{"id":28580,"date":"2007-12-06T11:00:42","date_gmt":"2007-12-06T11:00:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/06\/150-fotografias-pelo-darfur\/"},"modified":"2007-12-06T11:00:42","modified_gmt":"2007-12-06T11:00:42","slug":"150-fotografias-pelo-darfur","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/150-fotografias-pelo-darfur\/","title":{"rendered":"150 fotografias pelo Darfur"},"content":{"rendered":"<p>Darfur Darfur \u00e9 o retrato do sofrimento no Sud\u00e3o. Uma exposi\u00e7\u00e3o de 150 fotografias que est\u00e1 a correr o mundo. Fotografias dos dramas que sete fot\u00f3grafos testemunharam no local. Nova Iorque, Toronto, Estocolmo e Roterd\u00e3o foram palcos que anteriormente acolheram o trabalho fotogr\u00e1fico. A Gare do Oriente, em Lisboa, \u00e9 at\u00e9 ao dia 9 de Dezembro o local para testemunhar o que as m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas captaram.  Salih Mohmoud Osman, advogado sudan\u00eas, vencedor do Pr\u00e9mio Sakarov recorda que cinco anos ap\u00f3s o in\u00edcio do conflito no Sud\u00e3o, tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o refugiadas, mais de cinco milh\u00f5es de pessoas foram afectadas. O n\u00famero de v\u00edtimas mortais aponta para mais de 500 mil e para a destrui\u00e7\u00e3o de vilas inteiras.   \u201cOs massacres acontecem em frente aos familiares das vitimas\u201d, recorda aquele que no dia a dia trabalha pelos direitos humanos e pela dignidade dos africanos. O vencedor do Pr\u00e9mio Sakarov &#8211; a receber dia 11 em Estrasbougo &#8211; encontra-se em Portugal para, numa iniciativa da Plataforma Por Darfur, chamar a aten\u00e7\u00e3o para o real sofrimento dos sudaneses.   \u201cA Europa tem tamb\u00e9m responsabilidade, n\u00e3o apenas os EUA\u201d, aponta,  acrescentando eu enquanto membros da Comunidade Internacional e enquanto indiv\u00edduos \u201cn\u00e3o podem olhar para o lado e negar o sofrimento\u201d, num pa\u00eds onde reina a \u201cimpunidade e a lei dom\u00e9stica\u201d.  Na Presid\u00eancia da Uni\u00e3o Europeia e ao preparar a Cimeira Europa\/\u00c1frica, que se realiza em Lisboa, nos dias 8 e 9 de Dezembro, Portugal n\u00e3o pode deixar de colocar na agenda a quest\u00e3o do Darfur. \u201cQualquer outra quest\u00e3o ser\u00e1 f\u00fatil. Sem os direitos humanos n\u00e3o haver\u00e1 qualquer outra coopera\u00e7\u00e3o entre Europa e \u00c1frica\u201d, afirma Salih Mohmoud Osman.  A defesa dos direitos humanos e da dignidade humana \u00e9 um dos problemas mais complicados em \u00c1frica. \u201cEsta dignidade \u00e9 inexistente em muitos locais\u201d, mas apesar do risco de vida que corre, sublinha a import\u00e2ncia de conceber os direitos humanos como uma \u201cresponsabilidade moral de todos\u201d.  D. Daniel Adwok, bispo auxiliar do Sud\u00e3o, denuncia o interesse pol\u00edtico, econ\u00f3mico e o dom\u00ednio que o governo do Sud\u00e3o quer. \u201cO governo tem interesse no terreno, por isso ignora o sofrimento das pessoas\u201d, indica. Apenas isto justifica o desinteresse do sofrimento das pessoas.   O Bispo sudan\u00eas deslocou-se tamb\u00e9m a Portugal para denunciar o drama real do refugiados no Darfur. \u201cEnquanto em Nova Iorque ou nas Na\u00e7\u00f5es Unidas se discute esta quest\u00e3o, ningu\u00e9m controla as mil\u00edcias\u201d, acusou.   Helene Caux contou atrav\u00e9s da sua m\u00e1quina fotogr\u00e1fica o sofrimento que testemunhou no Darfur. Esta fot\u00f3grafa quer dar a conhecer \u00e0 Europa e aos pa\u00edses ocidentais que h\u00e1 pessoas no mundo que sofrem todos os dias, \u201cpessoas que viram as suas fam\u00edlias massacradas, bombardeadas e atacadas pelas mil\u00edcias, e vivem em campos nos \u00faltimos cinco anos\u201d, afirma \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.   A fotografia \u00e9 uma linguagem universal e Helena Caux v\u00ea aqui uma forma de transmitir aos pol\u00edticos e ao p\u00fablico em geral uma realidade, que a Comunidade Internacional n\u00e3o tem conseguido resolver. \u201cMas isto n\u00e3o significa que n\u00e3o possamos continuar a falar sobre isto\u201d, pois aponta que o calar e o esquecer \u201cn\u00e3o alertam consci\u00eancias\u201d.   Helene Caux n\u00e3o esquece o que a sua m\u00e1quina fotogr\u00e1fica viu em 2004. Na fronteira do Chade, quando os refugiados do Darfur eram empurrados pelos bombardeamentos e pelos ataques das mil\u00edcias, Helene fotografou duas mulheres apanhadas no meio do ataque.   \u201cO seu rosto mostra uma coragem e uma capacidade para n\u00e3o desistir de qualquer esperan\u00e7a de regressar e retomar as suas vidas\u201d, apesar dos massacres e das suas fam\u00edlias terem sido atacadas, \u201ce mesmo que alguma tenha sido atacada e violada\u201d.   Esta \u00e9 uma das 150 fotografias dispon\u00edveis na exposi\u00e7\u00e3o. Apesar dos traumas por que passaram, Helena Caux recorda a dignidade e a coragem das pessoas no Darfur. Por isso acrescenta que qualquer fotografo ou jornalista que se desloque ao territ\u00f3rio apenas pode \u201cprestar homenagem \u00e0s pessoas atrav\u00e9s das fotografias e texto\u201d.   Mais informa\u00e7\u00f5es em www.pordarfur.org  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Darfur Darfur \u00e9 o retrato do sofrimento no Sud\u00e3o. Uma exposi\u00e7\u00e3o de 150 fotografias que est\u00e1 a correr o mundo. Fotografias dos dramas que sete fot\u00f3grafos testemunharam no local. Nova Iorque, Toronto, Estocolmo e Roterd\u00e3o foram palcos que anteriormente acolheram o trabalho fotogr\u00e1fico. 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