{"id":29046,"date":"2008-01-02T10:24:52","date_gmt":"2008-01-02T10:24:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/01\/02\/2008-igreja-em-portugal\/"},"modified":"2008-01-02T10:24:52","modified_gmt":"2008-01-02T10:24:52","slug":"2008-igreja-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/2008-igreja-em-portugal\/","title":{"rendered":"2008: Igreja em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Ver e reflectir para agir <!--more--> 1. A Igreja, dom de Deus ao mundo, conta com a perenidade imut\u00e1vel do seu projecto e necessita, em cada tempo e lugar, de uma permanente aten\u00e7\u00e3o, para melhor servir os homens e mulheres, a quem se dirige, por for\u00e7a da sua miss\u00e3o, quer para lhes fazer o primeiro an\u00fancio, quer para fortalecer e comprometer os j\u00e1 integrados, como seus membros. Dadas as mudan\u00e7as que se operam na sociedade e afectam a vida das pessoas, cada ano que come\u00e7a, porque o tempo conta na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, pode constituir para a Igreja uma ocasi\u00e3o prop\u00edcia para reflectir sobre a fidelidade a Deus e aos homens e mulheres deste mundo em que vivemos e de que somos cidad\u00e3os. Poder\u00e1 assim verificar se a perenidade do projecto e o cuidado da criatividade pastoral, andam juntos no seu agir.   2. Logo no in\u00edcio deste ano pastoral de 2007\/2008, na visita Ad Limina, os bispos portugueses ouviram directamente do Papa Bento XVI, um apelo fraterno que constituiu, tamb\u00e9m, uma palavra de ordem na linha da constru\u00e7\u00e3o permanente dos caminhos de comunh\u00e3o, os quais implicam &#8220;mudar o estilo de organiza\u00e7\u00e3o da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros, para se ter uma Igreja ao ritmo do Vaticano II&#8221;. Tudo isto, insistiu o Papa, obriga a clarificar bem a fun\u00e7\u00e3o do clero e do laicado, porque \u00e9 preciso ter em conta que &#8220;todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na fam\u00edlia dos filhos de Deus, e todos somos correspons\u00e1veis pelo crescimento da Igreja.&#8221; Nesta linha, Bento XVI chama ainda a aten\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis para alguns pontos fundamentais da vida e da miss\u00e3o da Igreja, tais como: Igreja que n\u00e3o deve falar \u00e0s pessoas primariamente de si, mas de Deus, tenha sempre no seu horizonte a eclesiologia de comunh\u00e3o, d\u00ea prioridade pastoral \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 feita no seu seio, provoque, pela ac\u00e7\u00e3o e pelo testemunho, o encontro pessoal com Jesus Cristo, dado que \u00e9 este o objectivo essencial da miss\u00e3o e do processo evangelizador.  3. Subjacente a estas preocupa\u00e7\u00f5es e objectivos pastorais, est\u00e3o, certamente, as dificuldades pr\u00f3prias da ac\u00e7\u00e3o da Igreja numa sociedade em mudan\u00e7a cultural, onde se depara com o laicismo e o pluralismo expresso a todos os n\u00edveis, as aquisi\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas e os desvios da modernidade, a globaliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, o fasc\u00ednio da gente nova, e n\u00e3o s\u00f3, pelas conquistas tecnol\u00f3gicas.  