{"id":281642,"date":"2023-05-10T17:58:09","date_gmt":"2023-05-10T16:58:09","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=281642"},"modified":"2023-05-10T17:58:09","modified_gmt":"2023-05-10T16:58:09","slug":"maria-exemplo-de-vida-para-oas-que-servem-nas-forcas-armadas-e-de-seguranca-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/maria-exemplo-de-vida-para-oas-que-servem-nas-forcas-armadas-e-de-seguranca-de-portugal\/","title":{"rendered":"Maria, exemplo de vida para o(a)s que servem nas For\u00e7as Armadas e de Seguran\u00e7a de Portugal"},"content":{"rendered":"<p><em style=\"font-size: 16px;\">Padre Diamantino Teixeira, Diocese das For\u00e7as Armadas e Seguran\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/virgin-2891805_1280.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-281643 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/virgin-2891805_1280-389x260.jpg\" alt=\"\" width=\"389\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/virgin-2891805_1280-389x260.jpg 389w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/virgin-2891805_1280-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/virgin-2891805_1280-768x514.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/virgin-2891805_1280-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/virgin-2891805_1280.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/><\/a>Uma das personagens incontorn\u00e1veis do novo Testamento, que sempre me fascinou, \u00e9 sem d\u00favida Maria, a m\u00e3e de Jesus. Desde muito pequeno compreendi, que Ela nos coloca diante de seu Filho, e, tal como naquele dia em Cann\u00e3a da Galileia, nos repete: <em>\u201cFazei tudo o que Ele vos disser.\u201d<\/em> (Jo.2,5).<\/p>\n<p>Sabemos muito pouco da sua vida (apenas o que os evangelhos referem e algumas alus\u00f5es nos escritos paulinos), mas esse pouco foi suficiente para que desde muito cedo, os disc\u00edpulos de Jesus, tivessem consci\u00eancia da bemaventurada mulher que Deus havia escolhido para encarnar na vida e na hist\u00f3ria da humanidade. Acreditamos que tudo ter\u00e1 come\u00e7ado no momento em que a mulher de Nazar\u00e9 responde \u00e0 proposta do seu Senhor de forma livre mas decisiva, na simplicidade e na humildade: <em>\u201cEis a serva do Senhor; fa\u00e7a-se em mim segundo a tua palavra!\u201d <\/em>(Lc.1,38). Talvez n\u00e3o tenha compreendido logo todas as coisas, e sobretudo confrontada com as dificuldades da miss\u00e3o, tudo vivia e meditava com o seu cora\u00e7\u00e3o, empenhando-se em ser m\u00e3e, mas mais ainda em ser disc\u00edpula de seu Filho, ardendo-lhe constantemente por dentro a resposta do anjo Gabriel: <em>\u201cPara Deus&#8230; nada \u00e9 imposs\u00edvel.\u201d(Lc.1,37).<\/em><\/p>\n<p><em>No meio Castrense, chamamos por ela como a Senhora do mar, ou do Ar, do Carmo ou das Vit\u00f3rias, e muitas outras invoca\u00e7\u00f5es brotam dos l\u00e1bios de tantos que a t\u00eam como m\u00e3e e por ela clamam em diversas l\u00ednguas. Mas quem \u00e9 esta aos p\u00e9s de quem tantos se acolhem?<\/em><\/p>\n<p>Entre os aspectos da sua vida, destaco alguns que nos podem ajudar a ser mais e melhores disc\u00edpulos, melhores homens ou mulheres, melhores militares ou agentes de seguran\u00e7a, melhores pais ou filhos, melhores cidad\u00e3os, a n\u00e3o termos medo de amar Maria, pois ela n\u00e3o ofusca a entrega do Filho, antes pelo contr\u00e1rio, aponta para o manancial de onde brota a totalidade desse amor. Por tudo isto e muito mais, sempre foi, \u00e9,\u00a0 e ser\u00e1 uma refer\u00eancia para os homens e mulheres que servem nas For\u00e7as Armadas e de Seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Maria \u00e9 uma pessoa aberta \u00e0 ac\u00e7\u00e3o de Deus<\/strong>, ela entende que a sua realiza\u00e7\u00e3o e o seu desenvolvimento dependem do que Deus faz, do que Ele inspira, dependem do que move no nosso cora\u00e7\u00e3o, pelo que, n\u00e3o se pode viver como disc\u00edpulo, sem abrir o cora\u00e7\u00e3o de par em par \u00e0 ac\u00e7\u00e3o de Deus. Ela \u00e9 uma mulher com o cora\u00e7\u00e3o totalmente escancarado ao seu Senhor, disposta a deixar-se conduzir como pequena ovelha \u00e0s pastagens verdejantes do Seu amor.