{"id":29064,"date":"2008-01-02T13:21:53","date_gmt":"2008-01-02T13:21:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/02\/familia-centro-de-direitos-e-deveres-no-dia-mundial-da-paz\/"},"modified":"2008-01-02T13:21:53","modified_gmt":"2008-01-02T13:21:53","slug":"familia-centro-de-direitos-e-deveres-no-dia-mundial-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/familia-centro-de-direitos-e-deveres-no-dia-mundial-da-paz\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia, centro de direitos e deveres, no Dia Mundial da Paz"},"content":{"rendered":"<p>Bispos Portugueses apontam singularidade familiar como essencial para a paz, e pedem condi\u00e7\u00f5es sociais para plena realiza\u00e7\u00e3o <!--more--> A fam\u00edlia humana como c\u00e9lula central da promo\u00e7\u00e3o da paz \u00e9 nota comum nas homilias dos Bispos portugueses para o Dia Mundial da Paz, ontem celebrado mundialmente.   D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, alerta para a integra\u00e7\u00e3o no patrim\u00f3nio da fam\u00edlia \u201cn\u00e3o s\u00f3 dos bens materiais necess\u00e1rios mas tamb\u00e9m dos valores essenciais que configuram a vida e das normas jur\u00eddicas e morais que a alicer\u00e7am\u201d. Estes valores s\u00e3o imprescind\u00edveis e revelam que a \u201cpaz n\u00e3o se inventa, n\u00e3o se improvisa, n\u00e3o se adivinha nem se imp\u00f5e. A paz educa-se e edifica-se, implora-se e merece-se\u201d, sublinha.  A fam\u00edlia humana pede uma valoriza\u00e7\u00e3o \u201cnos seus princ\u00edpios essenciais, nos seus fundamentos indestrut\u00edveis, nos seus valores crist\u00e3os\u201d, de modo a \u201cconstruir a paz no cora\u00e7\u00e3o humano e na comunidade humana\u201d.  O Bispo de Aveiro pede \u00e0 sociedade civil e ao Estado para que n\u00e3o se demitam das suas responsabilidades, mas que tamb\u00e9m \u201cn\u00e3o menosprezem o esfor\u00e7o da Igreja no servi\u00e7o da fam\u00edlia nas suas mais diversas vertentes e concretamente como educadora da paz das consci\u00eancias, da harmonia dos esposos, do encontro de gera\u00e7\u00f5es, da comunh\u00e3o entre pais e filhos e do equil\u00edbrio social\u201d.  D. Ant\u00f3nio Marto, Bispo de Leiria \u2013 F\u00e1tima, lembra que o conceito de fam\u00edlia vai al\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es \u201cfuncionais ou da mera converg\u00eancia de interesses. Implica la\u00e7os profundos de fraternidade, solidariedade, apoio rec\u00edproco, respeito sincero que devem guiar as rela\u00e7\u00f5es entre os povos\u201d.   Numa saud\u00e1vel vida familiar \u201cfaz-se a experi\u00eancia de todos os ingredientes fundamentais da paz: a justi\u00e7a e o amor nas rela\u00e7\u00f5es entre irm\u00e3os e irm\u00e3s, a import\u00e2ncia da lei e da autoridade dos pais, o servi\u00e7o aos mais d\u00e9beis que, em fam\u00edlia, se tornam centro de interesse quando est\u00e3o em dificuldade, a ajuda rec\u00edproca nas necessidades da vida, a disponibilidade para acolher, para fazer ren\u00fancias, para perdoar\u201d, aponta o Bispo.  \u201cA paz n\u00e3o se reduz ao sil\u00eancio das armas\u201d, \u00e9 antes \u201cuma cultura e um ambiente a construir, a trabalhar e cultivar, em cada dia, por todos n\u00f3s\u201d. Da\u00ed que o tema seja de grande actualidade e particular relev\u00e2ncia \u201cem tempos de crescente globaliza\u00e7\u00e3o, de riscos e crises globais, com efeitos de boomerang\u201d.  D. Ant\u00f3nio Marto aponta ainda que para \u201cexperimentar um futuro em dignidade e paz\u201d, a humanidade deve reconhecer-se como \u201cfam\u00edlia na sua m\u00faltipla unidade e no seu destino comum, deve reconhecer os valores comuns do viver uns com os outros\u201d. D. Manuel Pelino, Bispo de Santar\u00e9m, aponta as fam\u00edlias como princ\u00edpio construtor de um mundo mais humano. \u201cA fam\u00edlia \u00e9 o lugar prim\u00e1rio de humaniza\u00e7\u00e3o da pessoa e da sociedade, onde recebemos os valores, as refer\u00eancias, a integra\u00e7\u00e3o e a identidade\u201d.  O Bispo explicita que \u201cmuitos governos, o nosso concretamente, n\u00e3o d\u00e3o ainda o necess\u00e1rio reconhecimento e apoio \u00e0 fam\u00edlia, designadamente quanto \u00e0 natalidade, ao reconhecimento do contributo educativo e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o\u201d, mas exp\u00f5e que a uni\u00e3o \u00e9 obra de todos, precisa da colabora\u00e7\u00e3o de cada um, no seu papel pr\u00f3prio\u201d.  \u201cTudo o que debilita a fam\u00edlia deve ser considerado um impedimento para o caminho da paz\u201d, finaliza.  D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga e Presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa opta por evidenciar que, apesar de \u201cdensas nuvens que geram perplexidade e timidez no contexto social\u201d a igreja tem a \u201cresponsabilidade eclesial de reavivar a esperan\u00e7a e tornar o mundo uma casa de serenidade e paz\u201d. A igreja \u201cpoder\u00e1 n\u00e3o fazer muitas coisas, mas de for capaz de experimentar a esperan\u00e7a de Cristo e comunica-la ao mundo envolvente est\u00e1 correspondendo \u00e0s exig\u00eancias actuais\u201d.   