{"id":28976,"date":"2007-12-25T11:55:25","date_gmt":"2007-12-25T11:55:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/25\/reconstruir-a-terra-maltratada\/"},"modified":"2007-12-25T11:55:25","modified_gmt":"2007-12-25T11:55:25","slug":"reconstruir-a-terra-maltratada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/reconstruir-a-terra-maltratada\/","title":{"rendered":"Reconstruir a terra maltratada"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Papa na Missa da Meia-Noite explica o sentido do nascimento de Jesus celebrado no Natal <!--more--> Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, \u00abChegou o dia de Maria dar \u00e0 luz, e teve o seu filho primog\u00e9nito. Envolveu-O em panos e recostou-O numa manjedoura, por n\u00e3o terem lugar na hospedaria\u00bb (cf. Lc 2, 6-7). Estas frases n\u00e3o cessam de tocar os nossos cora\u00e7\u00f5es. Chegou o momento que o Anjo tinha preanunciado em Nazar\u00e9: \u00abH\u00e1s-de dar \u00e0 luz um filho, ao qual por\u00e1s o nome de Jesus. Ele ser\u00e1 grande e chamar-Se-\u00e1 Filho do Alt\u00edssimo\u00bb (cf. Lc 1, 31-32). Chegou o momento que Israel aguardava h\u00e1 muitos s\u00e9culos, durante tantas horas sombrias \u2013 o momento de algum modo esperado por toda a humanidade, ainda que sob figuras confusas: que Deus viesse cuidar de n\u00f3s, que sa\u00edsse do seu esconderijo, que o mundo fosse salvo e tudo se renovasse. Podemos imaginar com quanto cuidado interior, com quanto amor Se preparou Maria para aquela hora. A breve anota\u00e7\u00e3o \u00abenvolveu-O em panos\u00bb deixa-nos intuir algo da santa alegria e do zelo silencioso de tal prepara\u00e7\u00e3o. Estavam prontos os panos, para que o Menino pudesse ser bem acolhido. Na hospedaria, por\u00e9m, n\u00e3o havia lugar. De algum modo a humanidade espera Deus, a sua proximidade. Mas quando chega o momento, n\u00e3o tem lugar para Ele. Est\u00e1 t\u00e3o ocupada consigo mesma, sente necessidade t\u00e3o imperiosa de todo o espa\u00e7o e de todo o tempo para as pr\u00f3prias coisas, que n\u00e3o resta nada para o outro: para o pr\u00f3ximo, para o pobre, para Deus. E quanto mais ricos se tornam os homens, tanto mais preenchem tudo de si mesmos. Tanto menos pode entrar o outro.  Jo\u00e3o, no seu Evangelho, fixando-se no essencial, aprofundou a breve not\u00edcia de S\u00e3o Lucas sobre a situa\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m: \u00abVeio para o que era Seu, e os Seus n\u00e3o O acolheram\u00bb (1, 11). Isto aplica-se antes de mais a Bel\u00e9m: o Filho de David vem \u00e0 sua cidade, mas tem de nascer num curral, porque, na hospedaria, n\u00e3o h\u00e1 lugar para Ele. Aplica-se depois a Israel: o enviado chega junto dos Seus, mas n\u00e3o O querem. Na realidade aplica-se \u00e0 humanidade inteira: Aquele por Quem o mundo foi feito, o Verbo criador primordial entra no mundo, mas n\u00e3o \u00e9 ouvido, n\u00e3o \u00e9 acolhido. Em \u00faltima an\u00e1lise, estas palavras aplicam-se a n\u00f3s, a cada indiv\u00edduo e \u00e0 sociedade no seu todo. Temos n\u00f3s tempo para o pr\u00f3ximo que necessita da nossa, da minha palavra, do meu afecto? Para o doente que precisa de ajuda? Para o deslocado ou o refugiado que procura asilo? Temos n\u00f3s tempo e espa\u00e7o para Deus? Pode Ele entrar na nossa vida? Encontra um espa\u00e7o em n\u00f3s, ou temos todos os espa\u00e7os do nosso pensamento, da nossa ac\u00e7\u00e3o, da nossa vida ocupados para n\u00f3s mesmos?  Gra\u00e7as a Deus, a not\u00edcia negativa n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica, nem a \u00faltima que encontramos no Evangelho. Tal como encontramos em Lucas o amor de Maria, a m\u00e3e, e a fidelidade de S\u00e3o Jos\u00e9, a vigil\u00e2ncia dos pastores e a sua grande alegria, tal como encontramos em Mateus a visita dos doutos Magos, vindos de longe, assim tamb\u00e9m Jo\u00e3o nos diz: \u00abMas, a quantos O receberam, deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus\u00bb (Jo 1, 12). Existem aqueles que O acolhem e deste modo, a come\u00e7ar do curral, do exterior, cresce silenciosamente a nova casa, a nova cidade, o novo mundo. A