{"id":28166,"date":"2007-11-15T13:30:54","date_gmt":"2007-11-15T13:30:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/11\/15\/bispos-da-diocese-apresentaram-a-santa-se-retrato-da-igreja-algarvia\/"},"modified":"2007-11-15T13:30:54","modified_gmt":"2007-11-15T13:30:54","slug":"bispos-da-diocese-apresentaram-a-santa-se-retrato-da-igreja-algarvia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispos-da-diocese-apresentaram-a-santa-se-retrato-da-igreja-algarvia\/","title":{"rendered":"Bispos da diocese apresentaram \u00e0 Santa S\u00e9 \u00abretrato\u00bb da Igreja algarvia"},"content":{"rendered":"<p>O Bispo do Algarve e o Bispo Em\u00e9rito da diocese algarvia, respectivamente D. Manuel Neto Quintas e D. Manuel Madureira Dias, integraram a Visita ad Limina realizada, de 3 a 12 deste m\u00eas, pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) \u00e0 Santa S\u00e9.  Logo ap\u00f3s o seu regresso ao Algarve, D. Manuel Quintas referiu-nos que esta sua primeira Visita ad Limina, simultaneamente o primeiro encontro de ambos os Bispos com Bento XVI, n\u00e3o se tratou de uma simples ida a Roma ou apenas de um encontro com o Papa, mas de uma \u201cverdadeira peregrina\u00e7\u00e3o\u201d.  \u201cIsso aconteceu comigo e, por aquilo que pude verificar, com toda a CEP\u201d, testemunhou o Bispo diocesano, que explicou o sentido da Visita ad Limina como \u201cuma peregrina\u00e7\u00e3o a Roma, aos t\u00famulos dos ap\u00f3stolos Pedro e Paulo\u201d, que adquire por isso mesmo um \u201ccar\u00e1cter marcadamente espiritual, de revis\u00e3o de vida pessoal e diocesana\u201d. E se com o Bispo vai toda a diocese, \u201c\u00e9 toda a diocese que deve olhar para si mesma, confrontar-se com a pessoa de Cristo, com o Evangelho e com o modo como aqui no Algarve, est\u00e1 a ser fiel a Cristo e ao Evangelho, a ser sal, luz e fermento\u201d, complementou.  D. Manuel Quintas explicou ainda que o encontro da passada sexta-feira que teve, conjuntamente com D. Manuel Madureira Dias, com o Papa foi \u201cmuito cordial e fraterno\u201d. Apesar do cansa\u00e7o destes encontros pessoais de 15 minutos com cada uma das dioceses, e de termos sido os \u00faltimos a ser recebidos ao fim dessa manh\u00e3, o Papa foi muito atencioso, pr\u00f3ximo, af\u00e1vel e interessado pelas pessoas e tamb\u00e9m pela diocese\u201d, observou. A prova disso, refere D. Manuel Quintas \u201c\u00e9 que antes de falar da diocese, o Papa mostrou interesse em conhecer a origem, o percurso e a situa\u00e7\u00e3o pessoal de cada Bispo. Concretamente de D. Manuel Madureira Dias interessou-se por saber tamb\u00e9m onde residia, as suas limita\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, revelando-se muito agradado pelo modo como, apesar disso, continuava a servir a Igreja em Portugal. No fim da visita, fiquei com a impress\u00e3o de que nos recebeu como se f\u00f4ssemos os \u00fanicos a ser recebidos nesse dia\u201d.  O Bispo do Algarve explicou que o di\u00e1logo, em italiano, teve in\u00edcio a prop\u00f3sito da caracter\u00edstica marcadamente tur\u00edstica da diocese algarvia. \u201cO Papa tem isso bem presente\u201d, referiu D. Manuel Quintas, confirmando que Bento XVI \u201cestava minimamente informado sobre o Algarve, a partir de uma pequena s\u00edntese, feita com base no relat\u00f3rio enviado alguns meses antes\u201d.  