{"id":28098,"date":"2007-11-09T19:17:43","date_gmt":"2007-11-09T19:17:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/11\/09\/natureza-e-etica-desafios-constantes-aos-homem\/"},"modified":"2007-11-09T19:17:43","modified_gmt":"2007-11-09T19:17:43","slug":"natureza-e-etica-desafios-constantes-aos-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/natureza-e-etica-desafios-constantes-aos-homem\/","title":{"rendered":"Natureza e \u00c9tica: desafios constantes aos homem"},"content":{"rendered":"<p>Natureza e \u00e9tica. O que determina o qu\u00ea no comportamento humano. O c\u00e9rebro, o meio, a gen\u00e9tica, a psicologia? Todas. Poder\u00e1 ser uma conclus\u00e3o, apesar de muito simplista.   Sobre esta quest\u00e3o se debru\u00e7aram especialistas numa Confer\u00eancia Nacional que juntou, na Universidade Cat\u00f3lica, em Lisboa, demais interessados em querer aprofundar at\u00e9 que ponto controlam de facto a sua linguagem, as suas op\u00e7\u00f5es.   Alexandre Castro Caldas, numa palestra sobre \u201cComo conceber, hoje, a palavra e a fala\u201d defendeu que a linguagem \u00e9 um dos m\u00e9todos de comunica\u00e7\u00e3o mais divulgados entre as pessoas. H\u00e1 no entanto \u201coutras formas de comunica\u00e7\u00e3o, igualmente importantes\u201d e por isso advertiu para a necessidade de se \u201ccome\u00e7ar a compreender melhor\u201d.    Mas tudo o que o ser humano tem s\u00e3o formas de comunica\u00e7\u00e3o. M\u00edmica, entoa\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica, o pr\u00f3prio significado que se relaciona com a linguagem, \u201cpois comunicamos com tudo, muitas vezes com sentidos ocultos, com met\u00e1foras que n\u00e3o s\u00e3o exactamente as palavras\u201d, e esta actividade regista-se em zonas do c\u00e9rebro, actualmente compreens\u00edveis, e poss\u00edveis de identificar. \u00c9 ainda dif\u00edcil encontrar explica\u00e7\u00e3o para se saber se \u201co c\u00e9rebro funciona porque h\u00e1 qualquer coisa que o faz funcionar, ou se \u00e9 ele pr\u00f3prio que est\u00e1 a produzir o comportamento\u201d.  Alfredo Dinis aponta que dever\u00e1 haver sempre condi\u00e7\u00f5es de possibilidade para que o ser humano possa optar. Nesse sentido \u201co c\u00e9rebro n\u00e3o ir\u00e1 matar a liberdade\u201d, admite.   A \u00e9tica da neuro ciencia permite discutir se \u00e9 \u00e9tico e leg\u00edtimo fazer determinada interven\u00e7\u00e3o neuronal para curar determinada doen\u00e7a ou para melhorar uma compet\u00eancia da pessoa, a intelig\u00eancia ou a mem\u00f3ria por exemplo.   \u201cSe dissermos que todas as ci\u00eancias s\u00e3o autom\u00e1ticas e dependem do automatismo neuronal, ent\u00e3o matamos a liberdade\u201d. Mas a liberdade \u201cn\u00e3o \u00e9 algo abstracto mas algo que se vive nas rela\u00e7\u00f5es inter pessoais e na sociedade\u201d, Alfredo Dinis, entende as escolhas como algo que torne o homem mais humano. \u201cO melhorar a sua intelig\u00eancia n\u00e3o o torna mais humano\u201d, aponta.  E indica que se \u00e9 a liberdade a tornar o homem mais humano, \u201cas escolhas \u00e9ticas da neuro ci\u00eancia ter\u00e3o que ir nesta linha\u201d, no sentido de melhorar as suas rela\u00e7\u00f5es com os outros seres humanos, de se descentrar de si e n\u00e3o querer auto afirmar-se numa rela\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio perante os outros, \u201cporque isto n\u00e3o \u00e9 liberdade\u201d.  