mensagem de Natal leva-nos a reconhecer a escurid\u00e3o dum mundo fechado, e deste modo clarifica sem d\u00favida uma realidade que vemos diariamente. Mas isto diz-nos tamb\u00e9m que Deus n\u00e3o Se deixa fechar fora. Ele encontra um espa\u00e7o, entrando nem que seja para o curral; existem homens que v\u00eaem a sua luz e a transmitem. Atrav\u00e9s da palavra do Evangelho, o Anjo fala-nos tamb\u00e9m a n\u00f3s, e, na liturgia sagrada, a luz do Redentor entra na nossa vida. Quer sejamos pastores quer sejamos s\u00e1bios, a luz e a sua mensagem convida-nos para nos pormos a caminho, sairmos da mesquinhez dos nossos desejos e interesses a fim de irmos ao encontro do Senhor e ador\u00e1-Lo. Adoramo-Lo abrindo o mundo \u00e0 verdade, ao bem, a Cristo, ao servi\u00e7o de quantos vivem marginalizados e nos quais Ele nos espera. Nalgumas representa\u00e7\u00f5es natal\u00edcias da Baixa Idade M\u00e9dia e princ\u00edpios da Idade Moderna, o curral aparece como um pal\u00e1cio arruinado. Ainda se pode reconhecer a grandeza de outrora, mas agora foi \u00e0 ru\u00edna, as paredes ca\u00edram: tornou-se, isso mesmo, um curral. Embora n\u00e3o tendo qualquer base hist\u00f3rica, esta interpreta\u00e7\u00e3o, no seu aspecto metaf\u00f3rico, exprime contudo algo da verdade que se encerra no mist\u00e9rio do Natal. O trono de David, para o qual estava prometida uma dura\u00e7\u00e3o eterna, encontra-se vazio. Outros dominam sobre a Terra Santa. Jos\u00e9, o descendente de David, \u00e9 um simples artes\u00e3o; na realidade, o pal\u00e1cio tornou-se uma cabana. O pr\u00f3prio David come\u00e7ara por ser pastor. Quando Samuel o procurou para a un\u00e7\u00e3o, parecia imposs\u00edvel e absurdo que semelhante jovem-pastor pudesse tornar-se o portador da promessa de Israel. No curral de Bel\u00e9m, l\u00e1 precisamente onde se verificara o ponto de partida, recome\u00e7a a realeza dav\u00eddica de maneira nova: naquele Menino envolvido em panos e recostado numa manjedoura. O novo trono, donde este David atrair\u00e1 a Si o mundo, \u00e9 a Cruz. O novo trono \u2013 a Cruz \u2013 \u00e9 o termo correlativo ao novo in\u00edcio no curral. Mas \u00e9 assim mesmo que se constr\u00f3i o verdadeiro pal\u00e1cio dav\u00eddico, a verdadeira realeza. Este novo pal\u00e1cio \u00e9 muito diverso do modo como os homens imaginam um pal\u00e1cio e o poder real: \u00e9 a comunidade daqueles que se deixam atrair pelo amor de Cristo e, com Ele, se tornam um s\u00f3 corpo, uma humanidade nova. O poder que prov\u00e9m da Cruz, o poder da bondade que se d\u00e1: tal \u00e9 a verdadeira realeza. O curral torna-se pal\u00e1cio: \u00e9 precisamente a partir deste in\u00edcio que Jesus edifica a grande comunidade nova, cuja palavra-chave os Anjos cantam na hora do seu nascimento: \u00abGl\u00f3ria a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que Ele ama\u00bb, ou seja, homens que dep\u00f5em a sua vontade na d\u2019Ele, tornando-se assim homens de Deus, homens novos, mundo novo. Greg\u00f3rio de Nissa, nas suas homilias natal\u00edcias, desenvolveu a mesma ideia a partir da mensagem de Natal do Evangelho de Jo\u00e3o: \u00abLevantou a sua tenda no meio de n\u00f3s\u00bb (Jo 1, 14). Greg\u00f3rio aplica esta imagem da tenda ao nosso corpo, que ficou como tenda consumida e fr\u00e1gil; exposto por todo o lado \u00e0 dor e ao sofrimento. E aplica-a ao universo inteiro lacerado e desfigurado pelo pecado. E que diria ele, se tivesse visto as condi\u00e7\u00f5es em que hoje se encontra a terra por causa do abuso das energias e da sua explora\u00e7\u00e3o ego\u00edsta e sem respeito algum? Uma vez, de maneira quase prof\u00e9tica, Anselmo de Cantu\u00e1ria descreveu antecipadamente aquilo que vemos hoje num mundo inquinado e amea\u00e7ado no seu futuro: \u00abTudo estava como que morto, tinha perdido a dignidade para que tinha sido feito, ou seja, para servir aqueles que louvam a Deus. Os elementos do mundo estavam oprimidos, tinham perdido o seu esplendor por causa do abuso de quantos os tornavam servos dos seus \u00eddolos, para o quais n\u00e3o tinham sido criados\u00bb (PL 158, 955s). Assim, retomando a perspectiva