{"id":28835,"date":"2007-12-18T10:25:34","date_gmt":"2007-12-18T10:25:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/18\/natal-segundo-os-bispos-portugueses\/"},"modified":"2007-12-18T10:25:34","modified_gmt":"2007-12-18T10:25:34","slug":"natal-segundo-os-bispos-portugueses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/natal-segundo-os-bispos-portugueses\/","title":{"rendered":"Natal segundo os Bispos portugueses"},"content":{"rendered":"<p>Fam\u00edlia e solidariedade ganham destaque nas mensagens enviadas aos fi\u00e9is das Dioceses portuguesas em 2007 <!--more--> A fam\u00edlia e as crian\u00e7as ganham destaque nas mensagens de Natal que os bispos portugueses enviam aos fi\u00e9is das suas Dioceses neste ano de 2007. D. Jorge Ortiga, Bispo de Braga e Presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa lembra o valor \u201cincalcul\u00e1vel\u201d da fam\u00edlia. Nesta quadra, o Bispo de Braga quer ter presente quem se encontra longe dos lares, os sem abrigo, os pais que est\u00e3o sozinhos, os casais separados, os filhos sem o amor dos pais, as situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou a explora\u00e7\u00e3o infantil e as situa\u00e7\u00f5es de pobreza onde escasseiam os alimentos.  S\u00e3o todas formas de nega\u00e7\u00e3o de \u201cdom\u201d duma Fam\u00edlia harmoniosa, indica. Por isso, D. Jorge Ortiga  formula desejos de participa\u00e7\u00e3o pela \u201cqualidade\u201d desse mesmo \u201cdom\u201d atrav\u00e9s do muito ou pouco que deve oferecer. E lembra que o Natal pode ser \u201cum momento de di\u00e1logo\u201d, para \u201cmudar\u201d.  O Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, lembra as \u201cmuitas crian\u00e7as abandonadas\u201d. \u201cOs jornais falam-nos frequentemente de meninos maltratados e de outros obrigados a trabalhos que rendem\u201d, escreve o Bispo de Coimbra, lembrando que \u201cn\u00f3s, crist\u00e3os, n\u00e3o podemos esquecer os milhares de crian\u00e7as a quem j\u00e1 n\u00e3o damos a conhecer o amor que Jesus lhes tem\u201d. D. Albino encoraja as fam\u00edlias a adoptar e pede \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica e aos poderes constitu\u00eddos que se conven\u00e7am de que as institui\u00e7\u00f5es para menores s\u00e3o \u201cuma necessidade que devemos compreender e acarinhar\u201d. D. Manuel Pelino, Bispo de Santar\u00e9m refere que o an\u00fancio de dois mil anos mant\u00e9m toda a actualidade. O mundo de hoje, apesar do grande progresso t\u00e9cnico, \u201ctem necessidade de conhecer e acolher o an\u00fancio do Natal\u201d para passar do \u201cdesespero \u00e0 esperan\u00e7a, do individualismo \u00e0 solidariedade, das trevas \u00e0 luz, da vaidade \u00e0 humildade, da fachada exterior \u00e0 riqueza interior do cora\u00e7\u00e3o\u201d. No entanto, o esp\u00edrito de Natal \u201ccorre o risco de ser abafado e suplantado pela dispers\u00e3o ruidosa das festas, pelos apelos da publicidade ao consumismo\u201d, indica. As crian\u00e7as s\u00e3o um \u201cforte motivo de encanto e de esperan\u00e7a\u201d numa sociedade que envelhece. O Bispo de Santar\u00e9m pede \u201co crescimento da natalidade para rejuvenescer o mundo\u201d e indica que \u201cas crian\u00e7as precisam e merecem as prendas do afecto, da aten\u00e7\u00e3o, da orienta\u00e7\u00e3o\u201d. A constru\u00e7\u00e3o de pres\u00e9pios \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o cultural avivada agora enquanto mem\u00f3ria do acontecimento original. \u201cPrecisamos de recuperar tamb\u00e9m a riqueza do significado deste sinal que manifesta o amor misericordioso\u201d, do Menino que \u201cnos estende os bra\u00e7os para ensinar a simplicidade, a fraternidade e a miseric\u00f3rdia como caminho para um mundo novo\u201d.   <b>Consumismo<\/b> O Bispo de Leiria \u2013 F\u00e1tima, D. Ant\u00f3nio Marto sublinha que os enfeites de Natal j\u00e1 fazem parte da festa, mas muitos j\u00e1 nem sabem a origem desta tradi\u00e7\u00e3o. D. Ant\u00f3nio Marto pede \u201cmenos coisas, menos consumismo e mais rela\u00e7\u00f5es ternas e fraternas\u201d. D. Ant\u00f3nio Marto evidencia que o Natal n\u00e3o equivale a uma comemora\u00e7\u00e3o dos anivers\u00e1rios, pois \u201c\u00e9 um momento particular\u201d, que encontra espa\u00e7o \u201cna grande necessidade de intimidade e de paz\u201d. Sem a \u201cternura do Natal\u201d, o mundo tornar-se-ia \u201cin\u00f3spito, \u00e1rido, frio, inabit\u00e1vel, desumano\u201d. Mas o que torna a ternura concreta e contagiante \u201cn\u00e3o s\u00e3o as coisas, mas as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, que s\u00e3o a ess\u00eancia da riqueza humana\u201d.  O Bispo de Aveiro, D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos aponta que crentes e n\u00e3o crentes n\u00e3o sabem viver sem o Natal. \u201cAs sociedades e as pessoas j\u00e1 n\u00e3o sabem nem podem viver sem Natal. Ele faz parte n\u00e3o s\u00f3 da sua matriz cultural mas tamb\u00e9m da sua identidade social e da sua dimens\u00e3o religiosa\u201d. Mas em \u201c\u00e9poca de assumida globaliza\u00e7\u00e3o\u201d, cumpre aos crist\u00e3os \u201coferecer o Natal ao mundo\u201d, assumindo com alegria, serenidade e coragem, a miss\u00e3o de fazer que o Natal \u201cse renove e celebre no \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o humano, no ambiente sagrado da fam\u00edlia e na liturgia festiva da comunidade\u201d, para que \u201co mundo acredite e a esperan\u00e7a de um futuro feliz para a humanidade se multiplique\u201d. D. Ant\u00f3nio Vitalino, Bispo de Beja afirma que atrav\u00e9s de testemunhos de disc\u00edpulos, \u201calguns mais fi\u00e9is e corajosos que outros\u201d, continua a revelar-se poss\u00edvel, celebrar o Natal. Exemplos de amor, de verdade, justi\u00e7a, solidariedade, aten\u00e7\u00e3o e ajuda aos mais d\u00e9beis, de miseric\u00f3rdia, perd\u00e3o, dom da vida\u201d. O Bispo de Beja pede aos seus diocesanos que \u201ca trabalhar nas par\u00f3quias ou servi\u00e7os diocesanos\u201d, para se deixarem imbuir do esp\u00edrito de Natal, para \u201ccontinuarmos a falar de Deus ao mundo, sobretudo com o testemunho da nossa vida pessoalmente desprendida dos interesses ego\u00edstas e comprometida com os mais d\u00e9beis e indefesos, crian\u00e7as, idosos, doentes, migrantes explorados, m\u00e3es solteiras, mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e pessoas a viver na solid\u00e3o\u201d. D. Il\u00eddio Leandro, Bispo de Viseu, evidencia que sem atitudes de \u201cescuta, desejo de aprender, celebrar, viver e ensinar estes valores, n\u00e3o h\u00e1 Natal\u201d, ainda que haja tudo o resto que constitui a cultura, a tradi\u00e7\u00e3o e os h\u00e1bitos familiares, religiosos e sociais do Natal. O Bispo de Viseu pede neste Natal, o acolhimento destes valores e o testemunho de vida, \u201ccapaz de ver em cada homem um irm\u00e3o e tudo fazer para que ele\u201d.  <b>Solidariedade<\/b> D. Jos\u00e9 Alves, Bispo de Portalegre \u2013 Castelo Branco, lembra que a celebra\u00e7\u00e3o do Natal \u00e9 um \u201cforte convite a abrir os olhos da f\u00e9 para ver e compreender o que se passa \u00e0 nossa volta: o bem e o mal\u201d.  Este tempo significa um convite a vencer as barreiras do ego\u00edsmo que impedem de ver o mundo e de efectivar a paz social, \u201ca harmonia das fam\u00edlias consolidadas no amor\u201d.  O Bispo de Portalegre \u2013 Castelo Branco indica que o Natal \u00e9 tamb\u00e9m um convite \u201ca abrir o cora\u00e7\u00e3o e a deixar-se compadecer perante as injusti\u00e7as e mis\u00e9rias que afligem tantos seres humanos iguais a n\u00f3s em dignidade\u201d. D. Janu\u00e1rio Torgal Ferreira, Bispo das For\u00e7as Armadas e de Seguran\u00e7a, evoca nesta quadra os que morreram, e de forma muito especial, \u201co S\u00e9rgio Pedrosa, em Novembro \u00faltimo, no Afeganist\u00e3o\u201d. D. Janu\u00e1rio recorda os familiares dos que faleceram e envia desejos de feliz Natal a todos os membros das For\u00e7as Armadas e de Seguran\u00e7a e a quem, distante do pa\u00eds, est\u00e1 alistado nas For\u00e7as Nacionais Destacadas. D. Manuel Fel\u00edcio, Bispo da Guarda, considera urgente \u201cque os pol\u00edticos e outros respons\u00e1veis pela vida p\u00fablica assumam a coragem de construir um futuro equilibrado, de tal maneira que sejamos um Pa\u00eds e uma na\u00e7\u00e3o onde todos t\u00eam vez e voz\u201d.  