{"id":285818,"date":"2023-06-16T10:15:48","date_gmt":"2023-06-16T09:15:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=285818"},"modified":"2023-06-19T14:28:03","modified_gmt":"2023-06-19T13:28:03","slug":"jmj-a-voz-aos-mais-velhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/jmj-a-voz-aos-mais-velhos\/","title":{"rendered":"JMJ. A voz aos mais velhos\u2026"},"content":{"rendered":"<p>Respons\u00e1veis do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>As JMJ Lisboa 2023 s\u00e3o um ponto de chegada. Ser\u00e3o um ponto de partida. At\u00e9 aqui, percorreu-se j\u00e1 um longo caminho. Para refletir sobre os passos dados, nada melhor que ir \u00e0 procura dos respons\u00e1veis pela Pastoral Juvenil em Portugal nos \u00faltimos 40 anos. Devo, em nome da justi\u00e7a, recordar com gratid\u00e3o o P. Victor Feytor Pinto (desde 1975), o P. Manuel Costa Freitas e o Dom Il\u00eddio Leandro (1999-2000), que Deus j\u00e1 chamou a si.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>P. Ad\u00e9rito Barbosa (1985-1990)<\/strong><\/p>\n<p>O P. Ad\u00e9rito Barbosa, dehoniano, hoje a trabalhar no mundo universit\u00e1rio, em Nampula, no norte de Mo\u00e7ambique, come\u00e7ou a investir na Pastoral Juvenil na Madeira. Depois, foi nomeado Diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), cargo que exerceu entre 1985 e 1990, ano em que foi para Espanha fazer o doutoramento, precisamente em Pastoral Juvenil. Esta longa experi\u00eancia e a forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica motivaram-no a escrever v\u00e1rios livros para os jovens. Lembra: \u2018percorri as 20 dioceses do pa\u00eds dando forma\u00e7\u00e3o aos jovens e aos animadores juvenis. Nunca teremos uma profunda pastoral de jovens se n\u00e3o formarmos com qualidade os seus animadores. Temos de caminhar muito. H\u00e1 muita estrada a fazer. Estamos ainda numa fase verde. H\u00e1 que caminhar para a maturidade. Envio sauda\u00e7\u00f5es de \u00c1frica para todos\/as\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>P. Augusto Gon\u00e7alves (1996-1999)<\/strong><\/p>\n<p>O P. Augusto Gon\u00e7alves reanimou o DNPJ em 1996, ap\u00f3s seis anos em hiberna\u00e7\u00e3o. Foi o seu diretor at\u00e9<br \/>\n1999. Partilha: \u2018Para Portugal, a JMJ em Lisboa \u00e9 acontecimento \u00fanico; \u00e9 o chamamento a uma maior aten\u00e7\u00e3o aos jovens, dando-lhes mais protagonismo. Desafia o pa\u00eds a dar-lhes mais valor e aten\u00e7\u00e3o, numa abertura \u00e0 vida, ao trabalho, \u00e0 criatividade e ao seu futuro. Os jovens poder\u00e3o dar \u00e0 Igreja uma face nova. Poder\u00e3o ajudar imenso a construir uma Igreja mais pr\u00f3xima, criativa e renovada. Para a Igreja, esta celebra\u00e7\u00e3o \u00edmpar ajudar\u00e1 a perceber melhor os anseios e as inquieta\u00e7\u00f5es dos jovens com a pedagogia de Deus. Com a vida dos jovens, a Igreja ser\u00e1 a Igreja de Jesus Cristo. Ser\u00e1 esperan\u00e7a no presente, desenvolvendo um di\u00e1logo sereno e din\u00e2mico. Em vez de estar \u00e0 espera dos jovens, a Igreja \u00e9 convidada a meter-se no seu meio, procurando descobrir o caminho que todos precisamos de percorrer. Todos alargaremos os horizontes, daremos mais aten\u00e7\u00e3o aos jovens e seremos todos refer\u00eancia uns para os outros. A Igreja em Portugal vai fazer a sua apresenta\u00e7\u00e3o ao mundo juvenil\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leonel Rocha (2001-2004)<\/strong><\/p>\n<p>D. Il\u00eddio Leandro foi o respons\u00e1vel do DNPJ em 1999 e 2000. Manuel Oliveira de Sousa e Leonel Rocha, leigos com compromissos nos mundos da pol\u00edtica e da