{"id":28377,"date":"2007-11-26T12:24:29","date_gmt":"2007-11-26T12:24:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/11\/26\/cuidar-dos-doentes-de-sida\/"},"modified":"2007-11-26T12:24:29","modified_gmt":"2007-11-26T12:24:29","slug":"cuidar-dos-doentes-de-sida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cuidar-dos-doentes-de-sida\/","title":{"rendered":"Cuidar dos doentes de Sida"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de Dezembro <!--more--> <U>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de Dezembro<\/u>  1. N\u00fameros de uma trag\u00e9dia S\u00f3 em 2007, segundo n\u00fameros de Novembro passado, o v\u00edrus da SIDA levou \u00e0 morte dois milh\u00f5es de doentes, em todo o mundo, tendo infectado mais 2,5 milh\u00f5es de pessoas. O n\u00famero de infectados em todo o mundo ascende, segundo dados do mesmo m\u00eas, a 32 milh\u00f5es de pessoas. \u00c1frica \u00e9 o continente mais atingido, com 22,5 milh\u00f5es de doentes. S\u00e3o n\u00fameros tr\u00e1gicos, sobretudo por se tratar de uma doen\u00e7a incur\u00e1vel. Os n\u00fameros, por\u00e9m, podem esconder a trag\u00e9dia maior: o sofrimento imenso que lhes est\u00e1 subjacente, quer dos doentes, quer dos seus familiares e amigos \u2013 dor, exclus\u00e3o social, orfandade, fam\u00edlias destru\u00eddas, comunidades inteiras fragilizadas e incapazes de acorrer \u00e0s necessidades dos seus. Mais ainda quando se toma consci\u00eancia de que o maior n\u00famero de infectados vive em pa\u00edses pobres, tantas vezes devastados por guerras, sofrendo outras epidemias, fragilizados pela fome&#8230; E, por isso, n\u00e3o t\u00eam acesso nem mesmo aos cuidados mais b\u00e1sicos, capazes de atenuar o seu sofrimento e aumentar a esperan\u00e7a e qualidade de vida.  2. As mulheres e as crian\u00e7as Nos pa\u00edses mais atingidos pela SIDA, as maiores v\u00edtimas acabam por ser as mulheres e as crian\u00e7as. As mulheres porque, muitas vezes, ficam vi\u00favas, com muitos filhos e sem meios de subsist\u00eancia \u2013 e, tantas vezes, tamb\u00e9m j\u00e1 infectadas pelo v\u00edrus. As crian\u00e7as porque, em grande n\u00famero, ficam \u00f3rf\u00e3s de pai e m\u00e3e e, em n\u00e3o poucos casos, nascem tamb\u00e9m elas infectadas pelo VIH. Com frequ\u00eancia, abandonadas \u00e0 sua sorte ou acolhidas em orfanatos sem as m\u00ednimas condi\u00e7\u00f5es, encontram-se desprovidas dos mais elementares meios de subsist\u00eancia e quase sempre com uma esperan\u00e7a de vida muito limitada. E \u00e9 quando se come\u00e7a a considerar casos assim, com rosto e nome e sonhos e pesadelos, que a enorme destrui\u00e7\u00e3o humana, familiar e social provocada pela SIDA ganha a sua verdadeira dimens\u00e3o, tantas vezes escondida pela frieza dos n\u00fameros.  3. Sociedade atenta aos doentes de SIDA Perante a dimens\u00e3o da trag\u00e9dia provocada pelo VIH, e tendo em conta a sua incid\u00eancia em pa\u00edses pobres, \u00e9 desej\u00e1vel que a comunidade internacional assuma os seus deveres para com os mais desfavorecidos. Assim acontece com o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o VIH\/SIDA (ONUSIDA). Mas n\u00e3o \u00e9 menos importante que a preocupa\u00e7\u00e3o e solicitude por estes doentes e seus familiares se manifeste localmente: os poderes p\u00fablicos nacionais e locais, as estruturas sociais interm\u00e9dias e as pessoas, individualmente, devem agir, cada um segundo os pr\u00f3prios meios e deveres, no sentido de que esta solicitude seja real e eficaz. Importa tornar os medicamentes acess\u00edveis aos doentes, desenvolver campanhas de preven\u00e7\u00e3o adequadas, combater as discrimina\u00e7\u00f5es&#8230; h\u00e1 um mundo de tarefas a assumir. Infelizmente, em muitos casos, tudo se resume \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria de preservativos, que, como \u00e9 cada vez mais evidente, pouco resolve porque n\u00e3o leva a mudar comportamentos, antes ajuda a perpetu\u00e1-los, e cria uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a com resultados inevit\u00e1veis: os n\u00fameros n\u00e3o deixam de aumentar, apesar de todas as campanhas sobre \u00absexo seguro\u00bb. E o mais estranho \u00e9 verificar como grande parte dos intervenientes nestas campanhas, perante o seu fracasso, ou consideram apenas a necessidade de as intensificar, ou procuram \u00abbodes expiat\u00f3rios\u00bb, sendo a Igreja Cat\u00f3lica o alvo preferencial \u2013 simplesmente porque se recusa a \u00abvender\u00bb o preservativo como panaceia para todos os males.  4. A miss\u00e3o da Igreja Como noutras trag\u00e9dias humanas, a Igreja aparece aqui na linha da frente. Dados do ONUSIDA mostram que mais de 26% de todas as institui\u00e7\u00f5es ligadas ao tratamento dos doentes de SIDA s\u00e3o iniciativa da Igreja Cat\u00f3lica; esta presen\u00e7a faz-se sentir sobretudo nos pa\u00edses mais pobres, onde as Igrejas locais, atrav\u00e9s das par\u00f3quias, da Caritas e das Miss\u00f5es, realizam um imenso trabalho de bem fazer, acolhendo e tratando os doentes, e levando aux\u00edlio aos seus familiares. Deste modo, e atrav\u00e9s de iniciativas concretas, a Igreja testemunha a estes doentes e seus familiares o amor de Deus para com todos e a sua proximidade particular junto dos que sofrem. E, ao mesmo tempo, continua a propor modos de vida alternativos, contribuindo para mudar comportamentos directamente relacionados com a propaga\u00e7\u00e3o do VIH. Tais modos de vida, embora n\u00e3o coincidam com aquilo que o mundo quer ouvir, s\u00e3o verdadeiramente humanos e humanizadores e, portanto, os mais eficazes na luta contra o implac\u00e1vel avan\u00e7o desta doen\u00e7a mortal.  <i>Elias Couto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de Dezembro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[101,154,206,261,266],"class_list":["post-28377","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-africa","tag-crianca","tag-familia","tag-missoes","tag-nacoes-unidas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28377"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28377\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}