{"id":28144,"date":"2007-11-13T14:01:44","date_gmt":"2007-11-13T14:01:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/11\/13\/envolver-familiares-contrariar-estigma-social\/"},"modified":"2007-11-13T14:01:44","modified_gmt":"2007-11-13T14:01:44","slug":"envolver-familiares-contrariar-estigma-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/envolver-familiares-contrariar-estigma-social\/","title":{"rendered":"Envolver familiares, contrariar estigma social"},"content":{"rendered":"<p>Doentes mentais precisam de respostas integradas para processo que n\u00e3o se reduz a \u00abtratamento m\u00e9dico\u00bb <!--more--> Mais que uma presen\u00e7a, os familiares podem ajudar a contrariar a estigmatiza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a mental na sociedade. Esta \u00e9 uma das grandes conclus\u00f5es do I Encontro Nacional de Associa\u00e7\u00f5es de Fam\u00edlia na \u00e1rea da Sa\u00fade Mental. A psiquiatria n\u00e3o se pode reduzir a tratamento m\u00e9dico\u201d e a interven\u00e7\u00e3o psico social \u00e9 cada vez mais importante, indica a directora da Casa de Sa\u00fade de Barcelos, Isabel Bragan\u00e7a.  A presen\u00e7a deve fazer-se sentir desde o primeiro dia, onde se come\u00e7a a trabalhar o \u201cmodelo para a alta do paciente\u201d, desata a enfermeira \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA. As fam\u00edlias, ou o cuidador privilegiado, t\u00eam de ser os primeiros a aceitar a doen\u00e7a mental como outra doen\u00e7a e fazer com esta realidade passe para o seu ambiente familiar e social.   Apesar este ter sido o primeiro encontro, a reflex\u00e3o sobre o papel das fam\u00edlias na sa\u00fade mental n\u00e3o est\u00e1 no princ\u00edpio. A Casa de Sa\u00fade S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus junto com a Associa\u00e7\u00e3o dos Familiares e Amigos dos Utentes da Casa S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus desenvolver esta reflex\u00e3o que aposta numa estrat\u00e9gia que n\u00e3o \u00e9 nova, pois a proposta do Instituto de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus visa incluir os familiares tanto na abordagem aos utente como no processo de tratamento.  A recente reorganiza\u00e7\u00e3o dos cuidados de sa\u00fade mental relan\u00e7a a pertin\u00eancia \u201cpois sem uma fam\u00edlia sensibilizada para as quest\u00f5es e presente, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel consolidar reformas em curso\u201d.   Recentemente, o governo lan\u00e7ou medidas que visam a protec\u00e7\u00e3o dos direitos humanos das pessoas com problemas de sa\u00fade mental e que chamam a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade da sua integra\u00e7\u00e3o, assegurando o acesso equitativo a cuidados e a aproxima\u00e7\u00e3o destes cuidados \u00e0s pessoas, facilitando a participa\u00e7\u00e3o das comunidades, dos utentes e das fam\u00edlias. Atrav\u00e9s da integra\u00e7\u00e3o dos cuidados de sa\u00fade mental no sistema geral de sa\u00fade, pretende-se facilitar o acesso e a diminuir a institucionaliza\u00e7\u00e3o.  Na perspectiva da casa S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, Isabel Bragan\u00e7a destaca que gostariam de ter as fam\u00edlias mais presentes, estando a trabalhar nesse sentido, em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o.  Nessa conformidade, seguem tamb\u00e9m as grandes linhas de orienta\u00e7\u00e3o para o Plano de Sa\u00fade mental que colocam uma grande t\u00f3nica na sociedade e fam\u00edlia. \u201cSer\u00e1 uma nova era de abordagem ao doente mental\u201d, destaca.  O papel das associa\u00e7\u00f5es n\u00e3o se limita \u00e0 partilha de experi\u00eancias comuns, mas \u00e9 um passo em frente na \u201cajuda entre familiares\u201d, indica Isabel Bragan\u00e7a. Numa fase onde as pessoas estigmatizam o doente mental, a fam\u00edlia \u00e9 central neste quadro. \u201cPoder-se-\u00e3o criar for\u00e7as se houver um esfor\u00e7o e uma abordagem comum\u201d.   A mudan\u00e7a de paradigma dos doentes mentais obriga a um reposicionamento das fam\u00edlias e requer uma resposta efectiva de cuidado. Para as preparar, \u201cas associa\u00e7\u00f5es t\u00eam um papel fundamental\u201d.  Isabel Bragan\u00e7a, enquanto directora da Casa de Barcelos, assume que percebe que os familiares j\u00e1 est\u00e3o despertos para essa necessidade. Mas este trabalho requer continuidade e \u201cque se seleccione as melhores estrat\u00e9gias para passar a mensagem\u201d, aponta, porque acredita que o p\u00f3lo familiar \u00e9 essencial ao ser humano, no geral e n\u00e3o se pode demitir. A directora da casa de Barcelos espera que daqui a uns anos se possa falar das fam\u00edlias \u201ccomo uma pe\u00e7a fundamental neste processo\u201d.   <b>Experi\u00eancia em hospitais p\u00fablicos<\/b> Tamb\u00e9m nos hospitais p\u00fablicos se desenvolvem estrat\u00e9gias de integra\u00e7\u00e3o. Um comunicado enviado \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, d\u00e1 conta que tr\u00eas Hospitais portugueses lan\u00e7aram um programa de integra\u00e7\u00e3o de doentes mentais na sociedade. \u201cEquipas de m\u00e9dicos visitam os doentes em casa para prestar apoio e prevenir reca\u00eddas\u201d, aponta o comunicado. .  O Departamento de Psiquiatria do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, o Servi\u00e7o de Psiquiatria do Hospital Amadora-Sintra e o Servi\u00e7o de Psiquiatria do Hospital S. Teot\u00f3nio, em Viseu, s\u00e3o tr\u00eas servi\u00e7os hospitalares nacionais que desenvolvem esta experi\u00eancia, a partilhar no III Congresso Nacional de Psiquiatria, a decorrer entre 13 e 16 de Novembro.  Tratam-se de programas desenvolvidos por equipas multidisciplinares de m\u00e9dicos que actuam junto da comunidade. Estes programas de integra\u00e7\u00e3o t\u00eam como objectivo diminuir a frequ\u00eancia e a gravidade das reca\u00eddas dos doentes mentais graves, aumentando a sua ades\u00e3o \u00e0 terap\u00eautica atrav\u00e9s de um seguimento mais pr\u00f3ximo.  \u201cEm 2006, fizemos 1.496 visitas a doentes mentais graves. As equipas s\u00e3o constitu\u00eddas por dois m\u00e9dicos, um psic\u00f3logo, uma assistente social, dois enfermeiros, um coordenador de projecto e uma t\u00e9cnica de psicomotricidade\u201d, refere Gra\u00e7a Cardoso, Directora do Servi\u00e7o de Psiquiatria do Hospital Amadora-Sintra.  As actividades terap\u00eauticas desenvolvidas promovem a ades\u00e3o dos doentes \u00e0 sua medica\u00e7\u00e3o, uma maior liga\u00e7\u00e3o \u00e0 equipa comunit\u00e1ria, melhoram as rela\u00e7\u00f5es familiares e permitem a reabilita\u00e7\u00e3o e reintegra\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-ocupacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doentes mentais precisam de respostas integradas para processo que n\u00e3o se reduz a \u00abtratamento m\u00e9dico\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[172,184,189,206],"class_list":["post-28144","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-viseu","tag-direitos-humanos","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28144"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28144\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}