{"id":28584,"date":"2007-12-06T12:26:57","date_gmt":"2007-12-06T12:26:57","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/06\/centros-sociais-paroquiais-como-accao-social-da-igreja\/"},"modified":"2007-12-06T12:26:57","modified_gmt":"2007-12-06T12:26:57","slug":"centros-sociais-paroquiais-como-accao-social-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/centros-sociais-paroquiais-como-accao-social-da-igreja\/","title":{"rendered":"Centros Sociais Paroquiais como Ac\u00e7\u00e3o Social da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Arcebispo de Braga <!--more--> O tempo do Advento emerge, na caminhada lit\u00fargica, como espa\u00e7o de concentra\u00e7\u00e3o no Amor de Deus que se manifesta no nascimento de Cristo e que os crist\u00e3os e as comunidades devem testemunhar. Situa\u00e7\u00f5es de pobreza, e at\u00e9 de mis\u00e9ria, continuam a alastrar na sociedade de hoje, mas a viv\u00eancia da caridade e da esperan\u00e7a crist\u00e3s n\u00e3o permite que encaremos essas situa\u00e7\u00f5es de bra\u00e7os cruzados. O programa pastoral da nossa Arquidiocese convida-nos a ver cada ser humano como membro da fam\u00edlia de Deus, reclamando de n\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o festiva do amor solid\u00e1rio e o empenho generoso em estabelecer uma comunh\u00e3o efectiva entre os homens. Pela sua Incarna\u00e7\u00e3o, Cristo assumiu tamb\u00e9m as dores da nossa humanidade, identificando-se mesmo com os mais pequenos e os mais pobres (cfr. Mt 25, 40 e 45). \u00c9, portanto, imperioso que a Igreja, esposa de Cristo, saiba olhar com particular carinho para tantos e tantos irm\u00e3os necessitados, ao servi\u00e7o de quem devemos colocar todos os meios de apoio s\u00f3cio-caritativo de que dispomos. Partindo das orienta\u00e7\u00f5es do Conselho Presbiteral, quero, nesta quadra do Advento, convidar as comunidades paroquiais da nossa Arquidiocese a repensar a validade das respostas que oferecemos no dom\u00ednio s\u00f3cio-caritativo, e tamb\u00e9m estimular os Centros Sociais Paroquiais a serem cada vez mais instrumentos de qualidade ao servi\u00e7o dos mais pobres e carenciados. <b>1. Dai-lhes v\u00f3s de comer<\/b> Tudo pode partir de um epis\u00f3dio paradigm\u00e1tico do Evangelho, conhecido como \u00abmultiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es\u00bb, que p\u00f5e sabiamente diante de n\u00f3s o modelo e o contramodelo: \u00abJesus viu uma grande multid\u00e3o e sentiu miseric\u00f3rdia, porque estavam como ovelhas sem pastor. Ent\u00e3o come\u00e7ou a ensinar-lhes muitas coisas. Quando come\u00e7ou a entardecer, os disc\u00edpulos chegaram perto de Jesus e disseram-Lhe: \u201cEste lugar \u00e9 deserto e j\u00e1 \u00e9 tarde. Manda-os embora, para que possam ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer\u201d. Mas Jesus respondeu: \u201cDai-lhes v\u00f3s de comer\u201d. Os disc\u00edpulos perguntaram-Lhe: \u201cDevemos gastar meio ano de sal\u00e1rio e comprar p\u00e3o para lhes dar de comer?\u201d Jesus perguntou: \u201cQuantos p\u00e3es tendes? Ide ver\u201d. Eles foram e responderam: \u201cCinco p\u00e3es e dois peixes\u201d. Ent\u00e3o Jesus mandou que todos se sentassem na erva, formando grupos. E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. Depois Jesus tomou os cinco p\u00e3es e os dois peixes, ergueu os olhos ao c\u00e9u, pronunciou a b\u00ean\u00e7\u00e3o, partiu os p\u00e3es e ia-os dando aos disc\u00edpulos, para que os distribu\u00edssem. Dividiu entre todos tamb\u00e9m os dois peixes. Todos comeram, ficaram satisfeitos e recolheram doze cestos cheios de peda\u00e7os de p\u00e3o e tamb\u00e9m dos peixes. O n\u00famero dos que comeram os p\u00e3es era de cinco mil homens\u00bb (Mc 6, 34-44). Da leitura salta \u00e0 vista o modo n\u00e3o-acolhedor, frio, mercantilista, consumista, ego\u00edsta e egoc\u00eantrico destes disc\u00edpulos de Jesus, que prop\u00f5em a Jesus que mande as pessoas embora, para que cada um compre de comer para si mesmo (Mc 6, 36). O perigo espreita sempre que algu\u00e9m passa a viver, a comprar, a acumular para si mesmo, ou a querer salvar-se a si mesmo (Ez 34, 2; Lc 12, 21; 23, 35. 