{"id":283479,"date":"2023-05-28T09:30:58","date_gmt":"2023-05-28T08:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=283479"},"modified":"2023-05-25T12:55:34","modified_gmt":"2023-05-25T11:55:34","slug":"escutismo-temos-de-estar-tambem-no-tempo-e-e-ser-relevantes-para-aquilo-que-o-jovem-encontra-na-sua-vida-ivo-faria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/escutismo-temos-de-estar-tambem-no-tempo-e-e-ser-relevantes-para-aquilo-que-o-jovem-encontra-na-sua-vida-ivo-faria\/","title":{"rendered":"Escutismo: \u00abTemos de estar tamb\u00e9m no tempo e e ser relevantes para aquilo que o jovem encontra na sua vida\u00bb &#8211; Ivo Faria"},"content":{"rendered":"<p><em>Dois dias de de festa para celebrar 100 anos de exist\u00eancia. O Corpo Nacional de Escutas est\u00e1 a celebrar o seu centen\u00e1rio e o seu chefe nacional \u00e9 o convidado desta semana da Renascen\u00e7a e da Ag\u00eancia Ecclesia<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_283481\" aria-describedby=\"caption-attachment-283481\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151835_316.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-283481 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151835_316.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1440\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151835_316.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151835_316-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151835_316-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151835_316-768x576.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151835_316-1536x1152.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-283481\" class=\"wp-caption-text\">Foto: RR\/Henrique Cunha<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por Henrique Cunha (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Como \u00e9 que caracteriza o momento atual do escutismo em Portugal? Qual \u00e9 a realidade quanto ao n\u00famero de associados?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>O CNE tem vindo a crescer desde que sa\u00edmos da realidade da pandemia que nos retirou 7 a 8% do efetivo sucessivamente. Remos vindo sempre a crescer. Este ano foi um ano em que entraram 10 mil escuteiros novos, que \u00e9 algo in\u00e9dito na nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Recuperaram as perdas da pandemia? <\/em><\/p>\n<p>Quase. Estamos a 500 ou 600 escuteiros de voltar ao n\u00famero que t\u00ednhamos em 2019.<\/p>\n<p>E isto \u00e9 sinal de que o dinamismo, a aposta que se fez em tentar desafiarmos um pouco a forma de fazermos tudo isto, para n\u00e3o fecharmos, para n\u00e3o pararmos, para n\u00e3o interrompermos a liga\u00e7\u00e3o com os pais, e com as crian\u00e7as e com os jovens, tamb\u00e9m colheu frutos. E estes frutos \u00e9 este redobrado n\u00edvel de confian\u00e7a que a sociedade portuguesa continua a depositar em n\u00f3s. Infelizmente, tamb\u00e9m vivemos com algumas associa\u00e7\u00f5es que se dedicavam a trabalhar com os jovens e que fecharam. E, obviamente pode haver aqui algum efeito de transfer\u00eancia. O nosso efetivo est\u00e1 a recuperar de forma muito impressionante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Al\u00e9m da pandemia que afetou toda a gente h\u00e1 uma quest\u00e3o espec\u00edfica, no caso da Igreja Cat\u00f3lica, que tem a ver com a crise dos abusos de menores que t\u00eam estado a dominar a agenda medi\u00e1tica. Isso tamb\u00e9m influenciou muito a atividade e a participa\u00e7\u00e3o no movimento Escutista?<\/em><\/p>\n<p>Nos tempos mais recentes, diria que n\u00e3o. N\u00f3s j\u00e1 temos h\u00e1 mais de 10 anos a funcionar uma estrutura que tenta prevenir e identificar situa\u00e7\u00f5es e reagir a elas relacionadas n\u00e3o s\u00f3 com abusos sexuais, mas com todas as outras situa\u00e7\u00f5es que possam p\u00f4r em quest\u00e3o a seguran\u00e7a das crian\u00e7as e jovens. E toda essa estrutura, obviamente, tem vindo a ganhar cada vez mais for\u00e7a e inicialmente com documentos de base com a nossa pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens. Depois, mais tarde, com o manual de boas pr\u00e1ticas, come\u00e7amos a intensificar a forma\u00e7\u00e3o, torn\u00e1mo-la obrigat\u00f3ria n\u00e3o s\u00f3 para os novos volunt\u00e1rios, mas tamb\u00e9m para aqueles que j\u00e1 est\u00e3o no ativo.