{"id":28678,"date":"2009-12-23T16:24:08","date_gmt":"2009-12-23T16:24:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/12\/23\/natal-canonico-e-apocrifo\/"},"modified":"2009-12-23T16:24:08","modified_gmt":"2009-12-23T16:24:08","slug":"natal-canonico-e-apocrifo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/natal-canonico-e-apocrifo\/","title":{"rendered":"Natal can\u00f3nico e ap\u00f3crifo"},"content":{"rendered":"<p>O nascimento de Jesus na literatura religiosa <!--more--> <\/p>\n<p>Desde S. Francisco de Assis, o pres&eacute;pio inscreve-se na hist&oacute;ria da humanidade. Resume o esp&iacute;rito do Natal de Jesus, a festa de um nascimento que cont&eacute;m o mist&eacute;rio da encarna&ccedil;&atilde;o de Deus num ser humano e desvela d&rsquo;Ele uma nova imagem. Foi-se inculturando no imagin&aacute;rio cultural e religioso dos povos que o constru&iacute;am. A literatura religiosa, olhar feliz da alma pura, luz do pensamento po&eacute;tico e expira&ccedil;&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o inspirado, fornecia-lhe figuras, ao mesmo tempo que dava corpo &agrave; Beleza encarnada por meio de palavras cheias de amor n&atilde;o contido e de esperan&ccedil;a no definitivo. Foi a exterioriza&ccedil;&atilde;o da interior contempla&ccedil;&atilde;o da suma Beleza incarnada num Menino. Um soneto de Lu&iacute;s de Cam&otilde;es declama o enriquecimento da humanidade, ao Deus desposar a pobreza humana:<\/p>\n<p><em>Dos c&eacute;us &agrave; terra desce a mor Beleza, <\/em><\/p>\n<p><em>Une-se &agrave; nossa carne e f&aacute;-la nobre; <\/em><\/p>\n<p><em>E sendo a humanidade dantes pobre, <\/em><\/p>\n<p><em>Hoje subida fica &agrave; mor alteza. <\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Busca o Senhor mais rico a mor pobreza; <\/em><\/p>\n<p><em>Que a o mundo o seu amor descobre, <\/em><\/p>\n<p><em>De palhas vis o corpo tenro cobre, <\/em><\/p>\n<p><em>E por elas o mesmo c&eacute;u despreza. <\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Como? Deus em pobreza &agrave; terra desce. <\/em><\/p>\n<p><em>O que &eacute; mais pobre tanto lhe contenta <\/em><\/p>\n<p><em>Que este somente rico lhe parece. <\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Pobreza este pres&eacute;pio representa; <\/em><\/p>\n<p><em>Mas tanto por ser pobre j&aacute; merece <\/em><\/p>\n<p><em>Que quanto mais o &eacute;, mais lhe contenta. <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo de s&eacute;culos, cora&ccedil;&otilde;es crentes abismados na medita&ccedil;&atilde;o transbordaram de poesia, prosa, hinos, ora&ccedil;&atilde;o, loas, vilancicos, enaltecendo o imenso mist&eacute;rio da Palavra encarnada que mal cabia em palavras humanas. Desde os primeiros Padres da Igreja aos monges da Idade M&eacute;dia, de Teresa de Jesus a Teresa do Menino Jesus, de Frei Agostinho da Cruz a Afonso Maria de Lig&oacute;rio e a Ana Catarina Emmerich, de Gil Vicente a Jos&eacute; R&eacute;gio, a literatura religiosa serviu de caixa de resson&acirc;ncia &agrave; vitalidade da f&eacute; no mist&eacute;rio que o Natal de Jesus velava.