{"id":29010,"date":"2007-12-27T13:00:11","date_gmt":"2007-12-27T13:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/27\/jesus-cristo-e-a-boa-nova-para-um-mundo-novo\/"},"modified":"2007-12-27T13:00:11","modified_gmt":"2007-12-27T13:00:11","slug":"jesus-cristo-e-a-boa-nova-para-um-mundo-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jesus-cristo-e-a-boa-nova-para-um-mundo-novo\/","title":{"rendered":"Jesus Cristo \u00e9 a Boa Nova para um Mundo Novo"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Dia de Natal do Bispo de Viseu <!--more--> Jesus Cristo \u00e9 a Boa Nova para um Mundo Novo, dizemos, na nossa Diocese de Viseu, como Plano e Programa de vida e de ac\u00e7\u00e3o\u2026 O Natal \u00e9 a origem, a fonte e a raz\u00e3o de ser deste nosso Plano e desta nossa ac\u00e7\u00e3o Pastoral diocesana. SIM: aquele Natal que aconteceu em Bel\u00e9m, que se consumou na plenitude da P\u00e1scoa, em Jerusal\u00e9m e que confirmou toda a expectativa e toda a esperan\u00e7a de que vinha gr\u00e1vido, dando \u00e0 luz o Deus tornado Homem, que Se fez vida e alimento, como Palavra e como Eucaristia, para todos n\u00f3s. Sim, o Deus tornado Menino que nasceu para n\u00f3s \u00e9 o Verbo que, na plenitude dos tempos, cumpriu todas as palavras que foram sendo ditas, de muitos modos e por muitas pessoas. Hoje, nos novos e \u00faltimos tempos, Deus fala pelo Seu Filho que tornou herdeiro e dispensador de todas as b\u00ean\u00e7\u00e3os e de todos os favores divinos. N\u00f3s, os crist\u00e3os \u2013 sacerdotes, religiosos ou leigos \u2013 n\u00e3o somos profetas \u201cem vez de\u201d Deus, mas Mensageiros e Mission\u00e1rios que Ele envia, como alunos e disc\u00edpulos da Sua Escola, a anunciar, jubilosamente, que o nosso Deus \u00e9 Rei, que \u00e9 Senhor da Verdade, da Paz, do Amor, da Vida, da Justi\u00e7a\u2026 e que s\u00e3o belos todos os que anunciam e vivem esta mensagem de salva\u00e7\u00e3o\u2026 O Princ\u00edpio, com Cristo que \u00e9 Vida, Luz e Gra\u00e7a, tornou-se um permanente e definitivo HOJE, como plena e \u00faltima Cria\u00e7\u00e3o de Deus que renova tudo o que vem a este mundo. O Natal \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de toda a esperan\u00e7a no Messias que, confirmado na P\u00e1scoa e na vinda do Esp\u00edrito Santo, Se torna Presen\u00e7a criadora que vai agindo, ao jeito de fermento, iluminando e vivificando tudo o que acolhe o g\u00e9rmen da vida.  N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida: \u201ctodos os confins da terra viram a salva\u00e7\u00e3o do nosso Deus\u201d, embora ainda haja muita gente que viva nas trevas e nas sombras da morte. Por\u00e9m, \u201ca luz brilha nas trevas\u201d e \u201cn\u00f3s vimos a Sua gl\u00f3ria\u201d. Natal, mais que um dia ou uma celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma luz que ilumina todos os dias. Sim, o dia da salva\u00e7\u00e3o come\u00e7ou e existe luz para cada um que a queira ver. O Natal de Jesus n\u00e3o se imp\u00f5e nem amedronta como a for\u00e7a dos poderosos deste mundo, mas vem e entra na hist\u00f3ria de cada homem como em pontas de p\u00e9s e a sua luz brilha com uma novidade e uma capacidade que nunca poderemos prever ou controlar. Deus revela-se no Seu Natal, n\u00e3o com os meios omnipotentes e radicais deste mundo, mas amando na simplicidade, preferindo as vias da pobreza e da humildade e caminhando com os passos da paci\u00eancia. Tudo isto atingiu o m\u00e1ximo e o cl\u00edmax na frase do Evangelho: \u201cveio para o que era seu e os seus n\u00e3o O receberam\u201d, pois \u201cn\u00e3o havia lugar para eles na hospedaria\u201d. Isto, n\u00e3o foi um incidente ou uma falta de previs\u00e3o ou de prepara\u00e7\u00e3o, mas uma op\u00e7\u00e3o e uma escolha de Deus, que \u00e9, hoje, li\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o pastoral para a Igreja em toda a sua miss\u00e3o pastoral\u2026 \u00c0 luz do Natal, n\u00e3o nos poderemos desculpar pela falta de \u201clugar\u201d para o an\u00fancio do Evangelho; de falta de \u201ccondi\u00e7\u00f5es\u201d para a revela\u00e7\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o; de falta de \u201cacolhimento\u201d para a realiza\u00e7\u00e3o da nossa miss\u00e3o eclesial. Desde a sua g\u00e9nese, desde a vinda de Jesus, n\u00e3o h\u00e1 lugar nas hospedarias deste mundo. Chamam-se hospitais? Chamam-se escolas? Chamam-se quart\u00e9is? Chamam-se associa\u00e7\u00f5es? Chamam-se culturas? Chamam-se pol\u00edtica ou economia ou meios de comunica\u00e7\u00e3o social? Chamam-se outras coisas?