O Bispo diocesano afirmou ainda ter explicado ao Santo Padre, que apesar de haver \u201cmuitos baptizados, \u2013 praticamente a maioria e que se dizem cat\u00f3licos \u2013, h\u00e1 no entanto uma percentagem muito baixa de pr\u00e1tica dominical\u201d, o equivalente a apenas \u201c10 por cento dos 400 mil habitantes algarvios, segundo o \u00faltimo censo\u201d.  \u201cIsto \u00e9 de estranhar\u201d, constatou o Bispo diocesano, acrescentando que \u201cn\u00e3o podemos ser seguidores de Cristo apenas de nome, ocasionalmente ou de modo intermitente\u201d. \u201cO ser disc\u00edpulo de Cristo deve ser vivido de modo consciente, em todas as situa\u00e7\u00f5es da vida e alimentado pela participa\u00e7\u00e3o na eucaristia dominical. Quem se diz crist\u00e3o, seguidor de Cristo, deve testemunhar de modo decidido a pr\u00f3pria f\u00e9 e n\u00e3o a reduzir a algo privado, silencioso, sem incid\u00eancia na sua vida e nas suas op\u00e7\u00f5es pessoais e, sobretudo, sem refer\u00eancia \u00e0 comunidade e \u00e0 Eucaristia dominical. Aqueles que se dizem crist\u00e3os devem sentir-se interpelados a viver de uma maneira mais consciente e operativa essa op\u00e7\u00e3o\u201d, complementou D. Manuel Quintas.  O Bispo diocesano explica que falou tamb\u00e9m com Bento XVI sobre \u201cas op\u00e7\u00f5es pastorais que inspiram e norteiam actualmente a vida diocesana\u201d: a Fam\u00edlia, com as dificuldades que lhe s\u00e3o inerentes, no contexto nacional e europeu, e a pouca protec\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o actual\u2026; a dimens\u00e3o s\u00f3cio-caritativa e a pastoral vocacional. No \u00e2mbito desta \u00faltima dimens\u00e3o, D. Manuel Quintas acrescenta que referiu concretamente os dois di\u00e1conos que ir\u00e3o ser ordenados no pr\u00f3ximo domingo, tendo o Santo Padre destacado que, \u201csempre que h\u00e1 ordena\u00e7\u00f5es, \u00e9 motivo de grande alegria para o Bispo da diocese\u201d. D. Manuel Quintas testemunhou ao Papa ser igualmente \u201cuma alegria para toda a Igreja diocesana que tem vivido, acarinhado e rezado pelas voca\u00e7\u00f5es, sentindo-se assim animada a prosseguir nesse mesmo empenho vocacional\u201d.  Bento XVI n\u00e3o adiantou na ocasi\u00e3o qualquer orienta\u00e7\u00e3o concreta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diocese algarvia, at\u00e9 porque, esclarece D. Manuel Quintas, \u201co encontro com o Papa \u00e9 mais de car\u00e1cter fraterno\u201d. N\u00e3o deixou, no entanto, de saudar, na pessoa dos Bispos, toda a diocese e ao expressar a sua proximidade com os Bispos manifestou-a tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o a cada algarvio, a quem aben\u00e7oou e encorajou a viver e a testemunhar a f\u00e9, desejando o maior crescimento, sobretudo de ordem espiritual, \u00e0queles que constituem a Igreja do Algarve\u201d.  \u201cOs aspectos mais concretos \u2013 continuou D. Manuel Quintas \u2013 s\u00e3o tratados nos encontros com os Dicast\u00e9rios Romanos e os Institutos Pontif\u00edcios. Em cada um deles abordam-se os sectores da pastoral que lhes dizem respeito. H\u00e1 oportunidade de esclarecer afirma\u00e7\u00f5es colhidas dos relat\u00f3rios, dialogar sobre op\u00e7\u00f5es pastorais concretas, apontar caminhos de solu\u00e7\u00e3o para algumas quest\u00f5es. \u00c9 a partir destes encontros que depois se tiram conclus\u00f5es e se apontam op\u00e7\u00f5es concretas de ac\u00e7\u00e3o pastoral, algumas delas referidas no discurso conclusivo da Visita, proferido pelo Santo Padre\u201d, referiu o Bispo do Algarve.  