{"id":285109,"date":"2023-06-10T09:00:17","date_gmt":"2023-06-10T08:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=285109"},"modified":"2023-06-09T12:17:52","modified_gmt":"2023-06-09T11:17:52","slug":"socorro-o-papa-francisco-anda-a-roubar-as-nossas-maximas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/socorro-o-papa-francisco-anda-a-roubar-as-nossas-maximas\/","title":{"rendered":"Socorro, o Papa Francisco anda a \u201croubar\u201d as nossas m\u00e1ximas"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"font-size: medium;\">Lu\u00edsa Gon\u00e7alves<\/span>, Diocese do Funchal<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-270501 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/luisa-goncalves-funchal.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Por mais do que uma vez j\u00e1 dei comigo a ligar para a coordenadora da Presen\u00e7a Amiga, Movimento Informal de Voluntariado Hospitalar em parceria com SESARAM, a que dedico algumas horas da minha vida, para lhe dizer toda contente: o Santo Padre anda a \u201croubar as nossas ideias\u201d.<\/p>\n<p>Calma! Eu explico. E desde j\u00e1 pe\u00e7o que me perdoem a ousadia das palavras. J\u00e1 por mais do que uma vez, especialmente no que toca \u00e0s mensagens do Dia do Doente, comunidade com que lidamos, o Papa Francisco tem deixado desafios que n\u00f3s volunt\u00e1rias j\u00e1 colocamos em pr\u00e1tica h\u00e1 muito tempo. O \u00faltimo, se bem me lembro, foi afirmar que \u00abO doente \u00e9 sempre mais importante do que a sua doen\u00e7a\u00bb.<\/p>\n<p>Ora, uma das nossas normas basilares \u00e9 precisamente essa. Podemos visitar o mesmo doente vezes sem conta, sem nunca lhe perguntarmos do que padece.<\/p>\n<p>Se o doente quiser partilhar, muito bem. Estamos ali para o escutar, mas se ele entender n\u00e3o o fazer, n\u00f3s respeitamos a sua vontade. O que nos interessa, verdadeiramente, \u00e9 que ele fale &#8211; ou n\u00e3o &#8211; sobre aquilo que quiser, do futebol \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas voltando \u00e0 mensagem, o Papa dizia tamb\u00e9m que \u00abqualquer abordagem terap\u00eautica n\u00e3o pode prescindir da escuta do paciente, da sua hist\u00f3ria, das suas ansiedades, dos seus medos\u00bb. Isso sim \u00e9 para n\u00f3s, e julgo que para o pr\u00f3prio doente, o que realmente importa.<\/p>\n<p>Claro que, se no meio da conversa, ele desabafa sobre o que tem e o preocupa, sentimos que fica mais aliviado a ponto de muitos at\u00e9 nos brindarem com um sorriso, que nos faz \u201cganhar\u201d o dia.<\/p>\n<p>Mas o Papa foi ainda mais longe. Come\u00e7o a achar que gosta mesmo de nos mostrar o quanto estamos certas. Na sua mensagem, desta vez para o Dia das Comunica\u00e7\u00f5es, Francisco, voltou a fazer das suas. Disse o Papa que \u00e9 preciso \u00abFalar com o cora\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>E aqui est\u00e1 a ess\u00eancia de todo o nosso voluntariado: Trabalhamos, leia-se falamos, com o cora\u00e7\u00e3o junto dos doentes, idosos e seus familiares.<\/p>\n<p>E o Papa explica ainda que \u00abfoi o cora\u00e7\u00e3o que nos moveu para ir, ver e escutar, e \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o que nos move para uma comunica\u00e7\u00e3o aberta e acolhedora\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00e3o podia estar mais de acordo com o Santo Padre e aqui falo de voluntariado e tamb\u00e9m de meios de comunica\u00e7\u00e3o. Neste tempo em que vivemos \u00e9 fundamental, como o Santo Padre diz, \u00abn\u00e3o ter medo de proclamar a verdade, por vezes inc\u00f3moda, mas de o fazer sem amor, sem cora\u00e7\u00e3o\u00bb. <strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>E quando o Papa diz que \u00abBasta amar bem para dizer bem\u00bb, eu atrevo-me a acrescentar que basta amar bem para fazer o bem. Para nos empenharmos na ajuda ao irm\u00e3o que sofre, seja qual for a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O importante mesmo, e l\u00e1 vem outra das m\u00e1ximas da Presen\u00e7a Amiga, \u00e9 que \u201cem momentos de sofrimento todos tenham o carinho e o amor de algu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Da mesma forma, os leitores e ouvintes merecem meios de comunica\u00e7\u00e3o que lhes digam a verdade, com rigor e isen\u00e7\u00e3o. Afinal, somos aquilo que comunicamos.<\/p>\n<p>Um esfor\u00e7o contracorrente, num tempo em que, dia sim dia sim senhor, aparecem \u201cjornalistas\u201d, especialmente nas redes sociais, que fazem o trabalho do verdadeiro jornalista parecer uma brincadeira, quando na verdade \u00e9 algo de muito s\u00e9rio.<\/p>\n<p>A mim, que sou dos velhos tempos isto custa-me! E custa-me ver tamb\u00e9m que o Facebook e afins s\u00e3o hoje as fontes de muitos dos \u2018novos\u2019 e \u2018velhos\u2019 jornalistas.<\/p>\n<p>\u00c9 do g\u00e9nero: se est\u00e1 \u201cnas redes\u201d \u00e9 porque \u00e9 verdade. Ent\u00e3o n\u00e3o se confirma nada. Nada mais f\u00e1cil que copiar e colar e pasmem-se, noticia feita.<\/p>\n<p>Claro que depois aparecem not\u00edcias sobre Ferraris acidentados na Madeira, quando a coisa se deu no Brasil, s\u00f3 porque havia uma concentra\u00e7\u00e3o da marca na ilha e na foto apareciam umas \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Naquilo a que alguns chamam a era jur\u00e1ssica, havia fontes de carne e osso e tinham de ser bem cuidadas para continuar a produzir os melhores frutos, que \u00e9 como quem diz a nos dar as melhores not\u00edcias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, havia lugar ao contradit\u00f3rio, sob pena das pe\u00e7as ficarem \u2018penduradas\u2019 \u00e0 espera do mesmo e ningu\u00e9m era condenado antes de ser julgado\u2026<\/p>\n<p>Mas o imediatismo de querer dar a not\u00edcia primeiro que o vizinho do lado, est\u00e1-nos a roubar a ess\u00eancia da profiss\u00e3o e o nosso terceiro lugar como pilar de qualquer sociedade, h\u00e1 muito que passou \u00e0 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Sei que tudo tem de evoluir e jornalismo tamb\u00e9m. Mas se alteraram as leis e normas que nos regem, por amor \u00e0 santa, algu\u00e9m que me diga, para n\u00e3o andar para aqui mais 33 anos enganada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00edsa Gon\u00e7alves, Diocese do Funchal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":270501,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-285109","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/285109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=285109"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/285109\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/270501"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=285109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=285109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=285109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}