\u00a0E agora mesmo estamos a iniciar tamb\u00e9m forma\u00e7\u00e3o, a desenvolver ferramentas pedag\u00f3gicas para que as pr\u00f3prias crian\u00e7as e os jovens possam ser tamb\u00e9m parte muito ativa, quer na sensibiliza\u00e7\u00e3o para coisas que podem acontecer e que n\u00e3o \u00e9 suposto acontecerem, quer para nos reportarem as situa\u00e7\u00f5es o mais rapidamente poss\u00edvel, quer para eles pr\u00f3prios se sentirem mais seguros nas rela\u00e7\u00f5es que estabelecem uns com os outros.<\/p>\n<p>A par de tudo isto, uma linha de reporte que j\u00e1 foi criada em 2019 e que nos ajuda a lidar com as situa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o sendo reportadas para poder tamb\u00e9m substanciar as coisas e deixar referidas em arquivo e apoiar, obviamente, em primeiro lugar na ajuda que temos de dar \u00e0s v\u00edtimas. Em segundo lugar a impedir que os alegados agressores continuem a ter contato com crian\u00e7as e jovens. E em terceiro lugar, a gerir toda a parte disciplinar, que tamb\u00e9m \u00e9 importante, quer de forma interna, quer de forma externa, com a colabora\u00e7\u00e3o com as autoridades judiciais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Essa linha foi muito solicitada desde 2019 at\u00e9 agora?<\/em><\/p>\n<p>N\u00f3s somos tamb\u00e9m a primeira institui\u00e7\u00e3o em Portugal que tenhamos conhecimento a reportar publicamente os resultados dessa linha de reporte. Nestes \u00faltimos tr\u00eas anos, houve um ano que foi um dos anos da pandemia em que n\u00e3o tivemos nenhum reporte. E no acumulado dos outros tr\u00eas, tivemos cerca de 25-30 reportes, n\u00e3o todos relacionados com abusos sexuais. E dos que t\u00eam essa caracteriza\u00e7\u00e3o relacionada com abusos sexuais felizmente, diria, h\u00e1 os casos que temos e que foram todos tratados. S\u00e3o casos que n\u00e3o t\u00eam a moldura de abuso mais gravosa que n\u00f3s podemos \u00e0s vezes imaginar. Mas ainda assim \u00e9 bastante nefasta para o desenvolvimento da crian\u00e7a e do jovem, mas n\u00e3o envolveu necessariamente contato f\u00edsico. Estamos a falar mais ao n\u00edvel de ass\u00e9dio e de outras situa\u00e7\u00f5es similares.\u00a0Claro que olhamos para elas com toda a seriedade, independentemente do n\u00edvel de gravidade que tenham. N\u00f3s sabemos que estas situa\u00e7\u00f5es deixam marcas profundas<\/p>\n<p>nas v\u00edtimas. Temos de trabalhar todos os dias para evitar que elas aconte\u00e7am. Mas quando infelizmente acontecem, temos de saber lidar com elas com alguma rapidez.<\/p>\n<p>Temos de apoiar a v\u00edtima, temos de afastar os agressores e temos que obviamente, criar condi\u00e7\u00f5es para que elas no futuro n\u00e3o tenham repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>E essas foram as principais li\u00e7\u00f5es que ficaram deste momento delicado?<\/em><\/p>\n<p>Sim, eu adicionaria que, para al\u00e9m disso, n\u00f3s temos vindo a colaborar tamb\u00e9m j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, com outras institui\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m se dedicam exatamente ao mesmo tipo de foco. Trabalhando com crian\u00e7as e com jovens, trabalhando do ponto de vista pedag\u00f3gico, tamb\u00e9m t\u00eam mecanismos e instrumentos semelhantes aos nossos.