{"id":2861,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/irresponsabilidade-na-estrada-uma-forma-de-violencia\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"irresponsabilidade-na-estrada-uma-forma-de-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/irresponsabilidade-na-estrada-uma-forma-de-violencia\/","title":{"rendered":"Irresponsabilidade na estrada, uma forma de viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Documento da Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de Portalegre-Castelo Branco <!--more--> Uma guerra para vencer  Todos os dias presenciamos ou temos conhecimento de situa\u00e7\u00f5es que, tendo elas lugar na fam\u00edlia, no trabalho ou nas rela\u00e7\u00f5es que mantemos com os outros, em maior ou menor grau, s\u00e3o factores que geram injusti\u00e7as e disc\u00f3rdias. Uma resposta mais desabrida por uma qualquer raz\u00e3o de menor import\u00e2ncia ou um gesto menos amistoso dirigido a algu\u00e9m que deveria merecer a maior estima s\u00e3o actos de pouco relevo mas, talvez, suficientemente importantes para aqueles a quem s\u00e3o destinados. E s\u00e3o esses pequenos actos que v\u00e3o fazer com que determinado dia seja para n\u00e3o mais recordar, onde a paz de esp\u00edrito esteve ausente e em que sentimentos de injusti\u00e7a foram vividos. Ora, \u00e9 entre este tipo de comportamentos, que n\u00e3o afectam muitas pessoas ao mesmo tempo, mas que se fazem quotidiana e repetidamente, que se insere a irresponsabilidade na estrada. \u00c9 esta irresponsabilidade que gera iras, insultos, medos, estropiados e mortes. \u00c9 esta irresponsabilidade que transforma pessoas pac\u00edficas e, por vezes, generosas, em agentes de destrui\u00e7\u00e3o, em pessoas ego\u00edstas e agressivas, com falta de solidariedade.  Uma Comiss\u00e3o de Justi\u00e7a e Paz deve preocupar-se com os problemas do nosso tempo que ponham em risco a justi\u00e7a e a paz. Ora, de entre esses problemas que particularmente nos tocam avulta o da irresponsabilidade rodovi\u00e1ria. Mais do que um problema, ele constitui uma verdadeira guerra que avassala o nosso Pa\u00eds e que p\u00f5e em risco a paz e a justi\u00e7a dos cidad\u00e3os. Para fazer face a esta guerra h\u00e1 que mobilizar tropas para v\u00e1rias frentes: autoridades policiais e judici\u00e1rias, autarquias, confiss\u00f5es religiosas, escola, fam\u00edlia, organiza\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria, meios de comunica\u00e7\u00e3o social e cidad\u00e3os em geral.  \u00c0s autoridades compete um papel pedag\u00f3gico para a elimina\u00e7\u00e3o dos comportamentos de risco dos condutores. Mas esse papel tem limites. Elas ter\u00e3o que encontrar os meios para fazer sentir ao condutor que, esteja onde estiver, n\u00e3o est\u00e1 imune \u00e0 vigil\u00e2ncia da qualidade da sua condu\u00e7\u00e3o. As autoridades policiais e judici\u00e1rias t\u00eam que ser implac\u00e1veis com quem n\u00e3o respeita os outros e p\u00f5e em perigo as suas vidas.  As confiss\u00f5es religiosas t\u00eam, tamb\u00e9m, uma miss\u00e3o a cumprir neste dom\u00ednio. Bem andou a Comiss\u00e3o Episcopal Portuguesa, no seu \u00faltimo documento de 15 de Setembro passado, ao considerar a irresponsabilidade na estrada como um dos sete pecados sociais da sociedade portuguesa. Igualmente a Santa S\u00e9, em Fevereiro deste ano, no seu primeiro encontro europeu da Pastoral da Estrada, chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade urgente de uma educa\u00e7\u00e3o sobre a estrada. As autarquias, a escola, a fam\u00edlia, as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais que militam pela seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria, a comunica\u00e7\u00e3o social, enfim, cada uma destas entidades, no seu campo espec\u00edfico, t\u00eam que fazer uma mobiliza\u00e7\u00e3o geral (porque de uma guerra se trata) de todos os seus recursos para p\u00f4r fim a esta falta de paz e de justi\u00e7a que a irresponsabilidade na estrada gera. Finalmente, a pessoa comum, que anda nas ruas mas que tamb\u00e9m circula nas estradas, tem que tomar consci\u00eancia de que s\u00f3 um comportamento c\u00edvico ao volante faz de algu\u00e9m um aut\u00eantico cidad\u00e3o.  Em s\u00edntese:  1 \u2013 O atentado \u00e0 vida \u2013 do pr\u00f3prio e dos outros \u2013 perpetrado pelo comportamento irrespons\u00e1vel dos que na estrada n\u00e3o respeitam regras nem a sua pr\u00f3pria consci\u00eancia \u00e9 verdadeiramente um crime e uma forma de viol\u00eancia inaceit\u00e1vel.  2 \u2013 A democracia \u00e9 feita s\u00f3 de liberdades e consentimentos? Onde est\u00e3o os deveres, as obriga\u00e7\u00f5es, o respeito pelas leis e norma democraticamente institu\u00eddas e aceites?  3 \u2013 Quem assim n\u00e3o o entende, esquecendo o respeito devido \u00e0s pessoas e \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, torna-se irrespons\u00e1vel. \u00c9 urgente colocar tais criminosos sob a al\u00e7ada da justi\u00e7a, mas, t\u00e3o importante como isso, \u00e9 necess\u00e1rio educ\u00e1-las \u2013 estamos sempre perante o eterno tema da educa\u00e7\u00e3o e da educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica \u2013 que conduza tais pessoas ao entendimento da no\u00e7\u00e3o do que \u00e9 viver numa sociedade justa e harmoniosa e em paz, constru\u00edda nesse respeito democr\u00e1tico pelas institui\u00e7\u00f5es, impondo-se uma reavalia\u00e7\u00e3o dos valores sociais, humanos e institucionais.   No dia em que Jo\u00e3o Paulo II faz 25 anos \u00e0 frente do seu pontificado, esta Comiss\u00e3o pretende homenagear, atrav\u00e9s deste documento, esse grande vulto da Igreja Cat\u00f3lica que tudo tem feito em prol da justi\u00e7a e da paz.  Portalegre, 16 de Outubro de 2003 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento da Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz de Portalegre-Castelo Branco<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[179,193,206,237,297,314],"class_list":["post-2861","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-portalegre-castelo-branco","tag-educacao","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-santa-se","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2861"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2861\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}