{"id":28067,"date":"2007-11-08T16:42:09","date_gmt":"2007-11-08T16:42:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/11\/08\/agrupamento-de-s-luis-de-faro-do-cne-cria-projecto-nacional-de-voluntariado\/"},"modified":"2007-11-08T16:42:09","modified_gmt":"2007-11-08T16:42:09","slug":"agrupamento-de-s-luis-de-faro-do-cne-cria-projecto-nacional-de-voluntariado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/agrupamento-de-s-luis-de-faro-do-cne-cria-projecto-nacional-de-voluntariado\/","title":{"rendered":"Agrupamento de S. Lu\u00eds de Faro do CNE cria projecto nacional de voluntariado"},"content":{"rendered":"<p>O Agrupamento 1172 do CNE \u2013 Corpo Nacional de Escutas de S\u00e3o Lu\u00eds de Faro est\u00e1 a preparar um projecto de promo\u00e7\u00e3o do voluntariado que pretende abranger o Pa\u00eds todo e que dever\u00e1 ser apresentado publicamente no pr\u00f3ximo dia 5 de Dezembro, Dia Mundial do Voluntariado, numa confer\u00eancia de imprensa organizada conjuntamente com a AMAL \u2013 Grande \u00c1rea Metropolitana do Algarve e a Globalgarve, entidades que apoiaram aquela iniciativa desde a primeira hora. Em concreto, trata-se de uma plataforma na Internet que futuramente poder\u00e1 ser acedida em www.solidus.pt (da origem do termo solidariedade) e que visa servir de ponto de encontro entre as institui\u00e7\u00f5es necessitadas de volunt\u00e1rios e aqueles agentes que pretendam encontrar quem queira acolher o seu servi\u00e7o. Esta iniciativa foi concretizada ao abrigo de um protocolo formalizado em Dezembro do ano passado entre o Agrupamento de Escutas, a AMAL e a Globalgarve, e que posteriormente motivou a que os dois parceiros institucionais candidatassem o projecto a fundos comunit\u00e1rios no \u00e2mbito da REVOS &#8211; Rede Europeia de Voluntariado Social que visa dotar as administra\u00e7\u00f5es das metodologias apropriadas e ferramentas com vista \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o com organiza\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias no sentido de colmatar as suas necessidades. De in\u00edcio, o Solidus ir\u00e1 desenvolver-se prioritariamente ao n\u00edvel do Algarve, mas dentro de um ano a organiza\u00e7\u00e3o espera ter o projecto alargado a n\u00edvel nacional, contando o Agrupamento do CNE valer-se da estrutura nacional daquele movimento que servir\u00e1 de apoio com as suas 20 estruturas regionais e 1000 estruturas locais (agrupamentos). Conforme explicou \u00e0 FOLHA DO DOMINGO, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cruz, chefe dos Caminheiros (18-21 anos) do Agrupamento 1172 e principal impulsionador desta iniciativa, o projecto contar\u00e1 no Algarve com \u201cum dinamizador para cada concelho\u201d, estando tamb\u00e9m j\u00e1 a ser desenvolvidos contactos para haver igualmente \u201cum dinamizador para cada distrito que por sua vez dever\u00e1 formar uma equipa de pessoas para divulgar o site e angariar as institui\u00e7\u00f5es\u201d em cada regi\u00e3o, existindo j\u00e1 contactos com Lisboa, Coimbra, A\u00e7ores e Madeira. Confirmando a adaptabilidade do projecto ao que possa acontecer no futuro, aquele respons\u00e1vel ressalva que \u201ca estrutura que est\u00e1 criada est\u00e1 feita de forma a funcionar s\u00f3 com o Algarve ou com os 20 distritos\u201d. Presentemente, adianta Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cruz, est\u00e1 j\u00e1 constitu\u00edda a Comiss\u00e3o Executiva, composta por 12 elementos, que depois de nomeada pela direc\u00e7\u00e3o do Agrupamento, ir\u00e1 fazer a gest\u00e3o de todo o projecto. Entre os membros contam-se dirigentes do CNE, n\u00e3o s\u00f3 agrupamento de S\u00e3o Lu\u00eds, mas mais de metade n\u00e3o s\u00e3o escuteiros, at\u00e9 porque \u201ceste \u00e9 um projecto completamente aberto \u00e0 sociedade civil\u201d, como faz quest\u00e3o de frisar aquele respons\u00e1vel. \u201c\u00c9 uma equipa polivalente com pessoas da \u00e1rea financeira, jur\u00eddica, da ac\u00e7\u00e3o social, economia e marketing, oriundas do Algarve e de Lisboa\u201d, complementa aquele dirigente do CNE. Pessoas que oferecem os seus servi\u00e7os de uma forma completamente volunt\u00e1ria e gratuita, n\u00e3o comprometendo o pr\u00f3prio esp\u00edrito do projecto, tamb\u00e9m ele \u201ccompletamente gratuito\u201d.  