\u00a0E tamb\u00e9m acho que a li\u00e7\u00e3o que aprendemos aqui foi que \u00e9 preciso intensificar este sentido de corpo de parceria com outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00f3s, se calhar, estamos um pouco mais adiantados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que ser\u00e1 a tend\u00eancia geral das institui\u00e7\u00f5es da Igreja Cat\u00f3lica portuguesa, nestes temas. E, portanto, estamos bastante dispon\u00edveis para colaborar, partilhar recursos, ferramentas, forma\u00e7\u00f5es, instrumentos, a nossa estrutura toda de reporte, o comit\u00e9 de \u00e9tica e tudo mais que temos, mas, claro, tamb\u00e9m temos sempre \u00e1reas para desenvolver para melhorar. E \u00e9 muito importante n\u00f3s irmos percebendo e dialogando com todos quantos trabalham com estas realidades para podermos continuar a fazer caminho. Temos neste momento um projeto a correr com os nossos irm\u00e3os, Escuteiros de Espanha, a Associa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica cong\u00e9nere da nossa, precisamente, para os ajudar a eles a trabalhar mais de perto a realidade da forma\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios, e em conjunto trabalharmos n\u00f3s e eles em algo que n\u00f3s, como dizia, h\u00e1 pouco, estamos a tentar intensificar que \u00e9 a pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o dos mais novos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_283485\" aria-describedby=\"caption-attachment-283485\" style=\"width: 195px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151919_711.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-283485\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151919_711-195x260.jpg\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151919_711-195x260.jpg 195w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151919_711-768x1024.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151919_711-300x400.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151919_711-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151919_711.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 195px) 100vw, 195px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-283485\" class=\"wp-caption-text\">Foto: RR\/Henrique Cunha<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Como \u00e9 que avalia a intera\u00e7\u00e3o coopera\u00e7\u00e3o com as outras institui\u00e7\u00f5es da Igreja? A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa publicou uma nota a respeito do centen\u00e1rio, destacando a identidade cat\u00f3lica do movimento. Como \u00e9 que olha para esta mensagem?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Acho que a mensagem que a Confer\u00eancia nos dedicou \u00e9 uma mensagem que \u00e9 relevante, que agradecemos bastante. Estamos muito reconhecidos por este sentido, tamb\u00e9m de perten\u00e7a e de reconhecimento desta mesma perten\u00e7a por parte da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. Claro, n\u00f3s somos sempre exigentes. Os jovens s\u00e3o muito irreverentes por natureza. A mensagem que n\u00f3s recebemos, sublinha aspetos que j\u00e1 tinham sido referidos na mensagem que recebemos h\u00e1 10 anos, por ocasi\u00e3o dos nossos 90 anos. N\u00f3s estamos sempre \u00e0 espera de receber algo mais, algo que v\u00e1 mais para diante, que nos desafie a pensarmos um pouco mais al\u00e9m e a continuarmos a crescer e a desenvolver novas fronteiras para a evangeliza\u00e7\u00e3o, para podermos trabalhar junto dos jovens, quer aqueles que s\u00e3o cat\u00f3licos e que tamb\u00e9m precisam de evangeliza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m para podermos trabalhar novas fronteiras e tentarmos ser movimento de facto de fronteira e que traga jovens novos para esta realidade cat\u00f3lica portuguesa. A mensagem, em si, deixa-nos muitas pistas para n\u00f3s podermos desafiar-nos e preenchermos, digamos assim, os espa\u00e7os, as entrelinhas que nos deixaram em aberto para que n\u00f3s possamos continuar o caminho que temos vindo a fazer. E desenvolver ainda mais o escutismo como sendo esta excelente forma de ajudar os jovens a crescer, a sentirem-se integrados e a serem melhores cidad\u00e3os no contexto da evangeliza\u00e7\u00e3o e do Evangelho que n\u00f3s trabalhamos todos os dias, com eles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Olhando para esse futuro que de certa forma j\u00e1 estamos a viver.