{"id":27986,"date":"2007-11-05T12:16:28","date_gmt":"2007-11-05T12:16:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2007\/11\/05\/loc-mtc-do-porto-olhou-para-dentro-do-movimento\/"},"modified":"2007-11-05T12:16:28","modified_gmt":"2007-11-05T12:16:28","slug":"loc-mtc-do-porto-olhou-para-dentro-do-movimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/loc-mtc-do-porto-olhou-para-dentro-do-movimento\/","title":{"rendered":"LOC\/MTC do Porto olhou para dentro do movimento"},"content":{"rendered":"<p>No dia 4 de Novembro de 2007 realizou-se a 64\u00aa Assembleia da Liga Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica\/ Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os, da Diocese do Porto, na Casa Diocesana de Vilar, sob o tema &#8220;Valorizar o Trabalho &#8211; Dignificar a Pessoa\u201d Estiveram presentes cerca de 130 militantes e simpatizantes do Movimento, na Diocese. Igualmente marcou presen\u00e7a a Coordenadora Nacional da LOC\/MTC, F\u00e1tima Almeida. Estiveram ainda presentes como convidados, a representar a CGTP Deolinda Machado, a Pastoral Oper\u00e1ria, Am\u00e9rico Monteiro, e alguns sacerdotes assistentes e amigos do Movimento. Justificou a sua aus\u00eancia o D Manuel Clemente, nosso bispo diocesano, pelo facto da visita \u201cad Limina\u201d que est\u00e1 decorrendo, neste momento, no Vaticano, augurando por uma fecunda Assembleia Diocesana. Foi aprovada a Acta da anterior Assembleia com uma absten\u00e7\u00e3o, assim como o Relat\u00f3rio de Actividades aprovado com quatro absten\u00e7\u00f5es. Foi desenvolvido o tema de Forma\u00e7\u00e3o e Debate \u201cUm olhar sobre o interior do Movimento\u201d orientado pelo Pe. Hor\u00e1cio Noronha. Come\u00e7ou por afirmar que toda a ac\u00e7\u00e3o militante transforma a vida e transforma o pr\u00f3prio militante. E a todos perguntava, que motivos temos para agir? Enumerou seis grandes motiva\u00e7\u00f5es: <b>Grandes Motiva\u00e7\u00f5es:<\/b> 1 &#8211; Toda a realidade humana nos deve interessar: \u201cAs alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, s\u00e3o tamb\u00e9m as alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos disc\u00edpulos de Cristo\u201d. (Gaudiam et Spes, n\u00ba 1) 2 &#8211; A ac\u00e7\u00e3o pela procura e obten\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a \u201cA ac\u00e7\u00e3o pela justi\u00e7a e a participa\u00e7\u00e3o na transforma\u00e7\u00e3o do mundo aparecem-nos como uma dimens\u00e3o constitutiva da prega\u00e7\u00e3o do Evangelho, em prol da reden\u00e7\u00e3o e da liberta\u00e7\u00e3o do g\u00e9nero humano de todas as situa\u00e7\u00f5es opressivas\u201d (S\u00ednodo dos Bispos sobre \u201cA Justi\u00e7a no mundo\u201d 1). \u201cO que fizestes a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos a Mim o fizestes\u201d (Mt. 25, 40). 3 &#8211; A promo\u00e7\u00e3o da dignidade da pessoa: \u201cDescobrir e ajudar a descobrir a dignidade inviol\u00e1vel de cada pessoa humana constitui a tarefa essencial e unificadora do servi\u00e7o que a Igreja, e nela os fi\u00e9is leigos, s\u00e3o chamados a prestar \u00e0 fam\u00edlia dos homens. De todas as criaturas, s\u00f3 o homem \u00e9 \u00abpessoa\u00bb, sujeito consciente e livre e, precisamente por isso, \u00abcentro e v\u00e9rtice\u00bb de tudo o que existe sobre a terra. A dignidade pessoal \u00e9 o bem mais precioso que o homem tem, gra\u00e7as ao qual ele transcende em valor todo o mundo material: o homem vale n\u00e3o por aquilo que \u00abtem\u00bb \u2014 mesmo que ele possu\u00edsse o mundo inteiro \u2014 mas por aquilo que \u00ab\u00e9\u00bb. N\u00e3o s\u00e3o tanto os bens do mundo que contam, mas o bem da pessoa, o bem que \u00e9 a pr\u00f3pria pessoa\u201d. (CL, 37). 