educa\u00e7\u00e3o, partilharam a responsabilidade do DNPJ de 2001 a 2004. Diz Leonel Rocha: \u2018Umas Jornadas Mundiais da Juventude s\u00e3o sempre acontecimentos que marcam. Marca a vida do Jovem, que respira universalidade, podendo entender melhor o que \u00e9 ser Cat\u00f3lico; tem a oportunidade de escutar as palavras sempre interpeladoras do Santo Padre; pode refor\u00e7ar as suas mem\u00f3rias de f\u00e9, revendo-se na f\u00e9 de muitos outros jovens. Marca a Igreja, porque toma o pulso ao futuro da Igreja, que s\u00e3o os jovens; porque tem a oportunidade de interpelar o mundo, convocando os jovens para a miss\u00e3o de serem presen\u00e7a de Cristo e Igreja no mundo, no lugar onde vive; marca as Igrejas locais porque reenvia os Jovens para um maior empenho nas suas comunidades. Marca Portugal, porque, desde logo, se trata de um evento mundial, que atrai as aten\u00e7\u00f5es do mundo, no nosso pa\u00eds; marca Portugal porque trar\u00e1 mais um milh\u00e3o de Jovens de todo o mundo e o Santo Padre, que n\u00e3o deixar\u00e1 nenhum portugu\u00eas indiferente. A JMJ 2023 ser\u00e1 um acontecimento especial para todos e, se deixarmos o Esp\u00edrito Santo atuar em n\u00f3s, deixar\u00e1 muitos frutos positivos para o nosso pa\u00eds, para a Igreja e para a juventude\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Manuel Oliveira Sousa (2001-2007)<\/strong><\/p>\n<p>Manuel Oliveira de Sousa, que assumiria o DNPJ por mais alguns anos (at\u00e9 2007), partilha: \u2018A primeira de todas as d\u00e1divas da JMJ Lisboa \u00e9, com a certeza que podemos ter na messe, em que o semeador sai todos os dias para semear, \u00e9 voltar a preparar a terra. Esta JMJ, em contexto de pandemia e p\u00f3s-pandemia, acentuou, exacerbou at\u00e9, aspetos que n\u00e3o s\u00e3o essenciais na \u201cevangeliza\u00e7\u00e3o por dentro\u201d &#8211; afastamento por raz\u00f5es pand\u00e9micas; muita propaganda e pouca comunica\u00e7\u00e3o; muitos pais e av\u00f3s a serem os \u201cprotagonistas\u201d no lugar dos jovens (filhos\/netos &#8211; porque estes t\u00eam outros interesses); muito ru\u00eddo e pouca concentra\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o! Nunca uma JMJ foi t\u00e3o cibern\u00e9tica; digital, \u201csocial media\u201d! Esta JMJ, em Lisboa, fechar-se-\u00e1 sobre si mesma no dia 7. Por isso, a segunda oportunidade, \u00e9 voltar a come\u00e7ar. Voltar \u00e0 viv\u00eancia em comunidade preparando novas lideran\u00e7as, novos planos, novas estrat\u00e9gias, novos agentes, novos protagonistas,\u2026, novos jovens! Nascer de novo!\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>P. Vasco Pedrinho (2007-2008)<\/strong><\/p>\n<p>O P. Vasco Pedrinho assumiu a dire\u00e7\u00e3o do DNPJ em 2007, tendo vivido as JMJ de Sydney, na Austr\u00e1lia, em 2008. Deixaria o cargo, pouco tempo depois, por raz\u00f5es pessoais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>P. Pablo Lima (2009-2011)<\/strong><\/p>\n<p>O P. Pablo Lima seria o diretor do DNPJ de 2009 a 2011, escrevendo agora de Cambridge: \u2018As JMJ s\u00e3o uma das oportunidades mais marcantes que um jovem pode ter na sua vida e na sua caminhada de f\u00e9. Elas permitem uma experi\u00eancia de amizade, fraternidade e internacionalidade e um mergulho na f\u00e9 e na ora\u00e7\u00e3o que escapam \u00e0 experi\u00eancia \u201cparoquial\u201d, no sentido mais pequeno do termo. Podem ser um aut\u00eantico \u201cPentecostes\u201d. Enquanto iniciativa eclesial, elas exigem um esfor\u00e7o log\u00edstico, um investimento de energia e criatividade e um dinamismo pastoral que arrancam as pessoas e comunidades do marasmo habitual. Ao n\u00edvel