{"id":29048,"date":"2008-01-02T10:33:24","date_gmt":"2008-01-02T10:33:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/02\/unidade-dos-cristaos-e-comunhao-trinitaria\/"},"modified":"2008-01-02T10:33:24","modified_gmt":"2008-01-02T10:33:24","slug":"unidade-dos-cristaos-e-comunhao-trinitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/unidade-dos-cristaos-e-comunhao-trinitaria\/","title":{"rendered":"Unidade dos Crist\u00e3os e comunh\u00e3o trinit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de Janeiro <!--more--> &#8220;Que a Igreja aumente os seus esfor\u00e7os em favor da plena unidade vis\u00edvel, de modo que manifeste cada vez mais o seu rosto de comunidade de amor, na qual se espelha a comunh\u00e3o de amor do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo&#8221;. <b>1.\tEspelho da Trindade<\/b> \tA Igreja n\u00e3o se recebe de si. A sua origem est\u00e1 em Deus Trindade. Tomando consci\u00eancia desta sua depend\u00eancia radical, os crentes, as comunidades eclesiais, a Igreja percebem, como dizia Bento XVI aos Bispos portugueses, que a sua miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 falar de si, mas de Deus \u2013 pois o que est\u00e1 em causa n\u00e3o \u00e9 o an\u00fancio de si, mas do Evangelho do Reino de Deus. Ora, perceber isto liberta: do medo do mundo e das suas opini\u00f5es; da falsa seguran\u00e7a das pr\u00f3prias opini\u00f5es, quando contr\u00e1rias ao ensino da Igreja; da pretens\u00e3o de \u00abfundar\u00bb a Igreja a partir de si pr\u00f3prio e da originalidade das pr\u00f3prias ideias&#8230; A Igreja recebe-se de Deus Trindade; o crente, como crente, recebe-se de Deus na Igreja. Pretender algo diferente, \u00e9 edificar no vazio do pr\u00f3prio orgulho e renunciar \u00e0 identidade crist\u00e3. Receber-se de Deus Trindade \u00e9 tamb\u00e9m uma responsabilidade. Os crist\u00e3os e a Igreja devem ser no mundo \u00e0 imagem daquele de Quem se recebem: Amor. Mas, porque pecadores, n\u00e3o podem ser sen\u00e3o imagem imperfeita, pecadora&#8230; A divis\u00e3o dos crist\u00e3os testemunha este pecado e chama todos os crentes \u00e0 responsabilidade da convers\u00e3o a Cristo e, n\u2019Ele, a Deus Amor.  <b>2.\tA unidade dos  crist\u00e3os<\/b> \t\u00c9 um pedido insistente da Igreja, este pela unidade dos crist\u00e3os, pois h\u00e1 uma consci\u00eancia cada vez maior da urg\u00eancia desta unidade. Urg\u00eancia de unidade na ora\u00e7\u00e3o, na ac\u00e7\u00e3o, no compromisso social, na promo\u00e7\u00e3o dos valores crist\u00e3os&#8230; mas tamb\u00e9m, e como corol\u00e1rio, urg\u00eancia da plena unidade vis\u00edvel da Igreja, na leg\u00edtima pluralidade de modos de viver a ades\u00e3o a Cristo e o an\u00fancio do seu Evangelho. A unidade no \u00e2mbito da ora\u00e7\u00e3o, da ac\u00e7\u00e3o ou da promo\u00e7\u00e3o dos valores crist\u00e3os j\u00e1 \u00e9, felizmente, vivida em muitos casos; todos reconhecem, por\u00e9m, que a plena unidade vis\u00edvel (ou seja, as diversas Igrejas crist\u00e3s e comunidades eclesiais apresentarem-se ao mundo como uma \u00fanica Igreja de Cristo) n\u00e3o \u00e9 para j\u00e1 e, sobretudo, n\u00e3o ser\u00e1 fruto apenas da vontade dos homens \u2013 s\u00f3 o Esp\u00edrito Santo poder\u00e1 inspirar o quando e como desta plena unidade, sem a qual Cristo continuar\u00e1 a aparecer dividido perante o mundo.  <b>3.\tFrutos do ecumenismo<\/b> \tO compromisso da maior parte das Igrejas e comunidades eclesiais com o ecumenismo tem dado frutos, mais abundantes do que pode parecer. Antes de mais, e talvez o mais importante, o pr\u00f3prio di\u00e1logo ecum\u00e9nico: depois de s\u00e9culos de costas voltadas, de insultos e excomunh\u00f5es m\u00fatuas, de persegui\u00e7\u00f5es, por vezes violentas, as Igrejas e comunidades eclesiais falam entre si. Este di\u00e1logo n\u00e3o pode ser menosprezado, mesmo como exemplo para o mundo: se gente que andou s\u00e9culos a odiar-se consegue agora conversar pacificamente, como n\u00e3o ver nisto um sinal de esperan\u00e7a para os amea\u00e7adores antagonismos pol\u00edticos e religiosos actuais? E este di\u00e1logo, por sua vez, deu frutos abundantes, at\u00e9 nas quest\u00f5es mas discutidas: uma declara\u00e7\u00e3o conjunta sobre o tema da f\u00e9 e da salva\u00e7\u00e3o (entre a Igreja Cat\u00f3lica e a Federa\u00e7\u00e3o das Igrejas Luteranas, \u00e0 qual outras Igrejas tamb\u00e9m j\u00e1 aderiram); discuss\u00f5es pac\u00edficas e abertas sobre o papel de Maria, m\u00e3e de Jesus, na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o; uma declara\u00e7\u00e3o das Igrejas Ortodoxas e Cat\u00f3lica, tendo como tema central a rela\u00e7\u00e3o entre as sedes patriarcais ortodoxas e a sede de Roma, \u00e0 luz do primeiro mil\u00e9nio do cristianismo&#8230; Tudo leva o seu tempo, mas o caminho ecum\u00e9nico \u00e9 o caminho da paci\u00eancia pessoal e eclesial, \u00e0 imagem de Deus, \u00abpaciente e misericordioso\u00bb.  <b>4.\tOrar pela unidade dos crist\u00e3os<\/b> \tSer comunidade de amor e, assim, espelho de Deus-Amor: Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. A unidade dos crist\u00e3os \u00e9 essencial para a realiza\u00e7\u00e3o plena deste modo de ser Igreja. A ora\u00e7\u00e3o pela unidade d\u00e1 testemunho da consci\u00eancia pessoal e colectiva dos crist\u00e3os de que o actual \u00abmodo de ser Igreja\u00bb ainda n\u00e3o realiza plenamente o seu \u00abdever ser\u00bb. Isto n\u00e3o tira nada \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica de que nela subsiste a plenitude da Igreja de Cristo. Lembra, simplesmente, que esta plenitude teologicamente afirmada n\u00e3o dispensa, antes torna ainda mais urgente o empenho para que se cumpra a ora\u00e7\u00e3o de Cristo: \u00abque todos sejam um s\u00f3, como Tu, Pai, est\u00e1s em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em N\u00f3s e o mundo creia que Tu Me enviaste\u00bb (Jo\u00e3o 17, 21).  <i>Elias Couto    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de Janeiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[120,192],"class_list":["post-29048","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-bento-xvi","tag-ecumenismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29048","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29048"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29048\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}