{"id":2911,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/oracao-no-estadio\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"oracao-no-estadio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/oracao-no-estadio\/","title":{"rendered":"Ora\u00e7\u00e3o no Est\u00e1dio"},"content":{"rendered":"<p>Houve quem, de mem\u00f3rias grisalhas, se reportasse ao Grande Encontro da Juventude de 1963 no Restelo e em Alvalade. Ou mesmo quem lembrasse as visitas de Jo\u00e3o Paulo II a Portugal, mobilizadora de grandes multid\u00f5es. E, necessariamente, se evocou o fen\u00f3meno de F\u00e1tima repetido e surpreendente. Mas o que se passou no Est\u00e1dio Nacional teve uma particularidade: foi um encontro mobilizado pelas par\u00f3quias, movimentos e obras cat\u00f3licas. Sem sinal de promessa. Convidando todos apenas para rezar, com elementos ilustrativos dos mist\u00e9rios luminosos e as pessoas vivas a moverem-se como se fossem animadas apenas pelas palavras do Ter\u00e7o. N\u00e3o foi um encontro contra ningu\u00e9m. Nem sinal de campanha, ou canto de vit\u00f3ria sobre o que quer que fosse. Nem intuito persuasor de nada. N\u00e3o houve jogo ou fora de jogo &#8211; at\u00e9 se vive, em mat\u00e9ria religiosa, um momento de vozes aparentemente caladas e armas depostas. O Jamor tanto poderia, nesse s\u00e1bado, ter sido esmagadoramente grande e des\u00e9rtico, como acontece em tantos jogos, como se poderia converter num espa\u00e7o estreito por aflu\u00eancia inesperada de participantes. Aflu\u00edram cerca de 50 000 pessoas. Excedeu a lota\u00e7\u00e3o. Nem se cobraram entradas nem se disponibili-zaram transportes gratuitos. Nem ningu\u00e9m garantia um fim de tarde sem chuva &#8211; \u00fanica real promessa para cerca quatro horas de ora\u00e7\u00e3o e festa, que n\u00e3o chegou a cumprir-se. Houve tempo inicial para as cl\u00e1ssicas ondula\u00e7\u00f5es das quatro bancadas. Houve paci\u00eancia para o ensaio musical que funcionou como aproxima\u00e7\u00e3o ao ambiente celebrativo. Houve surpresa perante os tambores que irromperam est\u00e1dio dentro. Houve sil\u00eancio e interiori-za\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada da cruz da juventude. Perpassou emo\u00e7\u00e3o forte quando surgiu, tenuemente iluminada, a alv\u00edssima imagem da Virgem Peregrina de F\u00e1tima. O resto foi acontecendo, num clima de ora\u00e7\u00e3o e respeito, em crescendo, at\u00e9 praticamente ao momento da comunh\u00e3o. N\u00e3o foi resultado de campanha nem desafio de afrontamento ou exibi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a. Anote-se, por\u00e9m, uma prepara\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o invulgarmente eficazes. Aconteceu \u00e0 volta do sucessor de Pedro e do Ros\u00e1rio recomendado pela Senhora de F\u00e1tima.  Aconteceu. Mas ficar\u00e1, indel\u00e9vel, no cora\u00e7\u00e3o de muitos, sobretudo crian\u00e7as e jovens, como experi\u00eancia profunda de ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. E como se pode conjugar uma express\u00e3o est\u00e9tica popular com uma liturgia plena de dignidade. Todos seguiram o rito, o sil\u00eancio, o canto, o movimento, a vibra\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m foi ao Est\u00e1dio por engano. Ant\u00f3nio Rego <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve quem, de mem\u00f3rias grisalhas, se reportasse ao Grande Encontro da Juventude de 1963 no Restelo e em Alvalade. Ou mesmo quem lembrasse as visitas de Jo\u00e3o Paulo II a Portugal, mobilizadora de grandes multid\u00f5es. E, necessariamente, se evocou o fen\u00f3meno de F\u00e1tima repetido e surpreendente. 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