Numa mensagem de Natal que denota preocupa\u00e7\u00e3o com o desenvolvimento da regi\u00e3o, D. Manuel Fel\u00edcio defende ser necess\u00e1rio &#8220;assumir a coragem de promover a discrimina\u00e7\u00e3o positiva para as regi\u00f5es mais pobres de meios promotores do desenvolvimento, como a nossa, e com essa finalidade saber aproveitar a oportunidade \u00fanica constitu\u00edda pelo aproveitamento do Quadro de Refer\u00eancia Estrat\u00e9gico Nacional, que vigora nos pr\u00f3ximos seis anos\u201d. O Bispo do Porto, D. Manuel Clemente lembra, por seu lado, a recente assinatura do Tratado de Lisboa aconteceida \u201cnos Jer\u00f3nimos, que realmente se chamam Santa Maria de Bel\u00e9m\u201d. Este \u00e9 um \u201cpren\u00fancio dum Continente mais solid\u00e1rio, para o bem comum de todos os seus habitantes, e mais motivado para o seu papel no mundo, no constru\u00e7\u00e3o conjunta da justi\u00e7a e da paz\u201d. O Natal continua \u201cinspirador e motivador de pensamentos e ac\u00e7\u00f5es\u201d, lembra o Bispo do Porto, quando o aceitamos no seu \u201cirredut\u00edvel significado\u201d, para al\u00e9m \u201cdo mero cen\u00e1rio ou pretexto, irredut\u00edvel a qualquer consumismo ou devaneio\u201d.  <b>Transforma\u00e7\u00e3o<\/b> O Bispo de Angra, D. Ant\u00f3nio de Sousa Braga, destaca o sentido de esperan\u00e7a desta quadra e as marcas crist\u00e3s da sua celebra\u00e7\u00e3o, mas deixa um alerta: &#8220;De pouco adiantariam as ilumina\u00e7\u00f5es e as decora\u00e7\u00f5es, a \u00e1rvore de natal e o pres\u00e9pio, a m\u00fasica-ambiente e as liturgias solenes, se tudo isso n\u00e3o nos fizesse mais humanos e fraternos. Logo a seguir ao Natal&#8221;. D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve, fala no sentido do Natal e diz que &#8220;o nascimento deste Menino, o filho de Deus feito homem, \u00e9 express\u00e3o da grandeza do amor de Deus pela humanidade, causa da nossa alegria, fundamento da nossa esperan\u00e7a e fonte da verdadeira paz&#8221;. Ainda em convalescen\u00e7a, o Bispo de Vila Real aproveita a mensagem de Natal para agradecer \u00e0s &#8220;muitas pessoas que se t\u00eam interessado pela minha sa\u00fade&#8221;. No texto, D. Joaquim Gon\u00e7alves destaca que &#8220;dinamismo profundo do Natal \u00e9 mesmo a transforma\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es das pessoas e grupos, impedindo que sejam malha opressora dos outros e evoluam gradualmente para um relacionamento mais fraterno. Efectivamente, paira sobre a sociedade actual a perda do rosto da pessoa, submersa no anonimato, esmagada por grupos que tudo controlam&#8221;. &#8220;Desejo que neste Natal as fam\u00edlias estejam mais atentas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es internas de marido e esposa, de pais e filhos, de irm\u00e3os e familiares; que os grupos empresariais e sociais reflictam no esp\u00edrito que informa a sua organiza\u00e7\u00e3o e o seu posicionamento na sociedade envolvente; que as par\u00f3quias e grupos apost\u00f3licos se deixem invadir pelo esp\u00edrito de comunh\u00e3o, de que o Papa falou aos bispos portugueses; que cada um se interrogue sobre as motiva\u00e7\u00f5es profundas das suas op\u00e7\u00f5es de vida; que todos sejamos um sinal do dinamismo que Jesus trouxe ao mundo pelo seu Nascimento&#8221;, conclui. <i>(Todas as mensagens est\u00e3o dispon\u00edveis na sec\u00e7\u00e3o Documentos da Ag\u00eancia ECCLESIA) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fam\u00edlia e 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