Por outro lado, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cruz, testemunha j\u00e1 a ades\u00e3o \u00e0 iniciativa de jovens escuteiros de Albufeira, Faro e Olh\u00e3o, mostrando-se tamb\u00e9m confiante que a Junta Regional do Algarve tamb\u00e9m o venha a fazer, assim como as restantes 19 Juntas Regionais do Pa\u00eds.  Procurando explicar a funcionalidade do s\u00edtio, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cruz refere que ambos, institui\u00e7\u00e3o e volunt\u00e1rio, ter\u00e3o de fazer a sua inscri\u00e7\u00e3o na plataforma on line. \u201cO volunt\u00e1rio poder\u00e1 contactar directamente a institui\u00e7\u00e3o e verificar o que \u00e9 que aquela necessita, de acordo com os seus an\u00fancios publicados, e a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o ter\u00e1 tamb\u00e9m acesso \u00e0 base de dados dos volunt\u00e1rios inscritos, de acordo com as suas op\u00e7\u00f5es, podendo fazer pesquisas por sectores (concelhos, especialidades, etc), sendo igualmente poss\u00edvel contactar via e-mail os volunt\u00e1rios\u201d, esclarece. O dirigente do CNE salvaguarda ainda que, por uma quest\u00e3o de \u201cprotec\u00e7\u00e3o de dados\u201d, o volunt\u00e1rio inscrito n\u00e3o saber\u00e1 quem s\u00e3o os restantes volunt\u00e1rios. Segundo aquele respons\u00e1vel, uma das inova\u00e7\u00f5es desta plataforma ser\u00e1 mesmo a possibilidade de publica\u00e7\u00e3o de an\u00fancios por parte das entidades que v\u00e3o recrutar a m\u00e3o-de-obra. \u201cEm vez de apostarmos numa lista de institui\u00e7\u00f5es apostamos em an\u00fancios. Convidamos as institui\u00e7\u00f5es a colocar um an\u00fancio (que desperte a aten\u00e7\u00e3o do volunt\u00e1rio) que ter\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o de acordo com as suas necessidades\u201d, concretiza Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cruz, real\u00e7ando que o objectivo do s\u00edtio \u00e9 que os volunt\u00e1rios encontrem com facilidade aquilo que procuram. No caso dos an\u00fancios, o contacto com os volunt\u00e1rios dever\u00e1 ser feito pela administra\u00e7\u00e3o do Solidus.pt, que reencaminhar\u00e1 a informa\u00e7\u00e3o e os pedidos para os volunt\u00e1rios, seleccionados de acordo com a solicita\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es. As inten\u00e7\u00f5es de registo ou de publica\u00e7\u00e3o de an\u00fancios ter\u00e3o de ser sempre validadas pela administra\u00e7\u00e3o do projecto que garantir\u00e1 assim a inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 do mesmo. Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cruz salienta que este ser\u00e1 o primeiro s\u00edtio de \u00e2mbito nacional e de iniciativa privada. \u201cO que existe est\u00e1 ligado a institutos p\u00fablicos e organismos do Estado, o que por vezes traz alguns problemas por serem projectos sujeitos \u00e0 vontade pol\u00edtica de determinado Governo, condicionante que leva a que tenham mais ou menos desenvolvimento e que, infelizmente, conduz a que alguns dos s\u00edtios acabem mesmo por ficar um pouco parados\u201d. No caso do Solidus, \u201ca ideia surgiu a partir de uma necessidade, no \u00e2mbito do cl\u00e3 (grupo de Caminheiros) do Agrupamento\u201d. \u201cO lema principal da IV sec\u00e7\u00e3o \u00e9 precisamente servir e este \u00e9 por vezes um problema que os jovens encontram: servir, mas onde e com quem?\u201d, constata o chefe escutista, lembrando as dificuldades que encontraram para saber onde \u00e9 que poderiam ser \u00fateis. \u201cSomos defensores da import\u00e2ncia de servir e do servi\u00e7o, mesmo at\u00e9 para o nosso pr\u00f3prio crescimento pessoal, mas de um servi\u00e7o \u00fatil. A necessidade surgiu a partir da\u00ed e pens\u00e1mos da utilidade em haver um s\u00edtio na Internet que facilitasse este ponto de encontro\u201d, justifica. O Solidus.pt ser\u00e1 composto ainda de um espa\u00e7o destinado a testemunhos, galeria de fotos e um f\u00f3rum para troca de experi\u00eancias. Haver\u00e1 ainda informa\u00e7\u00e3o complementar como not\u00edcias sobre voluntariado.  