4 &#8211; O projecto de Deus para o Homem: \u201cDeus criou o ser humano \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a e disse-lhes: Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra\u201d. 5 &#8211; O nosso m\u00e9todo da Revis\u00e3o de Vida: \u201cO Povo de Deus, movido pela f\u00e9 com que acredita ser conduzido pelo Esp\u00edrito do Senhor, esfor\u00e7a-se por discernir nos acontecimentos, nas exig\u00eancias e aspira\u00e7\u00f5es, em que participa juntamente com os homens de hoje, quais s\u00e3o os verdadeiros sinais da presen\u00e7a ou da vontade de Deus e orienta o esp\u00edrito para solu\u00e7\u00f5es plenamente humanas\u201d. (GS 11). 6 &#8211; O lugar da LOC\/MTC \u201cFaz parte da miss\u00e3o da Igreja contribuir para que a sociedade se organize e viva segundo o Evangelho. Precisamos de cat\u00f3licos de f\u00e9 esclarecida, bons conhecedores das realidades portuguesas no contexto da actualidade internacional, que sejam os profetas das den\u00fancias e dos an\u00fancios esperan\u00e7osos. Mas n\u00e3o basta. \u00c9 necess\u00e1rio que eles apare\u00e7am como arautos e agentes do pensamento social da Igreja, tomando iniciativas de interven\u00e7\u00e3o ou ac\u00e7\u00e3o\u201d. (Bispos Portugueses na \u201cMensagem ao Povo de Deus no centen\u00e1rio da D.S.I.\u201d, 1991). Por fim afirmou que s\u00f3 com o Movimento organizado e com planos de ac\u00e7\u00e3o bem delineados se conseguir\u00e1 ter \u00eaxito nas ac\u00e7\u00f5es. H\u00e1 que, contrapondo ao sentimento da tristeza, a justa indigna\u00e7\u00e3o; ao medo, a coragem de arriscar; ao sentimento de vitimiza\u00e7\u00e3o, assumir a inviol\u00e1vel dignidade do Homem; ao conformismo derrotista, a desinstala\u00e7\u00e3o e ao ego\u00edsmo, a solidariedade. Falou do valor impar do reformado que pode fazer ac\u00e7\u00f5es que os que est\u00e3o no activo n\u00e3o podem, ou est\u00e3o impedidos de as fazer. Terminou como come\u00e7ou: toda a realidade humana nos interessa e a ela n\u00e3o podemos ficar indiferentes. Citando Jo\u00e3o Paulo II, nos incitou a fazer, fazer bem e a fazer outros fazer. Em plen\u00e1rio os militantes discutiram e aprovaram um Plano de Ac\u00e7\u00e3o, por unanimidade, a concretizar at\u00e9 \u00e0 pr\u00f3xima Assembleia, e que contempla os seguintes campos de ac\u00e7\u00e3o priorit\u00e1rios: &#8211; A partir da crescente precariedade do emprego e do constante aumento do desemprego a Assembleia aprovou como prioridade principal o TRABALHO e reflectiu as suas implica\u00e7\u00f5es na: Fam\u00edlia; Seguran\u00e7a Social, Sistema de Sa\u00fade, Flexiseguran\u00e7a e pobreza e exclus\u00e3o. &#8211; No interior do Movimento as prioridades ter\u00e3o em conta: A forma\u00e7\u00e3o dos Militantes; acentuar a din\u00e2mica das Equipas, a sua capacidade de reflex\u00e3o tendo em conta a realidade do seu Agir transformador na Sociedade que a envolve; cuidar tamb\u00e9m do rejuvenescimento e expans\u00e3o do Movimento. &#8211; Foi igualmente aprovado um calend\u00e1rio de actividades que contempla v\u00e1rios encontros de forma\u00e7\u00e3o para militantes e outros trabalhadores abrangidos pelas ac\u00e7\u00f5es a realizar pelo Movimento. &#8211; As contas relativas ao ano 2006\/2007 e o or\u00e7amento para 2007\/2008 foram tamb\u00e9m aprovados. &#8211; Os convidados presentes saudaram e dirigiram palavras \u00e0 Assembleia. &#8211; Foram eleitos Coordenadores Diocesanos, Serafim Vieira e Lurdes Pinheiro, para o tri\u00e9nio 2007\/2010, que dirigiram palavras de sauda\u00e7\u00e3o e compromisso \u00e0 Assembleia. &#8211; Depois das palavras dirigidas \u00e0 Assembleia pelos Coordenadores Diocesanos cessantes, Joaquim Ribeiro e Armanda Teixeira, esta terminou com a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, presidida pelo Assistente Diocesano,  Padre Jos\u00e9 Manuel Macedo. <i>Porto, 4 de Novembro de 2007<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 4 de Novembro de 2007 realizou-se a 64\u00aa Assembleia da Liga Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica\/ Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os, da Diocese do Porto, na Casa Diocesana de Vilar, sob o tema &#8220;Valorizar o Trabalho &#8211; Dignificar a Pessoa\u201d Estiveram presentes cerca de 130 militantes e simpatizantes do Movimento, na Diocese. 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