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Estamos numa sociedade que \u00e9 cada vez mais tecnol\u00f3gica e com rela\u00e7\u00f5es humanas cada vez mais digitalizadas. Onde \u00e9 que est\u00e1 o segredo de propostas, escutista que continua a cativar tantas pessoas? A liga\u00e7\u00e3o com a natureza e o esp\u00edrito de grupo s\u00e3o fundamentais para esse sucesso? <\/em><\/p>\n<p>Eu acho que sim. S\u00e3o de facto dois elementos importantes, muito importantes. O facto de o escutismo proporcionar experi\u00eancias aos jovens de estarem num ambiente seguro &#8211; como diz\u00edamos h\u00e1 bocado &#8211; mas um ambiente mais descontra\u00eddo; a gente costuma dizer assim, numa linguagem mais t\u00e9cnica que trabalhamos na educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o formal.\u00a0O que quer dizer que \u00e9 o pr\u00f3prio jovem o principal motor do crescimento e do desenvolvimento que trabalham em pequenos grupos, sentem-se responsabilizados por aquilo que decidem fazer. S\u00e3o eles que escolhem o caminho deles.<\/p>\n<p>S\u00e3o eles que decidem por onde v\u00e3o, o que querem fazer, quando querem fazer e para onde v\u00e3o fazer as suas atividades, com que causas se v\u00e3o comprometer.<\/p>\n<p>E eu acho que estes elementos s\u00e3o elementos que aglutinam os jovens em torno de algo que eles percebem. Somos n\u00f3s que queremos fazer isto e eu acho que esse continua a ser um dos segredos do escutismo ao longo destes \u00faltimos 100 anos. Por outro lado, como diziam h\u00e1 pouco; o envolvimento com a natureza, o envolvimento com a comunidade em que o jovem se movimenta permite-lhe ter um campo de atua\u00e7\u00e3o em que ele, no espa\u00e7o natural f\u00edsico, consegue, se calhar, dar azo \u00e0 sua imagina\u00e7\u00e3o de outra maneira. Mas n\u00e3o podemos descurar tamb\u00e9m estas tecnologias todas que v\u00e3o surgindo desde as redes sociais e os ChatGPT, e tudo isso que vai surgindo, s\u00e3o ferramentas \u00fateis que os jovens v\u00e3o aproveitar de certeza no seu futuro, na sua vida estudantil e profissional e o escutismo n\u00e3o \u00e9 alheio a isso.\u00a0N\u00f3s temos de estar tamb\u00e9m no tempo e temos de ser relevantes para aquilo que o jovem encontra na sua vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Este \u00e9 um tempo em que vivemos um problema enorme, relacionado com a natalidade. Pergunto-lhe at\u00e9 que ponto a baixa natalidade em Portugal \u00e9 tamb\u00e9m um problema para o escutismo?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A baixa natalidade \u00e9 um desafio de facto, porque a nossa natalidade est\u00e1 continuamente baixa, muito baixa, com uma taxa de reprodu\u00e7\u00e3o da nossa sociedade, da nossa popula\u00e7\u00e3o, abaixo daquilo que seria o desej\u00e1vel para que os dados demogr\u00e1ficos possam estabilizar.<\/p>\n<p>E eu acho que isso nos traz dois desafios fundamentais. O primeiro \u00e9 um desafio de sermos cada vez mais um movimento que est\u00e1 junto do jovem, onde quer que ele esteja. Os jovens portugueses, os jovens da nossa cultura milenar que nasceram, cresceram e vivem em Portugal, mas tamb\u00e9m nos traz o desafio de obviamente, a sociedade portuguesa vai cada vez mais, se n\u00e3o revertermos esta tend\u00eancia demogr\u00e1fica, vai ser cada vez mais espa\u00e7o de acolhimento de outras culturas, de pessoas que v\u00eam de outros pa\u00edses para viver e trabalhar em Portugal e constituir aqui as suas fam\u00edlias ou trazendo as suas fam\u00edlias e as suas crian\u00e7as. E o CNE tamb\u00e9m tem de ser espa\u00e7o que ajuda a integrar estas fam\u00edlias na nossa sociedade portuguesa, nas nossas comunidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E j\u00e1 h\u00e1 jovens escuteiros estrangeiros?<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1. Ainda neste \u00faltimo fim de semana estive no Sul a testemunhar a promessa de novos escuteiros e estava l\u00e1 um escuteiro belga e com a sua irm\u00e3 que j\u00e1 tinha feito a promessa, mas ele fez no domingo e \u00e9 sempre uma alegria. Temos recebido e acolhido os escuteiros da Ucr\u00e2nia tamb\u00e9m que v\u00eam para c\u00e1 viver para o nosso pa\u00eds.