{"id":28679,"date":"2007-12-11T10:30:37","date_gmt":"2007-12-11T10:30:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/11\/natal-da-crise-e-do-consumo\/"},"modified":"2007-12-11T10:30:37","modified_gmt":"2007-12-11T10:30:37","slug":"natal-da-crise-e-do-consumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/natal-da-crise-e-do-consumo\/","title":{"rendered":"Natal da crise e do consumo"},"content":{"rendered":"<p>Para quem est\u00e1 de fora, a festa pode parecer um desperd\u00edcio. V\u00ea chegar o irm\u00e3o mais novo e acha que o pai perdeu a cabe\u00e7a nas suas toler\u00e2ncias e at\u00e9 no esbanjamento das economias dom\u00e9sticas necess\u00e1rias a toda a fam\u00edlia. Depois, os exageros de mandar matar o melhor novilho, com m\u00fasica e vinho \u00e0 farta, no esquecimento total da austeridade do outro filho. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m os que se banqueteiam todos os dias com fin\u00edssimos manjares, sem festa nenhuma. Embriagam-se nos seus luxos e desbaratos erguendo por tudo e por nada ta\u00e7as de bebidas especiosas que nem sabem a nada por se usarem a tempo e fora de tempo.  Vendo e ouvindo as publicidades natal\u00edcias fica-se com a sensa\u00e7\u00e3o de que os novos inebriantes digitais, de m\u00e1quinas, m\u00fasica e imagens desarrumam completamente a cabe\u00e7a de adultos, jovens e crian\u00e7as, lan\u00e7ando todos numa concupisc\u00eancia descontrolada de possuir e rejeitar para voltar ao mesmo com cara reciclada. Numa parafern\u00e1lia de jogos e concertos que acompanham todos os passos em sobrecargas de inform\u00e1tica e tempos livres como refor\u00e7o de individualismo e solid\u00e3o. Por outro lado a economia n\u00e3o descolaria mil\u00e9simas se os criadores de objectos n\u00e3o tivessem que produzir e multiplicar, se os vendedores n\u00e3o tivessem quem comprasse, se o novo permanecesse intacto sem reciclagem nem substitui\u00e7\u00e3o. O mercado, os bens e servi\u00e7os, a organiza\u00e7\u00e3o dos povos n\u00e3o saberiam como permutar os seus bens para que todos tivessem acesso ao p\u00e3o essencial. Se olharmos com aten\u00e7\u00e3o para os centros de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de hoje veremos que todas as regras tradicionais de compra e venda, produ\u00e7\u00e3o de subsist\u00eancia, se alteraram. Estamos todos num grande barco, dependentes uns dos outros, sem se saber bem a quem cabe a primeira e \u00faltima palavra sobre os bens da terra que, segundo a vontade do Pai do C\u00e9u, a todos se destinam. Celebrar o Natal, fazer a festa, entra, naturalmente, neste grande cap\u00edtulo da alegria, do gratuito partilhado em ternura e doa\u00e7\u00e3o, lembrando o Menino que h\u00e1 dois mil anos veio dar uma grande volta \u00e0 hist\u00f3ria, remexendo profundamente o cora\u00e7\u00e3o dos homens. E porque foi recebido por alguns como Filho de Deus, abriu um novo cap\u00edtulo do encontro do humano com o Divino. Como \u00e9 sabido esse menino deu a vida por uma causa. E essa causa somos n\u00f3s. Melhor dizendo, todos n\u00f3s, do primeiro ao \u00faltimo ser humano que habitou e habitar\u00e1 a face da terra. A festa do Natal \u00e9 mais que uma tradi\u00e7\u00e3o ou uma exig\u00eancia do mercado. \u00c9 mesmo uma festa. E isso lhe basta. <i>Ant\u00f3nio Rego <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem est\u00e1 de fora, a festa pode parecer um desperd\u00edcio. V\u00ea chegar o irm\u00e3o mais novo e acha que o pai perdeu a cabe\u00e7a nas suas toler\u00e2ncias e at\u00e9 no esbanjamento das economias dom\u00e9sticas necess\u00e1rias a toda a fam\u00edlia. 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