{"id":28900,"date":"2007-12-20T11:16:28","date_gmt":"2007-12-20T11:16:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/20\/a-encarnacao-de-deus-e-fonte-de-humanismo\/"},"modified":"2007-12-20T11:16:28","modified_gmt":"2007-12-20T11:16:28","slug":"a-encarnacao-de-deus-e-fonte-de-humanismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-encarnacao-de-deus-e-fonte-de-humanismo\/","title":{"rendered":"A Encarna\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 fonte de humanismo"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal do Bispo de Angra <!--more--> A grande festa &#8211; o centro do ano lit\u00fargico &#8211; \u00e9 a P\u00e1scoa da Ressurrei\u00e7\u00e3o, fundamento da f\u00e9 crist\u00e3 (cf. 1 Cor 15, 14). A Festa do Natal surge tardiamente. Provavelmente, como \u00abbaptismo crist\u00e3o\u00bb da festa do \u00abSol Invicto\u00bb, que os romanos celebravam a 25 de Dezembro. Seja como for, de facto o Natal tornou-se a celebra\u00e7\u00e3o mais exuberante de sinais exteriores de \u00abmem\u00f3ria crist\u00e3\u00bb, mesmo hoje, no meio de tanta press\u00e3o consumista. 1. O s\u00edmbolo por excel\u00eancia do Natal crist\u00e3o \u00e9, naturalmente, o pres\u00e9pio, que reproduz as narrativas evang\u00e9licas do nascimento de Jesus. Mas h\u00e1 outros s\u00edmbolos do Natal, com evidentes ra\u00edzes crist\u00e3s: * A tradi\u00e7\u00e3o da \u00ab\u00e1rvore do Natal\u00bb vem das encena\u00e7\u00f5es, que se faziam nas igrejas, como alegoria da \u00ab\u00e1rvore da vida\u00bb, sempre verde e cheia de frutos.  * O pr\u00f3prio \u00abPai Natal\u00bb remonta a S. Nicolau, Bispo de Bari, que na \u00e9poca natal\u00edcia distribu\u00eda presentes \u00e0s crian\u00e7as pobres. * As tradicionais ilumina\u00e7\u00f5es decorativas, que fazem do Natal a festa da luz, est\u00e3o em sintonia com as profecias do Antigo Testamento, que anunciam o Messias, como \u00abo sol nascente\u00bb, a \u00abluz das na\u00e7\u00f5es\u00bb. * O que \u00e9 confirmado pelo Pr\u00f3logo do Evangelho de S. Jo\u00e3o: Aquele que \u00e9 a Palavra fez-Se homem e veio morar no meio de n\u00f3s\u00bb (Jo 1, 14), para ser a luz verdadeira que ilumina toda a humanidade (cf. Jo, 1, 9).  2. \u00c9 uma luz de esperan\u00e7a. \u00abSPE SALVI facti sumus &#8211; \u00e9 na esperan\u00e7a que fomos salvos: diz S. Paulo aos Romanos e a n\u00f3s tamb\u00e9m (Rm 8, 24)\u00bb. Assim inicia a recente Enc\u00edclica de Bento XVI sobre a esperan\u00e7a crist\u00e3 (30 de Novembro de 2007). Esperar \u00e9 acreditar que se vai realizar o que ainda n\u00e3o se v\u00ea. N\u00e3o \u00e9 que os crist\u00e3os \u00abconhe\u00e7am em detalhe o que os espera, mas sabem em termos gerais que a vida n\u00e3o acaba no vazio\u00bb (Bento XVI, ibid., n\u00ba2). Tem um sentido e uma meta, um rumo para um fim feliz, garantidos pela Promessa de Deus. Eu conhe\u00e7o bem os des\u00edgnios que tenho sobre v\u00f3s \u2013 diz o Senhor pela boca do profeta \u2013 des\u00edgnios de paz e n\u00e3o de afli\u00e7\u00e3o, de vos garantir um futuro de esperan\u00e7a (Jer 29, 11).  