Em resumo, h\u00e1 que contar com a passagem r\u00e1pida de um mundo tradicional e fechado a um mundo urbano e sem fronteiras e, no campo eclesial, a passagem progressiva, embora lenta, de um laicado pouco instru\u00eddo, passivo e acolhedor, ao ressurgir insistente de pessoas e de grupos, que, pela sua forma\u00e7\u00e3o, ganham consci\u00eancia do seu lugar na comunidade crist\u00e3, dos seus direitos e deveres, como membros do Povo de Deus, e trazem \u00e0 Igreja o dinamismo de um fermento novo, vivo e impar\u00e1vel.  4. A Igreja em Portugal \u00e9, deste modo, chamada sem interregnos, a avaliar-se a si pr\u00f3pria e \u00e0 sua ac\u00e7\u00e3o na comunidade portuguesa e \u00e0 sua miss\u00e3o, aberta a um mundo sem fronteiras, porque n\u00e3o as tem nem a f\u00e9, nem o amor; a reflectir sobre os caminhos que est\u00e1 percorrendo e o sentido dos mesmos; a tomar consci\u00eancia at\u00e9 que ponto ela \u00e9 &#8220;casa e escola de comunh\u00e3o&#8221; para todos; a ponderar como gasta o seu tempo, as energias dos seus mais diversos respons\u00e1veis, leigos, clero e consagrados, bem como os meios materiais de que disp\u00f5e; a tomar o pulso a si mesma, para ver se \u00e9 uma Igreja que torna vis\u00edvel o Povo de Deus, como tal e aparece ao mundo como serva e pobre, fiel e sens\u00edvel aos que mais precisam, nos aspectos material e social, espiritual e evang\u00e9lico; a perguntar-se, com realismo, se tem verdadeira consci\u00eancia de que n\u00e3o \u00e9 dona de ningu\u00e9m, pessoas e territ\u00f3rios, nem \u00e9 apenas uma institui\u00e7\u00e3o bem organizada, voltada para dentro para se conservar e defender, mas um Povo que caminha com rumo certo, animado pela f\u00e9, testemunhando esperan\u00e7a, servindo com amor, vivendo a urg\u00eancia de que chegue a todos o Evangelho de Cristo e n\u00e3o se perca nenhum daqueles que acreditam em Jesus Cristo e se dispuseram a segui-lo.  5. A Igreja em Portugal tem o dever de olhar, com a sabedoria e a for\u00e7a do Esp\u00edrito, mais ao largo e para al\u00e9m dos limites do templo; de perscrutar e discernir &#8220;os sinais dos tempos&#8221;, j\u00e1 \u00e0 vista uns, outros ainda encobertos por uma neblina que passa depressa; de ver, corajosamente, at\u00e9 que ponto \u00e9 subsidi\u00e1ria de um mundo passageiro pelos crit\u00e9rios de ju\u00edzo e de ac\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o com os poderosos, ocupa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, defesa de privil\u00e9gios que n\u00e3o a levam a melhor servir, ou se \u00e9, de modo inequ\u00edvoco, sinal de um Deus, que deu a cara em Jesus Cristo, para que todos sejam salvos  Tem ainda o dever de perceber, para intervir no espa\u00e7o pr\u00f3prio e onde n\u00e3o se pode calar, qual o rumo da sociedade portuguesa, por for\u00e7a das op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e p\u00fablicas dos seus \u00f3rg\u00e3os de soberania e dos dinamismos culturais e ideol\u00f3gicos que nela actuam, e verificar como tudo isso reconhece e respeita ou n\u00e3o a pessoa humana com os seus direitos de uma legitima cidadania e abertura aos deveres normais, bem como verificar como se t\u00eam em aten\u00e7\u00e3o as exig\u00eancias de uma correcta organiza\u00e7\u00e3o social ao servi\u00e7o de todos e que a todos proporcione, com normalidade, aquilo a que t\u00eam direito. Assim mostrar\u00e1 o compromisso social da f\u00e9, testemunhando que est\u00e1, sempre e em tudo, do lado da verdade e da paz, da justi\u00e7a e da defesa dos mais d\u00e9beis.  6. O mundo plural e laico, em que vive e actua a Igreja em Portugal, liberta-a de defender posi\u00e7\u00f5es do passado, mas obriga-a a ver, dado que est\u00e1 implantada no seio de uma comunidade democr\u00e1tica, qual o seu lugar no presente e quais as exig\u00eancias posta \u00e0 sua miss\u00e3o espiritual e humanizadora.  