de Greg\u00f3rio, o curral na mensagem de Natal representa a terra maltratada. Cristo n\u00e3o reconstr\u00f3i um pal\u00e1cio qualquer. Veio para restituir \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, ao universo a sua beleza e dignidade: \u00e9 isto que tem in\u00edcio no Natal e faz rejubilar os Anjos. A terra \u00e9 posta de novo em ordem pelo facto de ser aberta a Deus, de obter novamente a sua verdadeira luz, e, na sintonia entre querer humano e querer divino, na unifica\u00e7\u00e3o das alturas com a realidade c\u00e1 de baixo, recupera a sua beleza, a sua dignidade. Deste modo, o Natal \u00e9 uma festa da cria\u00e7\u00e3o reconstru\u00edda. \u00c9 a partir deste contexto que os Padres interpretam o canto dos Anjos na Noite santa: \u00e9 a express\u00e3o da alegria pelo facto de as alturas e a realidade c\u00e1 de baixo, c\u00e9u e terra se encontrarem novamente unidos; de o homem estar de novo unido a Deus. Segundo os Padres, faz parte do canto natal\u00edcio dos Anjos que, agora, Anjos e homens possam cantar juntos e que, deste modo, a beleza do universo se exprima na beleza do canto de louvor. O canto lit\u00fargico \u2013 sempre segundo os Padres \u2013 possui uma dignidade pr\u00f3pria particular pelo facto de ser um cantar juntamente com os coros celestes. \u00c9 o encontro com Jesus Cristo que nos torna capazes de ouvir o canto dos Anjos, criando assim a verdadeira m\u00fasica que decai quando perdemos este \u201ccantar-com\u201d e \u201couvir-com\u201d. No curral de Bel\u00e9m, tocam-se c\u00e9u e terra. O c\u00e9u veio \u00e0 terra. Por isso, de l\u00e1 emana uma luz para todos os tempos; por isso l\u00e1 se acende a alegria; por isso l\u00e1 nasce o canto. Quero, no termo da nossa medita\u00e7\u00e3o natal\u00edcia, citar uma singular afirma\u00e7\u00e3o de Santo Agostinho. Ao interpretar a invoca\u00e7\u00e3o da Ora\u00e7\u00e3o do Senhor \u00abPai Nosso que estais nos c\u00e9us\u00bb, ele interroga-se: O que \u00e9 isto, o c\u00e9u? E onde \u00e9 o c\u00e9u? Segue-se uma resposta surpreendente: \u00ab\u2026que estais nos c\u00e9us \u2013 isto significa: nos santos e nos justos. Temos, \u00e9 verdade, os c\u00e9us, os corpos mais elevados do universo, mas sempre corpos s\u00e3o, os quais n\u00e3o podem estar sen\u00e3o num lugar. Na realidade, se se acreditasse que o lugar de Deus seria nos c\u00e9us enquanto as partes mais altas do mundo, ent\u00e3o as aves seriam mais felizardas do que n\u00f3s, porque viveriam mais perto de Deus. Ora n\u00e3o est\u00e1 escrito: \u201cO Senhor est\u00e1 perto de quantos habitam nas alturas ou nas montanhas\u201d, mas sim \u201cO Senhor est\u00e1 perto dos contritos de cora\u00e7\u00e3o\u201d (Sal 34\/33, 19), express\u00e3o esta que se refere \u00e0 humildade. Do mesmo modo que o pecador \u00e9 chamado \u201cterra\u201d, por contraposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m o justo pode ser chamado \u201cc\u00e9u\u201d\u00bb (Serm. in monte II 5, 17). O c\u00e9u n\u00e3o pertence \u00e0 geografia do espa\u00e7o, mas \u00e0 geografia do cora\u00e7\u00e3o. E o cora\u00e7\u00e3o de Deus, na Noite santa, inclinou-Se at\u00e9 ao curral: a humildade de Deus \u00e9 o c\u00e9u. E se formos ao encontro desta humildade, ent\u00e3o tocamos o c\u00e9u. Ent\u00e3o a pr\u00f3pria terra se torna nova. Com a humildade dos pastores, ponhamo-nos a caminho, nesta Noite santa, at\u00e9 junto do Menino no curral! Toquemos a humildade de Deus, o cora\u00e7\u00e3o de Deus! Ent\u00e3o a sua alegria tocar-nos-\u00e1 a n\u00f3s e tornar\u00e1 mais luminoso o mundo. Amen. <i>Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Papa na Missa da Meia-Noite explica o sentido do nascimento de Jesus celebrado no Natal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,246,267,317],"class_list":["post-28976","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda","tag-liturgia","tag-natal","tag-terra-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28976","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28976"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28976\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}