{"id":284094,"date":"2023-05-31T11:52:47","date_gmt":"2023-05-31T10:52:47","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=284094"},"modified":"2023-05-31T11:52:47","modified_gmt":"2023-05-31T10:52:47","slug":"a-cruz-escondida-235","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-235\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>A luta de um sacerdote para resgatar as raparigas crist\u00e3s raptadas<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/paquistao-crianca.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-284098 alignnone\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/paquistao-crianca.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/paquistao-crianca.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/paquistao-crianca-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/paquistao-crianca-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/paquistao-crianca-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/paquistao-crianca-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>N\u00e3o baixar os bra\u00e7os<\/h4>\n<p>O rapto de jovens raparigas e mulheres crist\u00e3s no Paquist\u00e3o \u00e9 um drama que parece n\u00e3o ter fim. A Funda\u00e7\u00e3o AIS tem uma exposi\u00e7\u00e3o sobre este tema em \u00c9vora e o Pe. Emmanuel Yousaf, director da Comiss\u00e3o Cat\u00f3lica Justi\u00e7a e Paz, garante que este \u00e9 um problema que se tem vindo a agravar de dia para dia, mas a Igreja promete n\u00e3o baixar os bra\u00e7os\u2026<\/p>\n<p>No Paquist\u00e3o, as minorias religiosas est\u00e3o seriamente desprotegidas e isso comprova-se com o problema, s\u00e9rio e delicado, dos raptos de jovens raparigas crist\u00e3s e hindus. A Funda\u00e7\u00e3o AIS tem uma exposi\u00e7\u00e3o sobre este tema em \u00c9vora, na Igreja de Santa Clara, que foi inaugurada h\u00e1 duas semanas pelo Arcebispo de Lahore. Na ocasi\u00e3o, D. Sebastian Shaw disse, a prop\u00f3sito \u201cdeste grande problema\u201d, que \u201c\u00e9 muito perigoso ser crist\u00e3o no Paquist\u00e3o\u201d nos dias de hoje. S\u00e3o muitos os que na Igreja alertam para esta situa\u00e7\u00e3o. O Pe. Emmanuel Yousaf, respons\u00e1vel pela Comiss\u00e3o Cat\u00f3lica Justi\u00e7a e Paz do Paquist\u00e3o, tem sido uma dessas vozes e, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, garante que a press\u00e3o sobre os Crist\u00e3os se faz sentir essencialmente por parte de elementos mais radicais da comunidade mu\u00e7ulmana nas prov\u00edncias de Sindh e do Punjab. O problema tem uma gravidade acrescida pelo facto de existirem leis que n\u00e3o s\u00e3o respeitadas e que deveriam proteger dos casamentos for\u00e7ados as jovens menores de idade. \u00a0\u201cA press\u00e3o vem da sociedade paquistanesa e do lado mu\u00e7ulmano. Eles exercem press\u00e3o sobre as fam\u00edlias e as raparigas\u201d, explica o sacerdote que se tem notabilizado na den\u00fancia destas situa\u00e7\u00f5es. \u201cAt\u00e9 os advogados t\u00eam medo de lidar com esses casos, e o mesmo acontece com os ju\u00edzes\u201d, explica ainda o Pe. Yousaf. Os mu\u00e7ulmanos radicais s\u00e3o, na verdade, uma pequena minoria no Paquist\u00e3o, mas t\u00eam muita influ\u00eancia. \u201cTenho muitos amigos mu\u00e7ulmanos, mas eles s\u00e3o a maioria silenciosa, esse \u00e9 o problema\u201d, diz o sacerdote \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS, sublinhando que o problema n\u00e3o se restringe aos raptos das raparigas e jovens mulheres das minorias religiosas, mas tamb\u00e9m incide nas acusa\u00e7\u00f5es de blasf\u00e9mia.<\/p>\n<h4>Sil\u00eancio dos inocentes<\/h4>\n<p>Qualquer difama\u00e7\u00e3o do Isl\u00e3o ou do Profeta Maom\u00e9 \u00e9 visto como uma ofensa pun\u00edvel at\u00e9 com a pena de morte e muitas vezes t\u00eam sucedidos falsas acusa\u00e7\u00f5es como ajuste de contas ou conflitos de terras. Sempre que o alvo da acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 um crist\u00e3o, diz o Pe. Yousaf, \u00e9 comum os mu\u00e7ulmanos que vivem na regi\u00e3o atacarem a sua comunidade. \u201cEles v\u00eam e saqueiam as casas e p\u00f5em fogo \u00e0 igreja\u201d, diz. O problema, acrescenta o sacerdote, n\u00e3o est\u00e1 na lei em si, mas \u201cno abuso\u201d que se tem vindo a fazer desta legisla\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil saber-se o n\u00famero exacto dos raptos de raparigas e de convers\u00f5es for\u00e7adas no Paquist\u00e3o. Muitos destes casos nunca s\u00e3o conhecidos, e o medo e o estigma que envolvem estas situa\u00e7\u00f5es ajudam a compreender o sil\u00eancio das fam\u00edlias. Tanto a quest\u00e3o do rapto de raparigas e mulheres crist\u00e3s como a utiliza\u00e7\u00e3o abusiva da lei da blasf\u00e9mia s\u00e3o duas situa\u00e7\u00f5es que ajudam a explicar a enorme press\u00e3o que se faz sentir sobre a pequena comunidade crist\u00e3 no Paquist\u00e3o, que n\u00e3o ultrapassa os 2% da popula\u00e7\u00e3o. Tudo isto faz parte do retrato deste pa\u00eds onde h\u00e1 muito ainda a fazer no que diz respeito \u00e0 liberdade religiosa e ajuda a perceber tamb\u00e9m a import\u00e2ncia da ajuda \u00e0 Igreja de institui\u00e7\u00f5es como a Funda\u00e7\u00e3o AIS. O trabalho estreito entre a funda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia e a Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz do Paquist\u00e3o tem permitido, por exemplo, custear as despesas judiciais das fam\u00edlias cujas raparigas foram raptadas ou lan\u00e7ar projectos educativos sobre a tem\u00e1tica dos direitos humanos. \u201cEstou grato \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. Tem sido um grande apoio para n\u00f3s, pois quando temos de ir a tribunal \u00e9 tudo muito dispendioso. Mas vamos continuar a lutar por estas pobres raparigas\u201d, disse o Pe. Yousaf, acrescentando que, apesar das limita\u00e7\u00f5es dos meios, das dificuldades na defesa dos Crist\u00e3os, \u201cpequenos milagres\u201d continuam a acontecer\u2026 Algumas das hist\u00f3rias destas mulheres e jovens est\u00e3o agora presentes em \u00c9vora, na Igreja de Santa Clara. Todas elas pedem justi\u00e7a. Pedem, pelo menos, para que os seus apelos n\u00e3o sejam ignorados. Isso, pelo menos isso, est\u00e1 nas nossas m\u00e3os\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A luta de um sacerdote para resgatar as raparigas crist\u00e3s raptadas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-284094","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/284094","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=284094"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/284094\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=284094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=284094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=284094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}