D. Manuel Quintas explica o significado pessoal que este encontro teve para si. \u201cComo Bispo senti-me muito encorajado e estimulado\u201d, testemunhou, salientando, ao mesmo tempo, que \u201cgostaria que toda a diocese &#8211; a come\u00e7ar pelos p\u00e1rocos e por aqueles que de forma mais directa com eles colaboram -, se sentisse encorajada em crescer mais como Igreja diocesana, apesar das dificuldades, e em desenvolver mais a dimens\u00e3o da comunh\u00e3o, da fraternidade e da corresponsabilidade e sobretudo em contribuir para que sejamos uma Igreja viva, onde se celebra a f\u00e9 com alegria, se vive e testemunha a esperan\u00e7a e onde n\u00e3o se tem medo, em todas as circunst\u00e2ncias, de fazer com que a f\u00e9 marque e qualifique a pr\u00f3pria vida e determine as pr\u00f3prias op\u00e7\u00f5es, inclusive as de \u00e2mbito social e pol\u00edtico\u201d.  O Bispo diocesano explicou ainda que a altera\u00e7\u00e3o do dia do encontro papal com a diocese algarvia se deveu ao facto do programa do Papa ter sofrido uma altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o prevista: na segunda-feira presidiu a uma Eucaristia, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, pelos Bispos e Cardeais falecidos neste ano. Isso levou a ajustamentos no programa da Visita, que permitiram que o Papa recebesse todos os Bispos antes da audi\u00eancia final o que, inicialmente, n\u00e3o estava contemplado.  Imediatamente antes do encontro com o Papa, Bento XVI cumprimentou alguns sacerdotes acompanhantes dos Bispos, entre os quais o padre M\u00e1rio de Sousa, sacerdote algarvio, a estudar em Roma, e dois presb\u00edteros dehonianos igualmente estudantes naquela cidade, de quem D. Manuel Quintas foi mestre de novi\u00e7os e Superior Provincial.  Depois do encontro pessoal com o Papa, os Bispos Titular e Em\u00e9rito do Algarve voltaram a estar com Bento XVI no dia seguinte, 10 de Novembro, na audi\u00eancia geral com todos os membros da CEP.  Os Bispos portugueses ficaram alojados no Col\u00e9gio Portugu\u00eas, onde ficou D. Manuel Madureira Dias, e na Casa de Santa Marta, dentro do Vaticano, onde habitualmente ficam os Cardeais durante o Conclave, onde ficou D. Manuel Quintas.  O Bispo do Algarve, salientou o bom acolhimento e o bom ambiente que encontraram no Col\u00e9gio Portugu\u00eas. A come\u00e7ar no seu actual reitor e passando por todos os que, neste memento, ali residem deram um contributo fundamental para o desenrolar e bom \u00eaxito desta Visita ad Limina, manifestando a toda a diocese algarvia, o seu testemunho de reconhecimento e gratid\u00e3o.  <b>Papa Bento XVI nunca esteve no Algarve<\/b> A prop\u00f3sito do car\u00e1cter tur\u00edstico da diocese do Algarve, D. Manuel Quintas salientou que o Papa reconheceu o Algarve como \u201cum bom lugar para se passar f\u00e9rias\u201d, at\u00e9 porque se referiu a alem\u00e3es, compatriotas seus, que optam pela regi\u00e3o algarvia para passar f\u00e9rias.  No entanto, Bento XVI confirmou ao Bispo do Algarve nunca ter tido a oportunidade de conhecer esta regi\u00e3o. Apenas visitou Lisboa, F\u00e1tima, Coimbra, Porto e Braga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Bispo do Algarve e o Bispo Em\u00e9rito da diocese algarvia, respectivamente D. Manuel Neto Quintas e D. Manuel Madureira Dias, integraram a Visita ad Limina realizada, de 3 a 12 deste m\u00eas, pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) \u00e0 Santa S\u00e9. Logo ap\u00f3s o seu regresso ao Algarve, D. 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