\u00a0E j\u00e1 tivemos uma vaga maior de pessoas do Leste ou do Norte de \u00c1frica a virem para Portugal, pa\u00edses lus\u00f3fonos. Todos esses escuteiros s\u00e3o pessoas que n\u00f3s tent\u00e1mos abordar, que n\u00f3s tentamos trazer. Claro que h\u00e1 aqui alguns desafios na parte da integra\u00e7\u00e3o destas crian\u00e7as e destes jovens. N\u00e3o s\u00f3 em termos culturais, em termos religiosos. H\u00e1 um conjunto de dimens\u00f5es que nos trazem algum desafio, mas tamb\u00e9m nos trazem uma riqueza enorme que os beneficia n\u00e3o s\u00f3 a eles na integra\u00e7\u00e3o, mas a todos os outros que j\u00e1 est\u00e3o dentro dos nossos grupos para poderem tamb\u00e9m aprender a viver nesta aldeia cada vez mais global.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_283486\" aria-describedby=\"caption-attachment-283486\" style=\"width: 195px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151924_464.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-283486\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151924_464-195x260.jpg\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151924_464-195x260.jpg 195w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151924_464-768x1024.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151924_464-300x400.jpg 300w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151924_464-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_20230524_151924_464.jpg 1440w\" sizes=\"(max-width: 195px) 100vw, 195px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-283486\" class=\"wp-caption-text\">Foto: RR\/Henrique Cunha<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>O futuro imediato, para al\u00e9m da celebra\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio, est\u00e1 voltado para a Jornada Mundial da Juventude. Esse encontro tem-se constitu\u00eddo uma alavanca na dinamiza\u00e7\u00e3o das atividades do CNE?<\/em><\/p>\n<p>Sem d\u00favida. N\u00f3s temos duas dimens\u00f5es de participa\u00e7\u00e3o na Jornada: a primeira \u00e9 uma dimens\u00e3o vivida pelos jovens que n\u00f3s temos no Movimento Escutista, com idade para poderem ser participantes e usufruir desta alegria contagiante, que vai ser termos tantas centenas de milhares de jovens de todo o mundo no nosso pa\u00eds, espalhados pelas nossas par\u00f3quias e dioceses e depois concentrados em Lisboa. E estamos a fazer um esfor\u00e7o grande de mobiliza\u00e7\u00e3o e de motiva\u00e7\u00e3o aos nossos jovens para uma experi\u00eancia \u00fanica, que ser\u00e1 de acolhimento, mas tamb\u00e9m ser\u00e1 de partilha e de crescimento.<\/p>\n<p>A segunda dimens\u00e3o \u00e9 a dimens\u00e3o do voluntariado. N\u00f3s tamb\u00e9m temos muitos escuteiros com idade para poderem trabalhar na Jornada, colaborando nas v\u00e1rias miss\u00f5es que a Jornada pede e nos oferece. Esta, em si, tamb\u00e9m se divide em duas partes: a primeira, aquela que corresponde \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es que o Comit\u00e9 Organizador nos pede e vamos ter &#8211; entre tantas outras miss\u00f5es que v\u00e3o ter volunt\u00e1rios escuteiros a trabalhar &#8211; toda a \u00e1rea do check-in dos participantes ser\u00e1 assegurada pelo CNE. Outra parte \u00e9 a dimens\u00e3o da oferta celebrativa, quisemos integrar a JMJ nas nossas celebra\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas ou tr\u00eas iniciativas que somos a oferecer, para que jovens de todo o mundo, escuteiros ou n\u00e3o, as possam tamb\u00e9m vivenciar e, com isso, darmos um pequeno toque de Escutismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A JMJ tamb\u00e9m obrigou a alterar o que seria o calend\u00e1rio normal de atividades escutistas em Portugal\u2026<\/em><\/p>\n<p>Com certeza, t\u00ednhamos pensado, h\u00e1 cinco anos, em realizar o nosso acampamento nacional, no