{"id":2909,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/agua-potavel-para-todos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"agua-potavel-para-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/agua-potavel-para-todos\/","title":{"rendered":"\u00c1gua pot\u00e1vel para todos"},"content":{"rendered":"<p>A \u00e1gua foi sempre sinal de fertilidade, de abund\u00e2ncia, de progresso, de bens materiais, de felicidade. A falta de \u00e1gua \u00e9 um problema grave para a comunidade, para a aldeia, para um povo, para as pessoas. No Livro dos N\u00fameros, no cap\u00edtulo 20, narra-se uma destas situa\u00e7\u00f5es em estado agudo. No deserto de Sin, o povo judeu sentiu a falta de \u00e1gua para a comunidade. Ent\u00e3o amotinou-se contra Mois\u00e9s e Aar\u00e3o. E diziam-lhes: \u201cMais valia termos morrido! Porque nos trouxestes para o deserto, para aqui morrermos e os nossos gados? Porque nos fizestes sair do Egipto? Aqui n\u00e3o podemos semear. N\u00e3o h\u00e1 figueiras, nem vinhas, nem rom\u00e3zeiras, nem \u00e1gua para beber sequer!\u201d Mois\u00e9s foi falar com o Senhor na Tenda do Encontro. E o Senhor falou a Mois\u00e9s: \u201cPega na vara e re\u00fane a comunidade juntamente com Aar\u00e3o teu irm\u00e3o. Depois, \u00e0 vista deles, haveis de falar \u00e0quele rochedo e ele deixar\u00e1 correr as suas \u00e1guas. Delas dar\u00e1s de beber \u00e0 comunidade e aos seus gados\u201d. Mois\u00e9s e Aar\u00e3o reuniram a assembleia em frente do rochedo e Mois\u00e9s disse: \u201cEscutai, rebeldes! Podemos n\u00f3s fazer que a \u00e1gua vos nas\u00e7a deste rochedo? Mois\u00e9s ergueu a m\u00e3o e bateu duas vezes com a vara no rochedo. Ent\u00e3o as \u00e1guas brotaram com abund\u00e2ncia e a comunidade bebeu assim como os seus gados. O povo judeu sentiu a falta de \u00e1gua no deserto. A falta de \u00e1gua prejudica a vida do povo e a vida dos animais, a vida das plantas, a vida alimentar; n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua para beber, n\u00e3o h\u00e1 plantas, escasseiam os frutos &#8211; \u00e9 a morte da natureza! Por isso encontramos as primeiras comunidades sedent\u00e1rias instalando-se junto dos cursos de \u00e1gua. A\u00ed surgem os primeiros aglomerados populacionais e o homem passa de pastor &#8211; n\u00f3mada a agricultor &#8211; sedent\u00e1rio.   Hoje o fen\u00f3meno da migra\u00e7\u00e3o tem outras cambiantes, algumas bem tr\u00e1gicas. A seca prolongada obriga popula\u00e7\u00f5es inteiras a deslocarem-se \u00e0 procura de \u00e1gua. \u00c9 fen\u00f3meno frequente em \u00c1frica e com consequ\u00eancias humanit\u00e1rias de dif\u00edcil resolu\u00e7\u00e3o. Por outras as chuvas torrenciais devastam v\u00e1rias \u00e1reas e suas culturas em poucas horas ou dias! H\u00e1 conflitos de tribos e grupos humanos. E h\u00e1 luta pela terra, sendo as melhores terras cobi\u00e7adas e cativadas pelos senhores da guerra que as arrolam em seu nome e propriedade ficando os pobres que as detinham \u00e0 merc\u00ea do que sobra e n\u00e3o rende nada. E isto \u00e9 na \u00c1frica, \u00e9 no Brasil e \u00e9 na \u00c1sia.  Por ocasi\u00e3o do 3\u00ba F\u00f3rum Mundial sobre a \u00e1gua, que se realizou em Quioto (Jap\u00e3o) de 16 a 23 de Mar\u00e7o de 2003, a Santa S\u00e9 apresentou um documento, com o t\u00edtulo \u201cA \u00e1gua, elemento essencial para a vida\u201d, elaborado pelo Pontif\u00edcio Conselho \u201cJusti\u00e7a e Paz\u201d. O texto faz ressaltar que a \u00e1gua \u00e9 um elemento que desempenha um papel central em todos os aspectos da vida: para o ambiente, a economia, a seguran\u00e7a alimentar, a produ\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica. E acrescenta: \u201cA \u00e1gua, especialmente para as popula\u00e7\u00f5es que vivem na pobreza, tornou-se uma quest\u00e3o crucial para a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia e, portanto, para o direito \u00e0 vida. A \u00e1gua \u00e9 um factor fundamental em cada um dos tr\u00eas pilares do desenvolvimento sustent\u00e1vel: econ\u00f3mico, social e ambiental. O documento do Vaticano liga o problema da \u00e1gua a quest\u00f5es \u00e9ticas: o respeito da vida, a centralidade da pessoa humana, o destino universal dos bens, os princ\u00edpios de solidariedade e da subsidiariedade.\u201d A \u00e1gua \u00e9 um direito  de todos os homens e \u00e9 um bem universal. N\u00e3o pode alimentar comercializa\u00e7\u00f5es gananciosas, nem ser propriedade de alguns. Deve ser acess\u00edvel a todos. A comercializa\u00e7\u00e3o deve de prefer\u00eancia estar ligada ao servi\u00e7o p\u00fablico para evitar que entre na rota da explora\u00e7\u00e3o. \u00c9 um servi\u00e7o. Talvez por isso se tenham chamado \u201cservi\u00e7o de \u00e1gua e electricidade\u201d. Sobretudo nas aldeias rurais muitos n\u00e3o ter\u00e3o acesso \u00e0 \u00e1gua canalizada, \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o domicili\u00e1ria, mas precisam necessariamente da \u00e1gua. Ter\u00e3o de a roubar \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o e correr\u00e3o o risco de serem presos! A \u00e1gua pot\u00e1vel para todos \u00e9 urgente.  Armando Soares Revista BOA NOVA <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e1gua foi sempre sinal de fertilidade, de abund\u00e2ncia, de progresso, de bens materiais, de felicidade. A falta de \u00e1gua \u00e9 um problema grave para a comunidade, para a aldeia, para um povo, para as pessoas. No Livro dos N\u00fameros, no cap\u00edtulo 20, narra-se uma destas situa\u00e7\u00f5es em estado agudo. 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