&#8230; N\u00e3o podemos reivindicar lugar, condi\u00e7\u00f5es, acolhimento ou reconhecimento para anunciar os valores do Natal, os valores da salva\u00e7\u00e3o, quando eles continuam a ser uma oferta de Luz no meio de tantas trevas\u2026 Estar\u00edamos a querer encontrar estalagens e aconchegos\u2026 e isso alteraria o verdadeiro modo escolhido por Jesus para entrar no mundo dos homens\u2026 Seria pensar que se estava a conviver ou a concorrer com as luzes e n\u00e3o a anunciar Aquele que \u00e9 a Luz\u2026 Teremos, certamente, de incentivar a prepara\u00e7\u00e3o de Baptistas que continuem a ter a coragem de pregar nos variados desertos existentes na sociedade de hoje: desertos de valores, de sentido, de justi\u00e7a, de paz, de amor\u2026 que parece perderem, tantas vezes, perante a for\u00e7a do vazio, da corrup\u00e7\u00e3o, da mentira, da viol\u00eancia, da morte, da desigualdade, do orgulho e da \u00e2nsia de dom\u00ednio e de poder\u2026 Teremos de ser mensageiros e preparar mensageiros para anunciar boas novas de paz, de vida e de amor, nos diversos \u201cmontes\u201d das muitas estruturas familiares, sociais, pol\u00edticas, econ\u00f3micas\u2026 que aparecem sempre a exigir o seu poder, montados na alteza do seu orgulho, da sua raz\u00e3o e da sua ambi\u00e7\u00e3o\u2026 Por\u00e9m, a luz do Natal brilha nas trevas\u2026 Brilha em tantos volunt\u00e1rios que nos Hospitais, nas Comunidades Crist\u00e3s, nas Fam\u00edlias\u2026 s\u00e3o presen\u00e7a de generosidade e de servi\u00e7o, de carinho e de alegria, de doa\u00e7\u00e3o de tempo e de amor\u2026 Brilha em tantos m\u00e9dicos e enfermeiros que defendem a Vida\u2026 Brilha em tantos que no mundo da pol\u00edtica e das associa\u00e7\u00f5es; nas esferas de decis\u00e3o ou nos lugares mais humildes e escondidos; nas ruas e no apoio aos sem-abrigo ou aos que nada t\u00eam\u2026 acendem a Luz do Natal como uma Esperan\u00e7a a brilhar no cora\u00e7\u00e3o\u2026 Brilha em tantos e tantas que, em Lares e em Centros Sociais, em tantas institui\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o e apoio social a crian\u00e7as, jovens, adultos, idosos ou pessoas em fase terminal, s\u00e3o o sorriso, a m\u00e3o, o olhar e o cora\u00e7\u00e3o que d\u00e1 alimento, conforto e sentido \u00e0 Esperan\u00e7a, aquela que \u00e9, mesmo, fonte de salva\u00e7\u00e3o e de amor e que tem a fonte no olhar terno e sereno do Menino de Bel\u00e9m\u2026  H\u00e1 tantos \u2013 jovens e adultos, felizmente \u2013 que j\u00e1 se apaixonaram por Jesus e vivem, cantam e anunciam o Seu Natal! \u2026 N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que a verdade do Natal de Cristo tem um fasc\u00ednio pr\u00f3prio e uma surpreendente actualidade. Vamos revisitar Bel\u00e9m! N\u00e3o deixemos passar em v\u00e3o esta hora de Luz! O Natal vem, cada ano, como um dom da paci\u00eancia de Deus em Jesus Cristo e n\u00e3o esque\u00e7amos: Ele vem, para n\u00f3s, como Boa Nova para um Mundo Novo. Sejamos Seus Mensageiros, Seus disc\u00edpulos e Seus Mission\u00e1rios, nesta nossa Diocese e neste nosso Mundo! Para todos, um Santo e Feliz Natal!&#8230;  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Dia de Natal do Bispo de Viseu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,184,191,206,267,275],"class_list":["post-29010","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-diocese-de-viseu","tag-economia","tag-familia","tag-natal","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29010"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29010\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}