ano do centen\u00e1rio, em agosto de 2023. Quando a Jornada Mundial da Juventude foi alterada, em virtude da pandemia, e foi adiada, optamos n\u00f3s por trocar e antecipar o nosso acampamento, para que este ano estiv\u00e9ssemos mais dispon\u00edveis, quer em termos de volunt\u00e1rios, quer em termos tamb\u00e9m da disponibilidade financeira de todos os nossos escuteiros, para poderem participar na Jornada sem outro tipo de distra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O CNE \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o capilar, no territ\u00f3rio nacional. Acredita que o pa\u00eds e a Igreja seriam os mesmos sem este s\u00e9culo de Escutismo cat\u00f3lico, em Portugal?<\/em><\/p>\n<p>Eu diria que n\u00e3o. Acho que o CNE tamb\u00e9m n\u00e3o seria o mesmo se n\u00e3o tivesse nascido e tivesse as suas ra\u00edzes na cidade de Braga e no nosso fundador, D. Manuel Vieira de Matos, que teve, com monsenhor Avelino Gon\u00e7alves, uma vis\u00e3o muito \u00e0 frente do seu tempo, daquilo que poderia ser o escutismo cat\u00f3lico que eles conviveram e viram em a\u00e7\u00e3o na It\u00e1lia, em Roma, a potencialidade que traria para o nosso pa\u00eds. Mas tamb\u00e9m acho que, ao longo destes 100 anos, as centenas de milhares de jovens e de adultos que se dedicaram a crescer no escutismo, e que hoje vivem nas mais variadas miss\u00f5es &#8211; temos, se calhar, escuteiros em todo o lado, \u00e9 muito f\u00e1cil irmos a algum s\u00edtio, cruzarmo-nos com uma pessoa e, ao fim de alguns minutos, a gente perceber que essa pessoa \u00e9 ou foi escuteiro. H\u00e1 marcas que a gente encontra: o sentido de trabalho em equipa, a capacidade de sermos respons\u00e1veis por algumas tarefas, por mais importantes ou o mais simples que possam ser, termos a consci\u00eancia que elas contribuem para o sucesso do todo. Eu diria que o Escutismo, falando numa l\u00f3gica quase pedag\u00f3gica e escolar, acaba por ajudar a formar cidad\u00e3os com compet\u00eancias que completam, de forma muito interessante, aquelas que s\u00e3o as compet\u00eancias mais tecnol\u00f3gicas e cient\u00edficas que a escola hoje oferece. A pr\u00f3pria escola tem vindo a desenvolver-se e hoje tamb\u00e9m j\u00e1 come\u00e7a a olhar para o desenvolvimento de compet\u00eancias n\u00e3o-formais, de forma muito mais incisiva, que \u00e9 algo a que n\u00f3s nos dedicamos ao longo de tantas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Al\u00e9m do olhar sobre o passado, esta celebra\u00e7\u00e3o marca tamb\u00e9m o in\u00edcio, desejando, de um novo s\u00e9culo de escutismo cat\u00f3lico em Portugal. Espera que as vozes das novas gera\u00e7\u00f5es sejam levadas a s\u00e9rio, na constru\u00e7\u00e3o deste futuro?<\/em><\/p>\n<p>Sem d\u00favida, o Escutismo e o Escutismo Cat\u00f3lico Portugu\u00eas s\u00f3 fazem sentido com o envolvimento do jovem e da crian\u00e7a. S\u00e3o eles o principal motor do crescimento, o adulto est\u00e1 aqui &#8211; digo eu- \u00e0s vezes a brincar, mas muito a s\u00e9rio &#8211; para garantir que ele tem condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a para errar, para n\u00e3o acertar \u00e0 primeira, para poder aprender com esses mesmos erros.<\/p>\n<p>Vamos ter agora o culminar, no pr\u00f3ximo m\u00eas de outubro ou novembro, de um Congresso que traz aquilo que s\u00e3o as conclus\u00f5es de s\u00e1bado. Ontem fizemos um f\u00f3rum em Braga, que come\u00e7ou j\u00e1 h\u00e1 alguns meses, desde as bases, de todos os nossos grupos locais: pedimos aos nossos escuteiros, desde o mais novo lobito at\u00e9 ao mais antigo dirigente, que pensassem no futuro do CNE, este CNE do segundo centen\u00e1rio em tr\u00eas dimens\u00f5es e uma adicional, a dimens\u00e3o da sustentabilidade: na dimens\u00e3o das atividades, da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o-formal e tamb\u00e9m na dimens\u00e3o da vida comunit\u00e1ria. E uma quarta, que d\u00e1 espa\u00e7o a que eles possam propor outros desafios que n\u00e3o se encaixem em nenhuma