{"id":28904,"date":"2007-12-20T11:49:22","date_gmt":"2007-12-20T11:49:22","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/20\/natal-paz-e-alegre-esperanca\/"},"modified":"2007-12-20T11:49:22","modified_gmt":"2007-12-20T11:49:22","slug":"natal-paz-e-alegre-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/natal-paz-e-alegre-esperanca\/","title":{"rendered":"Natal, paz e alegre esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Bispo de Viana do Castelo <!--more--> A humanidade est\u00e1 a precisar duma boa lufada de esperan\u00e7a que nos fa\u00e7a sorrir ao encarar o futuro, mesmo que este futuro nos n\u00e3o pague com a mesma moeda, com igual sorriso. H\u00e1 rostos demasiado crispados entre pessoas, grupos e povos e at\u00e9 na\u00e7\u00f5es. Nem as criancinhas escapam! Porqu\u00ea tudo isto?! Para qu\u00ea! Parte da resposta podemos encontr\u00e1-la nas ra\u00edzes mais profundas da quadra natal\u00edcia. Durante s\u00e9culos a humanidade acreditou numa mensagem de paz e amor, que lhe veio do Alto. Acreditou e sentiu-se confiante, feliz, alegre, cheia de esperan\u00e7a. Nem todos os projectos ent\u00e3o concebidos se transformaram em realidade. Mas a raz\u00e3o disso n\u00e3o est\u00e1 na fragilidade da mensagem recebida. Cobi\u00e7a humana, orgulho cient\u00edfico, desleixo ou indiferen\u00e7a de muitos, v\u00e3o retardando esse momento da hist\u00f3ria, em que a fraternidade ser\u00e1 uma realidade vivida, palp\u00e1vel, ao alcance de todos. Analistas e estudiosos das ci\u00eancias religiosas e teol\u00f3gicas t\u00eam investigado o ponto de vista da \u00abbeleza\u00bb no contexto da revela\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Estamos convictos que a perspectiva da gl\u00f3ria (nome teol\u00f3gico da beleza) \u00e9 a mais ampla e consciente forma de p\u00f4r em relevo a originalidade e a for\u00e7a de atrac\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia crist\u00e3. H\u00e1 uma intui\u00e7\u00e3o central donde emerge \u00abo belo\u00bb como o caminho que conduz n\u00e3o s\u00f3 ao encontro das aspira\u00e7\u00f5es contidas no mais \u00edntimo do ser humano, sen\u00e3o que toca tamb\u00e9m, al\u00e9m das suas necessidades afectivas e racionais, a dimens\u00e3o mais profunda do \u00abser\u00bb, donde a pessoa responde \u00e0 chamada do amor gratuito manifestado em Jesus Cristo. Ponho de sobreaviso as pessoas que se deixaram influenciar pela superficialidade por uma esp\u00e9cie de \u201cest\u00e1dio est\u00e9tico\u201d da exist\u00eancia crist\u00e3, mais vivida como curiosidade do que comprometimento a fundo da pr\u00f3pria pessoa, e menos ainda de como express\u00e3o duradoura. Um cristianismo desenraizado das suas for\u00e7as vivas corre o risco de fossilizar-se como um res\u00edduo cultural inerte de outra \u00e9poca j\u00e1 passada. Aqui, tem relev\u00e2ncia a voca\u00e7\u00e3o dos movimentos e das novas comunidades crist\u00e3s: \u2013 ser sinal de contradi\u00e7\u00e3o, sal da terra e luz do mundo, anunciando aos homens do nosso tempo que o Evangelho n\u00e3o \u00e9 mera utopia, mas um caminho alegre at\u00e9 \u00e0 vida plena, e que ser crist\u00e3o \u00e9 belo, uma aventura fascinante que d\u00e1 alegria e felicidade. Aqui est\u00e1 o verdadeiro sentido do Natal, do tempo novo, raz\u00e3o de ser do nascimento de Cristo.  Ser crist\u00e3o renovado, novo. Esta maturidade crist\u00e3 n\u00e3o tem nada a ver com a mediocridade de um esp\u00edrito envelhecido, agarrado a velhas, se bem que vener\u00e1veis, tradi\u00e7\u00f5es: mais ou menos guloseimas, surpresas imprevis\u00edveis de subtis prendas, reuni\u00f5es familiares s\u00f3 para cumprir compromisso. Incapaz de apaixonar. As outras s\u00e3o belas e relaxantes. Ao contr\u00e1rio, a maturidade da renova\u00e7\u00e3o crist\u00e3 representa envolvimento pleno da alegria do cora\u00e7\u00e3o, do entusiasmo, do \u00edmpeto, da valentia e da capacidade de apostar tudo pelo Evangelho, de que nos d\u00e3o testemunho os novos movimentos e as novas comunidades crist\u00e3s, vivas e operantes. Encontramo-las junto dos mais carenciados, os rejeitados do mundo, quais trapos atirados ao abandono, mas acolhidos como irm\u00e3os muito queridos por esses grupos juvenis, ou j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o jovens na idade, que partilham a sua noite de consoada, a amizade, o sorriso, at\u00e9 o frio que nem se sente, e um trocar de olhos cheio de carinhosa e alegre esperan\u00e7a. Ajuda sempre algu\u00e9m a encontrar a paz e a sentir que vale a pena viver. Feliz Natal para todos os nossos leitores. <i>D. Jos\u00e9 Augusto Pedreira, Bispo de Viana do Castelo<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Bispo de Viana do Castelo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[182,267],"class_list":["post-28904","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28904","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28904"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28904\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}