37. 39; Rm 14, 7; 2 Cor 5, 15). O contraponto de Jesus \u00e9 exemplar: n\u00e3o mandar embora, n\u00e3o comprar cada um para si, mas acolher, dar, condividir. Bem vistas as coisas, n\u00e3o se trata mesmo de uma \u00abmultiplica\u00e7\u00e3o\u00bb dos p\u00e3es. Trata-se de uma \u00abdivis\u00e3o\u00bb dos p\u00e3es. A li\u00e7\u00e3o de Jesus n\u00e3o \u00e9 aumentar a produ\u00e7\u00e3o (l\u00f3gica mercantilista). A li\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 condividir, repartir. Mas tudo come\u00e7a, note-se, naquele \u00absentiu miseric\u00f3rdia\u00bb, sentimento maternal de uma m\u00e3e que vela carinhosamente pela vida dos seus filhos. Na verdade, aquele \u00absentiu miseric\u00f3rdia\u00bb \u00e9 uma voz nova, livre e soberana que me faz ver a vida de cada ser humano como mais importante do que a minha pr\u00f3pria vida, como \u00e9 para uma m\u00e3e sempre mais importante a vida do beb\u00e9 que traz nas entranhas do que a sua pr\u00f3pria vida. <b>2. A caridade como caminho da Igreja<\/b> A Igreja manifestou-se toda inteira em volta de Cristo pelo v\u00ednculo da caridade, sendo esta \u00abcomo um direito e um dever\u00bb que ela \u00abn\u00e3o pode alienar\u00bb (Decreto Apostolicam actuositatem, do Conc\u00edlio Vaticano II, 8). Toda ela \u00e9 diaconal e alimenta esta sua exig\u00eancia na cultura da f\u00e9 e numa espiritualidade encarnada que a din\u00e2mica paroquial deve fomentar. \u00c9 no dinamismo teologal da comunh\u00e3o que uma par\u00f3quia aut\u00eantica faz olhar os pobres como sacramento de Deus, como Cristologia viva. S\u00f3 as comunidades crist\u00e3s capazes de lavar os p\u00e9s \u00e0s dores do mundo, se tornar\u00e3o comunidades cred\u00edveis e capazes de provocar a sociedade, de interpelar e merecer o respeito, a confian\u00e7a e a admira\u00e7\u00e3o de todos.  Se numa comunidade crist\u00e3 falta o empenho contra a pobreza, contra a desigualdade, contra a injusti\u00e7a, se n\u00e3o se considera o servi\u00e7o da caridade como parte constitutiva da evangeliza\u00e7\u00e3o e da pastoral de toda a comunidade, o servi\u00e7o falha, a evangeliza\u00e7\u00e3o converte-se em palavra vazia, a liturgia converte-se em \u201cculto ao culto\u201d ou \u201cculto ao rito\u201d como express\u00e3o de ego\u00edsmo pseudo religioso.  A vida crist\u00e3, o estilo eclesial, a programa\u00e7\u00e3o pastoral, a pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica e lit\u00fargica encontrar\u00e3o no testemunho de amor e servi\u00e7o o crit\u00e9rio da sua autenticidade e credibilidade. <b>3. Comunidade como sujeito da pastoral social<\/b> Nesta perspectiva importa tornar a comunidade crist\u00e3 o agente principal, de modo que, se ela n\u00e3o se empenha, decidida e sistematicamente, no bem-estar pessoal e comunit\u00e1rio de cada um dos seus membros, nega-se a si pr\u00f3pria e n\u00e3o passar\u00e1 das \u201cac\u00e7\u00f5es pontuais\u201d para o testemunho de uma Igreja realmente comprometida com Jesus Cristo e \u00abperita em humanidade\u00bb. Poder\u00e1 ter muita actividade, muita agita\u00e7\u00e3o social, muitas estruturas e servi\u00e7os, dignos com certeza, mas curtos do ponto de vista crist\u00e3o. Poder\u00e1 \u201cdoutrinar\u201d at\u00e9. Mas n\u00e3o conseguir\u00e1 \u201cpropor\u201d, \u201cconvocar\u201d, \u201cseduzir\u201d, evangelizar. S\u00f3 a f\u00e9 que se faz amor pode ser resposta evangelizadora, capaz de levar os homens a reconhecer e a acolher o Deus verdadeiro revelado em e por Jesus Cristo, mediante o Esp\u00edrito Santo. A alternativa \u00e0 pobreza n\u00e3o \u00e9 a riqueza, mas a comunidade atenta e solid\u00e1ria, que d\u00e1 o peixe mas, sobretudo, ensina a pescar e defende o direito de cada um o poder fazer com dignidade.  <b>4. A verdadeira dimens\u00e3o da pastoral social<\/b> A pastoral social, em obedi\u00eancia aos preceitos de verdadeira justi\u00e7a social e da aut\u00eantica caridade, n\u00e3o pode ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de reduzir a sua interven\u00e7\u00e3o ao mero assistencialismo, dando uma falsa imagem da caridade eclesial. A pastoral social h\u00e1-de praticar a den\u00fancia prof\u00e9tica, fruto da an\u00e1lise cr\u00edtica da realidade e da descoberta das causas da injusti\u00e7a e, ao mesmo tempo, h\u00e1-de praticar o an\u00fancio prof\u00e9tico que oferece caminhos de salva\u00e7\u00e3o. A den\u00fancia sem an\u00fancio conduz ao pessimismo e \u00e0 viol\u00eancia. O an\u00fancio sem den\u00fancia corre o risco de cair na ingenuidade. Uma e outro acompanham o caminho da esperan\u00e7a e s\u00e3o o eixo vertebrador da pastoral social. <b>5. Necessidade permanente de avalia\u00e7\u00e3o<\/b> As comunidades crist\u00e3s t\u00eam de fazer constantemente esta avalia\u00e7\u00e3o. Os respons\u00e1veis por este sector da pastoral n\u00e3o podem converter as institui\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-caritativas em simples organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais de servi\u00e7os sociais. Jo\u00e3o Paulo II chama a aten\u00e7\u00e3o para este perigo quando pede aos leigos que n\u00e3o cedam nunca \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de reduzir as comunidades crist\u00e3s a meras ag\u00eancias sociais. A comunidade crist\u00e3 n\u00e3o pode converter-se numa zelosa gestora, eficiente e barata, dos servi\u00e7os sociais que o Estado, por justi\u00e7a, deveria estender a toda a popula\u00e7\u00e3o, colocando-se numa posi\u00e7\u00e3o de inferioridade quando pede subs\u00eddios ao Estado para fazer o que ele n\u00e3o faz ou cedendo \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de ver a ac\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-caritativa como mera supl\u00eancia da poss\u00edvel incapacidade ou desresponsabilidade da Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. <b>6. S\u00f3 a evangeliza\u00e7\u00e3o nos motiva<\/b> Na Igreja toda a pastoral s\u00f3cio-caritativa deve ser sinal e testemunho da sua ac\u00e7\u00e3o evangelizadora. Se uns sustentam que a contribui\u00e7\u00e3o destas institui\u00e7\u00f5es \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o deve ser impl\u00edcita, isto \u00e9, que a evangeliza\u00e7\u00e3o passa apenas pela ac\u00e7\u00e3o caritativa e social, se outros defendem que sem an\u00fancio expl\u00edcito n\u00e3o h\u00e1 verdadeira evangeliza\u00e7\u00e3o, n\u00f3s entendemos que o an\u00fancio expl\u00edcito do Evangelho tamb\u00e9m \u00e9 caridade. S\u00f3 esta fundamenta a dignidade da pessoa na sua raiz mais profunda, tornando-se a \u00fanica for\u00e7a radicalmente subversiva capaz de transformar a sociedade em comunidade. Por esta raz\u00e3o a pastoral social n\u00e3o esgota o seu trabalho nas ac\u00e7\u00f5es da assist\u00eancia e promo\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 chamada a realizar a an\u00fancio expl\u00edcito do Evangelho como for\u00e7a libertadora e transformadora da