{"id":28432,"date":"2007-11-28T12:07:38","date_gmt":"2007-11-28T12:07:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/11\/28\/centros-sociais-instrumentos-de-comunhao\/"},"modified":"2007-11-28T12:07:38","modified_gmt":"2007-11-28T12:07:38","slug":"centros-sociais-instrumentos-de-comunhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/centros-sociais-instrumentos-de-comunhao\/","title":{"rendered":"Centros Sociais &#8211; Instrumentos de Comunh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Portugal assistiu nos \u00faltimos dias a um coro, oriundo de sectores variados, onde muitos pareciam exultar por aquilo que apelidavam de \u201crecado\u201d do Papa aos Bispos Portugueses. N\u00e3o ouso afirmar que se tratava de algo orquestrado e manobrado. Vi, por\u00e9m, um certo regozijo por parte de alguns int\u00e9rpretes dum discurso que, assim o acredito, n\u00e3o foi lida na \u00edntegra nem situado no seu contexto. Os Bispos de Portugal foram a Roma para ouvir a Palavra do Papa como algo norteador das op\u00e7\u00f5es pastorais. A\u00ed experimentamos um carinho acolhedor deslumbrante, ouvimos a certeza da ac\u00e7\u00e3o de \u201cgra\u00e7as a Cristo Senhor pela grande miseric\u00f3rdia que Deus usou para com a Igreja peregrina em Portugal, atrav\u00e9s de numerosas iniciativas por v\u00f3s tomadas nos anos imediatos\u201d. E, como n\u00e3o podia deixar de ser, acolhemos uma interpela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o encerra novidade mas convida a novidades. Gostaria de reler convosco este est\u00edmulo, situando-o no seu contexto: \u201cA palavra de ordem era, e \u00e9, construir caminhos de comunh\u00e3o. \u00c9 preciso mudar o estilo de organiza\u00e7\u00e3o da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja aos ritmo do Conc\u00edlio Vaticano II\u2026,\u201d Daqui poderemos e deveremos extrair diversas orienta\u00e7\u00f5es pastorais que confirmam as op\u00e7\u00f5es delineadas nos \u00faltimos anos e nos motivam para novas apostas. Temos uma \u201cpalavra de ordem\u201d e, como tal, n\u00e3o podemos duvidar nem apegarmo-nos a outros crit\u00e9rios: trata-se de \u201cconstruir caminhos de comunh\u00e3o\u201d. O Papa sublinha que \u201cera e \u00e9\u201d. Com isto est\u00e1 a reconhecer que h\u00e1 um projecto realizado mas, ainda, inacabado, ou seja, com valor e com permanente actualidade. No nosso caso concreto, o S\u00ednodo Diocesano, realizado entre 1994-1997, falou-nos da Par\u00f3quia em renova\u00e7\u00e3o e, para isso, da comunh\u00e3o e responsabilidade. Comprometemo-nos em dar vida aos Conselhos Econ\u00f3micos (Arquidiocesano e Paroquiais) e aos Conselhos Pastorais (tamb\u00e9m Arquidiocesano e Paroquiais). Gostaria de saber se existem em todas as comunidades e como funcionam. Da sua operacionalidade e funcionalidade, como \u201cformas de integra\u00e7\u00e3o na comunidade\u201d, s\u00f3 cada um poder\u00e1 aquilatar. Por tudo quanto afirmei, devo reconhecer que se trata dum \u201crecado\u201d do papa para algumas comunidades que ainda n\u00e3o decidiram assumir este \u201cestilo de organiza\u00e7\u00e3o\u201d. Seria, por\u00e9m, injusto se n\u00e3o reconhecesse muito caminho andado. Da\u00ed que a mudan\u00e7a de mentalidade continuar\u00e1 a questionar sacerdotes e leigos. Uma coisa \u00e9 certa: a minha alegria n\u00e3o est\u00e1 nas poss\u00edveis atitudes clericais nem no excesso de zelo de alguns leigos que autoritariamente pretendem ocupar lugares, impedindo uma corresponsabilidade comunit\u00e1ria. \u201cO estilo de organiza\u00e7\u00e3o da comunidade eclesial\u201d n\u00e3o \u00e9 o clericalismo &#8211; aplicado a sacerdotes e leigos \u2013 mas uma comunh\u00e3o org\u00e2nica, express\u00e3o dum povo de Deus que caminha na reparti\u00e7\u00e3o de tarefas, na confian\u00e7a m\u00fatua e no respeito pelo ordenamento can\u00f3nico. A necessidade de \u201cconstruir caminhos de comunh\u00e3o\u201d impele-nos para um conhecimento da realidade que permita a den\u00fancia das injusti\u00e7as e uma interven\u00e7\u00e3o de resposta a problemas sociais. Aqui situo a import\u00e2ncia dos Centros Sociais Paroquiais. Quando servem, como testemunho de caridade crist\u00e3, para um amor universal que privilegia os mais pobres, atrav\u00e9s duma aut\u00eantica corresponsabilidade onde os leigos exercitam um voluntariado competente, livre e respons\u00e1vel, estamos dentro da miss\u00e3o da Igreja. Quando aparecem ou se pretende que apare\u00e7am como espa\u00e7os de poder de alguns ou inger\u00eancia pol\u00edtica, para que as respostas sociais estejam ou pare\u00e7am estar dadas, pode acontecer que urja repensar a sua exist\u00eancia ou funcionamento. Valem se s\u00e3o express\u00e3o de uma caridade e permitem que o Amor seja testemunhado como linguagem que mostra Deus. Fomos pioneiros no passado e hoje continuamos ou deve continuar a ser peritos em humanidade. O Santo Padre, na senda do conc\u00edlio, ao apontar a \u201crota certa a seguir\u201d, ou seja, uma eclesiologia de comunh\u00e3o, como aten\u00e7\u00e3o aos mais necessitados e estilo de funcionamento, na gest\u00e3o e na qualidade dos servi\u00e7os, situa-os na miss\u00e3o da Igreja e recorda que como tal n\u00e3o devem \u201cfalar deles ou das pessoas\u201d mas de Deus. (Esta certeza est\u00e1 a exigir muita revis\u00e3o e mudan\u00e7a de crit\u00e9rios). S\u00e3o parte integrante da comunidade paroquial, participam no Conselho Pastoral para integrar a sua miss\u00e3o na tarefa evangelizadora e mostram um voluntariado din\u00e2mico, desinteressado e sem ambi\u00e7\u00f5es pessoais de qualquer ordem. Os trabalhos deste Conselho Presbiteral devem integrar-se neste desejo de continuar a percorrer caminhos de comunh\u00e3o na estrutura, no funcionamento e na qualidade dos servi\u00e7os dos Centros Sociais Paroquiais. N\u00e3o devemos temer a correc\u00e7\u00e3o de comportamentos nem hesitar em apontar orienta\u00e7\u00f5es para o futuro.  Que a colabora\u00e7\u00e3o de todos, no di\u00e1logo, produza frutos para as comunidades eclesiais. <i>D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugal assistiu nos \u00faltimos dias a um coro, oriundo de sectores variados, onde muitos pareciam exultar por aquilo que apelidavam de \u201crecado\u201d do Papa aos Bispos Portugueses. N\u00e3o ouso afirmar que se tratava de algo orquestrado e manobrado. 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