{"id":288,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/dia-internacional-das-mulheres\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"dia-internacional-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dia-internacional-das-mulheres\/","title":{"rendered":"Dia Internacional das Mulheres"},"content":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7ou no long\u00ednquo ano de 1857, em Nova Iorque, quando centenas de trabalhadores do sexo feminino, empregadas na Ind\u00fastria T\u00eaxtil, fizeram uma marcha de protesto contra os baixos sal\u00e1rios, o per\u00edodo de 12 horas di\u00e1rias e as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Passados mais de 150 anos, as mulheres ainda lutam contra a discrimina\u00e7\u00e3o, apesar da mulher em Portugal \u201cter feito um caminho importante e registado progressos muito consider\u00e1veis em v\u00e1rias \u00e1reas: desde a participa\u00e7\u00e3o no mercado de emprego, uma maior participa\u00e7\u00e3o nos postos de decis\u00e3o p\u00fablica e pol\u00edtica e tamb\u00e9m no mundo do ensino superior\u201d \u2013 disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Maria Am\u00e9lia Paiva, presidente da Comiss\u00e3o para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (CIDM). Um conjunto vasto de dom\u00ednios onde se regista \u201cum progresso muito consider\u00e1vel\u201d mas \u201cn\u00e3o quer isso dizer que n\u00e3o tenhamos que continuar a lutar contra a discrimina\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 real\u00e7a Maria Am\u00e9lia Paiva, a prop\u00f3sito do Dia Internacional da Mulher, a comemorar no pr\u00f3ximo dia 8 de Mar\u00e7o. Desde 1975, que as Na\u00e7\u00f5es Unidas definiram a data de 8 de Mar\u00e7o, como Dia Internacional da Mulher, mas apesar dos progressos, a presidente da CIDM salienta que num futuro pr\u00f3ximo \u201cesta comemora\u00e7\u00e3o n\u00e3o deixa de ter sentido\u201d porque o caminho \u201ca percorrer ainda \u00e9 longo\u201d. E adianta: \u201cexistem imensos dom\u00ednios onde temos de continuar a actuar de forma a permitir que a igualdade seja uma realidade de facto\u201d. As mulheres s\u00e3o mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa e s\u00f3 com uma participa\u00e7\u00e3o \u201cmais equilibrada de homens e mulheres \u00e9 que podemos dizer que temos uma sociedade em que a igualdade foi plenamente atingida\u201d. A forma como as sociedades est\u00e3o organizadas, \u201conde as responsabilidades familiares e dom\u00e9sticas continuam a recair maioritariamente nas mulheres\u201d, s\u00e3o as principais culpadas desta situa\u00e7\u00e3o, apesar \u201cda evolu\u00e7\u00e3o nas gera\u00e7\u00f5es mais novas\u201d. Mas o c\u00f4mputo final continua a ser \u201cdesfavor\u00e1vel \u00e0s mulheres\u201d porque \u201celas t\u00eam actividades profissionais e dom\u00e9sticas\u201d. Mais trabalho e muitas vezes \u201cviol\u00eancia\u201d e neste caso \u00e9 necess\u00e1ria \u201cuma tomada de consci\u00eancia de toda a sociedade\u201d porque se trata \u201cde uma viola\u00e7\u00e3o b\u00e1sica dos Direitos Humanos\u201d. Situa\u00e7\u00f5es que levam ao \u201cdesequil\u00edbrio psicol\u00f3gico\u201d \u2013 disse.  Em rela\u00e7\u00e3o ao fen\u00f3meno da prostitui\u00e7\u00e3o, Maria Am\u00e9lia Paiva salienta que muitas mulheres \u201cs\u00e3o v\u00edtimas das redes de prostitui\u00e7\u00e3o\u201d que as \u201cobrigam em condi\u00e7\u00f5es perfeitamente abjectas a prostitu\u00edrem-se\u201d. No apoio \u00e0s v\u00edtimas da prostitui\u00e7\u00e3o, as Irm\u00e3s Oblatas t\u00eam diversas casas onde as acolhem e \u201cd\u00e3o uma orienta\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA uma irm\u00e3 Oblata, do Lar Madre Ant\u00f3nia.  Como resultado final deste trabalho com as prostitutas, a irm\u00e3 oblata salienta que estas mulheres \u201cprecisam de muita autoestima\u201d e que \u201cmuitas vezes a fam\u00edlia destas s\u00f3 atrapalham\u201d.   Ao longo da hist\u00f3ria, a sociedade portuguesa teve mulheres empenhadas na divulga\u00e7\u00e3o dos seus direitos no qual sobressai Maria Lamas, uma activista do \u00abalgo mais para as mulheres portugueses\u00bb. Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Maria Am\u00e9lia Paiva refere que \u201cMaria Lamas foi uma mulher de refer\u00eancia para as mulheres e homens de Portugal\u201d porque deixou uma \u201cmensagem de caminho para a realiza\u00e7\u00e3o profissional e privada\u201d.  Para comemorar melhor este dia a CIDM est\u00e1 a participar \u201cem m\u00faltiplas actividades &#8211; desde C\u00e2maras Municipais a Escolas Secund\u00e1rias  &#8211; e juntamente com v\u00e1rios Minist\u00e9rios promovemos uma iniciativa para chamar a aten\u00e7\u00e3o que a promo\u00e7\u00e3o de igualdade entre homens e mulheres deve estar presente em todos os dom\u00ednios da vida\u201d. Tamb\u00e9m a Associa\u00e7\u00e3o \u00abO Ninho\u00bb, que tem por objectivo a promo\u00e7\u00e3o humana e social de pessoas prostitu\u00eddas, far\u00e1 um concerto pela dignidade \u201ccontra o tr\u00e1fico, a escravatura sexual e as causas da prostitui\u00e7\u00e3o\u201d, no pr\u00f3ximo dia 8 de Mar\u00e7o, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.  Uma iniciativa que contar\u00e1 com a presen\u00e7a de v\u00e1rios artistas portugueses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7ou no long\u00ednquo ano de 1857, em Nova Iorque, quando centenas de trabalhadores do sexo feminino, empregadas na Ind\u00fastria T\u00eaxtil, fizeram uma marcha de protesto contra os baixos sal\u00e1rios, o per\u00edodo de 12 horas di\u00e1rias e as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de trabalho. 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