/novos-bispos-em-evora-e-vila-real\/","title":{"rendered":"Novos Bispos em \u00c9vora e Vila Real"},"content":{"rendered":"<p>Bento XVI nomeia D. Jos\u00e9 Alves e D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s para novas fun\u00e7\u00f5es <!--more--> Bento XVI nomeou como novo Arcebispo de \u00c9vora D. Jos\u00e9 Francisco Sanches Alves, at\u00e9 agora Bispo de Portalegre-Castelo Branco. A decis\u00e3o foi anunciada esta Ter\u00e7a-feira, 8 de Janeiro, dia em que foi ainda revelada a nomea\u00e7\u00e3o de D. Am\u00e2ndio Jos\u00e9 Tom\u00e1s, at\u00e9 ao presente Bispo Auxiliar de \u00c9vora, como Coadjutor de D. Joaquim Gon\u00e7alves, Bispo de Vila Real. D. Jos\u00e9 Sanches Alves sucede assim a D. Maur\u00edlio Gouveia, que apresentou a ren\u00fancia do governo pastoral da Arquidiocese por ter atingido o limite de 75 anos previsto no C\u00e2n. 401\u00a71 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico. D. Maur\u00edlio de Gouveia era o &#8220;decano&#8221; dos Bispos portugueses, dado que estava \u00e0 frente da Arquidiocese de \u00c9vora desde finais de 1981. A partir de hoje, o Bispo h\u00e1 mais tempo \u00e0 frente da sua Diocese \u00e9 D. Joaquim Gon\u00e7alves (19 de Janeiro de 1991), actualmente em recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s recentes problemas de sa\u00fade. O Bispo foi internado no dia 16 de Outubro do ano passado no Hospital Santos Silva, em Gaia, devido a problemas card\u00edacos, tendo posteriormente sido tratado em Coimbra, desde onde escreveu a sua Mensagem de Natal \u00e0 Diocese.   <i>D. Jos\u00e9 Alves<\/i> <img decoding=\"async\" border=\"1\" src=\"\/pub\/1\/img\/djosealves.jpg\" align=\"left\">O novo Arcebispo de \u00c9vora \u00e9 natural da Diocese de Guarda. D. Jos\u00e9 Francisco Sanches Alves nasceu a 20 de Abril de 1941, na freguesia de Lageosa (Sabugal). Estudou Filosofia e Teologia nos semin\u00e1rios da Diocese da Guarda. Em 1966, a 3 de Julho, foi ordenado presb\u00edtero na Catedral de \u00c9vora. Em Roma fez o Curso de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o, na Pontif\u00edcia Universidade Salesiana, onde obteve o doutoramento em Psicologia. A sua actividade pastoral passou, primeiro, pela Arquidiocese de \u00c9vora, onde foi p\u00e1roco de Escoural, Professor do Instituto Superior de Teologia, Secret\u00e1rio diocesano da Catequese e Reitor do Semin\u00e1rio Maior de \u00c9vora. De 1988 a 1998 foi Vig\u00e1rio Geral da Diocese. Na Arquidiocese de \u00c9vora foi ainda Coordenador Diocesano da Pastoral e Presidente do Cabido da Catedral. A 7 de Mar\u00e7o de 1998 foi nomeado Bispo auxiliar de Lisboa, com o t\u00edtulo de Gerpiniana. A ordena\u00e7\u00e3o episcopal celebrou-se em \u00c9vora, a 31 de Maio de 1998. Desde essa data, o seu trabalho pastoral decorreu no Patriarcado de Lisboa onde, al\u00e9m de outras actividades, era Vig\u00e1rio Geral e Moderador da C\u00faria. A 22 de Abril de 2004 foi nomeado por Jo\u00e3o Paulo II como Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco. \u00c9 vogal do Conselho Permanente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa e, desde 11 de Abril de 2002 preside \u00e0 Comiss\u00e3o Episcopal de Ac\u00e7\u00e3o Social e Caritativa, hoje Comiss\u00e3o Episcopal para a Pastoral Social.  <i>D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s<\/i> <img decoding=\"async\" border=\"1\" src=\"\/pub\/1\/img\/damandiotomas.jpg\" align=\"left\">D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s, novo Bispo coadjutor de Vila Real, ordenado Bispo em Roma por Jo\u00e3o Paulo II, a 6 de Janeiro de 2002, \u00e9 oriundo de Cimo de Vila da Castanheira, em Chaves, onde nasceu em 1943. Natural da Diocese de Vila Real \u00e9 nela que fica incardinado ao ser ordenado presb\u00edtero em 15 de Agosto de 1967. O seu percurso acad\u00e9mico leva-o at\u00e9 Roma \u00e0 Universidade Gregoriana e ao Instituto B\u00edblico, locais onde se licencia em Teologia e em Ci\u00eancias B\u00edblicas respectivamente.  As novas habilita\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas fazem com que passe pela doc\u00eancia no semin\u00e1rio de Lamego e na Faculdade de Teologia na Universidade Cat\u00f3lica no Porto. Por\u00e9m \u00e9 em Roma que D. Am\u00e2ndio acaba por desenvolver a maior parte da sua actividade. Vice-Reitor do Col\u00e9gio Portugu\u00eas em 1976 e Reitor daquela Institui\u00e7\u00e3o desde 1982, permanece em Roma at\u00e9 5 de Outubro de 2001, o dia em que Jo\u00e3o Paulo II publicou a sua nomea\u00e7\u00e3o para Auxiliar da Arquidiocese de \u00c9vora.  No actual tri\u00e9nio, D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s \u00e9 o delegado da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) na Comiss\u00e3o dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE).  <b>Auxiliares e coadjutores<\/b> A presen\u00e7a de Bispos Auxiliares ou Coadjutores nas nossas dioceses \u00e9 uma realidade a que os cat\u00f3licos j\u00e1 se habituaram. Esta miss\u00e3o nasce da preocupa\u00e7\u00e3o da Igreja local em chegar a todos os seus fi\u00e9is, algo que poderia ser imposs\u00edvel para o Bispo diocesano em fun\u00e7\u00e3o da excessiva extens\u00e3o da diocese, o exagerado n\u00famero de habitantes, condi\u00e7\u00f5es especiais do apostolado ou por outras causas v\u00e1rias. Na maioria dos casos, \u00e9 uma necessidade especial \u2013 muitas vezes problemas de sa\u00fade &#8211; que exige que se d\u00ea ao Bispo diocesano um Bispo Coadjutor para o ajudar. O Bispo coadjutor \u00e9 nomeado por iniciativa da Santa S\u00e9 e, ao contr\u00e1rio dos Bispos auxiliares, goza do direito de suceder ao Bispo diocesano quando este cessa as suas fun\u00e7\u00f5es. \u201cVagando a s\u00e9 episcopal, o Bispo coadjutor torna-se imediatamente Bispo da diocese para a qual fora constitu\u00eddo\u201d, refere o c\u00e2none 409 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico (CDC). O decreto Christus Dominus, do Conc\u00edlio Vaticano II, sobre a miss\u00e3o pastoral dos Bispos na Igreja refere que \u201co Bispo Coadjutor, isto \u00e9, aquele que \u00e9 nomeado com direito de sucess\u00e3o, sempre h\u00e1-de ser constitu\u00eddo Vig\u00e1rio Geral pelo Bispo diocesano\u201d. Em casos particulares, a autoridade competente poder\u00e1 conceder-lhe faculdades mais amplas. O Bispo deve ter pelo menos 35 anos de idade e 5 de ordena\u00e7\u00e3o presbiteral. Os