{"id":288676,"date":"2023-07-11T09:53:02","date_gmt":"2023-07-11T08:53:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=288676"},"modified":"2023-07-11T10:55:52","modified_gmt":"2023-07-11T09:55:52","slug":"todos-somos-artistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/todos-somos-artistas\/","title":{"rendered":"Todos somos artistas"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Salvado Morgado<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-271042 size-medium alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>No passado dia 23 de Junho o Papa Francisco recebeu em audi\u00eancia na Capela Sistina cerca de 200 artistas, por ocasi\u00e3o do 50.\u00ba anivers\u00e1rio da inaugura\u00e7\u00e3o da colec\u00e7\u00e3o de arte moderna dos museus do Vaticano. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social portugueses referiram muito leve, levemente, o acontecimento, real\u00e7ando, sobretudo, a presen\u00e7a dos 7 artistas portugueses: o m\u00fasico Pedro Abrunhosa, os artistas Joana Vasconcelos, Vhils e Rui Chafes, os escritores Jos\u00e9 Lu\u00eds Peixoto e Gon\u00e7alo M. Tavares e a arquiteta Marta Braga Rodrigues. Mas, infelizmente, pouco ou nada do discurso com que o Sumo Pont\u00edfice se dirigiu a tal assembleia. E bem vale a pena ser interiorizado.<\/p>\n<p>Em Setembro de 2022, o Papa Francisco dissera que \u00ab<em>Os artistas s\u00e3o pregadores de beleza<\/em>.\u00bb Gravei a frase \u00e0 luz relampejada da Hist\u00f3ria da Arte e da querela por que tem passado \u2013 e, tantas vezes, com raz\u00e3o \u2013 a arte contempor\u00e2nea. Querela j\u00e1 antiga nos meios art\u00edsticos, mas que de tempos a tempos renasce nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social quando uma \u201cobra\u201d estranha \u00e9 apresentada, como uma banana presa com fita adesiva, comida, depois, por um estudante, ou como \u201cescultura imaterial\u201d fisicamente inexistente, que s\u00f3 existe na cabe\u00e7a do artista, mas que atingiu muitos milhares de euros em leil\u00e3o. Dois exemplos bem recentes.<\/p>\n<p>Foi, pois, com natural curiosidade que procurei, e li com interesse especial, o discurso de Francisco aos artistas reunidos na Capela Sistina, toda feita de arte, como fez quest\u00e3o de salientar logo de in\u00edcio, ap\u00f3s a sauda\u00e7\u00e3o de boas-vindas, indicando para os afrescos do lugar.<\/p>\n<p>Li, pois, o discurso papal com a maior aten\u00e7\u00e3o. Li e voltei a ler. E reli novamente. Muitas vezes. N\u00e3o sendo artista, cada par\u00e1grafo, cada frase, despertava-me ecos e produzia resson\u00e2ncias que se agudizavam \u00e0 medida que procedia ao desnovelar da mensagem. Desde a rela\u00e7\u00e3o \u00ab<em>natural<\/em>\u00bb e \u00ab<em>especial<\/em>\u00bb dos artistas com a Igreja por que come\u00e7a o discurso, at\u00e9 ao apelo final em favor dos pobres, porque tamb\u00e9m eles \u00ab<em>precisam da arte e da beleza<\/em>\u00bb e \u00ab<em>V\u00f3s podeis tornar-vos int\u00e9rpretes do seu clamor silencioso<\/em>\u00bb, todo o discurso se desenvolve numa harmonia contagiante que n\u00e3o deixar\u00e1 de prender o leitor atento. Fico a imaginar que os artistas ter\u00e3o ficado positivamente desapontados com o desenvolvimento de t\u00e3o sentida mensagem e, particularmente, com aquele apelo final.