A maioria das reac\u00e7\u00f5es do nosso corpo \u201c\u00e9 inconsciente\u201d, indica. Alfredo Dinis. N\u00e3o h\u00e1 consci\u00eancia da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, mas ter essa inconsci\u00eancia permite haver espa\u00e7o para ser livre, pois \u201cn\u00e3o ter\u00edamos tempo nem energia para ter consci\u00eancia de tudo o que acontece em cada mil\u00edmetro do nosso corpo\u201d.   Nesse sentido, o ser humano precisa das condi\u00e7\u00f5es de possibilidade, \u201calgumas conscientes outras inconscientes, para poder tomar as decis\u00f5es conscientes, livres e que tomam o sentido que escolhemos\u201d.   Helena Borba que se centrou na palestra sobre a articula\u00e7\u00e3o da estrutura gen\u00e9tica e o comportamento humano, defende que as pessoas n\u00e3o se resumem \u00e0 gen\u00e9tica ou a qualquer \u00f3rg\u00e3o. \u201cAs pessoas s\u00e3o constitu\u00eddas por genes, mas a pessoa \u00e9 um di\u00e1logo permanente entre os seus genes e as suas circunst\u00e2ncias\u201d, sublinha. A gen\u00e9tica, nesse sentido, \u00e9 apenas um contributo concreto na an\u00e1lise do comportamento humano.   Jos\u00e9 Manuel Curado denuncia o perigo do ser humano perder a sua autonomia, posi h\u00e1 t\u00e9cnicas que \u201cest\u00e3o a mexer com a natureza humana, coisa que h\u00e1 uns tempos consider\u00e1vamos imposs\u00edvel\u201d, afirma, dando o exemplo da biometria.   Os bilhetes de identidade t\u00eam um indicador de biometria, que \u00e9 a impress\u00e3o digital. \u201cNo futuro, em passaportes, em gares, em aeroportos, em portos mar\u00edtimos vamos ter indicadores biom\u00e9tricos que nos podem roubar a nossa individualidade, a nossa subjectividade\u201d, aponta.  Jos\u00e9 Manuel Curado retoma a caracteriza\u00e7\u00e3o humana como um todo. \u201cSomos uma pessoa, que deve ser responsabilizada pelos seus actos inteiros\u201d, indica.  Nesse sentido, \u00e9 redutor atribuir uma responsabilidade aos genes, ou ao meio social, quando ele \u00e9 fruto do todo que \u00e9 o ser humano. \u201cSeria pouco \u00e9tico se procur\u00e1ssemos apenas uma raz\u00e3o\u201d.   Daniel Serr\u00e3o, presente na Confer\u00eancia afirma que n\u00e3o haver\u00e1 conclus\u00f5es definitivas sobre a responsabilidade da pessoa humana nos seus comportamentos. \u201cEstamos sim, a construir um di\u00e1logo entre a Gen\u00e9tica e as Neuro ciencias\u201d.    O problema que se p\u00f5e \u00e9 da auto consci\u00eancia. \u201cAdquirindo essa auto conci\u00eancia,  tenho responsabilidade para decidir eticamente\u201d.  E finaliza dizendo que \u201cna fase actual de reflex\u00e3o sobre esta mat\u00e9ria, esp\u00edrito \u00e9 o nome que sempre se deu ao que hoje designamos por auto consci\u00eancia ou consci\u00eancia de mim pr\u00f3prio. Descubro, o meu esp\u00edrito quando sou capaz de me pronunciar na primeira pessoa\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Natureza e \u00e9tica. O que determina o qu\u00ea no comportamento humano. O c\u00e9rebro, o meio, a gen\u00e9tica, a psicologia? Todas. Poder\u00e1 ser uma conclus\u00e3o, apesar de muito simplista. 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