daquelas tr\u00eas. Ontem mesmo juntaram-se centenas de escuteiros a discutir, a propor e a desafiar a nossa associa\u00e7\u00e3o, com tantas ideias sobre estes temas, que n\u00f3s agora vamos colecionar e vamos agrupar, para poder discutir em Congresso, em Coimbra, e com isso encerrar j\u00e1 depois da JMJ, o nosso centen\u00e1rio, pensando precisamente como \u00e9 que vai ser o CNE do segundo centen\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Um dos grandes problemas que vivemos atualmente est\u00e1 relacionado com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e a\u00ed tamb\u00e9m h\u00e1 uma palavra a dar, por parte dos escuteiros? <\/em><\/p>\n<p>Sim, n\u00e3o s\u00f3 o Escutismo portugu\u00eas, o Escutismo a n\u00edvel mundial, defende o cuidar da natureza desde h\u00e1 120 anos, quando tudo isto come\u00e7ou. Portanto, ao longo destas gera\u00e7\u00f5es, ainda bem, a sociedade n\u00e3o s\u00f3 portuguesa, mas internacional, foi ganhando uma cada vez maior consciencializa\u00e7\u00e3o para a necessidade, que todos temos, de cuidar daquilo que \u00e9 de todos, o ambiente, aquilo que nos rodeia, os espa\u00e7os, a \u00e1gua, o mar, os campos, as florestas, toda a natureza na qual n\u00f3s tamb\u00e9m nos inserimos. O Papa Francisco brindou-nos com uma enc\u00edclica brilhante sobre o mesmo assunto [Laudato Si\u2019, 2015] e os escuteiros continuam empenhados nesta constru\u00e7\u00e3o, a fazer cada vez mais para diminuir o desperd\u00edcio, para diminuir o desperd\u00edcio alimentar, para fazer cada vez mais aproveitamento dos nossos recursos e podermos ter condi\u00e7\u00f5es de conforto, sem prejudicar aquilo que seja o futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A n\u00edvel mundial, os respons\u00e1veis do escutismo portugu\u00eas t\u00eam sido chamados a ocupar alguns cargos de relevo. Esse \u00e9 um sinal de reconhecimento pelo percurso que tem sido feito?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 um misto de reconhecimento e, por outro lado, de compromisso tamb\u00e9m dos nossos volunt\u00e1rios com uma causa maior. Quando n\u00f3s abra\u00e7amos miss\u00f5es internacionais, h\u00e1 sempre o levar aquilo que \u00e9 a nossa viv\u00eancia, aquilo que s\u00e3o as nossas experi\u00eancias, aquilo que \u00e9 a compet\u00eancia que as pessoas t\u00eam, mas tamb\u00e9m h\u00e1 o trazer novas realidades, como outros fazem e trabalham os mesmos problemas, os mesmos desafios que n\u00f3s sentimos. Eu acho que ficamos todos a ganhar e \u00e9, de facto, um trabalho de aposta continuada que fazemos, tentar promover a participa\u00e7\u00e3o dos nossos volunt\u00e1rios em encontros internacionais, em grupos de trabalho e que, obviamente, depois v\u00e3o colhendo frutos. Todos os escuteiros est\u00e3o aptos a ter este sentido de colabora\u00e7\u00e3o e de trabalho em equipa. \u00c9 s\u00f3 uma quest\u00e3o, \u00e0s vezes de darmos um pequeno empurr\u00e3o para que para que o escuteiro portugu\u00eas possa colaborar l\u00e1 fora e, com isso, contribuir para o desenvolvimento do Escutismo Internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois dias de de festa para celebrar 100 anos de exist\u00eancia. O Corpo Nacional de Escutas est\u00e1 a celebrar o seu centen\u00e1rio e o seu chefe nacional \u00e9 o convidado desta semana da Renascen\u00e7a e da Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":283481,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[331],"class_list":["post-283479","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-escutismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/283479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=283479"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/283479\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/283481"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=283479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=283479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=283479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}