{"id":28832,"date":"2007-12-18T09:52:53","date_gmt":"2007-12-18T09:52:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/18\/desarmamento-e-o-unico-caminho\/"},"modified":"2007-12-18T09:52:53","modified_gmt":"2007-12-18T09:52:53","slug":"desarmamento-e-o-unico-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/desarmamento-e-o-unico-caminho\/","title":{"rendered":"Desarmamento \u00e9 o \u00fanico caminho"},"content":{"rendered":"<p>Adriano Moreira fala do espectro de uma nova Guerra Fria e subscreve alertas de Bento XVI na Mensagem para o Dia Mundial da Paz <!--more--> Apresentada a mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2008, Adriano Moreira defende com o Papa um desarmamento geral e controlado, em especial no campo nuclear.  <i>AG\u00caNCIA ECCLESIA \u2013 Como v\u00ea a preocupa\u00e7\u00e3o dos Papas de que a paz seja uma quest\u00e3o de todos e abrangente? Adriano Moreira (AM) \u2013<\/i>  Em primeiro lugar, temos de lembrar a grande tradi\u00e7\u00e3o dos projectistas da paz europeus, desde a Idade M\u00e9dia, \u00e9 preenchida por te\u00f3logos juristas que se preocupam com esse problema, sobretudo para pacificar a pr\u00f3pria Europa. Essa grande tradi\u00e7\u00e3o tem origem crist\u00e3. O problema passou a ter maiores desafios depois da Guerra de 1939-1945, uma esp\u00e9cie de guerra civil da Cristandade, como tinha sido a de 1914-1918, porque ningu\u00e9m atacou a Europa. O passivo dessa tremenda guerra n\u00e3o tinha precedentes, devemos contabilizar 50 milh\u00f5es de mortos num momento em que as armas dispon\u00edveis anunciavam a capacidade de os pr\u00f3prios soberanos destru\u00edrem a humanidade. Tudo isso chamou \u00e0 interven\u00e7\u00e3o de muitos respons\u00e1veis de valores e n\u00e3o podemos deixar de reconhecer que a interven\u00e7\u00e3o dos Pont\u00edfices neste espa\u00e7o Ocidental foi fundamental. Parece-me que a presen\u00e7a de Paulo VI nas pr\u00f3prias Na\u00e7\u00f5es Unidas trouxe o conceito de que o desenvolvimento \u00e9 o novo nome da paz. A partir da\u00ed, as interven\u00e7\u00f5es t\u00eam sido constantes e valiosas, porque um grande n\u00famero de pa\u00edses escuta a voz dos Pont\u00edfices. Essa longa contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser ignorada, mesmo pelos laicos, quando eles defendem a import\u00e2ncia do respeito pelo direito internacional.  <i>AE \u2013 Essas interven\u00e7\u00f5es continuam actuais? AM \u2013<\/i>  Penso que a \u00e9poca iniciada com a II Guerra Mundial \u00e9 crucial, todas as interven\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais para responder a uma formula\u00e7\u00e3o que eu considero extremamente limitada do objectivo do desenvolvimento, o conceito da sociedade e do saber. \u00c9 necess\u00e1rio acrescentar a sabedoria, os valores n\u00e3o podem estar ausentes e a\u00ed a prega\u00e7\u00e3o dos Pont\u00edfices tem sido central.  <i>AE \u2013 Na sua mensagem, Bento XVI apela \u00e0 desmilitariza\u00e7\u00e3o e ao desarmamento, sobretudo no campo do nuclear. AM \u2013<\/i>  Penso que esse \u00e9 um dos temas fundamentais e chamo a aten\u00e7\u00e3o para o seguinte: antes das armas nucleares, \u00e9 necess\u00e1rio proibir o com\u00e9rcio das armas ligeiras. Se repararmos, os document\u00e1rios que chegam das v\u00e1rias calamidades do que se chamava o terceiro mundo, n\u00e3o via um soldado que n\u00e3o via empunhasse uma arma moderna. Elas s\u00e3o feitas e exportadas pelos pa\u00edses altamente desenvolvidos e a nossa responsabilidade, a esse respeito, \u00e9 enorme. Temos motivos para pensar no perigo que representa a multiplica\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o das armas nucleares, mas \u00e9 bom come\u00e7ar pelas armas ligeiras. Quanto \u00e0s armas nucleares, h\u00e1 uma quest\u00e3o que tamb\u00e9m merecem reflex\u00e3o \u00e9tica: elas s\u00f3 puderam desenvolver-se pelo com\u00e9rcio, legal ou ilegal, da maneira de as saber fazer. Isso tem levado, curiosamente, a falar no \u201ceixo do mal\u201d, com interven\u00e7\u00f5es calamitosas no Iraque, e \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 pa\u00edses confi\u00e1veis