{"id":28519,"date":"2007-12-03T16:39:15","date_gmt":"2007-12-03T16:39:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/12\/03\/optimismo-na-chegada-dos-novos-catecismos\/"},"modified":"2007-12-03T16:39:15","modified_gmt":"2007-12-03T16:39:15","slug":"optimismo-na-chegada-dos-novos-catecismos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/optimismo-na-chegada-dos-novos-catecismos\/","title":{"rendered":"Optimismo na chegada dos novos catecismos"},"content":{"rendered":"<p>Novas linguagens e a revis\u00e3o do processo de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 est\u00e3o no centro das mudan\u00e7as promovidas pela Igreja Cat\u00f3lica <!--more--> Os novos catecismos e as novas linguagens para o processo de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 estiveram no centro da reflex\u00e3o que pautou as Jornadas Nacionais de Catequistas. A necessidade de forma\u00e7\u00e3o e o cuidado com a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 foram pontos que, recentemente, Bento XVI pediu aos Bispos portugueses, para darem maior destaque. As novas linguagens e o ajuste a uma realidade em constante mudan\u00e7a foram temas imprescind\u00edveis que n\u00e3o passam despercebidos ao clero nem a D. Anacleto Oliveira, Bispo auxiliar de Lisboa, que recorda o desafio lan\u00e7ado pelo Papa, na visita Ad limina. A revis\u00e3o do processo de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 vai no sentido de \u201ccontribuir para a forma\u00e7\u00e3o de verdadeiros crist\u00e3os e fidelizar os catequizandos, depois de um processo de 10 anos de catequese e na sua condi\u00e7\u00e3o de membros da Igreja\u201d.  D. Anacleto n\u00e3o esconde que genericamente, se sente a n\u00edvel nacional o abandono da pr\u00e1tica religiosa de muitos jovens quando terminam o itiner\u00e1rio de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 &#8211; alguns n\u00e3o a t\u00eam mesmo no final dos anos nesse caminho. Este \u00e9 um alerta que \u201cnos preocupa\u201d, mas aponta que n\u00e3o deve ser generalizado pois \u201cconhecemos experi\u00eancias positivas e temos refer\u00eancia de comunidades onde isto se concretiza\u201d.   A preocupa\u00e7\u00e3o central na revis\u00e3o dos catecismos foi fazer dos encontros de catequese \u201cverdadeiras viv\u00eancias de f\u00e9\u201d, explica o Bispo auxiliar. Partindo da experi\u00eancia humana de vida dos adolescentes, da sociedade, do meio ambiente, das ansiedades e necessidades, \u201cquisemos dar uma resposta a essas quest\u00f5es \u00e0 luz da f\u00e9, para que as experi\u00eancias sejam alimentadas pela Palavra de Deus, como uma proposta de interioriza\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o\u201d. No final pretende-se que \u201ceste processo culmine num verdadeiro acto de f\u00e9, expresso na ora\u00e7\u00e3o\u201d, com incid\u00eancias na vida, \u201cresultando no compromisso de vida\u201d. No final de cada tema, faz-se uma s\u00edntese para que \u201cpossam memorizar e servir para a o resto da vida\u201d.   Os novos catecismos est\u00e3o j\u00e1 a ser experimentados nas v\u00e1rias par\u00f3quias. Disso mesmo deram conta \u00e0 reportagem do ECCLESIA os v\u00e1rios catequistas presentes nas Jornadas Nacionais sobre \u00abNovos Catecismos &#8211; Nova Catequese &#8211; Novos Catequistas &#8211; &#8220;Para que acreditem e tenham vida&#8221;\u00bb. A necessidade de constante forma\u00e7\u00e3o para os catequistas foi apontada por alguns que j\u00e1 experimentaram as novas metodologias. As exig\u00eancias s\u00e3o novas, mas para ambas as partes \u2013 catequistas e catequizandos.   Maria Flores, catequista em Santiago do Cac\u00e9m, aponta como principal benef\u00edcio a maior liga\u00e7\u00e3o entre a fam\u00edlia e a catequese. \u201cN\u00e3o estamos isolados da fam\u00edlia. H\u00e1 uma uni\u00e3o, pois \u00e9 essencial o contributo familiar na caminhada da f\u00e9\u201d, explica.  Rui Silva da Cruz, da diocese de Coimbra, aponta que este processo de renova\u00e7\u00e3o da catequese era \u201cnecess\u00e1rio e urgente\u201d, para que se retomassem os efeitos que a forma\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o tem produzido nos \u00faltimos anos\u201d.   Zita Varandas, da diocese de Vila Real, v\u00ea, nos novos catecismos, uma apresenta\u00e7\u00e3o \u201cmais expl\u00edcita\u201d. A renova\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 sempre importante\u201d, para acompanhar \u201cas mudan\u00e7as da sociedade\u201d. Da parte dos seus catequizandos do 10\u00ba ano, d\u00e1 conta de uma maior ades\u00e3o aos novos materiais.  O Pe. H\u00e9lder Fonseca, presente tamb\u00e9m nas jornadas para abordar o tema \u201cCatequese e Transmiss\u00e3o na f\u00e9\u201d aponta que esta forma\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas \u201cuma etapa na transmiss\u00e3o da f\u00e9\u201d, n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica, mas \u00e9 fundamental.   Na sua exposi\u00e7\u00e3o, o sacerdote reflectiu nas dificuldades e desafios que se colocam \u00e0 transmiss\u00e3o da f\u00e9. A transmiss\u00e3o da f\u00e9, relacionada intimamente com a experi\u00eancia pessoal de cada pessoa, concebida a partir da rela\u00e7\u00e3o que tem unicamente com Deus e que, assim sendo apresenta diferentes especificidades mais dif\u00edceis de controlar. A transmiss\u00e3o de algo herdado encontra maiores barreiras, pois \u201co que vale actualmente \u00e9 a novidade e n\u00e3o o que foi herdado\u201d, aponta. Os destinat\u00e1rios, por sua vez, talvez n\u00e3o estejam preparados para \u201ca oferta demasiado densa para a intensidade do momento que querem viver\u201d.   