Neste contexto, tem perfeita legitimidade o papel de reivindicar o respeito devido \u00e0 sua natureza institucional, ao patrim\u00f3nio hist\u00f3rico, humano e cultural, que gerou e de que \u00e9 detentora, ao alcance social da sua postura p\u00fablica, ontem e hoje, frente \u00e0 realidade, \u00e0 defesa dos valores essenciais e \u00e0s necessidades mais pobres e provados pela dificuldades da vida. N\u00e3o se trata de se defender ou de defender privil\u00e9gios de fora do tempo, mas, pese embora a um laicismo apostado em apagar a mem\u00f3ria hist\u00f3rica, de mostrar como realiza e sempre realizou, por exig\u00eancia da sua miss\u00e3o e da sua f\u00e9, um servi\u00e7o \u00e0 sociedade, enriquecendo-a de muitos modos e evitando o seu maior empobrecimento cultural e moral.  7. \u00c9 vis\u00edvel que a Igreja em Portugal, nas suas dioceses, par\u00f3quias, servi\u00e7os pastorais e movimentos apost\u00f3licos, se renovou, em v\u00e1rios aspectos, ao longo dos \u00faltimos anos. S\u00e3o muitas as iniciativas v\u00e1lidas, j\u00e1 operadas ou em curso, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ac\u00e7\u00f5es eclesiais da evangeliza\u00e7\u00e3o, liturgia, exerc\u00edcio da caridade, edifica\u00e7\u00e3o de comunidades e mostrando o seu compromisso social. Iniciativas alargadas, referentes \u00e0 forma\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos leigos crist\u00e3os, ao apoio \u00e0s fam\u00edlias e aos jovens, \u00e0 partilha multi-forme de bens humanos e materiais com terras e igreja long\u00ednquas, pobres de gente e de meios, ao estimulo e forma\u00e7\u00e3o do voluntariado social, \u00e0 presen\u00e7a positiva e actuante no mundo da cultura\u2026  Iniciativas ainda que levam \u00e0 procura de novos caminhos pastorais e ao empenhamento s\u00e9rio de colabora\u00e7\u00e3o, de modo a valorizar a sua presen\u00e7a e a ac\u00e7\u00e3o na sociedade, e que, n\u00e3o raro, obrigada a enfrentar dificuldades surgidas e inexplic\u00e1veis, por exemplo no campo do ensino e da solidariedade social, por parte de quem devia conhecer e apreciar a sua ac\u00e7\u00e3o p\u00fabica, de ordem humanizante. As dificuldades correntes n\u00e3o t\u00eam impedido a Igreja de agir na sua caminhada. Por\u00e9m, a natureza da sua miss\u00e3o exige sempre mais, mormente nos tempos que correm, tempos de cont\u00ednuas mudan\u00e7as, sociais e culturais, mas frequentemente pobres de valores morais e \u00e9ticos e de espiritualidade, dominados por um consumismo que fecha os olhos aos necessitados do essencial, e por um hedonismo generalizado e destrutivo de pessoas e de fam\u00edlias.  O descart\u00e1vel e o vazio, a reac\u00e7\u00e3o corrosiva ao essencial e ao permanente, instalaram-se de tal modo na sociedade, que minam o sentido da vida, das rela\u00e7\u00f5es pessoais e da conviv\u00eancia sadia.  8. A Igreja, num esfor\u00e7o de renova\u00e7\u00e3o e de abertura ao di\u00e1logo, tem de orientar a sua aten\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o, para onde se encontram os problemas que afectam as pessoas e a sociedade e estar cada vez mais pr\u00f3xima delas, das suas tristezas e dores, das suas alegrias e esperan\u00e7as, dos seus projectos e lutas. (GS1)  Voltar ao Vaticano II, como recomenda o Papa, \u00e9 dar mais valor \u00e0 Igreja, Povo de Deus (LG 9 e ss) com toda a riqueza e novidade que Deus lhe outorgou, e com o que comporta e exige uma tal realidade. \u00c9 dar maior aten\u00e7\u00e3o ao di\u00e1logo e \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com as pessoas concretas, \u00e0 sociedade em mudan\u00e7a e \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que nela actuam, a fim de que n\u00e3o perca a sua condi\u00e7\u00e3o de portadora de bens e valores que n\u00e3o s\u00e3o meramente humanos, sendo em tudo sacramento e sinal da intima uni\u00e3o com Deus e da unidade de todos os homens e mulheres (LG 1). Uma originalidade que se acolhe na f\u00e9 e se vive e se testemunha com esperan\u00e7a. Neste ponto, que parece pac\u00edfico e de h\u00e1 muito adquirido, o caminho a percorrer \u00e9 ainda longo e a chamada de aten\u00e7\u00e3o do Papa \u00e9, por isso mesmo, muito oportuna.   9. Aos olhos de muita gente, e com alguma raz\u00e3o, a Igreja em Portugal aparece como uma institui\u00e7\u00e3o que faz a gest\u00e3o das suas capacidades, prevalentemente orientada para conservar o que existe nas diversas comunidades e responder \u00e0s diversas necessidades de ordem religiosa. H\u00e1 algo de exagero neste ju\u00edzo, porque uma pastoral de pura manuten\u00e7\u00e3o, ainda que generosa e esfor\u00e7ada, seria hoje uma ac\u00e7\u00e3o sem sentido no presente e no futuro. Por\u00e9m, resta sempre a sensa\u00e7\u00e3o de que, em muitas coisas, a Igreja corre paralela \u00e0 vida da sociedade e das pessoas e que as suas estruturas n\u00e3o respondem no dia a dia ao que delas se deve esperar. Alguns exemplos: a catequese, em muitas comunidades, continua a ser coisa de crian\u00e7as e orientada apenas para os sacramentos, sem nada para os adultos, nem para os que vivem fora de qualquer contacto coma Igreja; as par\u00f3quias em meios rurais, por vezes em n\u00famero exagerado para os habitantes que restam, mant\u00eam h\u00e1bitos e exig\u00eancias sem quaisquer perspectivas de futuro; muitos leigos continuam passivos ou entretidos com tradi\u00e7\u00f5es vazias de conte\u00fados de f\u00e9 e dimens\u00e3o apost\u00f3lica; persiste e tem aumentado a aus\u00eancia de crist\u00e3os em movimentos apost\u00f3licos de actua\u00e7\u00e3o no meio, embora tenha aumentado os que gostam mais de servi\u00e7os do templo\u2026  H\u00e1, pois, que ter coragem para rever muitas coisas: liga\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o \u00e0s pessoas concretas; considera\u00e7\u00e3o objectiva das estruturas existentes e do seu actual valor; n\u00famero e condi\u00e7\u00e3o dos agentes pastorais activos, nomeadamente do clero, e dos campos espec\u00edficos onde se deviam gastar; planos de ac\u00e7\u00e3o pastoral, frequentemente sem qualquer agressividade ou novidade; apelos prementes e desafios constantes sem resposta adequada, por parte da gente nova, da fam\u00edlia, do mundo da cultura, dos que lutam pela justi\u00e7a, dos exclu\u00eddos sociais, dos que deixam a Igreja sem outra raz\u00e3o que o terem perdido o interesse por ela; resist\u00eancia ao trabalho e \u00e0 vida em equipa; retorno a formas passadas de promo\u00e7\u00e3o vocacional, devocionismo, atribui\u00e7\u00e3o de honras e t\u00edtulos honor\u00edficos\u2026  Os leigos est\u00e3o ainda longe de que lhe seja reconhecido o estatuto que t\u00eam, de pleno direito, como membros do Povo de Deus. Os \u00f3rg\u00e3os de di\u00e1logo e participa\u00e7\u00e3o na Igreja, quarenta anos depois do Vaticano II, s\u00e3o geralmente pobres de reflex\u00e3o, submetidos \u00e0 opini\u00e3o de quem preside, e ainda, sem que haja explica\u00e7\u00e3o que o justifique. No entanto, tamb\u00e9m o Conc\u00edlio o afirma, sem leigos crist\u00e3os, reconhecidos, formados e participativos, a Igreja n\u00e3o se poder\u00e1 considerar verdadeira Igreja de Jesus Cristo.