<\/p>\n<p>De entre a exuberante e mais antiga literatura religiosa que cantou o nascimento de Jesus, distinguem-se os livros ap&oacute;crifos, que influenciaram a express&atilde;o liter&aacute;ria de sucessivos escritores, poetas, dramaturgos na tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;. Apesar de exclu&iacute;dos do c&acirc;none b&iacute;blico por serem simples reinterpreta&ccedil;&otilde;es e amplifica&ccedil;&otilde;es tardias de textos can&oacute;nicos ou por darem largas &agrave; ingenuidade e &agrave; fantasia religiosas ou por conterem desvios da f&eacute; mais pura, muitos ap&oacute;crifos crist&atilde;os, escritos com recta inten&ccedil;&atilde;o, cont&ecirc;m s&atilde;s express&otilde;es da f&eacute;, como a virgindade de Maria e a concep&ccedil;&atilde;o virginal de Jesus. Reflectem intensa piedade popular e propunham-se preencher lacunas sobre momentos da vida de Jesus que os evangelhos can&oacute;nicos deixam na penumbra ou omitem. Os fen&oacute;menos acontecidos na altura do seu nascimento fascinaram a literatura ap&oacute;crifa entre os fins do s&eacute;c. I e o s&eacute;c. V.<\/p>\n<p>Assim, enquanto a caracter&iacute;stica sobriedade dos evangelhos can&oacute;nicos s&oacute; afirma que Maria &ldquo;deu &agrave; luz um filho e [Jos&eacute;] p&ocirc;s-lhe o nome de Jesus&rdquo; (Mt 1,25) e que Maria &ldquo;teve o seu filho primog&eacute;nito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por n&atilde;o haver lugar para eles na hospedaria&rdquo; (Lc 2,7), a tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde; situa o nascimento numa gruta. Ela vem de v&aacute;rios evangelhos ap&oacute;crifos. O Livro da Inf&acirc;ncia do Salvador, dependente do influente Proto-evangelho de Tiago (s&eacute;c. II), queria p&ocirc;r em relevo a virgindade de Maria. E conta que, tendo chegado a Bel&eacute;m, Jos&eacute; procurou um s&iacute;tio para ela dar &agrave; luz. Viu um est&aacute;bulo solit&aacute;rio e estabeleceu-se l&aacute;. E foi em busca de uma parteira. Chegando &agrave; gruta, viu o imenso esplendor. Tendo entrado e verificado a virgindade de Maria, exclamou: &ldquo;Virgem concebeu, virgem deu &agrave; luz e continua virgem&rdquo;. Entre par&ecirc;nteses, recordamo-nos de que o &laquo;Natal de Elvas&raquo; far&aacute; eco long&iacute;nquo a esta afirma&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p><em>No seio da Virgem Maria <\/em><\/p>\n<p><em>Encarnou a divina gra&ccedil;a; <\/em><\/p>\n<p><em>Entrou e saiu por ela <\/em><\/p>\n<p><em>Como o sol pela vidra&ccedil;a. <\/em><\/p>\n<p>A parteira do ap&oacute;crifo contou a Sim&atilde;o, filho de Jos&eacute;, como viu o nascimento de Jesus.<\/p>\n<p>Quando entrei, encontrei [Maria] a olhar para o c&eacute;u e a falar consigo pr&oacute;pria. Penso que estava em ora&ccedil;&atilde;o e bendizia o Alt&iacute;ssimo&hellip; Nesse momento parou tudo, em absoluto sil&ecirc;ncio e rever&ecirc;ncia: os ventos deixaram de soprar, nenhuma folha se movia nas &aacute;rvores, nem se ouvia o murm&uacute;rio das &aacute;guas; os rios ficaram im&oacute;veis e o mar sem ondula&ccedil;&atilde;o&hellip; O menino resplandecia como o sol, limp&iacute;ssimo e agradabil&iacute;ssimo ao olhar, pois s&oacute; ele apareceu como paz do universo. Na hora em que nasceu ouviu-se a voz de muitos esp&iacute;ritos invis&iacute;veis que diziam &agrave; uma: &laquo;&Aacute;men&raquo;. E aquela luz multiplicou-se e escureceu com o seu esplendor o fulgor do sol, enquanto esta gruta foi inundada de intensa claridade e de um aroma suav&iacute;ssimo&hellip; Ent&atilde;o enchi-me de coragem: inclinei-me e toquei [no menino], levantei-o nas minhas m&atilde;os com grande rever&ecirc;ncia&hellip; Examinei-o e vi que n&atilde;o estava minimamente manchado; todo o seu corpo era limpo, como o orvalho do Deus Alt&iacute;ssimo&hellip; Estando eu admirada ao ver que n&atilde;o chorava como costumam os rec&eacute;m-nascidos e tendo o olhar fixo nele, dirigiu-me um sorriso jucund&iacute;ssimo; depois, abrindo os olhos, fixou em mim um olhar penetrante e subitamente saiu dos seus olhos uma brilhante luz como a de um rel&acirc;mpago (62-76).