{"id":286995,"date":"2023-06-26T10:29:22","date_gmt":"2023-06-26T09:29:22","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=286995"},"modified":"2023-06-26T10:29:22","modified_gmt":"2023-06-26T09:29:22","slug":"lusofonias-de-roma-a-manaus-por-frankfurt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-de-roma-a-manaus-por-frankfurt\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; De Roma a Manaus, por Frankfurt"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Manaus<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/manaus.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-286998 alignnone\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/manaus.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/manaus.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/manaus-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/manaus-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/manaus-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/manaus-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Cheguei vivo, embora mo\u00eddo, a esta bela e monumental cidade de Manaus, no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f3nia. Se Nelson Mandela p\u00f4de escrever o seu emblem\u00e1tico \u2018longo caminho para a liberdade\u2019, eu serei mais modesto e vou s\u00f3 escrever uma curta cr\u00f3nica sobre este meu \u2018longu\u00edssimo caminho para Manaus!\u2019.<\/p>\n<p>Deixei a Casa Geral em Roma eram 11 da manh\u00e3 de ter\u00e7a feira. Chegar ao aeroporto de Fiumicino foi um tiro, pois a hora ajudava no tr\u00e2nsito. Depois, check-in e mais controlo e mais embarque e j\u00e1 estava eu a caminho da Alemanha. Para quem sabe ler um mapamundi, ir de Roma para Manaus por Frankfurt \u00e9 o mesmo que ir do Porto a Braga por Lisboa! N\u00e3o arrepia caminho, pelo contr\u00e1rio, aumenta em duas horas as dez que seriam\u2026 mas diminui muito no pre\u00e7o e foram essas as contas de pobre que eu fiz. E fa\u00e7o sempre at\u00e9 que as costas n\u00e3o aguentem mais!<\/p>\n<p>Frankfurt \u00e9 um grande aeroporto e as formalidades de fronteiras s\u00e3o sempre chatas em todo o mundo, Alemanha inclu\u00edda. Assim, levei tempo a deixar-me controlar, mas \u00e0 horinha prevista j\u00e1 estava dentro de um grande avi\u00e3o da Latam para voar rumo a S. Paulo. S\u00f3 que ficamos todos a tostar dentro do avi\u00e3o duas horas porque havia um problema com o radar. Ora, aproveitei para ver o filme \u2018O auto da Compadecida\u2019, essa com\u00e9dia memor\u00e1vel realizada no Brasil em 1955, que d\u00e1 para rir duas horas de enfiada, mas que mostra bem o Brasil interior daquela \u00e9poca, sem poupan\u00e7a para fazendeiro, padeiro, prefeito, padre ou bispo! Valeu a pena rever este filme pois, logo que acabou, o avi\u00e3o fez-se ao c\u00e9u para uma d\u00fazia de horas que mais pareceram uma experi\u00eancia antecipada de eternidade! Ensanduichado entre duas pessoas, li, rezei, meditei, vi filmes, fiz jogos, dormi, mas S. Paulo parecia cada vez mais longe. S\u00f3 tenho que dar gra\u00e7as a Deus porque as duas pessoas que fizeram de mim uma sandu\u00edche eram magras, e n\u00e3o tive que repetir a dolorosa e quente experi\u00eancia de um voo para o Senegal, onde viajei entre duas senhoras avantajadas no peso e no volume!<\/p>\n<p>O avi\u00e3o aterrou em S. Paulo eram seis da manh\u00e3 de quarta. Estava um frio de rachar, para o qual s\u00f3 o p\u00f3lo JSF me preparou. Mais de uma hora para carimbar o passaporte e, uma vez junto ao tapete das malas, vi chegar muitas, mas a minha esperou para ser das \u00faltimas. Respirei fundo e sa\u00ed.<\/p>\n<p>Os Padres Elson Lopes e Ivaldino Assis, ambos caboverdianos a trabalhar nas favelas de S. Paulo, asseguraram-me os primeiros abra\u00e7os, um familiar \u2018caf\u00e9 da manh\u00e3\u2019 brasileiro e dois dedos de muita conversa, partilhando a miss\u00e3o que se vive por aquelas paragens pobres e desafiantes. Com eles veio o P. M\u00e1rcio Asseiro, Superior dos Espiritanos da Bol\u00edvia, chegado ao Brasil com o mesmo objetivo que eu: a reuni\u00e3o de todos os Superiores Maiores Espiritanos da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Se \u00e0 mesa do caf\u00e9 \u00e9ramos quatro, no avi\u00e3o da Latam para Manaus s\u00f3 fomos dois: eu e o P. M\u00e1rcio. O pa\u00eds \u00e9 o mesmo, mas s\u00e3o quase cinco horas de voo e muda o fuso hor\u00e1rio! Tamb\u00e9m se nota uma mudan\u00e7a radical na temperatura e na humidade, pois o frio intenso em S. Paulo transformou-se, cinco horas depois, num calor h\u00famido e dif\u00edcil de suportar aqui em Manaus.<\/p>\n<p>\u00c0 nossa espera estavam os Padres Jos\u00e9 Gaspar e Carmelo Rivera, p\u00e1rocos nas periferias da cidade. Ap\u00f3s sauda\u00e7\u00f5es, percorremos de carro a dist\u00e2ncia entre o aeroporto e a Par\u00f3quia do Sant\u00edssimo Redentor, confiada aos Espiritanos h\u00e1 alguns anos. Aqui estou at\u00e9 fazer-me \u00e0s \u00e1guas e rumar a Tef\u00e9, seguindo o Rio Solim\u00f5es que se junta ao Rio Negro, aqui em Manaus e seguem juntos at\u00e9 Bel\u00e9m, j\u00e1 com um novo nome: Amazonas!<\/p>\n<p>A \u00faltima visita que fiz a Manaus foi sobretudo pastoral, pois celebrei e passei pelas sete comunidades que integram esta grande Par\u00f3quia confiada aos Espiritanos. Desta vez, privilegiaram a visita ao centro hist\u00f3rico, ao porto e outros espa\u00e7os belos desta cidade que tem muitas coisas para contar.<\/p>\n<p>Agora parto rio adentro at\u00e9 ao Tef\u00e9. De l\u00e1 navegarei horas e mais horas at\u00e9 Fonte Boa, fazendo depois a viagem de regresso a Manaus. Semana ap\u00f3s semana, vou contar-nos o que vou ver, ouvir, sentir, partilhar, celebrar, viver.<\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - De Roma a Manaus, por Frankfurt\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/2VnCypU3AlE3UpFNeBAyBP?si=2LTwlIN2T_CrlcQ0ExbpiA&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em Manaus<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-286995","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/286995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=286995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/286995\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=286995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=286995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=286995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}