ordem social estabelecida. Sem esta orienta\u00e7\u00e3o est\u00e1 a fugir \u00e0 sua raz\u00e3o de ser. <b>7. Os Centros Sociais e seus servidores<\/b> A ac\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-caritativa das comunidades encontra o seu epicentro, em muitas par\u00f3quias, nos Centros Sociais Paroquiais. O nome de \u201cCentro\u201d que damos a esta obra social da Par\u00f3quia evidencia j\u00e1 a sua centralidade. Existem outras Institui\u00e7\u00f5es e Movimentos como as Confer\u00eancias Vicentinas e outras Equipas S\u00f3cio-Caritativas. Parece, por\u00e9m, oportuno reconhecer a fun\u00e7\u00e3o unificadora dos referidos Centros, sem desconsiderar essas outras Institui\u00e7\u00f5es, Movimentos e iniciativas na sua independ\u00eancia e autonomia. O Centro Social prop\u00f5e-se contribuir para a promo\u00e7\u00e3o integral dos membros da comunidade, cooperando com os servi\u00e7os p\u00fablicos competentes ou com as Institui\u00e7\u00f5es Particulares num esp\u00edrito de solidariedade humana, crist\u00e3 e social, mantendo uma diversidade enorme de actividades, sociais, culturais, recreativas, educativas, com crian\u00e7as, jovens, adolescentes, doentes, idosos, migrantes, agricultores&#8230; Como Centro dinamizador da caridade, a par\u00f3quia deve comprometer-se com uma permanente angaria\u00e7\u00e3o de fundos para que o Centro possa responder a outras situa\u00e7\u00f5es de pobreza da comunidade que a Institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o contempla. Este sector ter\u00e1 a sua unidade de custos pr\u00f3prios e independentes para n\u00e3o confundir com a contabilidade completa e oficial a entregar na Seguran\u00e7a Social. <b>7.1. O caracter\u00edstico dos servidores<\/b> N\u00e3o pode ser, por isso, uma estrutura \u00e0 parte da Par\u00f3quia, nem deveria ser dirigida e animada por pessoas que n\u00e3o t\u00eam sensibilidade social, vida e din\u00e2mica eclesial. As pr\u00f3prias pessoas assalariadas a contratar deveriam saber, quando se candidatam, quais os princ\u00edpios que regem a institui\u00e7\u00e3o que v\u00e3o servir. E a entidade que as contrata deve ter a garantia de que as pessoas contratadas v\u00e3o aceitar esses princ\u00edpios. Trata-se de uma institui\u00e7\u00e3o da Par\u00f3quia. Se \u00e9 equiparado \u00e0s Institui\u00e7\u00f5es Particulares de Solidariedade Social, o Centro Social Paroquial tem estatutos pr\u00f3prios e objectivos definidos e aprovados pelo Bispo para responder \u00e0s necessidades da comunidade. Os membros da Direc\u00e7\u00e3o, assim como outros volunt\u00e1rios, testemunhar\u00e3o um servi\u00e7o pautado pela gratuidade e alegria de servir. <b>7.2. O esp\u00edrito que norteia o servi\u00e7o<\/b> Pelo facto de se envolver em ac\u00e7\u00f5es em que o Estado pode e deve, por justi\u00e7a, colaborar, o Centro Social Paroquial \u00e9 respons\u00e1vel, administrativamente, perante a Igreja e perante o Estado. Mas tem, sobretudo, a obriga\u00e7\u00e3o de se avaliar perante a comunidade pelo que faz e n\u00e3o faz e sobre a qualidade dos servi\u00e7os que presta. Ao Estado pode interessar o tecnicismo; \u00e0 Igreja, nos Centros Sociais Paroquiais, mais do que o tecnicismo, interessa a t\u00e9cnica iluminada pelo amor, o modo como se faz para que o outro n\u00e3o sofra, ou sofra menos. Por isso, um Centro Social n\u00e3o pode permitir que a organiza\u00e7\u00e3o mate o esp\u00edrito, que a estrutura reduza as pessoas a n\u00fameros, que o funcionalismo desumanize os servi\u00e7os, que a falta de compet\u00eancia profissional, humana e crist\u00e3, de assalariados e volunt\u00e1rios, o desclassifique na qualidade dos servi\u00e7os que presta e na dimens\u00e3o