<\/p>\n<p>Segundo o Evangelho do Pseudo-Mateus, n&ordm; 14, o nascimento de Jesus numa gruta contou com a presen&ccedil;a do boi e do burro. &Eacute; desse texto que prov&eacute;m a tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde; de os colocar no pres&eacute;pio:<\/p>\n<p>Tr&ecirc;s dias depois do nascimento do Senhor, Maria saiu da gruta e aposentou-se num est&aacute;bulo. Foi l&aacute; que reclinou o menino num pres&eacute;pio; e o boi e o burro adoraram-no. Ent&atilde;o cumpriu-se o que tinha sido anunciado pelo profeta Isa&iacute;as [1,3]: &laquo;o boi conheceu o seu dono e o asno o pres&eacute;pio do seu senhor&raquo;. At&eacute; os pr&oacute;prios animais, entre os quais se encontrava, o adoravam sem cessar. Nisso teve cumprimento o que tinha predito o profeta Habacuc [em 3,2 na tradu&ccedil;&atilde;o grega]: &laquo;dar-te-&aacute;s a conhecer no meio de dois animais&raquo;.<\/p>\n<p>Estreitamente associada ao &ldquo;nascimento de Jesus em Bel&eacute;m&rdquo; est&aacute; a narrativa da &ldquo;chegada a Jerusal&eacute;m de uns magos vindos do Oriente&rdquo;, para &ldquo;adorarem o rei dos judeus que acaba de nascer&rdquo; (Mt 2,1). Na inten&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica de Mateus, essa s&oacute;bria narra&ccedil;&atilde;o era suficiente para significar que Jesus era luz e salva&ccedil;&atilde;o para os gentios como para os judeus e que os poderosos tentaram sufocar a voz de Jesus antes de ela poder ser ouvida e poder proclamar a sua &laquo;boa nova&raquo; libertadora. Mas os ap&oacute;crifos legaram-nos at&eacute; aos dias de hoje a tradi&ccedil;&atilde;o com o n&uacute;mero e os nomes dos magos e a sua qualifica&ccedil;&atilde;o de reis:<\/p>\n<p>Um anjo do Senhor apressou-se a ir ao pa&iacute;s dos persas para prevenir os reis magos e ordenar-lhes que fossem adorar o menino rec&eacute;m-nascido. Estes, depois de viajarem durante nove meses guiados por uma estrela, chegaram ao lugar de destino exactamente no momento em que Maria se tornava m&atilde;e&hellip; Tendo vindo com armada numerosa, chegaram &agrave; cidade de Jerusal&eacute;m. E os tr&ecirc;s reis dos mencionados magos eram tr&ecirc;s irm&atilde;os: o primeiro era Melchior, que reinava sobre os persas; o segundo era Gaspar, rei dos indianos; e o terceiro era Baltasar, que dominava sobre o pa&iacute;s dos &aacute;rabes&hellip; Acamparam ao redor da cidade e l&aacute; permaneceram tr&ecirc;s dias, eles e os pr&iacute;ncipes dos respectivos reinos. Embora sendo todos irm&atilde;os, filhos de um &uacute;nico rei, no seu s&eacute;quito marchavam for&ccedil;as de l&iacute;nguas muito diversas. Melchior, o primeiro rei, &eacute; o que tinha trazido mirra, alo&eacute;s, musselina, p&uacute;rpura, pe&ccedil;as de linho e tamb&eacute;m livros, escritos e sigilados com o dedo de Deus. O segundo, o rei dos indianos, Gaspar, &eacute; o que tinha trazido como dons, em honra do menino, nardo precioso, mirra, canela, cinamomo, incenso e outros perfumes. O terceiro, o rei dos &aacute;rabes, Baltasar, &eacute; o que tinha consigo ouro, prata, pedras preciosas, safiras de grande valor e p&eacute;rolas apreciadas (Evangelho Arm&eacute;nio da Inf&acirc;ncia, 5,10 e 11,1-2).<\/p>\n<p>A inspiradora imag&eacute;tica dos ap&oacute;crifos assegurou-lhes continuada popularidade na literatura religiosa. Tem o m&eacute;rito de apontar para o mist&eacute;rio que ela canta e a n&oacute;s encanta, porque &ldquo;s&oacute; o mist&eacute;rio nos faz viver, s&oacute; o mist&eacute;rio&rdquo; &ndash; como diz Garc&iacute;a Lorca.