{"id":28826,"date":"2007-12-17T16:25:09","date_gmt":"2007-12-17T16:25:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/17\/mas-o-presepio-e-eloquente\/"},"modified":"2007-12-17T16:25:09","modified_gmt":"2007-12-17T16:25:09","slug":"mas-o-presepio-e-eloquente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mas-o-presepio-e-eloquente\/","title":{"rendered":"Mas o pres\u00e9pio \u00e9 eloquente"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Natal do Bispo de Coimbra <!--more--> Nos dias de Natal a imagem de uma crian\u00e7a prende os nossos olhos e tamb\u00e9m encanta muitos cora\u00e7\u00f5es. Aqueles de n\u00f3s que s\u00e3o crentes fixam essa imagem extasiados, cantando que Deus poderoso se fez Menino! A for\u00e7a de uma crian\u00e7a reside na sua fraqueza. Ela n\u00e3o tem poder, nem dinheiro, nem prest\u00edgio. Sua for\u00e7a \u00e9 ser vida a crescer! E a vida de uma crian\u00e7a atrai o nosso olhar e domina o nosso cora\u00e7\u00e3o. Na sua debilidade, clama por ajuda; na sua depend\u00eancia, requer a nossa aten\u00e7\u00e3o; na sua autenticidade, questiona os nossos disfarces.  A crian\u00e7a \u00e9 vida em evid\u00eancia. Esta \u00e9 a primeira li\u00e7\u00e3o que, sem palavras, Deus nos d\u00e1 ao fazer-se Menino. Deus ama a vida humana. E ao nascer d\u00e9bil, dependente e pobre, diz-nos que espera a nossa ajuda, a aten\u00e7\u00e3o dos adultos, o calor da fam\u00edlia, a protec\u00e7\u00e3o da sociedade. De tudo isso Deus necessitou. Porque quis. Mais tarde, esse Menino, feito homem adulto e Mestre, Jesus de Nazar\u00e9, resumiu a li\u00e7\u00e3o: Deixai vir a Mim as criancinhas, que delas \u00e9 o Reino dos C\u00e9us\u201d.  E \u201cse n\u00e3o vos tornardes como crian\u00e7as, n\u00e3o entrareis no Reino\u201d. Neste Natal n\u00e3o podemos esquecer que muitas crian\u00e7as nos gritam, tamb\u00e9m sem palavras, que atrai\u00e7o\u00e1mos a vida. No nosso pa\u00eds, que se considera terra de brandos costumes e bons sentimentos, s\u00e3o muitas as crian\u00e7as abandonadas; os jornais falam-nos frequentemente de meninos maltratados e de outros obrigados a trabalhos que rendem; nas escolas queixam-se os professores dos in\u00fameros casos de car\u00eancias afectivas\u2026 E n\u00f3s, crist\u00e3os, n\u00e3o podemos esquecer os milhares de crian\u00e7as a quem j\u00e1 n\u00e3o damos a conhecer o amor que Jesus lhes tem\u2026 Mas o pres\u00e9pio \u00e9 eloquente. Ao olharem para as palhinhas os meninos descobrem que Jesus gosta deles! E n\u00f3s, adultos, que vamos aprender como pres\u00e9pio neste Natal de 2007? Haver\u00e1 mais fam\u00edlias corajosamente abertas \u00e0 adop\u00e7\u00e3o, mormente entre os lares crist\u00e3os? Ser\u00e1 que a opini\u00e3o p\u00fablica e os poderes constitu\u00eddos se v\u00e3o convencer de que as institui\u00e7\u00f5es para menores s\u00e3o uma necessidade que devemos compreender e acarinhar? Iremos pedir a Deus que os casais se mantenham unidos para que os seus filhos n\u00e3o acrescentem o n\u00famero das crian\u00e7as que choram porque os pais se divorciaram? E que mais nos diz o Menino do pres\u00e9pio? Pede-nos que falemos dele \u00e0s crian\u00e7as: que todos n\u00f3s, bispo, padres, av\u00f3s. M\u00e3es e pais, professores e catequistas saibamos dizer a verdade aos meninos do nosso tempo: \u00c9 Natal porque Ele nasceu! Tamb\u00e9m nos aconselha a que fujamos de um pecado: o de ficarmos felizes, n\u00f3s, os adultos, porque contentou as crian\u00e7as encharcando-as de prendas, em vez de lhes darmos o que mais precisam: aten\u00e7\u00e3o e amor. O Menino, que \u00e9 Deus, diz-nos ainda que a todos nos quer dar um santo Natal. Com Ele tamb\u00e9m o deseja para todos o vosso Bispo. <i>D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Natal do Bispo de Coimbra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,174,206,267],"class_list":["post-28826","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-diocese-de-coimbra","tag-familia","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28826"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28826\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}