O Pe. H\u00e9lder Fonseca recorda palavras de Bento XVI na Enc\u00edclica Deus Caritas Est quando afirmou que \u201co an\u00fancio ou a transmiss\u00e3o da f\u00e9 n\u00e3o surgem por uma quest\u00e3o \u00e9tica ou ideol\u00f3gica, mas pelo contacto e comunh\u00e3o com Jesus Cristo\u201d. O sacerdote denuncia que a cr\u00edtica que a comunica\u00e7\u00e3o social entendeu como tal, referindo-se \u00e0s palavras do Papa aos bispos portugueses, afirma ser positiva \u201cpois entende a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 como uma necessidade e que n\u00e3o est\u00e1 restrita \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos, como at\u00e9 h\u00e1 algum tempo se via\u201d.   Esta \u00e9 uma cr\u00edtica interna que vai de encontro \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 manifestada. Perante os dados anunciados \u201cdevemos questionar os nossos m\u00e9todos\u201d. O Pe. H\u00e9lder Fonseca volta a frisar que a catequese \u00e9 uma etapa nesse meio, mas s\u00f3 por si \u201c\u00e9 incapaz\u201d.   Cristina S\u00e1 Carvalho, do departamento de Forma\u00e7\u00e3o do Secretariado Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3  reflecte que a revis\u00e3o da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3o \u00e9 um processo que deve incluir as fam\u00edlias, \u201cp\u00f4r em cheque a evangeliza\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia\u201d, pois indica \u201cas fam\u00edlias portuguesas precisam de ajuda\u201d.    A respons\u00e1vel recorda as palavras do Papa, referindo-se \u00e0 necessidade de rever processos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, como uma \u201cchamada de aten\u00e7\u00e3o mas com optimismo\u201d. Se o mundo se altera constantemente \u201cprecisamos de saber trabalhar com criatividade\u201d, aponta. Por isso, recorda as palavras do Papa como um est\u00edmulo.  Cristina S\u00e1 Carvalho denuncia a necessidade de trabalhar melhor o processo de desenvolvimento da f\u00e9 das crian\u00e7as, por isso aponta que para al\u00e9m dos 10 anos de catequese se deveria ter \u201cmais tr\u00eas anos\u201d correspondentes aos anos que antecedem a entrada na escola, onde as crian\u00e7as \u201cj\u00e1 mostram um desejo de Deus que n\u00e3o deveremos perder\u201d.  Sobre os novos espa\u00e7os de transmiss\u00e3o de f\u00e9, a respons\u00e1vel do departamento de forma\u00e7\u00e3o admite que a par\u00f3quia continua a ser um s\u00edtio especial, mas h\u00e1 uma reflex\u00e3o que se est\u00e1 a desenvolver \u201csobretudo nas grandes dioceses\u201d, sobre os espa\u00e7os que as pessoas procuram para celebrar a f\u00e9.   O facto de as comunidades de f\u00e9 estarem a mudar \u201c\u00e9 um incentivo para encontrarmos outras linguagens\u201d. A inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 prop\u00f5e formar, em qualquer idade, pessoas bem estruturadas que possam viver uma vida normal na sociedade, mas \u201cuma vida transformadora, de f\u00e9 e esperan\u00e7a num mundo ca\u00f3tico, mas que pode recuperar\u201d.   Os quatro volumes da adolesc\u00eancia est\u00e3o j\u00e1 finalizados e a ser experimentados. Propostas que Cristina Carvalho indica \u201ctrazerem frescura\u201d, irem ao encontro da \u201cvoca\u00e7\u00e3o do adolescente\u201d e acrescenta ser uma proposta de catequese \u201cmais ampla e profunda\u201d. O primeiro ano est\u00e1 centrado num \u201cdespertar religioso\u201d, uma quest\u00e3o que \u201csent\u00edamos estar em falta\u201d.   Os cinco volumes que faltam v\u00e3o permitir a uma \u201ceduca\u00e7\u00e3o sacramental mais profunda e mais vivida pela crian\u00e7a\u201d \u2013 correspondentes ao segundo e terceiro anos. Na fase de pr\u00e9 adolesc\u00eancia, Cristina Carvalho aponta como prioridade a \u201cestrutura\u00e7\u00e3o do conhecimento da f\u00e9 mas num sentido cr\u00edtico\u201d.   A linguagem foi um dos grandes p\u00f3los de aten\u00e7\u00e3o na prepara\u00e7\u00e3o dos catecismos. As experi\u00eancias est\u00e9ticas, a variedade da linguagem tem um especial destaque e \u201cganham eco entre os catequizandos\u201d. Sobre as metodologias, o n\u00facleo central vai orientar a mensagem, mas s\u00e3o temas que podem ser abordados a partir dos problemas de hoje, pois, segundo Cristina S\u00e1 Carvalho, \u201co desafio do an\u00fancio da f\u00e9 \u00e9 olhar para o mundo e para as dificuldades e transform\u00e1-las em oportunidades\u201d.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas linguagens e a revis\u00e3o do processo de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 est\u00e3o no centro das mudan\u00e7as promovidas pela Igreja Cat\u00f3lica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[120,127,154,174,183,193,206,256,294,327],"class_list":["post-28519","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-crianca","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-de-vila-real","tag-educacao","tag-familia","tag-meio-ambiente","tag-sacramentos","tag-visita-ad-limina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28519","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28519"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28519\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28519"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28519"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28519"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}