(AdG 11 e 21)  10. Esta reflex\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 consequente se n\u00e3o se fizer em comunh\u00e3o com os mais respons\u00e1veis da Igreja, sempre numa dimens\u00e3o de Povo de Deus e n\u00e3o apenas de hierarquia.  Cada diocese, com o seu bispo e respectivos conselhos, em assembleias ocasionais de membros diversos do Povo de Deus, parece dever ter como urgente uma reflex\u00e3o s\u00e9ria e serena sobre a sua realidade, as estruturas pessoais e territoriais, os desafios sentidos, as respostas dadas ou a dar numa perspectiva evangelizadora. Muitos crist\u00e3os, humanamente v\u00e1lidos, est\u00e3o subalimentados e n\u00e3o passam de baptizados pag\u00e3os. N\u00e3o se chega a eles sen\u00e3o, em momentos determinados, e ent\u00e3o mais por exig\u00eancias de leis can\u00f3nicas e de normas disciplinares que, no caso \u00e9 o pior meio, de abordar e de chega  A Confer\u00eancia Episcopal, como tal, tem um campo pr\u00f3prio e cada vez mais exigente que \u00e9 fundamental num projecto de renova\u00e7\u00e3o da Igreja em Portugal. O seu testemunho positivo ou o seu sil\u00eancio n\u00e3o s\u00e3o inconsequentes. Pelo que, a sua reflex\u00e3o, que n\u00e3o se pode reduzir \u00e0s assembleias plen\u00e1rias, exige objectividade e realismo na considera\u00e7\u00e3o dos problemas actuais; di\u00e1logo alargado e sem tabus; esp\u00edrito claro de comunh\u00e3o e de servi\u00e7o; considera\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 problemas que, por serem de dif\u00edcil solu\u00e7\u00e3o, se devem considerar insol\u00faveis; aus\u00eancia de influ\u00eancias internas que actuam sem rumor ou de opini\u00f5es privilegiadas; procura de estruturas de servi\u00e7o que actuem no seu seio a n\u00edvel nacional, nas quais se manifesta a solidariedade efectiva das diversas dioceses; h\u00e1bito de trabalhar com assessores preparados; compromisso de total uni\u00e3o e fidelidade a linhas de ac\u00e7\u00e3o, discutidas e programadas em comum para todo o pa\u00eds\u2026  Perante orienta\u00e7\u00f5es provindas dos servi\u00e7os da S\u00e9 Apost\u00f3lica e em ordem a uma melhor colabora\u00e7\u00e3o com o Papa no exerc\u00edcio do seu minist\u00e9rio pastoral, a Confer\u00eancia Episcopal n\u00e3o se pode coibir de reflectir para denunciar, se for caso, medidas desajustadas ao servi\u00e7o das igrejas particulares e locais ou desaten\u00e7\u00f5es provindas de uma centralidade de governo eclesial, desnecess\u00e1ria para salvaguardar a f\u00e9 comum e impeditiva de uma ac\u00e7\u00e3o que respeite a realidade, as exig\u00eancias da vida e das pessoas e o normal direito \u00e0 criatividade.  Muitas coisas se pedem \u00e0 Igreja. A for\u00e7a da f\u00e9 que a anima e o testemunho da esperan\u00e7a que ilumina o seu caminho, nunca deixar\u00e3o que os seus membros mais conscientes e atentos cruzem os bra\u00e7os ou falem de imposs\u00edveis, ante as urg\u00eancias do Reino. <i>Ant\u00f3nio Marcelino, Bispo em\u00e9rito de Aveiro <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ver e reflectir para agir<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,127,154,168,170,199,206,246,285,294,312,314,327,329],"class_list":["post-29046","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-aveiro","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-liturgia","tag-patrimonio","tag-sacramentos","tag-snec","tag-solidariedade","tag-visita-ad-limina","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29046"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29046\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}