<\/p>\n<p>N\u00e3o imaginarei como \u00e9 que os artistas poder\u00e3o ser os int\u00e9rpretes do \u00ab<em>clamor silencioso<\/em>\u00bb dos pobres, mas eles, que ali s\u00e3o comparados a \u00ab<em>crian\u00e7as<\/em>\u00bb e \u00ab<em>videntes<\/em>\u00bb, saber\u00e3o \u00ab<em>trazer novidade ao mundo<\/em>\u00bb, como aliados que s\u00e3o da \u00ab<em>paix\u00e3o geradora de Deus<\/em>\u00bb e, enquanto profetas, que tamb\u00e9m s\u00e3o, saber\u00e3o \u00ab<em>ver as coisas em profundidade e \u00e0 dist\u00e2ncia, como sentinelas que estreitam os olhos para perscrutar o horizonte e sondar a realidade para al\u00e9m das apar\u00eancias<\/em>.\u00bb Por isso os artistas s\u00e3o chamados a evitar o poder sugestivo de uma \u00ab<em>presum\u00edvel beleza artificial e superficial hoje muito difundida e muitas vezes c\u00famplice dos mecanismos da economia que geram desigualdades.\u00bb<\/em> Esta \u00e9 uma beleza que, nascendo morta, n\u00e3o atrai, \u00ab<em>n\u00e3o tem vida<\/em>\u00bb. \u00c9, por isso, \u00ab<em>uma beleza falsa, cosm\u00e9tica, uma maquilhagem que esconde em vez de real\u00e7ar<\/em>\u00bb de que os artistas se mant\u00eam \u00e0 dist\u00e2ncia e cuja arte <strong>\u00ab<\/strong><em>quer agir como consci\u00eancia cr\u00edtica da sociedade.<\/em>\u00bb Necessariamente, esta beleza \u00ab<em>falsa<\/em>\u00bb, \u00ab<em>cosm\u00e9tica<\/em>\u00bb, \u00ab<em>maquilhagem<\/em>\u00bb, \u00ab<em>f\u00fatil<\/em>\u00bb e \u00ab<em>enganadora<\/em>\u00bb contrap\u00f5e-se \u00e0 verdadeira beleza, a \u00ab<em>beleza que salva<\/em>\u00bb na qual \u00ab<em>come\u00e7amos a sentir saudades de Deus.\u00bb<\/em> E, em jeito de observa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, o Papa acrescenta: \u00ab<em>Muitos esperam que a arte volte a frequentar mais a beleza<\/em>\u00bb. Que beleza \u00e9 esta?<\/p>\n<p>Apesar das muitas teorias sobre a arte ent\u00e3o referidas e de outras que fui posteriormente encontrando, nunca fui capaz de me desfazer completamente da tese defendida pelo meu professor de Est\u00e9tica e Hist\u00f3ria da Arte. \u00ab<em>A arte<\/em> \u2013 dizia e defendia com afinco, citando eu de cor \u2013 <em>\u00e9 o fabrico consciente da beleza<\/em>.\u00bb A arte humana, porque a beleza natural, da natureza, possu\u00eda outro criador. Explicava, depois, palavrinha por palavrinha, o que pretendia dizer, para complementar com a sua proposta de defini\u00e7\u00e3o de beleza. \u00ab<em>A beleza<\/em> \u2013 reiterava com convic\u00e7\u00e3o \u2013 <em>\u00e9 o esplendor do ser<\/em>.\u00bb E n\u00e3o eram as objec\u00e7\u00f5es dos alunos que o faziam vergar porque fundamentava bem a sua tese devidamente ilustrada com a Hist\u00f3ria, estilos e correntes art\u00edsticas das m\u00faltiplas artes. Uma obra seria tanto mais art\u00edstica quando melhor manifestasse o \u00ab<em>esplendor do ser<\/em>\u00bb. Do \u00ab<em>ser<\/em>\u00bb representado na obra, fosse ele qual fosse, ou do \u00ab<em>ser<\/em>\u00bb abstractamente considerado, aquele que se reveste metafisicamente de bondade, verdade e unidade. Evidenciar-se-iam na \u00ab<em>emo\u00e7\u00e3o est\u00e9tica<\/em>\u00bb estas propriedades transcendentais do \u00ab<em>ser<\/em>\u00bb compendiadas na metaf\u00edsica cl\u00e1ssica, infelizmente esquecida nos tempos que vivemos. E n\u00e3o sei se isso n\u00e3o ter\u00e1 a ver com as desorienta\u00e7\u00f5es existenciais por que vem passando a humanidade do Homem. E, quem sabe, da natureza profunda da querela da arte contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Talvez seja abusivo ver no discurso do Papa Francisco aos artistas as teses do meu professor, mas \u00e9 isso que, com a devida v\u00e9nia, me atrevo a fazer, porque foi com elas que eu li a segunda parte do discurso, aquele em que mais se fala da beleza.