Bispos, depois, distinguem-se em diocesanos sufrag\u00e2neos, quando dependem de um metropolita e fazem parte de uma prov\u00edncia eclesi\u00e1stica; diocesanos isentos, quando dependem directamente da Santa S\u00e9; titulares coadjutores, quando servem de ajuda ao bispo diocesano, com direito de sucess\u00e3o; titulares auxiliares, de ajuda ao bispo diocesano, com ou sem faculdades especiais; em\u00e9ritos, se cessaram o of\u00edcio por limite de idade ou por ren\u00fancia aceite.   <b>Arquidiocese de \u00c9vora<\/b> A primeira not\u00edcia de um bispado em \u00c9vora data do Conc\u00edlio de Elvira (303) em cujas actas figura o nome de Quinciano, Bispo de \u00c9vora. No per\u00edodo visig\u00f3tico, a Hist\u00f3ria regista os nomes de sete Bispos. Depois da conquista, D. Soeiro foi o primeiro de uma s\u00e9rie de 35 Bispos (1166 a 1540), seguida de outra de 27 Arcebispos (1540-1981) que abriu com o Cardeal Infante D. Henrique. Na divis\u00e3o eclesi\u00e1stica de 1394 (Bula \u201cIn Eminentissimae Dignitatis\u201d de Bonif\u00e1cio IX) a Diocese de \u00c9vora ficou sufrag\u00e2nea de Lisboa, abrangendo toda a regi\u00e3o alentejana. Pela Bula \u201cGratiae Divinae Praemium\u201d, de 29.9.1540, Paulo III elevou a S\u00e9 de \u00c9vora \u00e0 dignidade metropol\u00edtica, ficando com as de Silves e T\u00e2nger como sufrag\u00e2neas. Em 1549, do seu vasto territ\u00f3rio, o mesmo Papa separou a parte a norte, ao criar a Diocese de Portalegre (Bula \u201cPro Excellenti Apostolicae Sedis\u201d de 21.8.1549, executada em 24.4.1550), que ficou sufrag\u00e2nea de Lisboa.  O mesmo Papa destacou ainda a parte oriental para constituir a Diocese de Elvas (Bula \u201cSuper Cunctas\u201d, de 9.6.1570), que ficou sufrag\u00e2nea de \u00c9vora; mais tarde, por breve de 10.7.1770, Clemente XIV separou a parte Sul para constituir a Diocese de Beja. Com a remodela\u00e7\u00e3o diocesana ordenada por Le\u00e3o XIII (Bula \u201cGravissimum Christi\u201d, de 3.9.1881) a Diocese de Elvas foi extinta, ficando a Arquidiocese aproximadamente com o actual territ\u00f3rio. Em 1975 foi desmembrada uma pequena parte a favor da Diocese de Set\u00fabal. O t\u00edtulo de Arcebispo Metropolita, atribu\u00eddo ao titular desta Diocese, indica que o mesmo preside a uma prov\u00edncia eclesi\u00e1stica constitu\u00edda por diversas Dioceses. Este sistema admi\u00adnistrativo veio da divis\u00e3o civil do Imp\u00e9rio Romano, depois da paz de Constantino (313). Em tempos mais remotos, o Metropolita tinha largos poderes de jurisdi\u00e7\u00e3o, que foram gradualmente reduzidos, sobretudo a partir do Conc\u00edlio de Trento. Actualmente o C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico (435-438) atribui-lhe a convoca\u00e7\u00e3o e presid\u00eancia do Conselho Provincial e, em certos casos, algumas interven\u00e7\u00f5es nas dioceses sufrag\u00e2neas. A ins\u00edgnia pr\u00f3pria \u00e9 o p\u00e1lio, que lhe \u00e9 concedido pelo Papa.  Em Portugal, desde o princ\u00edpio da nacionalidade, h\u00e1 tr\u00eas prov\u00edncias eclesi\u00e1sticas: Braga, Lisboa e \u00c9vora.  <i>Dados estat\u00edsticos (Anu\u00e1rio Cat\u00f3lico de Portugal 2007)<\/i> Superf\u00edcie (Km2)\t13 547 Popula\u00e7\u00e3o \u2013 290 400 Cat\u00f3licos \u2013 246 325 Arciprestados (vigararias ou ouvidorias) &#8211; 9 Par\u00f3quias (ou equiparadas) &#8211; 158 &#8211; com p\u00e1roco pr\u00f3prio (clero diocesano) -130 &#8211; com p\u00e1roco pr\u00f3prio (clero religioso) -17 &#8211; confiadas a di\u00e1conos permanentes &#8211; 10 Capelanias &#8211; 40 Sacerdotes diocesanos (incardinados) &#8211; 84 &#8211; em servi\u00e7o pastoral na diocese pr\u00f3pria &#8211; 66 &#8211; em servi\u00e7o pastoral noutra diocese &#8211; 16 &#8211; fora do servi\u00e7o pastoral  &#8211; 2 Sacerdotes religiosos residentes na diocese &#8211; 31 &#8211; total ou em parte ao servi\u00e7o da diocese &#8211; 22 &#8211; ao servi\u00e7o estrito do seu instituto &#8211; 9 Religiosos professos n\u00e3o sacerdotes  &#8211; 9 Religiosas professas residentes na diocese &#8211; 150 Di\u00e1conos Permanentes (j\u00e1 ordenados) \u2013 10  <b>Diocese de Vila Real<\/b> A Diocese de Vila Real foi criada pelo Papa Pio XI pela Bula Apostolicae Praedecessorum Nostrorum, de 20.04.1922, com par\u00f3quias vindas da Arquidiocese de Braga (166) e das Dioceses de Lamego (71) e Bragan\u00e7a (19) ficando com os limites do distrito do mesmo nome.  Na altura da execu\u00e7\u00e3o da Bula tinha 256 freguesias. Faz parte da Diocese a cidade de Chaves (a romana Aquae Flaviae) que, durante o dom\u00ednio suevo, foi sede de um ef\u00e9mero Bispado Flaviense de que ter\u00e1 sido prelado o famoso Id\u00e1cio de Chaves, autor do Cronicon. Fala-se ainda de um segundo Bispado de Betica, (Boticas?). A superf\u00edcie da Diocese \u00e9 de 4 273,20 Km2 e tem actualmente 264 par\u00f3quias. O primeiro Bispo de Vila Real foi o senhor D. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal (1923 \u2013 1933), seguindo-se o senhor D. Ant\u00f3nio Valente da Fonseca (1933 \u2013 1967) e D. Ant\u00f3nio Cardoso da Cunha (1967 \u2013 1991). Desde ent\u00e3o, \u00e9 Bispo da Diocese D. Joaquim Gon\u00e7alves. <i>Dados estat\u00edsticos (Anu\u00e1rio Cat\u00f3lico de Portugal 2007)<\/i> Superf\u00edcie (Km2) &#8211; 4273  Popula\u00e7\u00e3o (censo de 2001) \u2013 208 200 Cat\u00f3licos (censo de 2001) &#8211; 206 420 Arciprestados (Vigararias ou ouvidorias) &#8211; 8 Par\u00f3quias (ou equiparadas) &#8211; 264 &#8211; com p\u00e1roco pr\u00f3prio (do clero diocesano) &#8211; 71 &#8211; com p\u00e1roco pr\u00f3prio (do clero religioso) &#8211; 6 &#8211; administradas por sacerdotes &#8211; 133 Capelanias &#8211; 210 Sacerdotes diocesanos incardinados &#8211; 147 &#8211; em servi\u00e7o pastoral na diocese &#8211; 114 &#8211; em servi\u00e7o pastoral noutra diocese 10 &#8211; fora do servi\u00e7o pastoral &#8211; 23 Sacerdotes religiosos residentes na diocese &#8211; 14 &#8211; total ou em parte ao servi\u00e7o da diocese &#8211; 9 &#8211; ao servi\u00e7o estrito do seu instituto &#8211; 4 &#8211; fora do servi\u00e7o pastoral &#8211; 1 Religiosos professos n\u00e3o sacerdotes &#8211; 3 Religiosas professas residentes na diocese &#8211; 96 Di\u00e1conos Permanentes (j\u00e1 ordenados) &#8211; 1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bento XVI nomeia D. 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