para ter a arma at\u00f3mica e outros n\u00e3o. Eu n\u00e3o conhe\u00e7o nenhum pa\u00eds confi\u00e1vel: o pr\u00f3prio pa\u00eds l\u00edder, a superpot\u00eancia, \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds que j\u00e1 a usou. Isso aponta para um \u00fanico rem\u00e9dio, o desarmamento geral e controlado. Se isso n\u00e3o acontecer, considero que n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel continuar com interven\u00e7\u00f5es no \u201ceixo do mal\u201d, n\u00e3o h\u00e1 esfor\u00e7o poss\u00edvel de sustenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito preocupante que o modelo mais suport\u00e1vel que aparece \u00e0 vista seja o regresso \u00e0 Guerra Fria, ou seja, o medo rec\u00edproco.  <i>AE \u2013 E \u00e9 poss\u00edvel chegar a essa meta? AM \u2013<\/i>  H\u00e1 um fen\u00f3meno importante que se tem desenvolvido, que \u00e9 a insist\u00eancia da opini\u00e3o p\u00fablica mundial. \u00c9 poss\u00edvel que essa for\u00e7a venha a introduzir razoabilidade no exerc\u00edcio do poder, porque o risco e o desperd\u00edcio de recursos s\u00e3o t\u00e3o grandes que podemos voltar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que vivemos durante 50 anos.  <i>AE \u2013 Como encarar a utiliza\u00e7\u00e3o do nuclear como recurso energ\u00e9tico? AM \u2013<\/i>  Isso, realmente, tem vantagens e riscos, mas n\u00e3o pode ser contrariado. Temos de ter uma filosofia mais razo\u00e1vel na utiliza\u00e7\u00e3o de energias n\u00e3o-renov\u00e1veis, com todos os recursos ao nosso alcance, dando liberdade \u00e0s capacidades cient\u00edficas e t\u00e9cnicas de renovar fontes de energia.  <i>AE \u2013 Que significado pode ter o crescente fen\u00f3meno da criminalidade urbana? AM \u2013<\/i>  N\u00f3s est\u00e1vamos acostumados a ter \u201csociedades habituais\u201d, que na sua forma mais perfeita eram sociedades nacionais, com um tecido cultural que tornava a vida contratual. Esse modelo de sociedades, sobretudo no Ocidente, est\u00e1 a ser alterado muito rapidamente, com um progresso da ci\u00eancia e da t\u00e9cnica sem precedentes num predom\u00ednio de valores econ\u00f3micos, uma esp\u00e9cie de \u201cteologia de mercado\u201d. A desregula\u00e7\u00e3o completa das migra\u00e7\u00f5es levou a uma recomposi\u00e7\u00e3o dos povos, com sociedades multiculturais onde h\u00e1 erros tremendos: as migra\u00e7\u00f5es determinadas por motivos econ\u00f3micos, no exerc\u00edcio de um direito natural, foram recebidas com crit\u00e9rio empresarial, mas as pessoas n\u00e3o regressam quando n\u00e3o h\u00e1 trabalho. Acab\u00e1mos por ficar semeados de col\u00f3nias interiores e o tal tecido cultural em que assenta a vida habitual esteja seriamente amea\u00e7ado. Os Estados come\u00e7am a ser, em larga medida, organiza\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se mostram capazes de responder \u00e0s novas necessidades. Mesmo do ponto de vista internacional, acontece que os centros de decis\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o previstos em nenhum tratado, como \u00e9 o caso do G8.  <i>AE \u2013 Estaremos perante novas formas de coloniza\u00e7\u00e3o? AM \u2013<\/i>  Eu diria que a luta pelas hegemonias substitui o m\u00e9todo da coloniza\u00e7\u00e3o. Durante todo o s\u00e9c. XIX, o discurso dos governos das democracias estabilizadas da frente atl\u00e2ntica evocava valores, justificando a necessidade de ir buscar mat\u00e9rias-primas e mercado para os produtos acabados. O desaparecimento do modelo colonizador, nesse aspecto formal, feito ao abrigo da pol\u00edtica das Nal\u00f5es Unidas, deu lugar a uma luta de hegemonias que est\u00e1 em curso. A \u00c1frica \u00e9 um exemplo clar\u00edssimo, com a chegada da China ou a presen\u00e7a dos EUA. Esta luta nem sempre respeita a tal igual dignidade dos povos e temos consequ\u00eancias nalguns locais que n\u00e3o satisfazem o animado e promissor conceito de alguns economistas de que o desenvolvimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico provocaria uma destrui\u00e7\u00e3o criativa. H\u00e1 muitos povos em que a segunda parte da profecia n\u00e3o se tem verificado.  <i>AE \u2013 A explora\u00e7\u00e3o unilateral dos recursos energ\u00e9ticos est\u00e1 a fazer aumentar o fosso entre ricos e pobres? AM \u2013<\/i>  H\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o que era caricaturada no fim da Guerra: aos povos pobres era uma amea\u00e7a ter petr\u00f3leo. Porque a tal luta pelas hegemonias aparece imediatamente\u2026 E isso n\u00e3o vai parar, sobretudo porque n\u00f3s hoje temos muita consci\u00eancia de que elas, as energias, n\u00e3o s\u00e3o renov\u00e1veis. E \u00e9 necess\u00e1rio encontrar uma solu\u00e7\u00e3o que as substitua. Enquanto elas tendem para ser mais raras, mais esgotadas, sem que ainda haja mecanismos suficientes de substitui\u00e7\u00e3o, a competi\u00e7\u00e3o vai ser muito mais severa e os povos mais fracos v\u00e3o sentir mais ang\u00fastias por causa do desenvolvimento dessa luta por supremacias.  <i>AE \u2013 Bento XVI fala tamb\u00e9m na necessidade de escolher a via do di\u00e1logo para protec\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o a terra como a nossa \u201ccasa comum\u201d\u2026 AM \u2013<\/i>  A ideia da casa comum \u00e9 uma ideia nobil\u00edssima e tem v\u00e1rios corol\u00e1rios: em primeiro lugar \u00e9 responsabilidade de todas as culturas salvaguardar o planeta; por outro lado, h\u00e1 um direito natural \u2013 que \u00e9 o mais importante depois do direito \u00e0 vida \u2013 que \u00e9 o direito de estar, de andar, de ir de um lado para o outro. Quando este direito natural se transforma na necessidade de multid\u00f5es, n\u00f3s assistimos a esta desregular\u00e3o das migra\u00e7\u00f5es e a um notici\u00e1rio angustiante, porque elas querem exercer esse seu direito natural. Isto implica a exist\u00eancia de uma nova ordem mundial. E a minha impress\u00e3o \u00e9 que estamos longe disso, o que aumentar\u00e1 o n\u00famero de conflitos. N\u00f3s na Europa, arautos da paz e da promo\u00e7\u00e3o dos di\u00e1logos e dos valores, n\u00e3o conseguimos estabelecer a paz. Temos seri\u00edssimos conflitos que talvez se possam agravar! Esse \u00e9 certamente o desafio dos desafios no mundo. A situa\u00e7\u00e3o neste momento \u00e9 de anarquia mundial. Como sou optimista, digo anarquia madura na esperan\u00e7a de que para pior n\u00e3o v\u00e1\u2026 Mas de facto, reorganizar a governan\u00e7a mundial \u00e9 a urg\u00eancia desta gera\u00e7\u00e3o.  <i>AE \u2013 As organiza\u00e7\u00f5es internacionais fracassaram? AD \u2013<\/i>  N\u00e3o todas. Primeiro, defendo muito as Na\u00e7\u00f5es Unidas, porque \u00e9 o lugar onde todos falam com todos. Por isso devem ser preservadas. No entanto, na parte da paz e da seguran\u00e7a, o Conselho de Seguran\u00e7a foi substitu\u00eddo pelos Pactos Militares, em que vivemos 50 anos. Se n\u00e3o fossem as organiza\u00e7\u00f5es especializadas, onde n\u00e3o h\u00e1 direito de veto \u2013 a UNESCO, a FAO, o PNUD, OMS \u2013 o mundo n\u00e3o est\u00e1 grande coisa mas estaria muito pior. N\u00f3s devemos servi\u00e7os inestim\u00e1veis \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es especializadas. H\u00e1 organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais \u2013 que s\u00e3o centenas e t\u00eam o bom o mau \u2013 que s\u00e3o not\u00e1veis pelos servi\u00e7os prestados. Eu lembro mesmo uma de raiz portuguesa, a AMI, que \u00e9 um exemplo do que pode fazer a sociedade civil voltada para o pr\u00f3ximo.  <i>AE \u2013 De que forma poderemos chegar ao reconhecimento dos direitos humanos fundamentais, a partir do contributo da lei natural e de diferentes ordenamentos jur\u00eddicos? AD \u2013<\/i>  Em primeiro, lugar temos j\u00e1 a Declara\u00e7\u00e3o Mundial dos Direitos do Homem. Ela foi escrita por Ocidentais e, quando as novas \u00e1reas culturais chegaram a ter voz pr\u00f3pria, fizeram leituras que n\u00e3o s\u00e3o coincidentes com a tradi\u00e7\u00e3o Ocidental. De qualquer modo, \u00e9 um patrim\u00f3nio termos chegado a essa defini\u00e7\u00e3o. Infelizmente, essas Declara\u00e7\u00f5es encontram sempre uma grande dificuldade: os interesses. Eu recordaria, por exemplo, a Declara\u00e7\u00e3o de Filad\u00e9lfia, por ser a primeira a ter projec\u00e7\u00e3o