O Presidente da CEP lembra que os crist\u00e3os t\u00eam a responsabilidade de combater o \u201cindiferentismo ou agnosticismo\u201d. E acrescenta que \u201ca luta n\u00e3o permite o conformismo e a adapta\u00e7\u00e3o ao mundo que outros v\u00e3o criando\u201d.  <b>Ecologia<\/b> O ambiente \u00e9 tamb\u00e9m focado pelo Arcebispo Primaz, perante o aquecimento global do planeta. \u201cAssistimos a Cimeiras, com bonitos discursos e conclus\u00f5es bem elaboradas, onde as altera\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas assustam com dados objectivos e repletos de verdadeiro realismo\u201d, aponta o D. Jorge Ortiga, que frisa a exig\u00eancia de uma \u201cpol\u00edtica ambiental criadora de futuro\u201d e \u201catitudes respons\u00e1veis pela protec\u00e7\u00e3o do clima\u201d.  D. Jos\u00e9 Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, refere acontecimentos de relevo \u201cportadores de esperan\u00e7a de paz\u201d. O Cardeal percebe que \u201cs\u00e3o passos limitados, perante o objectivo de construir uma paz s\u00f3lida e duradoira\u201d, mas s\u00e3o tamb\u00e9m \u201cs\u00e3o sinais de esperan\u00e7a, porque representam uma consci\u00eancia colectiva e esfor\u00e7os reais para construir a paz\u201d.  O ambiente \u00e9 tamb\u00e9m focado por D. Jos\u00e9 Policarpo, que evidencia n\u00e3o fazer sentido \u201csalvar a natureza \u00e0 custa do pr\u00f3prio homem. Ao salvar a natureza, o que se pretende salvar \u00e9 o homem, toda a fam\u00edlia humana\u201d.  O grande desafio para a cultura contempor\u00e2nea \u00e9 \u201cintegrar, sem medo e sem preconceitos passados, os contributos da f\u00e9 religiosa para a sabedoria que h\u00e1-de inspirar e conduzir o desenvolvimento da humanidade\u201d.  A esperan\u00e7a \u00e9 o \u201cgrande contributo dos crist\u00e3os para o \u00abprogresso sustent\u00e1vel\u00bb\u201d e o \u201cvigor da sua esperan\u00e7a alimentado por uma f\u00e9 harmonicamente integrada na raz\u00e3o\u201d.   Por \u00faltimo, diz o Cardeal Patriarca de Lisboa, \u201cquem destr\u00f3i a fam\u00edlia, afasta-se da paz\u201d.  <b>Medos<\/b> D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, evidencia que o abandono e a delinqu\u00eancia enquanto \u201csinais de novos medos\u201d, s\u00e3o sintoma de que ainda n\u00e3o se reconhece o papel da fam\u00edlia na consolida\u00e7\u00e3o da paz \u201cPerguntemo-nos, para come\u00e7ar, se os jovens t\u00eam condi\u00e7\u00f5es reais para constituir fam\u00edlia e acolher os filhos, \u201d, adianta. \u201cPerguntemo-nos se os pais t\u00eam a possibilidade de exercer o seu imprescind\u00edvel direito de educar os filhos, com os apoios institucionais que lhe s\u00e3o devidos, mas exactamente como apoios e n\u00e3o restri\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias do direito e dever dos pais em transmitir aos filhos os pr\u00f3prios sentimentos, valores e convic\u00e7\u00f5es\u201d, explicita o Bispo do Porto.  D. Manuel Clemente relembra o que sucedeu a tantos centros de actividades de tempos livres (ATL), \u201cpostos em causa por uma legisla\u00e7\u00e3o que n\u00e3o teve suficientemente em conta os servi\u00e7os prestados e os encargos assumidos\u201d.  Recordando que em 2008 se assinalam os 60 anos da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, documento da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o Bispo do Porto afirma que, na pedagogia eclesial e c\u00edvica, \u201ch\u00e1 algo a fazer, evidenciando valores b\u00e1sicos de humanidade e responsabilidade, aproximando pessoas e cren\u00e7as\u201d. A fam\u00edlia \u00e9 um dos valores b\u00e1sicos e reconhecidos na declara\u00e7\u00e3o.   O Bispo do Porto aponta por \u00faltimo, o cuidado com o ambiente. Enaltece o trabalho que o Escutismo Cat\u00f3lico tem feito nesse sentido, mas afirma ser \u201cobriga\u00e7\u00e3o de n\u00f3s todos, como crentes e cidad\u00e3os respons\u00e1veis pelo mundo. Das fam\u00edlias \u00e0s empresas, das na\u00e7\u00f5es \u00e0 cena internacional, o empenho \u00e9 imprescind\u00edvel e urgente neste cap\u00edtulo\u201d.  D. Ant\u00f3nio Carrilho, Bispo do Funchal, baseia-se na Mensagem de Bento XVI para sublinhar que a fam\u00edlia \u00e9 \u201crefer\u00eancia e instrumento para os esfor\u00e7os de paz ainda t\u00e3o necess\u00e1rios no nosso tempo\u201d.   Na eucaristia assinalando o Dia Mundial, o Bispo do Funchal referiu que  \u201cfazer balan\u00e7o ao ano 2007 conduz-nos certamente a um compromisso ainda maior na constru\u00e7\u00e3o de um projecto de vida pessoal e de servi\u00e7o \u00e0 comunidade de maior qualidade para que a todos v\u00e1 chegando resposta \u00e0s suas car\u00eancias e problemas\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bispos Portugueses apontam singularidade familiar como essencial para a paz, e pedem condi\u00e7\u00f5es sociais para plena 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