<\/p>\n<p><strong>Maria \u00e9 uma pessoa d\u00f3cil<\/strong>, que desde a anuncia\u00e7\u00e3o&#8230; esse sim dado sem reservas, se mantem fiel, dispon\u00edvel e sintonizada com Deus, pelo que \u00e9 capaz de encontrar o que Ele quer dela, e assumir as consequ\u00eancias desse sim, perante Jos\u00e9 e perante a sociedade do seu tempo, e enfrenta com valentia os ataques, o desprezo dos que n\u00e3o tiveram o mesmo discernimento.<\/p>\n<p>Impressiona-me <strong>Maria&#8230; a serva. <\/strong>\u00c0s vezes, quando exageramos, e lhe colocamos coroas e mantos e todas as preciosidades, \u00e0 maneira das rainhas e princesas deste mundo, esquecemos essa dimens\u00e3o de servidora. Ela \u00e9 uma mulher do povo, n\u00e3o se confina em nenhum pal\u00e1cio, n\u00e3o \u00e9 cortes\u00e3, \u00e9 apenas a menina de Nazar\u00e9, esse lugarejo perdido de onde alguns diziam n\u00e3o poder vir coisa boa. A\u00ed, ela trabalha, revela-se verdadeiramente serva, mostra a sua maneira de ser disc\u00edpula, vemo-lo a cita\u00e7\u00e3o escolhida como lema da JMJ23: <strong><em>\u201cMaria levantou-se e partiu apressadamente\u201d<\/em><\/strong> (Lc.1,39).<\/p>\n<p><strong>Maria \u00e9 a mulher sens\u00edvel ao pr\u00f3ximo, sobretudo aos mais necessitados<\/strong>. Leiam o Magnificat, n\u00e3o \u00e9 por acaso que Lucas coloca esse belo c\u00e2ntico de liberta\u00e7\u00e3o nos l\u00e1bios da m\u00e3e de Jesus, sem d\u00favida, \u00e9 uma mulher que defende os mais desfavorecidos, os que n\u00e3o t\u00eam, proclama um Deus que est\u00e1 sempre a favor dos necessitados, um Deus que rompe as cadeias da escravid\u00e3o. Um c\u00e2ntico assim, s\u00f3 pode brotar dos l\u00e1bios de uma mulher que ajuda firmemente os outros.<\/p>\n<p><strong>Maria \u00e9 construtora de unidade<\/strong>, conciliadora, como ponte que aproxima as comunidades das diferentes margens da vida, construtora de rela\u00e7\u00f5es, que sabe que a \u00fanica maneira de louvar e bendizer a Deus, \u00e9 ser sinal de comunh\u00e3o, por isso ela \u00e9 proclamada a M\u00e3e da Igreja.<\/p>\n<p>Neste tempo, em que \u00e9 importante reconhecer o valor da mulher, rompendo com velhos e teimosos paradigmas patriarcais e machistas, edificando rela\u00e7\u00f5es de equidade entre o masculino e o feminino, vale a pena aproximarmo-nos da personagem, da mulher, da disc\u00edpula de Jesus, a m\u00e3e do Filho de Deus. Ela \u00e9 uma figura muito forte, que muito nos ensina, uma mestra com a qual podemos e devemos aprender. N\u00e3o entendo como muitos a desprezam, talvez porque a n\u00e3o conhe\u00e7am&#8230; tal como h\u00e1 outros que exageram, e deturpam a imagem de Maria, tentando coloc\u00e1-la na Trindade como uma esp\u00e9cie de deusa, quando, na verdade, n\u00f3s apenas adoramos o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito santo, um s\u00f3 Deus e Senhor. Importa por isso, falar de Maria, bem como falar mais das mulheres da B\u00edblia, figuras muito fortes que no meio de tantas contrariedades s\u00e3o firmes, pessoas valiosas que n\u00e3o podem ser silenciadas, que devemos ter presentes na peregrina\u00e7\u00e3o do nosso viver.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Diamantino Teixeira, Diocese das For\u00e7as Armadas e Seguran\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":281644,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-281642","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281642","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=281642"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281642\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/281644"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=281642"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=281642"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=281642"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}