{"id":29066,"date":"2008-01-02T14:36:16","date_gmt":"2008-01-02T14:36:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/02\/nao-proteger-a-familia-e-fragilizar-a-paz\/"},"modified":"2008-01-02T14:36:16","modified_gmt":"2008-01-02T14:36:16","slug":"nao-proteger-a-familia-e-fragilizar-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nao-proteger-a-familia-e-fragilizar-a-paz\/","title":{"rendered":"N\u00e3o proteger a Fam\u00edlia \u00e9 fragilizar a Paz"},"content":{"rendered":"<p>No primeiro dia do ano, em que se celebra precisamente o Dia Mundial da Paz, o Bispo do Algarve deixou um apelo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o daquele dom, que considerou directamente relacionado com uma s\u00e3 viv\u00eancia familiar. Na homilia que proferiu na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia a que presidiu ontem no Santu\u00e1rio de Nossa Senhora da Piedade, popularmente invocada como a M\u00e3e Soberana, em Loul\u00e9, D. Manuel Quintas defendeu que \u201ca Paz come\u00e7a a construir-se na pr\u00f3pria Fam\u00edlia\u201d e que esta \u00e9 a \u201cprimeira escola de educa\u00e7\u00e3o e para a viv\u00eancia da Paz\u201d. Com base na mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz, uma iniciativa que se perpetua desde 1968 quando iniciada pelo ent\u00e3o Papa Paulo VI, o Bispo diocesano sublinhou a liga\u00e7\u00e3o entre Fam\u00edlia, Sociedade e Paz. \u201cN\u00e3o proteger a Fam\u00edlia \u00e9 fragilizar a Paz\u201d, observou D. Manuel Quintas, a prop\u00f3sito da mensagem de Bento XVI, este ano intitulada \u201cFam\u00edlia humana, comunidade de Paz\u201d. \u201cTodos os atentados contra a Fam\u00edlia, de alguma maneira, s\u00e3o atentados contra a Paz porque esta come\u00e7a precisamente no interior das Fam\u00edlias\u201d, complementou o Bispo do Algarve, citando o documento pontif\u00edcio: \u201cNuma vida familiar sadia experimentam-se alguns complementos fundamentais da Paz\u201d. \u201cO Papa diz-nos que aquele ambiente que deve caracterizar as Fam\u00edlias deve ser alargado sempre mais\u201d, destacou o Bispo diocesano, defendendo que \u201co fundamento das rela\u00e7\u00f5es familiares\u201d, ou seja, \u201co amor, a ajuda m\u00fatua, a compreens\u00e3o, a capacidade de acolhimento e de perd\u00e3o, a aten\u00e7\u00e3o particular para com quem mais precisa \u2013 crian\u00e7as, doentes e idosos\u201d devia \u201cser escola e alargar-se sempre mais \u00e0 humanidade, de maneira que a partir da\u00ed crescesse em todos este contributo para a constru\u00e7\u00e3o da Paz\u201d. Sublinhando a contribui\u00e7\u00e3o dada h\u00e1 40 anos pelas diferentes mensagens pontif\u00edcias, atrav\u00e9s de diversos temas, D. Manuel Quintas destacou a Paz como um dom sem o qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel viver de maneira harmoniosa a pr\u00f3pria vida. O Prelado aproveitou o contexto para, com base nas leituras escutadas, apelar \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o com Deus. D. Manuel Quintas exortou os presentes a que a sua vida \u201creflicta sempre a face de Deus\u201d. \u201cQue tudo aquilo que somos e fazemos seja express\u00e3o da presen\u00e7a de Deus na nossa vida. Que tudo aquilo que somos fale aos outros de Deus. Se Deus \u00e9 amor, que a nossa vida, gestos e atitudes sejam express\u00f5es vis\u00edveis desse amor que Deus nos tem e que partilhamos e vivemos com os outros, amor com o qual qualificamos todas as nossas atitudes e gestos. Que o teu olhar se cruze sempre com o olhar de Deus. Que te sintas sempre protegido por Deus\u201d, invocou D. Manuel Quintas. Olhando para mundo, o Bispo do Algarve lamentou aus\u00eancia de Paz em muitos contextos. \u201cJ\u00e1 nos sentimos cansados com as not\u00edcias que nos chegam, sempre dos mesmos pa\u00edses e dos mesmos povos. Sentimo-nos fr\u00e1geis e quase impotentes e perguntamo-nos: porqu\u00ea? Ser\u00e1 que, com a capacidade que temos e que Deus nos deu n\u00e3o conseguimos ultrapassar estas situa\u00e7\u00f5es? O que \u00e9 que nos falta? O que \u00e9 que temos de fazer?\u201d, interrogou o Bispo do Algarve, salientando que o esfor\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o da Paz diz respeito a todos e n\u00e3o apenas aqueles que governam e que est\u00e3o \u00e0 frente das na\u00e7\u00f5es. \u201cFicamos desconcertados quando verificamos que, em vez dos caminhos e objectivos de Paz e do servi\u00e7o ao Homem e ao progresso da humanidade, aquilo que preside a tantas decis\u00f5es n\u00e3o \u00e9 isso, mas antes a economia, o progresso e o enriquecimento de alguns, sobretudo em pa\u00edses que t\u00eam reservas que daria para viverem de uma maneira desafogada\u201d, confessou. A terminar, no dia em que a Igreja celebrava simultaneamente a solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus, D. Manuel Quintas invocou no Santu\u00e1rio mariano de maior express\u00e3o no Algarve, a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus e a protec\u00e7\u00e3o maternal de Maria sobre todas as Fam\u00edlias, particularmente as da diocese do Algarve, \u201cpara que sejam escolas de aprendizagem do amor e da Paz\u201d. \u201cApesar do nosso esfor\u00e7o, sem a ajuda de Deus e sem a presen\u00e7a do Esp\u00edrito, n\u00e3o temos capacidade para construir a Paz como o mundo precisa, como Deus quer e como n\u00f3s desejamos tamb\u00e9m\u201d, concluiu. <i>Samuel Mendon\u00e7a   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro dia do ano, em que se celebra precisamente o Dia Mundial da Paz, o Bispo do Algarve deixou um apelo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o daquele dom, que considerou directamente relacionado com uma s\u00e3 viv\u00eancia familiar. 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