pessoal, implicam assumir o risco do encontro e do desconhecido que desinstala e abre \u00e0 a\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a divina. Por outro lado, as JMJ s\u00e3o uma experi\u00eancia muito r\u00e1pida e ef\u00e9mera: 5 ou 10 dias ap\u00f3s meses ou anos de prepara\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, \u00e9 absolutamente essencial, para garantir os frutos, que a experi\u00eancia seja organizada e vivida como um ato de f\u00e9 evangelizadora e n\u00e3o apenas como um \u201cgrande evento\u201d e que haja um investimento radical no p\u00f3s-jornadas, sob pena de ser uma atividade efervescente\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>P. Eduardo Novo (2012-2017)<\/strong><\/p>\n<p>O P. Eduardo Novo defende que \u2018possibilitar o encontro, promover a JMJ \u00e9 \u2018permitir aos jovens uma experi\u00eancia de \u2018di\u00e1logo, solidariedade\u2019 e de reflex\u00e3o sobre \u201cdireitos, deveres e valores fundamentais que est\u00e3o na base de um futuro melhor\u2019, como o desejou o n\u00fancio da Santa S\u00e9 em Portugal, D. Ivo Scapolo. O P. Eduardo partilha ainda a experi\u00eancia feliz de D. Jos\u00e9 Ornelas que confessou: \u2018senti a alegria no encontro, fruto da mobiliza\u00e7\u00e3o, em volta da passagem dos s\u00edmbolos nas nossas Dioceses e comunidades. Senti a alegria da partilha de um tempo de gra\u00e7a e de encontro de gera\u00e7\u00f5es. Senti o sil\u00eancio que brada diante do contemplar a Cruz e que nos faz voltar a tudo o que temos guardado no cora\u00e7\u00e3o. Senti a espera e a alegria da chegada. Senti o carinho com que se prepara e acolhe. Senti a vida feita dom e partilhada na f\u00e9 e no encontro. Senti a abertura na articula\u00e7\u00e3o com autoridades, institui\u00e7\u00f5es, processos em curso, n\u00e3o s\u00f3 da log\u00edstica, mas muito mais, de interesse, de motiva\u00e7\u00e3o de pessoas\u2019. Conclui o P. Eduardo: \u2018Porque este dinamismo n\u00e3o pode parar, n\u00e3o podemos voltar como fomos\u2026 n\u00e3o podemos voltar para fazer como faz\u00edamos\u2026 mas renovados e revitalizados com novas for\u00e7as e perspetivas. E, no p\u00f3s JMJ, sejamos capazes de sonhar juntos o encontro de uns com os outros, para que n\u00e3o seja apenas mais um grande evento no meio de tantos, mas que fortale\u00e7a a comunidade no presente do futuro. Espero, com esperan\u00e7a! Que a juventude encontre\u2026o que apressadamente anseia\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>V\u00eam a\u00ed as JMJ Lisboa 2023<\/strong><\/p>\n<p>2017 marca o in\u00edcio de miss\u00e3o do P. Filipe Diniz, o atual respons\u00e1vel pelo DNPJ, a quem coube receber, no Panam\u00e1, a feliz not\u00edcia da atribui\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o das JMJ 2022 a Portugal. E, um ano depois do previsto, tudo est\u00e1 a ser feito para que este evento mundial seja um grande momento de encontro, celebra\u00e7\u00e3o, cultura e festa. Em julho e agosto, todos os caminhos dos jovens cat\u00f3licos v\u00e3o dar a Portugal.<\/p>\n<p><em>Tony Neves, Espiritano, em Roma<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1veis do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-285818","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/285818","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=285818"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/285818\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=285818"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=285818"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=285818"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}