<\/p>\n<p>O Papa Francisco, depois de acentuar que \u00ab<em>A arte sempre esteve ligada \u00e0 experi\u00eancia da beleza<\/em>\u00bb, citando a escritora e fil\u00f3sofa francesa Simone Weil [1909-1943], escreve: \u00ab<em>A arte toca os sentidos para animar o esp\u00edrito e f\u00e1-lo atrav\u00e9s da beleza, que \u00e9 o reflexo das realidades quando s\u00e3o boas, certas, verdadeiras. \u00c9 o sinal de que algo tem plenitude: \u00e9 ent\u00e3o que dizemos espontaneamente: \u201cQue bonito!\u201d. A beleza faz-nos sentir que a vida se orienta para a plenitude<\/em>.\u00bb <em>\u201cQue bonito!\u201d <\/em>\u00e9 o grito da <em>\u00abemo\u00e7\u00e3o est\u00e9tica\u00bb <\/em>do esp\u00edrito que apreende a beleza reflectida nas realidades \u00ab<em>boas, certas, verdadeiras<\/em>\u00bb, sinal da \u00ab<em>plenitude<\/em>\u00bb do \u00ab<em>ser<\/em>\u00bb, ou do seu \u00ab<em>esplendor<\/em>\u00bb nas palavras do meu velho professor.<\/p>\n<p>Socorrendo-se da tradi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica que descreve o Esp\u00edrito Santo como harmonia, o Papa Francisco diz que a harmonia constitui o crit\u00e9rio para discernir a verdadeira beleza. A beleza \u00e9 o reflexo da harmonia. A harmonia, unidade das partes, s\u00f3 o esp\u00edrito pode tornar poss\u00edvel, de modo a que \u00ab<em>as diferen\u00e7as n\u00e3o se tornem conflito, mas diversidade que se integram; e, ao mesmo tempo, que a unidade n\u00e3o seja uniformidade, mas hospede o que \u00e9 m\u00faltiplo<\/em>.\u00bb A harmonia \u00e9 \u00ab<em>virtude operativa da beleza<\/em>\u00bb na qual \u00ab<em>age o Esp\u00edrito de Deus, o grande harmonizador do mundo<\/em>.\u00bb<\/p>\n<p>Termina o Papa por onde come\u00e7ou. Se, no in\u00edcio, lembra que o artista nos recorda que \u00ab<em>a dimens\u00e3o em que nos movemos, at\u00e9 quando n\u00e3o temos consci\u00eancia disto, \u00e9 a do Esp\u00edrito<\/em>\u00bb, agora, quase a terminar, acentua que \u00ab<em>a beleza \u00e9 a obra do Esp\u00edrito que cria a harmonia<\/em>\u00bb, e Francisco ousa, humildemente, uma esp\u00e9cie de profiss\u00e3o de f\u00e9: \u00ab<em>V\u00f3s artistas, podeis ajudar-nos a abrir espa\u00e7o para o Esp\u00edrito.<\/em>\u00bb<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que o discurso do Papa Francisco foi uma mensagem para os artistas presentes e, neles, para os artistas de todo o mundo. Mas \u2013 assim creio &#8211; nas suas palavras somos todos envolvidos. Quer porque somos usufrutu\u00e1rios das obras de arte e convidados a entrar no espa\u00e7o do Esp\u00edrito que os artistas nos podem abrir, quer porque a exist\u00eancia de cada um \u00e9 o dom de uma voca\u00e7\u00e3o a realizar em liberdade e criatividade. E tamb\u00e9m a\u00ed, ou sobretudo a\u00ed, importa a harmoniza\u00e7\u00e3o entre as partes, porque a vida de cada um, na \u00ab<em>plenitude<\/em>\u00bb e \u00ab<em>esplendor<\/em>\u00bb do \u00ab<em>ser<\/em>\u00bb, ser\u00e1 \u2013 deve ser \u2013 uma obra de arte em que se espelha a beleza que salva.<\/p>\n<p>Todos somos artistas.<\/p>\n<p>Guarda, 7 de Julho de 2023<\/p>\n<p><em>Ant\u00f3nio Salvado Morgado<\/em><br \/>\n<em>morgado.salvado@gmail.com<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":271042,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-288676","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/288676","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=288676"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/288676\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/271042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=288676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=288676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=288676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}