Hugo Costa e Bernardete Spencer, dois dos membros do cl\u00e3 do Agrupamento, respectivamente de 20 anos e 17 anos, testemunharam \u00e0 FOLHA DO DOMINGO o entusiasmo com o desenvolvimento do projecto. \u201cAch\u00e1mos uma boa iniciativa. Logo quando a ideia surgiu fic\u00e1mos um pouco intimidados, mas fomos para a frente\u201d, recorda Hugo Costa.  Bernardete Spencer referiu-se ao empenho dos Caminheiros apesar de se tratar de um \u201cprojecto ambicioso\u201d. \u201cComo o nosso lema \u00e9 servir quer\u00edamos ter mais facilidades em servir e encontrar institui\u00e7\u00f5es onde pud\u00e9ssemos realizar a nossa miss\u00e3o\u201d, justificou. Embora o s\u00edtio na Internet seja a principal caracter\u00edstica deste projecto, o Solidus n\u00e3o se limita apenas a ela. De acordo com Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cruz, a promo\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o na ac\u00e7\u00e3o social ser\u00e1 tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o. \u201cPretendemos organizar alguns cursos tamb\u00e9m, pois sabemos que a forma\u00e7\u00e3o para volunt\u00e1rios \u00e9 feita, mas de uma forma dispersa, sem um modelo consistente ou um plano de forma\u00e7\u00e3o; com as diversas institui\u00e7\u00f5es a fazerem forma\u00e7\u00e3o de coisas completamente diferentes\u201d, considerou, manifestando o desejo de o Agrupamento \u201ccolaborar no sentido de tentar fazer com que o modelo de forma\u00e7\u00e3o seja semelhante e de criar cursos de acordo com as necessidades existentes\u201d.  Por outro lado, os escuteiros da par\u00f3quia de S\u00e3o Lu\u00eds pretendem simultaneamente, numa outra frente, \u201csensibilizar as empresas para o voluntariado\u201d. \u201cQueremos desenvolver esta cultura do voluntariado muito comum e enraizada nos pa\u00edses n\u00f3rdicos e menos nos pa\u00edses do Sul, nomeadamente em Portugal\u201d, explica o dirigente do CNE, garantindo a vontade do Agrupamento de \u201cencontrar caminhos para articular com o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o determinadas ac\u00e7\u00f5es que possam ser poss\u00edveis com os estudantes e jovens\u201d, com vista a que haja um \u201caproveitamento n\u00e3o s\u00f3 dos cidad\u00e3os mais idosos, com mais disponibilidade, mas tamb\u00e9m dos mais jovens, que de uma maneira geral s\u00e3o muito receptivos\u201d. Ao n\u00edvel das parcerias, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cruz destaca ainda a indispens\u00e1vel colabora\u00e7\u00e3o com a diocese do Algarve, com as suas par\u00f3quias que reconhece fazerem \u201cum trabalho na ac\u00e7\u00e3o social bastante importante\u201d e com a Caritas Diocesana.  \u201cEspero que se possa atrav\u00e9s desta ferramenta arranjar pessoas para contribuir nesse trabalho\u201d, confessa.  Em s\u00edntese, aquele respons\u00e1vel testemunha a vontade do Agrupamento 1172 de querer \u201cpassar uma mensagem positiva, de ac\u00e7\u00e3o, de que todos podemos ajudar algu\u00e9m que \u00e0s vezes est\u00e1 bem perto\u201d. Apesar deste ser um projecto ambicioso que ficar\u00e1 sedeado em Faro, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Cruz n\u00e3o teme pelas dificuldades que o mesmo possa trazer ao Agrupamento. \u201cTemos crescido de forma sustentada e o projecto, apesar de ter a cobertura do nosso agrupamento, acaba por ser um pouco aut\u00f3nomo e n\u00e3o vai interferir directamente com o nosso funcionamento\u201d, considera. No dia do lan\u00e7amento, para al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o do Solidus, os Caminheiros ir\u00e3o comemorar o Dia do Voluntariado, tamb\u00e9m com uma ac\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o nas irm\u00e3s Mission\u00e1rias da Caridade, com quem j\u00e1 colaboram com regularidade h\u00e1 2 anos.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Agrupamento 1172 do CNE \u2013 Corpo Nacional de Escutas de S\u00e3o Lu\u00eds de Faro est\u00e1 a preparar um projecto de promo\u00e7\u00e3o do voluntariado que pretende abranger o Pa\u00eds todo e que dever\u00e1 ser apresentado publicamente no pr\u00f3ximo dia 5 de Dezembro, Dia Mundial do Voluntariado, numa confer\u00eancia de imprensa organizada conjuntamente com a AMAL 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