evangelizadora que possui. <b>7.3. Algumas orienta\u00e7\u00f5es pastorais<\/b> \u2013 Para uma adequa\u00e7\u00e3o a uma nova filosofia social, os Estatutos dos Centros Sociais Paroquiais devem ser renovados tendo, dentro das normas jur\u00eddicas e can\u00f3nicas, um cuidado especial a novos objectivos, \u00e0 conjuga\u00e7\u00e3o de sinergias e \u00e0 rotatividade dos Corpos Gerentes, com mandatos certos e compet\u00eancia dos elementos, dentro daquela corresponsabilidade efectiva que ajude e tranquilize o P\u00e1roco. \u2013 Como ac\u00e7\u00e3o evangelizadora, o P\u00e1roco \u00e9 sempre o Presidente e, sendo express\u00e3o da caridade da Par\u00f3quia, deve ser ele a escolher os restantes membros da Direc\u00e7\u00e3o, ouvindo o Conselho Pastoral ou, na falta deste, o Conselho Econ\u00f3mico. Nesta escolha, deve ser, sempre, equacionado o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o de poderes, o que justifica a n\u00e3o presen\u00e7a de fi\u00e9is empenhados em fun\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou que venham a ser. \u00c9 bom que os crist\u00e3os se empenhem na ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e noutras ac\u00e7\u00f5es dentro do exerc\u00edcio da cidadania em prol das comunidades, mas conv\u00e9m que, quando o fizerem, suspendam a sua perten\u00e7a aos \u00f3rg\u00e3os sociais das Institui\u00e7\u00f5es da Par\u00f3quia para evitar constrangimentos na sua nova ac\u00e7\u00e3o ou mal-entendidos no seio da comunidade. \u2013 A ac\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja deve confrontar-se com os novos desafios e caminhar na fidelidade \u00e0 doutrina do Magist\u00e9rio. Isto exige, cada vez mais, forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 permanente. Da\u00ed que a Arquidiocese se compromete em organizar ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o para as Direc\u00e7\u00f5es dos Centros Sociais dando-lhes capacidade de resposta aos novos desafios e ajudando-os a situar-se numa matriz crist\u00e3. Desde j\u00e1 convocamos para o dia 17 de Maio, proximidades da Solenidade do Corpo de Deus, o primeiro encontro dos \u00d3rg\u00e3os Sociais dos Centros Sociais Paroquiais. <b>8. Conclus\u00e3o<\/b> A caridade aparece nos Evangelhos como o sinal distintivo dos crist\u00e3os. Sabemos que a sua viv\u00eancia \u00e9 obrigat\u00f3ria e nunca a Igreja pode renunciar a este testemunho a partir da vida das pessoas ou das institui\u00e7\u00f5es. O cristianismo ultrapassa o \u00e2mbito dos templos e deve chegar ao quotidiano da humanidade. Ningu\u00e9m desconsidera o caminho percorrido na igualdade das pessoas e no esfor\u00e7o para que a vida de todos seja digna. S\u00f3 que a \u201cfome\u201d persiste e reveste-se de novos nomes. O crist\u00e3o n\u00e3o se contenta com n\u00fameros que parecem justificar um bem-estar generalizado. Sabe e nunca poder\u00e1 esquecer que o \u201cdai-lhes v\u00f3s de comer\u201d \u00e9 uma ordem. Rogo para que a comunidade diocesana aceite o repto. Assim o Natal acontecer\u00e1 sempre. <i>Solenidade de S. Geraldo, 5.12.2007 D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Arcebispo de Braga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[100,144,154,172,199,206,237,246,267,282,314],"class_list":["post-28584","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-advento","tag-concilio-vaticano-ii","tag-crianca","tag-diocese-de-braga","tag-espiritualidade","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-liturgia","tag-natal","tag-pastoral-social","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28584"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28584\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}