{"id":291552,"date":"2023-07-27T15:18:56","date_gmt":"2023-07-27T14:18:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=291552"},"modified":"2023-07-27T15:22:49","modified_gmt":"2023-07-27T14:22:49","slug":"a-cruz-escondida-242","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-242\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>40 anos depois, a miss\u00e3o de D\u00f3mu\u00e8 tem de novo a presen\u00e7a de religiosas<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IRMAS_DOMUE-3.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-291555 alignnone\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IRMAS_DOMUE-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IRMAS_DOMUE-3.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IRMAS_DOMUE-3-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IRMAS_DOMUE-3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IRMAS_DOMUE-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IRMAS_DOMUE-3-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>De regresso a casa<\/h4>\n<p>A data ficar\u00e1 para a hist\u00f3ria de Mo\u00e7ambique. No dia 10 de Maio, as primeiras irm\u00e3s da congrega\u00e7\u00e3o das Pequenas Mission\u00e1rias de Maria Imaculada chegaram a D\u00f3mu\u00e8, num clima de festa como h\u00e1 muito n\u00e3o se via. H\u00e1 40 anos que n\u00e3o havia por ali a presen\u00e7a de religiosas. Para o Bispo de Tete, a chegada destas irm\u00e3s foi mesmo \u201cprovidencial\u201d \u2026<\/p>\n<p>\u201cFoi emocionante\u201d, diz Mirian dos Santos, uma das religiosas que no dia 10 de Maio fez renascer a miss\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica em D\u00f3mu\u00e8, na Diocese de Tete, no extremo noroeste de Mo\u00e7ambique. Por ali h\u00e1 mais de 100 comunidades que agora v\u00e3o estar no centro das aten\u00e7\u00f5es das Pequenas Mission\u00e1rias de Maria Imaculada. O povo saiu \u00e0 rua em festa para acolher as irm\u00e3s. Para se compreender a alegria dos fi\u00e9is \u00e9 preciso recuar no tempo at\u00e9 aos duros anos que se seguiram \u00e0 independ\u00eancia do pa\u00eds, em 1975, e, mais tarde, \u00e0 brutal guerra civil. Houve viol\u00eancia e persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja, muitas miss\u00f5es fecharam, as comunidades esvaziaram-se de padres e irm\u00e3s. Por isso, o regresso, agora, destas irm\u00e3s a D\u00f3mu\u00e8, \u00e9 t\u00e3o significativo. Como explica \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS D. Diamantino Antunes, Bispo de Tete, a vinda das irm\u00e3s foi \u201cprovidencial para ajudar na evangeliza\u00e7\u00e3o e na promo\u00e7\u00e3o humana\u201d. \u201cEra uma presen\u00e7a muito desejada, suspirada at\u00e9, e que, finalmente, teve a sua concretiza\u00e7\u00e3o.\u201d A Irm\u00e3 Mirian dos Santos, uma enfermeira de 42 anos, nascida no Brasil, \u00e9 uma das religiosas que agora vai ter em m\u00e3os a miss\u00e3o de D\u00f3mu\u00e8. \u201cO primeiro contacto foi mesmo emocionante&#8230;\u201d, diz, em mensagem enviada para Lisboa, para a Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cVer o quanto o povo esperava pela nossa presen\u00e7a superou as expectativas.\u201d A partir de agora, al\u00e9m da enfermeira Mirian, a comunidade vai contar tamb\u00e9m com as Irm\u00e3s Ana Cl\u00e1udia Melo e Rita Nascimento, al\u00e9m da pr\u00e9-novi\u00e7a Agn\u00e9lia Porto. Elas v\u00e3o estar em miss\u00e3o com os Padres Fransalianos junto das popula\u00e7\u00f5es locais que vivem em mais de uma centena de pequenas aldeias, algumas bem distantes e divididas em 23 zonas.<\/p>\n<h4>A marca da pobreza<\/h4>\n<p>Todas as irm\u00e3s vieram de Dombe, na Diocese de Chimoio. Para ali chegarem tiveram de percorrer cerca de 800 km por duros caminhos, \u00e0s vezes estradas improv\u00e1veis, durante dois longos dias. Mas isso n\u00e3o foi importante. O que contava mesmo era chegar, arrega\u00e7ar as mangas e come\u00e7ar a trabalhar. Tudo por ali \u00e9 pobre, quase tudo est\u00e1 em falta. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, para quem acaba de chegar, fazer um invent\u00e1rio das urg\u00eancias, mas a Irm\u00e3 Mirian reconhece que v\u00e3o precisar mesmo de ajuda. \u201cAs necessidades s\u00e3o em todas as \u00e1reas, a igreja paroquial \u00e9 pobre e \u00e9 uma par\u00f3quia com 100 comunidades&#8230; muito grande, com muitas necessidades\u201d, explica a religiosa, lembrando que falta por exemplo um autom\u00f3vel para que as irm\u00e3s possam chegar \u00e0s comunidades mais distantes. Um caderno de encargos quase sem fim para uma miss\u00e3o enorme numa regi\u00e3o marcada pela pobreza e pelo abandono. A Irm\u00e3 Mirian fala mesmo num desafio que n\u00e3o se podia recusar, sublinhando todo o afecto que receberam desde a primeira hora. \u201cFomos acolhidas com tanto carinho, generosidade, simplicidade pelo querido povo, pelos padres e, claro, por D. Diamantino. Estamos muito felizes, apesar de sabermos que iniciar um trabalho n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o simples, por\u00e9m n\u00e3o nos faltam a f\u00e9 em Deus, a consci\u00eancia de que a miss\u00e3o \u00e9 Dele e que somos apenas simples e fr\u00e1geis instrumentos em Suas m\u00e3os\u2026\u201d Quarenta anos depois, atrav\u00e9s das Pequenas Mission\u00e1rias de Maria Imaculada, a Igreja tem de novo rostos femininos na enorme Par\u00f3quia de D\u00f3mu\u00e8, com as suas mais de 100 localidades situadas num dos extremos de Mo\u00e7ambique. \u201cTrazemos um\u00a0desejo de comunh\u00e3o verdadeira com o povo que j\u00e1 amamos.\u00a0Que o Bom Deus nos aben\u00e7oe nesta nova miss\u00e3o, fa\u00e7a arder nossos cora\u00e7\u00f5es e nos impulsione a sempre estarmos a caminho\u201d, diz ainda a Irm\u00e3 Mirian dos Santos, na mensagem que enviou para Lisboa, depois de ter chegado a D\u00f3mu\u00e8.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | <a href=\"www.fundacao-ais.pt\" target=\"_blank\" 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