internacional, que diz que todos os homens nascem livres e iguais e com igual direito \u00e0 felicidade\u2026 mas os \u00edndios, mas escravos n\u00e3o, mas as mulheres n\u00e3o, mas os trabalhadores n\u00e3o! Uma s\u00e9rie de \u201cn\u00e3os\u201d que deram origem a combates que continuam para que os exclu\u00eddos tamb\u00e9m possam ser daqueles que \u201ct\u00eam direito \u00e0 felicidade\u201d. Por outro lado, as organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas come\u00e7am normalmente pela tomada do poder, e depois levam tempo a dividi-lo em legislativo, executivo e judicial. Neste momento &#8211; nesta tal anarquia mundial \u2013 h\u00e1 uma nota de esperan\u00e7a: a cria\u00e7\u00e3o do Tribunal Penal Internacional. \u00c9 a primeira vez que a organiza\u00e7\u00e3o da governan\u00e7a come\u00e7a pela organiza\u00e7\u00e3o do poder judicial. \u00c9 esperan\u00e7oso! Mas as grandes pot\u00eancias, incluindo os EUA, n\u00e3o assinaram o estatuto. A resist\u00eancia em passar do modelo observante para o modelo observado, continua!  <i>AE \u2013 O tema para a Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz \u00e9 \u201cFam\u00edlia Humana: Comunidade de Paz\u201d. Que protagonismo atribuir \u00e0 fam\u00edlia na constru\u00e7\u00e3o da paz? AM \u2013<\/i>  A Declara\u00e7\u00e3o Universal da ONU declara, julgo pela primeira vez, a fam\u00edlia como c\u00e9lula base da sociedade e que tem direito \u00e0 protec\u00e7\u00e3o. Todos assinaram, mas t\u00eam concep\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia diferenciada: os que acham que a fam\u00edlia \u00e9 sacramentada, um contracto, um tro\u00e7o no caminho\u2026 Mas todos assinaram. Diante das altera\u00e7\u00f5es que estamos a sofrer &#8211; designadamente na defini\u00e7\u00e3o do Estado soberano, na defini\u00e7\u00e3o da sociedade civil nacional que est\u00e1 a ser plural e transfronteiri\u00e7a &#8211; diria que a c\u00e9lula base avulta de import\u00e2ncia! Acho, por isso, que esse apelo \u00e9 fundamental, sobretudo para a constru\u00e7\u00e3o da paz. Considero que a fam\u00edlia \u00e9 o f\u00f3rum principal de ensino na \u00e1rea dos valores.  <i>AE \u2013 Numa sociedade marcada pelo conhecimento, podemos alcan\u00e7ar a sabedoria? AM \u2013<\/i> Espero que n\u00e3o seja uma tradi\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria esquecida. Depois, a valoriza\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo \u00e9 fundamental, nomeadamente nas Na\u00e7\u00f5es Unidas. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 despiciendo ter alguma f\u00e9 na santidade na pol\u00edtica. E temos exemplos, nem todos crist\u00e3os: Gandhi, Mandela, Ana Arendt, a pregar que o di\u00e1logo e a verdade s\u00e3o as \u00fanicas garantias da paz\u2026 Recordo tamb\u00e9m S. Tom\u00e1s Moro, proclamado por Jo\u00e3o Paulo II patrono de parlamentares e governantes, que tinha experi\u00eancia do poder, porque foi chanceler de Inglaterra. Imagino que, n\u00e3o como santo mas chanceler, deixou-nos o legado de que se Deus n\u00e3o nos reservar mais do que justi\u00e7a ningu\u00e9m se salva.  (Entrevista a emitir no Programa Ecclesia do dia 1 de Janeiro de 2008, \u00e0s 18h30 na RTP2)  <B>Mensagem de Bento XVI para a celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Paz<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=54014\">\u2022 Fam\u00edlia Humana, Comunidade de Paz<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adriano Moreira fala do espectro de uma nova Guerra Fria e subscreve alertas de Bento XVI na Mensagem para o Dia Mundial da Paz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[101,120,165,168,189,203,206,237,258,266,285],"class_list":["post-28832","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-africa","tag-bento-xvi","tag-dia-mundial-da-paz","tag-diocese-da-guarda","tag-direitos-humanos","tag-europa","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-migracoes","tag-nacoes-unidas","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28832"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28832\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}