{"id":28529,"date":"2007-12-04T13:20:03","date_gmt":"2007-12-04T13:20:03","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/04\/como-o-pao-de-cada-dia\/"},"modified":"2007-12-04T13:20:03","modified_gmt":"2007-12-04T13:20:03","slug":"como-o-pao-de-cada-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/como-o-pao-de-cada-dia\/","title":{"rendered":"Como o p\u00e3o de cada dia"},"content":{"rendered":"<p>Come\u00e7ou pela caridade, passa pela esperan\u00e7a e tudo leva a crer que nos conduzir\u00e1 proximamente \u00e0 f\u00e9. Bento XVI, na sua segunda Carta ao Povo Crist\u00e3o. Que, como &#8220;enc\u00edclica&#8221; se destina a circular pelas comunidades para ser lida como uma ep\u00edstola de Paulo ou de Pedro aos crist\u00e3os dispersos por diversas igrejas. Tal como Paulo fazia, conhecedor da realidade e da miss\u00e3o da Igreja, Bento XVI fala a este tempo a partir do olhar sobre os acontecimentos convertidos em sinais que precisam ser lidos com a ilumina\u00e7\u00e3o da f\u00e9. E parece-nos de facto muitas vezes que o homem de hoje anda um pouco perturbado com os sinais preponderantes ou que mais se imp\u00f5em nas narrativas de palavras e imagens que constituem sempre refer\u00eancia aos caminhos por onde andamos. E pode dizer-se que estes tempos n\u00e3o s\u00e3o, para muitos, timbra-dos de esperan\u00e7a. H\u00e1 uma s\u00e9rie de esfor\u00e7os e promessas em muitos terrenos que parecem ter fracassado. A fome ainda habita o nosso mundo e o nosso pa\u00eds nas suas m\u00faltiplas formas. Os acordos e tratados, conven\u00e7\u00f5es e cimeiras parecem sugerir-nos um novo tempo de paz parecido com o sonhado por Isa\u00edas. Mas os trope\u00e7os s\u00e3o constantes e a paz perde-se outra vez no horizonte, como ponto min\u00fasculo e inalcan\u00e7\u00e1vel. E por a\u00ed adiante. \u00c9 neste contexto que a esperan\u00e7a ganha uma especial dimens\u00e3o e oportunidade. Tal como a f\u00e9, sua parente \u00edntima que n\u00e3o se define pelo somat\u00f3rio de raz\u00f5es l\u00f3gicas ou filos\u00f3ficas, a esperan\u00e7a n\u00e3o brota como instinto de sa\u00edda de emerg\u00eancia para as crises, ou dum optimismo barato que s\u00f3 v\u00ea meia face do globo, como se a noite n\u00e3o existisse. \u00c9 nesse complexo de luz e sombra que a esperan\u00e7a brota. Com algo desconhecido: &#8220;esse desconhecido &#8211; diz o Papa &#8211; \u00e9 a verdadeira &#8220;esperan\u00e7a&#8221; que nos impele e o facto de nos ser desconhecida \u00e9, ao mesmo tempo, a causa de todas as ansiedades como tamb\u00e9m de todos os impulsos positivos ou destruidores, para o mundo aut\u00eantico e o ser humano verdadeiro.&#8221; Tudo isto tem a ver com Deus. A esperan\u00e7a \u00e9 sobrenatural. Mas o problema \u00e9 que muitos crentes, mesmo crist\u00e3os, em mat\u00e9ria de esperan\u00e7a, ainda que com muita f\u00e9, n\u00e3o v\u00eaem mais longe que os pag\u00e3os porque se refugiam nos seus pr\u00f3prios becos. \u00c9 a novidade dum horizonte desenhado pela reden\u00e7\u00e3o de Jesus que importa proclamar ao mundo de hoje para que se n\u00e3o aprisione nos pr\u00f3prios instrumentos de reden\u00e7\u00e3o. Mesmo com alguns acentos t\u00e9cnicos e teol\u00f3gicos mais \u00e1ridos, esta carta de Bento XVI clarifica o momento que vivemos e o grande depois que \u00e9 a eternidade. Com a esperan\u00e7a colocada de permeio. E algumas propostas concretas de celebrar a vida e a morte e o al\u00e9m, na esperan-\u00e7a\u2026 onde somos salvos. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante pedir a Deus a esperan\u00e7a. Como pedir o p\u00e3o de cada dia. <i>Ant\u00f3nio Rego<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7ou pela caridade, passa pela esperan\u00e7a e tudo leva a crer que nos conduzir\u00e1 proximamente \u00e0 f\u00e9. Bento XVI, na sua segunda Carta ao Povo Crist\u00e3o. Que, como &#8220;enc\u00edclica&#8221; se destina a circular pelas comunidades para ser lida como uma ep\u00edstola de Paulo ou de Pedro aos crist\u00e3os dispersos por diversas igrejas. 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