{"id":28061,"date":"2007-11-08T15:31:51","date_gmt":"2007-11-08T15:31:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/11\/08\/a-santidade-como-caminho\/"},"modified":"2007-11-08T15:31:51","modified_gmt":"2007-11-08T15:31:51","slug":"a-santidade-como-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-santidade-como-caminho\/","title":{"rendered":"A Santidade como caminho"},"content":{"rendered":"<p>Discurso do Presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa na Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos. <!--more--> Recordo que a minha participa\u00e7\u00e3o no S\u00ednodo dos Bispos sobre o nosso minist\u00e9rio consistiu numa recorda\u00e7\u00e3o do testemunho de santidade que o Beato Bartolomeu dos M\u00e1rtires nos legou, &#8211; como vida pessoal, pastoral, de compromisso na Igreja diocesana e na renova\u00e7\u00e3o delineada pelo Conc\u00edlio de Trento. Desta interven\u00e7\u00e3o surgiu uma proposi\u00e7\u00e3o que foi acolhida, em maioria absoluta ou quase unanimidade, pela assembleia sinodal. Da\u00ed que a Pastores Gregis nos recorde: &#8220;o minist\u00e9rio de santifica\u00e7\u00e3o do Bispo tem por objectivo a santidade do Povo de Deus, que \u00e9 dom da gra\u00e7a divina e manifesta\u00e7\u00e3o do primado de Deus na vida da Igreja. Por isso, no seu minist\u00e9rio, deve fomentar incansavelmente uma verdadeira e pr\u00f3pria pastoral e pedagogia da santidade, de tal modo que se realize o programa, proposto no cap\u00edtulo quinto da Constitui\u00e7\u00e3o Lumen Gentium, sobre a voca\u00e7\u00e3o universal \u00e0 santidade&#8221;  .  Foi este programa que ele quis, no in\u00edcio do terceiro mil\u00e9nio, propor a toda a Igreja como prioridade pastoral e fruto do grande Jubileu da Encarna\u00e7\u00e3o. \u00c9 que a santidade constitui, ainda hoje, um aut\u00eantico sinal dos tempos, uma prova da verdade do cristianismo que resplandece nos seus melhores expoentes, tanto naqueles que em grande n\u00famero foram elevados \u00e0s honras dos altares, como naqueles &#8211; ainda mais numerosos &#8211; que de forma velada fecundaram e continuam a fecundar a hist\u00f3ria dos homens com a santidade humilde e alegre do quotidiano. Mesmo no nosso tempo, n\u00e3o faltam preciosos testemunhos de santidade, pessoal e comunit\u00e1ria, que constituem um sinal de esperan\u00e7a para todos, inclusive para as novas gera\u00e7\u00f5es. Assim, para fazer despertar o testemunho da santidade, &#8220;exorto os meus Irm\u00e3os Bispos a procurarem identificar e p\u00f4r em evid\u00eancia os sinais da santidade e das virtudes her\u00f3icas que ainda hoje se manifestam, especialmente quando se trata de fi\u00e9is leigos das suas dioceses, em particular c\u00f4njuges crist\u00e3os. No caso em que tal resultasse verdadeiramente conveniente, encorajo-os a promoverem os relativos processos de canoniza\u00e7\u00e3o. Isso poder\u00e1 constituir um sinal de esperan\u00e7a para todos e um motivo de encorajamento, para a caminhada do Povo de Deus, no testemunho que oferece ao mundo sobre a presen\u00e7a permanente da gra\u00e7a no tecido dos acontecimentos humanos.&#8221;   Como povo peregrino, a miss\u00e3o do Bispo passa pela proposta da santidade como voca\u00e7\u00e3o universal. Sabemos que o contexto social e ambiental nos \u00e9 adverso. A hist\u00f3ria encarregou-se de destruir os &#8220;muros&#8221; que separavam os povos (embora hoje outros comecem a surgir), s\u00f3 que este abater dos muros tornou a miss\u00e3o eclesial mais vulner\u00e1vel pois todo o tipo de mensagens e propostas invadem o interior das nossas comunidades familiares. A laiciza\u00e7\u00e3o, o hedonismo, a banaliza\u00e7\u00e3o dos costumes chegam a todos os contextos. A globaliza\u00e7\u00e3o, nas vantagens que nos proporciona, n\u00e3o deixa de ser, em termos gerais, uma proposta que seduz, talvez inadvertidamente, para vidas superficiais onde as virtudes e os valores quase que desaparecem. Propor um caminho de fidelidade nos conte\u00fados evang\u00e9licos torna-se muito complicado. Importa, por\u00e9m, acreditar na bondade do nosso povo e saber que \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o propor uma &#8220;santidade de povo&#8221; na convic\u00e7\u00e3o de que existem aut\u00eanticos &#8220;santos&#8221; que edificam e consolidam as comunidades. A declara\u00e7\u00e3o da santidade est\u00e1 longe de esgotar as falanges de pessoas que caminham num testemunho de aut\u00eantica vida crist\u00e3. Parece-me que devemos revalorizar esta realidade e partir deste testemunho positivo. Nunca podemos ignorar o mundo que nos rodeia. S\u00f3 que deixar-se prender ao negativo que nos impressiona, pode ser motivo para resignar-se e n\u00e3o propor a partir de casos de vida muito concretos e reais. Talvez as nossas homilias devessem falar destes casos e as nossas comunica\u00e7\u00f5es sociais comprometer-se com recolher e dar a conhecer o maravilhoso de muitas vidas sacerdotais, religiosas e laicais. A luz deve ser colocada no candelabro e as comunidades devem ser mais positivas. Trata-se duma auto-estima eclesial que nos daria entusiasmo e coragem para prosseguir na proposta do seguimento de Cristo. Maria, a Senhora de F\u00e1tima, \u00e9 esta simplicidade escondida que nas poucas palavras pronunciadas desencadeou todo um &#8220;milagre&#8221; que abra\u00e7ou o mundo. Como disc\u00edpula e mission\u00e1ria de Seu Filho desafia-nos para o dever de anunciar as maravilhas de Deus de modo que muitos queiram viver para Ele no &#8220;caminho, verdade e vida&#8221; que \u00e9 Cristo. <i>D. Jorge Ortiga, Presidente da C.E.P. e Arcebispo Primaz<\/i>  1 &#8211; Pastores Gregis, n. 41. 2 &#8211; Pastores Gregis, n.41 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discurso do Presidente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa na Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[140,147,207,311],"class_list":["post-28061","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-comunicacoes-sociais","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-fatima","tag-sinodo-dos-bispos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28061","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28061\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}