{"id":289981,"date":"2023-09-06T20:13:45","date_gmt":"2023-09-06T19:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=289981"},"modified":"2023-09-06T23:33:52","modified_gmt":"2023-09-06T22:33:52","slug":"estas-proibido-de-desistir-de-ti-proprio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/estas-proibido-de-desistir-de-ti-proprio\/","title":{"rendered":"Est\u00e1s proibido de desistir de ti pr\u00f3prio"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Manuel Ribeiro, Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-228266 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/padre-manuel-ribeiro-braganca.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>A vida \u00e9 mesmo uma soma de acontecimentos que, infelizmente, nos passam completamente ao lado. Atordoados e envolvidos nas azafamas das nossas vidas e das nossas rotinas, a vida vai mostrando o seu lado mais escondido, mais belo, mais indom\u00e1vel e mais sedutor. Quantas vezes n\u00e3o vivemos sufocados nos nossos pensamentos, nas nossas inquieta\u00e7\u00f5es, nas nossas obriga\u00e7\u00f5es e nas nossas prioridades? No fundo, vivemos centrados em n\u00f3s mesmos, como que numa bolha, sem saber na verdade quem n\u00f3s somos.<\/p>\n<p>A este prop\u00f3sito dizer que \u2013 at\u00e9 por experi\u00eancia do meu minist\u00e9rio sacerdotal \u2013 muitas s\u00e3o as pessoas que se sentem perdidas neste labirinto que n\u00f3s pr\u00f3prios criamos pela \u00e2nsia de ter ou de conseguir ter. A vida pessoal e profissional de hoje \u00e9 exigentemente activa, o que impede (tantas vezes!) a possibilidade de parar, de nos olhar em espelho e tomar consci\u00eancia de quem nos rodeia.<\/p>\n<p>A din\u00e2mica do nosso estilo de vida pode provocar um esgotamento geral, como que um vazio, onde a vida perde significado e sentido. Quando o que nos move ou nos sustenta \u00e9 o ter, o conseguir ter e o querer ter para ser, inevitavelmente o nosso cora\u00e7\u00e3o fica sedento. E por isso ele grita! Grita para que saiamos deste marasmo, deste espiral t\u00f3xico, corrosivo e vazio.<\/p>\n<p>Dir-me-\u00e3o: mas \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil sair deste viciante ritmo&#8230; \u00e9 t\u00e3o aditivo! Quantas vezes n\u00e3o cremos n\u00f3s que este parece ser \u00e9 o \u00fanico caminho? \u00c9 tempo para parar uns instantes e pensar: quem n\u00f3s somos e quem n\u00f3s queremos ser? N\u00e3o o que queremos ser, mas quem realmente somos no dia hoje. N\u00e3o projectar, mas discernir o presente. Julgo que este \u00e9 o grande desafio do tempo actual, do tempo em que nos \u00e9 dado viver, o hoje da nossa vida e da nossa exist\u00eancia. Necessitamos de gritar (!) a n\u00f3s pr\u00f3prios, lembrando que estamos proibidos de desistir de n\u00f3s mesmos!<\/p>\n<p>Desistir \u00e9 pr\u00f3prio de quem j\u00e1 perdeu significado. Quando desistimos de n\u00f3s mesmos ou de algu\u00e9m, esse acto gera perda de sentido e, concomitantemente, perda de significado. Ali\u00e1s, o amor e o amar n\u00e3o s\u00e3o um adjectivo. Antes, s\u00e3o um substantivo e um verbo que impulsionam o descobrir da minha real identidade, da minha verdadeira ess\u00eancia e da minha primordial miss\u00e3o. Por isso, o amor e dor caminham juntos. N\u00e3o h\u00e1 amor sem dor. O premio do amor \u00e9 sempre a dor: o acto de sofrer por algu\u00e9m \u00e9 a express\u00e3o maior do amor. N\u00f3s s\u00f3 sofremos por quem realmente amos. No entanto, se na dor n\u00e3o houver amor, ent\u00e3o a dor torna-se destrutiva.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o nos permitamos desistir de n\u00f3s pr\u00f3prios, dos outros e de Deus. Quando desistimos, perdemos a alegria do viver e, perdendo essa alegria, perdemos a esperan\u00e7a. E quando nos roubam a alegria, roubam-nos o futuro. Este ciclo concluir\u00e1 com a perda de significado e de sentido. Qual a consequ\u00eancia? Desistimos de viver, desistimos de amar, desistimos de sonhar, desistimos de criar e de ser vida na vida de algu\u00e9m. E que triste \u00e9 quando isto acontece&#8230; Por isso reitero: jamais se permita a que lhe roubem a alegria e a esperan\u00e7a e, com isso, o seu futuro!<\/p>\n<p>O tempo presente n\u00e3o pode e nem deve passar sem que nos inquiete a esta demanda de mudan\u00e7a, de significado e de sentido. Gostava, a terminar, que cada um de n\u00f3s pudesse fazer as seguintes perguntas e se deixasse perturbar por tudo e por quanto o seu cora\u00e7\u00e3o lhe instigar: tu, na verdade, j\u00e1 desististe de algu\u00e9m? J\u00e1 desististe de ti pr\u00f3prio? J\u00e1 desististe de amar, de sonhar, de descobrir quem \u00e9s e quem est\u00e1s destinado a ser? J\u00e1 desististe de ser vida na vida de algu\u00e9m? J\u00e1 desististe de ser significado e sentido na tua pr\u00f3pria vida e na vida de algu\u00e9m? Deus \u00e9 para ti ostens\u00f3rio de sentido e de significado?<\/p>\n<p data-wp-editing=\"1\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Manuel Ribeiro, Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":228266,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-289981","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/289981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=289981"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/289981\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/228266"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=289981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=289981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=289981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}