Uma esperan\u00e7a certa, nascida da f\u00e9: certeza de j\u00e1 se possu\u00edrem as coisas que se esperam e a garantia das coisas que n\u00e3o se v\u00eaem (Heb 11, 1). \u00abA f\u00e9 \u00e9 esperan\u00e7a\u00bb &#8211; explica o Papa: \u00abpela f\u00e9, de forma incoativa \u2013 poder\u00edamos dizer \u201cem g\u00e9rmen\u201d\u2026 &#8211; j\u00e1 est\u00e3o presentes em n\u00f3s as coisas que se esperam\u00bb (Ibid., n\u00ba5). A esperan\u00e7a crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 mera probabilidade, nem piedoso desejo. \u00c9 j\u00e1 realidade, na tens\u00e3o entre a promessa da semente e a plenitude da consuma\u00e7\u00e3o.  3. \u00c9 uma esperan\u00e7a activa, que nos compromete, com a firme certeza de que \u00e9 poss\u00edvel fazer acontecer o \u00abshalom\u00bb da promessa messi\u00e2nica, isto \u00e9, \u00aba paz\u00bb, entendida como bem-estar e harmonia connosco pr\u00f3prios e com os outros, com Deus e com a cria\u00e7\u00e3o.  Jesus realiza e leva a pleno cumprimento essa promessa prof\u00e9tica. Por mais necess\u00e1rios e oportunos que sejam, os acordos e as cimeiras n\u00e3o s\u00e3o suficientes. N\u00e3o s\u00e3o as estruturas, que mudam o cora\u00e7\u00e3o humano, mas uma Pessoa: o Salvador prometido e j\u00e1 presente no meio de n\u00f3s. Ele \u00e9 a grande \u00abprenda\u00bb de Natal, que torna poss\u00edvel uma humanidade renovada pelo amor. \u00abN\u00e3o \u00e9 a ci\u00eancia que redime a pessoa humana. O ser humano \u00e9 redimido pelo amor\u00bb (Bento XVI, Ibid., n\u00ba 26).  Faz, pois, todo o sentido o ambiente de festa, que caracteriza esta quadra natal\u00edcia: troca de votos e de presentes, conv\u00edvios e reuni\u00f5es familiares, gestos de boa vontade e campanhas de solidariedade. A Encarna\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 fonte de humanismo. \u00c9 nesta perspectiva que devemos ver o contributo da Igreja para a \u00abhumaniza\u00e7\u00e3o\u00bb da pessoa e da sociedade. A fun\u00e7\u00e3o social da Igreja n\u00e3o se mede apenas pelas val\u00eancias que gere, mas tamb\u00e9m pelo trabalho silencioso e permanente das comunidades crist\u00e3s. Isso n\u00e3o faz not\u00edcia, mas n\u00e3o deixa de ter impacto real e positivo na vida das pessoas e da sociedade. 4. Aquele que \u00e9 a Palavra fez-Se homem (Jo 1, 14). \u00abHumanou\u00bb. Por isso, \u00abhumanizou\u00bb. Tornou poss\u00edvel uma vida plenamente humana.  \u00abHomens, sede homens\u00bb &#8211; clamava Paulo VI, h\u00e1 anos em F\u00e1tima! Um belo programa para celebrar e viver esta quadra natal\u00edcia. De pouco adiantariam as ilumina\u00e7\u00f5es e as decora\u00e7\u00f5es, a \u00e1rvore de natal e o pres\u00e9pio, a m\u00fasica-ambiente e as liturgias solenes, se tudo isso n\u00e3o nos fizesse mais humanos e fraternos. Logo a seguir ao Natal. S\u00e3o os meus votos de Boas Festas! <i>D. Ant\u00f3nio Sousa Braga, Bispo de Angra<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal do Bispo de Angra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,154,169,172,207,246,267,275,314],"class_list":["post-28900","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-diocese-de-angra","tag-diocese-de-braga","tag-fatima","tag-liturgia","tag-natal","tag-pascoa","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28900","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28900"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28900\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}