<\/p>\n<p>Para S. Jo&atilde;o da Cruz, o mist&eacute;rio do nascimento de Jesus &eacute; o ponto culminante do plano de salva&ccedil;&atilde;o concebido por Deus &laquo;no princ&iacute;pio&raquo;. Poetizou-o em nove cenas no Romance sobre o evangelho &laquo;in principio erat Verbum&raquo; acerca da Sant&iacute;ssima Trindade. Para a contempla&ccedil;&atilde;o, deixamos aqui as duas &uacute;ltimas:<\/p>\n<p><em>Chamou ent&atilde;o um arcanjo <\/em><\/p>\n<p><em>Que S. Gabriel se dizia <\/em><\/p>\n<p><em>E enviou-o a uma donzela <\/em><\/p>\n<p><em>Que se chamava Maria, <\/em><\/p>\n<p><em>De cujo consentimento <\/em><\/p>\n<p><em>O mist&eacute;rio se fazia; <\/em><\/p>\n<p><em>Na qual a Suma Trindade <\/em><\/p>\n<p><em>De carne o Verbo vestia. <\/em><\/p>\n<p><em>E embora de tr&ecirc;s a obra, <\/em><\/p>\n<p><em>Somente num se fazia; <\/em><\/p>\n<p><em>Ficou o Verbo incarnado <\/em><\/p>\n<p><em>Em o ventre de Maria. <\/em><\/p>\n<p><em>E o que tinha apenas Pai, <\/em><\/p>\n<p><em>Tamb&eacute;m j&aacute; M&atilde;e possu&iacute;a. <\/em><\/p>\n<p><em>Por&eacute;m, n&atilde;o como qualquer <\/em><\/p>\n<p><em>Que de var&atilde;o concebia, <\/em><\/p>\n<p><em>Porque das entranhas dela <\/em><\/p>\n<p><em>Sua carne Ele recebia; <\/em><\/p>\n<p><em>Pelo qual, Filho de Deus <\/em><\/p>\n<p><em>E do homem se dizia. <\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>J&aacute; sendo chegado o tempo <\/em><\/p>\n<p><em>Em que de nascer havia, <\/em><\/p>\n<p><em>Assim como desposado <\/em><\/p>\n<p><em>Do seu t&aacute;lamo descia, <\/em><\/p>\n<p><em>Abra&ccedil;ado &agrave; sua esposa, <\/em><\/p>\n<p><em>Que em seus bra&ccedil;os a trazia; <\/em><\/p>\n<p><em>O qual a M&atilde;e graciosa <\/em><\/p>\n<p><em>Em um pres&eacute;pio estendia, <\/em><\/p>\n<p><em>No meio de uns animais <\/em><\/p>\n<p><em>Que na altura ali havia. <\/em><\/p>\n<p><em>Diziam cantos os homens <\/em><\/p>\n<p><em>E os anjos melodia <\/em><\/p>\n<p><em>Festejando os espons&oacute;rios <\/em><\/p>\n<p><em>Que entre aqueles dois havia: <\/em><\/p>\n<p><em>Deus, por&eacute;m, nesse pres&eacute;pio <\/em><\/p>\n<p><em>Ali chorava e gemia, <\/em><\/p>\n<p><em>Que eram j&oacute;ias que a esposa <\/em><\/p>\n<p><em>Aos espons&oacute;rios trazia, <\/em><\/p>\n<p><em>E estava a M&atilde;e assombrada <\/em><\/p>\n<p><em>Da troca que ali se via: <\/em><\/p>\n<p><em>Em Deus o pranto do homem <\/em><\/p>\n<p><em>E no homem a alegria, <\/em><\/p>\n<p><em>Coisa que num e no outro <\/em><\/p>\n<p><em>T&atilde;o alheia parecia. <\/em><\/p>\n<p>Sobre o Natal de Jesus a literatura religiosa privilegiou as imagens, porque s&oacute; elas penetram no mist&eacute;rio que, transcendendo-nos, em n&oacute;s se corporizou. Elas contribuem para construirmos dentro de n&oacute;s o pres&eacute;pio, de hist&oacute;ria feito. As suas figuras reais e as pintadas pelo imagin&aacute;rio religioso v&ecirc;m preencher o vazio de s&iacute;mbolos natal&iacute;cios na actual ornamenta&ccedil;&atilde;o das nossas cidades e vilas, onde o resplendor das luzes &eacute; sedu&ccedil;&atilde;o comercial para ter mais para si, em vez de apelo espiritual para ser melhor para os outros. Continuar a meditar o Natal faz renascer a esperan&ccedil;a e n&atilde;o a deixa vazia.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Armindo Vaz, Biblista <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nascimento de Jesus na literatura religiosa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[267],"class_list":["post-28678","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28678","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28678"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28678\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}